{"id":22569,"date":"2015-06-09T18:00:08","date_gmt":"2015-06-09T18:00:08","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=22569"},"modified":"2015-06-08T23:46:35","modified_gmt":"2015-06-08T23:46:35","slug":"abelhas-da-africa-do-sul-correm-risco-de-desaparecer-devido-a-surto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/abelhas-da-africa-do-sul-correm-risco-de-desaparecer-devido-a-surto\/","title":{"rendered":"Abelhas da \u00c1frica do Sul correm risco de desaparecer devido a surto"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/abelhas_ameacadas.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-22572\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/abelhas_ameacadas-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/abelhas_ameacadas-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/abelhas_ameacadas.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Depois da Europa e dos Estados Unidos, agora \u00e9 a vez da \u00c1frica do Sul se ver amea\u00e7ada pelo desaparecimento das abelhas, essenciais para a poliniza\u00e7\u00e3o de muitas esp\u00e9cies de plantas necess\u00e1rias para o consumo humano.<\/p>\n<p>Um surto de loque americana (AFB, na sigla em ingl\u00eas), uma doen\u00e7a bacteriana mortal que afeta as larvas de abelhas, est\u00e1 devastando as colmeias pela primeira vez na hist\u00f3ria recente do pa\u00eds, explica Mike Allsopp, agr\u00f4nomo especialista em abelhas de Stellenbosch, a 50 quil\u00f4metros de Cape Town.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 exatamente o que est\u00e1 acontecendo ao redor do mundo&#8221;, afirma. Antes as abelhas &#8220;eram menos vulner\u00e1veis porque n\u00e3o estavam estressadas por m\u00e9todos de apicultura intensiva, pesticidas e polui\u00e7\u00e3o&#8221;. Agora se veem afetadas por &#8220;press\u00f5es e estresse que lhes s\u00e3o impostos pelos seres humanos&#8221;.<\/p>\n<p>Os especialistas temem que a doen\u00e7a se espalhe para o norte e depois se alastre pelo resto da \u00c1frica, onde a apicultura artesanal \u00e9 o sustento de centenas de milhares de pessoas.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 uma bomba. Todas as col\u00f4nias examinadas com casos de loque americana morreram&#8221;, afirma Allsopp.<\/p>\n<p>Brendan Ashley-Cooper ficou preocupado quando em 2009 descobriu a doen\u00e7a em suas colmeias. &#8220;N\u00f3s sab\u00edamos que est\u00e1vamos tendo este surto enorme de loque&#8221;, conta o apicultor de Cape Town. &#8220;Eu n\u00e3o sabia o que fazer, n\u00e3o sabia qual seroa a extens\u00e3o do dano. S\u00f3 estava preocupado com minhas abelhas&#8221;.<\/p>\n<p>Seis anos depois, o pesadelo se tornou realidade. As colmeias caem umas ap\u00f3s as outras.<\/p>\n<p>A loque americana ataca o conjunto de larvas colocado pela abelha rainha, evitando assim a reprodu\u00e7\u00e3o das abelhas oper\u00e1rias Quando uma colmeia morre, as abelhas de outras colmeias correm para recuperar o mel contaminado, levando-o para seus pr\u00f3prios favos e, assim, espalhando a doen\u00e7a.<\/p>\n<p>&#8211; Programa de a\u00e7\u00e3o &#8211;<\/p>\n<p>Am\u00e9rica do Norte e Europa est\u00e3o enfrentando a doen\u00e7a h\u00e1 s\u00e9culos, mas de acordo com os cientistas as abelhas sul-africanas resistiram at\u00e9 agora sobretudo gra\u00e7as \u00e0 grande diversidade de abelhas locais. Al\u00e9m disso, uma regra que obriga irradiar todos os produtos de colmeia importados para a \u00c1frica do Sul tamb\u00e9m evitou a contamina\u00e7\u00e3o por um longo tempo.<\/p>\n<p>No entanto, em 2015 a epidemia ganhou terreno. &#8220;A loque se propagou maci\u00e7amente nos \u00faltimos cinco meses (durante o ver\u00e3o austral), ocupando no oeste do pa\u00eds um territ\u00f3rio de 200.000 km2, onde quase todas as colmeias est\u00e3o infectadas&#8221;, lamenta Mike Allsopp.<\/p>\n<p>&#8220;A doen\u00e7a se espalha rapidamente e continuar\u00e1 assim a menos que uma interven\u00e7\u00e3o humana consiga control\u00e1-la&#8221;, continua.<\/p>\n<p>Como em todos os lugares, as abelhas n\u00e3o s\u00e3o apenas produtoras de mel, mas s\u00e3o especialmente essenciais para a poliniza\u00e7\u00e3o de centenas de esp\u00e9cies de plantas.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s n\u00e3o podemos nos dar ao luxo de perdermos nossas abelhas&#8221;, comenta Allsopp. &#8220;N\u00e3o s\u00f3 pelo mel, mas porque temos um setor agr\u00edcola no valor de 20 bilh\u00f5es de rands (cerca de 4,8 bilh\u00f5es de reais) dependente da poliniza\u00e7\u00e3o das abelhas&#8221;.<\/p>\n<p>Segundo a ONG Greenpeace, que lan\u00e7ou uma campanha para salvar os insetos, cerca de 70% dos cultivos em todo o mundo &#8211; de onde prov\u00eam 90% dos alimentos consumidos no planeta &#8211; est\u00e1 polinizado pelas abelhas.<\/p>\n<p>&#8220;Temos uma equipe que trabalha atualmente em um programa de a\u00e7\u00f5es que ser\u00e1 anunciado nas pr\u00f3ximas semanas&#8221;, garante Mooketsa Ramasodi, diretor do minist\u00e9rio da Agricultura da \u00c1frica do Sul.<\/p>\n<p>O plano do governo prev\u00ea limitar a autoriza\u00e7\u00e3o para abrir colmeias, informar amplamente sobre a doen\u00e7a e criar padr\u00f5es mais elevados de gest\u00e3o de colmeias, bem como a realiza\u00e7\u00e3o de an\u00e1lises constantes para identificar larvas contaminadas antes de espalhar a doen\u00e7a para toda a colmeia.<\/p>\n<p>O uso de antibi\u00f3ticos para proteger as colmeias, muito controverso, ser\u00e1 usado apenas &#8220;como \u00faltimo recurso&#8221;, explica Ramasodi.<\/p>\n<p>Para o apicultor Ashley-Cooper, estas medidas podem ser insuficientes e chegar muito tarde, em um setor agr\u00edcola onde o costume \u00e9 n\u00e3o intervir e deixar a natureza seguir seu curso. Um m\u00e9todo que tinha funcionado at\u00e9 agora.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois da Europa e dos Estados Unidos, agora \u00e9 a vez da \u00c1frica do Sul<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":22572,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/abelhas_ameacadas.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/abelhas_ameacadas-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/abelhas_ameacadas-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/abelhas_ameacadas.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/abelhas_ameacadas.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/abelhas_ameacadas.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/abelhas_ameacadas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/abelhas_ameacadas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/abelhas_ameacadas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/abelhas_ameacadas.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Depois da Europa e dos Estados Unidos, agora \u00e9 a vez da \u00c1frica do Sul","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22569"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22569"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22569\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/22572"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22569"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22569"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22569"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}