{"id":22549,"date":"2015-06-09T13:00:03","date_gmt":"2015-06-09T13:00:03","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=22549"},"modified":"2015-06-08T23:20:33","modified_gmt":"2015-06-08T23:20:33","slug":"mortos-que-viram-compostagem-iniciativa-usa-o-metodo-para-dizer-adeus-aos-entes-queridos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/mortos-que-viram-compostagem-iniciativa-usa-o-metodo-para-dizer-adeus-aos-entes-queridos\/","title":{"rendered":"Mortos que viram compostagem: Iniciativa usa o m\u00e9todo para dizer adeus aos entes queridos"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/katrina.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-22553\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/katrina-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/katrina-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/katrina.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Na expectativa de criar mais espa\u00e7os verdes, driblar a falta de terras para a constru\u00e7\u00e3o de novos cemit\u00e9rios (problema que afeta as grandes metr\u00f3poles) e dar um destino sustent\u00e1vel aos mortos de uma cidade, a arquiteta americana de 37 anos Katrina Spade criou o Urban Death. O projeto visa substituir as op\u00e7\u00f5es do enterro e da crema\u00e7\u00e3o &#8211; essa libera 272 milh\u00f5es de quilos de di\u00f3xido de carbono (o CO2) na atmosfera todos os anos, contribuindo para as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas que afetam o planeta. Sim, isso mesmo, ela quer transformar em fertilizante os entes queridos. Parece bizarro. Mas, em entrevista ao site de VEJA, Katrina defende que isso \u00e9 bom.<\/p>\n<p><strong>O projeto \u00e9 claramente m\u00f3rbido. Quando a senhora percebeu que mesmo assim podia dar certo?<\/strong> Em julho do ano passado, quando recebi uma bolsa da organiza\u00e7\u00e3o Echoing Green, do setor de sustentabilidade, para viabilizar a iniciativa. Al\u00e9m disso, nos abrimos para doa\u00e7\u00f5es e temos recebido apoio expressivo. Ou seja, a sociedade tem mostrado que meu projeto \u00e9 promissor.<\/p>\n<p><strong>Como a senhora faz a compostagem dos mortos?<\/strong> \u00c9 semelhante \u00e0 compostagem de alimentos, em que a propor\u00e7\u00e3o adequada de nutrientes e materiais cria o ambiente prop\u00edcio para a prolifera\u00e7\u00e3o de micr\u00f3bios e bact\u00e9rias ben\u00e9ficas para decompor a mat\u00e9ria org\u00e2nica rapidamente e, depois, servir para criar uma nova, como plantas. E tudo sem exalar mau cheiro. A compostagem \u00e9 uma maneira de dar nova vida para materiais org\u00e2nicos mortos. O processo nos lembra que, apesar de toda a tecnologia inventada, continuamos a integrar ciclos essenciais, de vida e morte, da natureza. O que quero \u00e9 transpor essa realidade para o ambiente urbano.<\/p>\n<p><strong>Por que algu\u00e9m toparia dar o pr\u00f3prio corpo, morto, para isso?<\/strong> Olha, a menos que sejamos cremados ou mumificados, nossos corpos ir\u00e3o se decompor depois que morremos. E ponto. O que proponho \u00e9 facilitar essa decomposi\u00e7\u00e3o, de forma que o organismo humano possa ser integrado \u00e0 terra, e \u00e0 natureza. Acho mais inteligente.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 tamb\u00e9m uma boa forma de lucrar?<\/strong> N\u00e3o. O Urban Death \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos, e por isso aceitamos doa\u00e7\u00f5es. Cobramos em torno de 2 500 d\u00f3lares para realizar a compostagem nos Estados Unidos, um custo menor que o de um funeral. S\u00f3 que n\u00e3o \u00e9 lucro.<\/p>\n<p><strong>Por que a senhora considera isso revolucion\u00e1rio?<\/strong> Todos s\u00e3o impactados pela morte. Mas moradores de \u00e1reas urbanas e os mais pobres s\u00e3o especialmente afetados. Pois h\u00e1 pouco espa\u00e7o para enterros e, como efeito, \u00e9 enorme o pre\u00e7o cobrado pelos m\u00e9todos convencionais. Logo, ser\u00edamos a alternativa vi\u00e1vel. Al\u00e9m disso, o m\u00e9todo gera menor polui\u00e7\u00e3o, incentiva a agricultura e desenvolve espa\u00e7os verdes em cidades. Ou seja, \u00e9 econ\u00f4mico e sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p><strong>No Brasil, em reflexo de uma sociedade altamente religiosa, o cemit\u00e9rio tem papel central na cultura. Como vencer essa quest\u00e3o?<\/strong> Cemit\u00e9rios s\u00e3o lugares cheio de hist\u00f3ria e maravilhosos, \u00e9 verdade. Um local para lembrar de entes queridos. Muitos tamb\u00e9m funcionam como viveiros, e podem ser \u00f3timos para admirar, mesmo em um passeio. S\u00f3 que uma hora temos de racionalizar e encarar os fatos. Em cidades, como noto nos Estados Unidos, estamos sem espa\u00e7o. Seja para morar, montar empresas ou construir cemit\u00e9rios. Temos de achar uma solu\u00e7\u00e3o inteligente. A compostagem pode ser o caminho.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na expectativa de criar mais espa\u00e7os verdes, driblar a falta de terras para a constru\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":22553,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/katrina.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/katrina-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/katrina-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/katrina.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/katrina.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/katrina.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/katrina.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/katrina.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/katrina.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/katrina.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Na expectativa de criar mais espa\u00e7os verdes, driblar a falta de terras para a constru\u00e7\u00e3o","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22549"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22549"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22549\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/22553"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22549"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22549"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22549"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}