{"id":22426,"date":"2015-06-06T16:52:06","date_gmt":"2015-06-06T16:52:06","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=22426"},"modified":"2015-06-06T16:52:06","modified_gmt":"2015-06-06T16:52:06","slug":"consorcio-internacional-aprova-inicio-da-construcao-do-megatelescopio-gmt","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/consorcio-internacional-aprova-inicio-da-construcao-do-megatelescopio-gmt\/","title":{"rendered":"Cons\u00f3rcio internacional aprova in\u00edcio da constru\u00e7\u00e3o do megatelesc\u00f3pio GMT"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/megatelescopio.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-22428\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/megatelescopio-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/megatelescopio-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/megatelescopio.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O conselho diretor do Telesc\u00f3pio Gigante Magalh\u00e3es (GMT, na sigla em ingl\u00eas) anunciou, na \u00faltima quarta-feira (3), a decis\u00e3o de iniciar a primeira fase de constru\u00e7\u00e3o do megatelesc\u00f3pio nos Andes chilenos.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o foi tomada ap\u00f3s o cons\u00f3rcio, integrado por 11 institui\u00e7\u00f5es internacionais \u2013 incluindo a FAPESP \u2013, ter conseguido arrecadar mais de US$ 500 milh\u00f5es necess\u00e1rios para come\u00e7ar a constru\u00e7\u00e3o do primeiro de uma nova gera\u00e7\u00e3o de telesc\u00f3pios extremamente grandes.<\/p>\n<p>O projeto tem a participa\u00e7\u00e3o da Austr\u00e1lia, do Brasil (representado pela FAPESP), da Coreia do Sul, dos Estados Unidos e do Chile, e custo total estimado de, aproximadamente, US$ 1,05 bilh\u00e3o.<\/p>\n<p>A FAPESP investir\u00e1 US$ 40 milh\u00f5es no projeto, o que equivale a cerca de 4% do custo total estimado. O investimento garantir\u00e1 4% do tempo de opera\u00e7\u00e3o do GMT para trabalhos realizados por pesquisadores de S\u00e3o Paulo, al\u00e9m de assento no conselho diretor do cons\u00f3rcio.<\/p>\n<p>\u201cEssa fase 1 do projeto \u00e9 crucial e prev\u00ea a constru\u00e7\u00e3o da estrutura mec\u00e2nica e o in\u00edcio da opera\u00e7\u00e3o cient\u00edfica do telesc\u00f3pio com, pelo menos, quatro de seus sete espelhos gigantes\u201d, disse Jo\u00e3o Evangelista Steiner, professor do Instituto de Astronomia, Geof\u00edsica e Ci\u00eancias Atmosf\u00e9ricas da Universidade de S\u00e3o Paulo (IAG-USP), \u00e0 Ag\u00eancia FAPESP.<\/p>\n<p>De acordo com Steiner, a parte \u00f3ptica do telesc\u00f3pio come\u00e7ou a ser feita antes do in\u00edcio da constru\u00e7\u00e3o do observat\u00f3rio em raz\u00e3o de ser a parte principal do projeto e do desafio tecnol\u00f3gico que apresenta.<\/p>\n<p>Por isso, somente quando o primeiro espelho \u00f3ptico, de 8,4 metros, foi finalizado e aprovado, em 2012, come\u00e7ou ser preparado o terreno para a constru\u00e7\u00e3o do observat\u00f3rio, no topo de uma montanha situada em Las Campanas, a 2,4 mil metro de altitude, no Deserto do Atacama, no Chile, onde o telesc\u00f3pio ser\u00e1 instalado.<\/p>\n<p>\u201cOs espelhos j\u00e1 estavam sendo fabricados\u201d, afirmou Steiner. \u201cO primeiro j\u00e1 est\u00e1 pronto e o segundo e o terceiro ser\u00e3o lixados e polidos. J\u00e1 o quarto ser\u00e1 fundido ainda esse ano\u201d, disse.<\/p>\n<p>Segundo Steiner, agora ser\u00e3o escavadas as funda\u00e7\u00f5es do observat\u00f3rio e de um gigantesco p\u00eder que formar\u00e1 a base do telesc\u00f3pio e constru\u00edda uma estrutura girat\u00f3ria cil\u00edndrica \u2013 que atuar\u00e1 como \u201cc\u00fapula\u201d do telesc\u00f3pio, protegendo-o durante o dia e em ocasi\u00f5es clim\u00e1ticas adversas e abrindo \u00e0 noite para a realiza\u00e7\u00e3o de observa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, ser\u00e3o constru\u00eddos edif\u00edcios auxiliares, para abrigar equipamentos e laborat\u00f3rios de apoio.<\/p>\n<p>Paralelamente \u00e0 constru\u00e7\u00e3o do observat\u00f3rio, ser\u00e1 finalizado, al\u00e9m da fabrica\u00e7\u00e3o dos quatros primeiros espelhos, um conjunto inicial de instrumentos cient\u00edficos \u2013 incluindo c\u00e2maras e espectr\u00f3grafos para medir a composi\u00e7\u00e3o e o movimento de planetas distantes e gal\u00e1xias \u2013, a fim de que o telesc\u00f3pio possa obter sua \u201cprimeira luz\u201d em 2021.<\/p>\n<p>Completada essa fase inicial, ser\u00e3o necess\u00e1rios mais US$ 500 milh\u00f5es para finalizar a constru\u00e7\u00e3o dos outros tr\u00eas espelhos do telesc\u00f3pio, at\u00e9 2024, e para desenvolver um sistema de \u00f3ptica adaptativa, al\u00e9m dos demais instrumentos cient\u00edficos necess\u00e1rios para a opera\u00e7\u00e3o plena do GMT.<\/p>\n<p>\u201cO telesc\u00f3pio j\u00e1 pode ser operado com quatro espelhos, enquanto os restantes est\u00e3o sendo finalizados\u201d, explicou Steiner.<\/p>\n<p>Constru\u00e7\u00e3o dos espelhos<\/p>\n<p>Os sete espelhos est\u00e3o sendo produzidos no laborat\u00f3rio de espelhos do Observat\u00f3rio de Steward, da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, que \u00e9 uma das parceiras do projeto.<\/p>\n<p>Cada um dos espelhos pesar\u00e1, aproximadamente, 17 toneladas e demanda um ano para moldagem e resfriamento do vidro cer\u00e2mico, seguido de mais tr\u00eas anos para gera\u00e7\u00e3o e polimento da superf\u00edcie.<\/p>\n<p>Juntos, os setes espelhos gigantes formar\u00e3o o espelho prim\u00e1rio do telesc\u00f3pio, com 25,4 metros, que coletar\u00e1 mais de seis vezes a quantidade de luz capturada pelos maiores telesc\u00f3pios \u00f3pticos em opera\u00e7\u00e3o hoje, proporcionando imagens at\u00e9 dez vezes mais n\u00edtidas do que as produzidas com o telesc\u00f3pio espacial Hubble.<\/p>\n<p>O equipamento permitir\u00e1 aos astr\u00f4nomos investigar a forma\u00e7\u00e3o de estrelas e gal\u00e1xias logo ap\u00f3s o Big Bang, medir a massa de buracos negros e mapear o ambiente imediato em torno deles.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, possibilitar\u00e1 descobrir e caracterizar planetas em torno de outras estrelas, com possibilidade de detec\u00e7\u00e3o de exoplanetas semelhantes \u00e0 Terra, e estudar a natureza da mat\u00e9ria e da energia escuras.<\/p>\n<p>\u201cO GMT representa uma nova realidade em compara\u00e7\u00e3o com os telesc\u00f3pios \u00f3pticos atuais\u201d, disse Steiner.<\/p>\n<p>\u201cOs recursos necess\u00e1rios para iniciar a primeira fase do projeto foram completados com a ades\u00e3o da FAPESP ao cons\u00f3rcio, no final de 2014\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>A participa\u00e7\u00e3o dos pesquisadores do Estado de S\u00e3o Paulo no GMT ser\u00e1 nos mesmos moldes da colabora\u00e7\u00e3o nos observat\u00f3rios Gemini, cujas opera\u00e7\u00f5es iniciaram em 2000 com dois telesc\u00f3pios \u201cg\u00eameos\u201d \u2013 um nos Andes chilenos e outro no Hava\u00ed \u2013, e no Southern Observatory for Astrophysical Research (SOAR, na sigla em ingl\u00eas), inaugurado em 2004.<\/p>\n<p>O Brasil conta com 6% de participa\u00e7\u00e3o nas observa\u00e7\u00f5es do Gemini, cujos telesc\u00f3pios t\u00eam espelhos principais com 8,1 metros de di\u00e2metro. No SOAR, com espelho de 4,2 metros de di\u00e2metro, a participa\u00e7\u00e3o brasileira \u00e9 de 30%.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do GMT, h\u00e1 outros dois projetos de telesc\u00f3pios gigantes sendo desenvolvidos internacionalmente: o European Extremely Large Telescope (E-ELT), coordenado pelo Observat\u00f3rio Europeu do Sul (ESO), e o Thirty Meter Telescope (TMT), administrado pelo California Institute of Technology e pela University of California.<\/p>\n<p>Mais informa\u00e7\u00f5es sobre o GMT podem ser obtidas no site www.iag.usp.br\/gmt\/pfs\/.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O conselho diretor do Telesc\u00f3pio Gigante Magalh\u00e3es (GMT, na sigla em ingl\u00eas) anunciou, na \u00faltima<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":22428,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/megatelescopio.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/megatelescopio-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/megatelescopio-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/megatelescopio.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/megatelescopio.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/megatelescopio.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/megatelescopio.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/megatelescopio.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/megatelescopio.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/megatelescopio.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O conselho diretor do Telesc\u00f3pio Gigante Magalh\u00e3es (GMT, na sigla em ingl\u00eas) anunciou, na \u00faltima","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22426"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22426"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22426\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/22428"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22426"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22426"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22426"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}