{"id":22350,"date":"2015-06-06T14:00:05","date_gmt":"2015-06-06T14:00:05","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=22350"},"modified":"2015-06-05T23:30:08","modified_gmt":"2015-06-05T23:30:08","slug":"sete-especies-de-sapos-minusculos-sao-descobertas-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/sete-especies-de-sapos-minusculos-sao-descobertas-no-brasil\/","title":{"rendered":"Sete esp\u00e9cies de sapos min\u00fasculos s\u00e3o descobertas no Brasil"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/sapo_mini.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-22351\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/sapo_mini-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/sapo_mini-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/sapo_mini.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Sete novas esp\u00e9cies de sapos min\u00fasculos foram encontradas em sete montanhas diferentes no sul do Brasil.<\/p>\n<p>Um estudo da Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR), divulgado na publica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica PeerJ, afirma que as descobertas foram fruto de cinco anos de pesquisas em \u00e1reas montanhosas da Mata Atl\u00e2ntica no Paran\u00e1 e em Santa Catarina.<\/p>\n<p>O clima \u00fanico da regi\u00e3o isola os picos montanhosos, onde as temperaturas s\u00e3o mais baixas do que nos vales. O isolamento, segundo os cientistas, permitiu a descoberta de 21 esp\u00e9cies conhecidas do sapo Brachycephalus \u2013 agora, s\u00e3o 28.<\/p>\n<p>Todos eles t\u00eam cerca de um cent\u00edmetro de comprimento e muitos possuem peles coloridas e venenosas, que afastam predadores.<\/p>\n<p>Marcio Pie, professor da UFPR, disse que, para encontrar os animais, escalou mais montanhas do que consegue lembrar.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 muito exaustivo. As montanhas n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o altas \u2013 a maioria delas t\u00eam entre mil e 1.500 metros \u2013, mas as trilhas n\u00e3o s\u00e3o bem sinalizadas&#8221;, disse \u00e0 BBC.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"Os pequenos sapos variam de acordo com a cor e a rugosidade da pele (Foto: Luiz Fernando Ribeiro CC BY SA)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/wTvJuilVHSh7LtdqGwTIxlib0mo=\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2015\/06\/05\/sapo.jpg\" alt=\"Os pequenos sapos variam de acordo com a cor e a rugosidade da pele (Foto: Luiz Fernando Ribeiro CC BY SA)\" width=\"640\" height=\"413\" \/><strong>Os pequenos sapos variam de acordo com a cor e a rugosidade da pele (Foto: Luiz Fernando Ribeiro CC BY SA)<\/strong><\/div>\n<p><strong>Jogo de adivinha\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nDe acordo com Pie, as florestas elevadas do sul possuem mais esp\u00e9cies diferentes por quil\u00f4metro quadrado do que a Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>Animais como os sapos Brachycephalus s\u00e3o particularmente sens\u00edveis ao ambiente. Por isso, sentem o impacto at\u00e9 mesmo de mudan\u00e7as de temperatura de uma montanha em rela\u00e7\u00e3o a um vale. Isso faz com que a popula\u00e7\u00e3o de sapos em cada montanha se desenvolva, lentamente, em uma nova esp\u00e9cie.<\/p>\n<p>H\u00e1 restri\u00e7\u00f5es para o qu\u00e3o diferentes umas das outras estas pequenas criaturas podem ser tornar. Assim como os menores vertebrados terrestres, a maior parte da anatomia deles \u00e9 otimizada para uma escala menor.<\/p>\n<p>Por exemplo, eles costumam ter tr\u00eas dedos nas patas traseiras e dois nas dianteiras, ao inv\u00e9s dos cinco dedos traseiros e quatro dianteiros encontrados na maioria dos sapos.<\/p>\n<p>A diferen\u00e7a mais \u00f3bvia entre as esp\u00e9cies de Bachycephalus \u00e9 sua pele, que pode variar em termos de rugosidade e cor \u2013 tons mais vibrantes geralmente indicam n\u00edveis mais altos da subst\u00e2ncia qu\u00edmica tetrodotoxina, que \u00e9 venenosa.<\/p>\n<p>Adivinhar como seria o aspecto de uma nova esp\u00e9cie se tornou um jogo para Marcio Pie e seus colegas.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 uma experi\u00eancia empolgante porque temos a expectativa de encontrar uma nova esp\u00e9cie em cada montanha, mas n\u00e3o sabemos como ela ser\u00e1.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;Ent\u00e3o, enquanto planejamos a viagem, tentamos adivinhar quais ser\u00e3o suas caracter\u00edsticas.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Ouvir sem ver<\/strong><br \/>\nDepois de capturar esp\u00e9cimes suficientes \u2013 um processo que geralmente envolvia vasculhar a folhagem com as m\u00e3os \u2013 a equipe de pesquisadores fazia testes gen\u00e9ticos para descrever cada nova esp\u00e9cie.<\/p>\n<p>Ele afirma, no entanto, que encontr\u00e1-las era o maior desafio. &#8220;\u00c9 preciso muita pr\u00e1tica e \u00e0s vezes \u00e9 muito frustrante subir a montanha por horas e voltar de m\u00e3os vazias.&#8221;<\/p>\n<p>Com frequ\u00eancia, os cientistas chegavam a ouvir os sons dos sapos muito antes de os verem, mas os animais \u2013 cujos principais predadores s\u00e3o cobras \u2013 n\u00e3o se deixam localizar facilmente.<\/p>\n<p>&#8220;D\u00e1 para ouvi-los cantar e h\u00e1 provavelmente centenas deles, mas voc\u00ea n\u00e3o consegue peg\u00e1-los! Quando voc\u00ea se aproxima, (eles sentem) s\u00f3 pela vibra\u00e7\u00e3o no solo e ficam em sil\u00eancio por 20 minutos ou meia hora. A\u00ed voc\u00ea tem que vasculhar as folhas cuidadosamente com as m\u00e3os&#8221;, relata Pie.<\/p>\n<p>&#8220;A presen\u00e7a desses sapos em varia\u00e7\u00f5es geogr\u00e1ficas t\u00e3o pequenas sugere que essa \u00e1rea tem sido bastante est\u00e1vel nos \u00faltimos 500 mil anos em termos de clima. Se (o clima) tivesse esquentado, o ambiente que caracteriza estas florestas provavelmente teria desaparecido e levado estas esp\u00e9cies \u00e0 extin\u00e7\u00e3o. Se tivesse ficado mais frio, eles provavelmente teriam atravessado os vales e os encontrar\u00edamos juntos. At\u00e9 agora, n\u00e3o encontramos mais que uma esp\u00e9cie em cada montanha.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Corrida contra o tempo<\/strong><br \/>\nPie e seus colegas alertam para o fato de que, para manter esta impressionante variedade de esp\u00e9cies, pode ser preciso criar algumas delas em cativeiro. Al\u00e9m disso, ser\u00e1 necess\u00e1rio proteger seus habitats de outras esp\u00e9cies de animais e plantas invasoras, da derrubada de \u00e1rvores e de outras amea\u00e7as.<\/p>\n<p>Enquanto isso, o esfor\u00e7o para catalogar os sapos continua. A equipe j\u00e1 encontrou outras quatro esp\u00e9cies, cujos detalhes ainda n\u00e3o foram publicados, e mais expedi\u00e7\u00f5es a montanhas est\u00e3o planejadas.<\/p>\n<p>&#8220;Estamos muito confiantes de que vamos encontrar ainda mais esp\u00e9cies. H\u00e1 muitos outros lugares onde voc\u00ea tende a encontrar um clima semelhante, ent\u00e3o os sapos provavelmente estar\u00e3o l\u00e1 tamb\u00e9m&#8221;, afirma Pie.<\/p>\n<p>Ben Tapley, chefe da equipe de herpetologia (estudo de r\u00e9pteis e anf\u00edbios) do Zool\u00f3gico de Londres, disse que a descoberta \u00e9 not\u00e1vel. &#8220;A descri\u00e7\u00e3o de uma esp\u00e9cie sempre \u00e9 empolgante, imagine de sete esp\u00e9cies.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;Os anf\u00edbios est\u00e3o sofrendo um decl\u00ednio global e catastr\u00f3fico e \u00e9 prov\u00e1vel que muitas esp\u00e9cies tenham se tornado extintas antes mesmo de terem sido descritas pela ci\u00eancia. As descri\u00e7\u00f5es de esp\u00e9cies informam pol\u00edticas de conservadorismo e ajudam a priorizar as a\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias&#8221;, afirma.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sete novas esp\u00e9cies de sapos min\u00fasculos foram encontradas em sete montanhas diferentes no sul do<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":22351,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/sapo_mini.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/sapo_mini-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/sapo_mini-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/sapo_mini.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/sapo_mini.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/sapo_mini.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/sapo_mini.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/sapo_mini.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/sapo_mini.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/sapo_mini.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Sete novas esp\u00e9cies de sapos min\u00fasculos foram encontradas em sete montanhas diferentes no sul do","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22350"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22350"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22350\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/22351"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22350"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22350"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22350"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}