{"id":22122,"date":"2015-06-02T10:00:29","date_gmt":"2015-06-02T10:00:29","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=22122"},"modified":"2015-06-01T23:43:24","modified_gmt":"2015-06-01T23:43:24","slug":"por-que-cientistas-querem-enviar-gelo-para-a-antartica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/por-que-cientistas-querem-enviar-gelo-para-a-antartica\/","title":{"rendered":"Por que cientistas querem enviar gelo para a regi\u00e3o da Ant\u00e1rtica?"},"content":{"rendered":"<p class=\"story-body__introduction\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/gelo_nasa.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-22123\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/gelo_nasa-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/gelo_nasa-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/gelo_nasa.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Com o intuito de preservar, para pesquisas futuras, amostras de glaciares de montanha amea\u00e7ados pelo aquecimento global, cientistas est\u00e3o planejando enviar um navio repleto de gelo para a Ant\u00e1rtica.<\/p>\n<p>O objetivo \u00e9 manter ali, um dos locais mais frios da Terra, um novo dep\u00f3sito de exemplares dessas geleiras.<\/p>\n<p>A primeira contribui\u00e7\u00e3o para o projeto dever\u00e1 ser feita em 2016, com gelo coletado do glaciar conhecido como Col du D\u00f4me, localizado a uma altitude de 4.350 metros, logo abaixo do cume do Mont Blanc, nos Alpes franceses.<\/p>\n<p>Coberto por neve, seu gelo n\u00e3o parece estar amea\u00e7ado, mas as apar\u00eancias enganam.<\/p>\n<p>&#8220;Em 1994, medimos a temperatura dentro do glaciar. Fizemos o mesmo em 2005 e detectamos um aquecimento de 1,5\u00baC&#8221;, diz J\u00e9r\u00f4me Chappellaz, do Centro Nacional de Pesquisa Cient\u00edfica da Fran\u00e7a, que est\u00e1 envolvido na cria\u00e7\u00e3o do dep\u00f3sito de gelo na Ant\u00e1rtica.<\/p>\n<p>Chappellaz explica que evid\u00eancias cient\u00edficas apontam que muitos dos glaciares fora dos polos desaparecer\u00e3o neste s\u00e9culo.<\/p>\n<p>&#8220;Mesmo naqueles em altitudes mais elevadas, seu gelo j\u00e1 passou a derreter parcialmente durante o ver\u00e3o&#8221;, diz o cientista.<\/p>\n<p>&#8220;Trata-se de um objeto de estudo sob o risco de desaparecer do planeta. Se voc\u00ea trabalha com corais, sedimentos marinhos ou florestas, este material ainda estar\u00e1 por aqui por muitos s\u00e9culos.&#8221;<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Caverna de gelo<\/h2>\n<figure class=\"media-landscape full-width has-caption\"><\/figure>\n<figure class=\"media-landscape full-width has-caption\"><figcaption class=\"media-caption\"> <span class=\"media-caption__text\"> <img loading=\"lazy\" class=\"js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/ws\/624\/amz\/worldservice\/live\/assets\/images\/2015\/05\/28\/150528222838_antartica2_624x351_afp.jpg\" alt=\"AFP\" width=\"640\" height=\"360\" \/><em><strong>Uma caverna de gelo na esta\u00e7\u00e3o de pesquisa Concordia poder\u00e1 ser usada no armazenamento<\/strong> <\/em><\/span> <\/figcaption><\/figure>\n<p>At\u00e9 hoje, apenas uma pequena quantidade de gelo de glaciares de montanhas j\u00e1 foi coletado e estudado. O novo dep\u00f3sito ser\u00e1 constru\u00eddo em uma caverna de gelo na esta\u00e7\u00e3o de pesquisa Concordia, uma base na Ant\u00e1rtica operada em conjunto por cientistas italianos e franceses.<\/p>\n<p>Armazenadas dentro de um fosso congelado, as amostras poder\u00e3o simplesmente ficar guardadas em bolsas seladas a cerca de 10 metros abaixo da superf\u00edcie, onde as temperaturas m\u00e9dia s\u00e3o da ordem de 50\u00baC negativos.<\/p>\n<p>&#8220;Sabemos que, mesmo se o aquecimento global fizer a temperatura da Ant\u00e1rtica se elevar em alguns graus, ainda assim teremos acesso ao melhor &#8216;freezer&#8217; do planeta. O gelo estar\u00e1 seguro por d\u00e9cadas ou s\u00e9culos&#8221;, afirma Chappellaz.<\/p>\n<p>A equipe usar\u00e1 helic\u00f3pteros para chegar ao local nos Alpes e empregar\u00e1 brocas especiais para extrair cilindros de gelos do Col du D\u00f4me com 130 metros de comprimento e cerca de 10 cent\u00edmetros de di\u00e2metro.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape full-width has-caption\"><\/figure>\n<figure class=\"media-landscape full-width has-caption\"><figcaption class=\"media-caption\"> <span class=\"media-caption__text\"> <img loading=\"lazy\" class=\"js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/ws\/624\/amz\/worldservice\/live\/assets\/images\/2015\/05\/28\/150528222908_antartica3_624x351_brunojourdainlgge.jpg\" alt=\"Bruno Jourdain LGGE\" width=\"640\" height=\"360\" \/><em><strong>Brocas ser\u00e3o usadas por cientistas para retirar amostras de gelo<\/strong> <\/em><\/span> <\/figcaption><\/figure>\n<p>Mas uma segunda miss\u00e3o prevista para 2017 ser\u00e1 mais dif\u00edcil. Os cientistas ir\u00e3o at\u00e9 a montanha Illimani, nos Andes bolivianos, onde seu cume est\u00e1 a 6,3 mil metros de altitude, muito alto para um helic\u00f3ptero. Os pesados equipamentos usados na extra\u00e7\u00e3o do gelo ter\u00e3o de ser carregados por terra at\u00e9 o local.<\/p>\n<p>&#8220;As amostras ter\u00e3o de ser levadas para nosso acampamento-base por carregadores, ent\u00e3o, ser\u00e1 um trabalho duro. E isso precisar\u00e1 ser feito \u00e0 noite, porque, durante o dia, fica quente demais, o que pode danific\u00e1-las&#8221;, afirma Chappellaz.<\/p>\n<p>As equipes coletar\u00e3o tr\u00eas amostras dos Alpes e outras tr\u00eas dos Andes. Duas de cada \u00e1rea ser\u00e3o levadas para a Ant\u00e1rtica, enquanto as outras ser\u00e3o levadas para um laborat\u00f3rio na Fran\u00e7a, onde ser\u00e3o analisadas.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Camadas de neve<\/h2>\n<figure class=\"media-landscape full-width has-caption\"><\/figure>\n<figure class=\"media-landscape full-width has-caption\"><figcaption class=\"media-caption\"> <span class=\"media-caption__text\"> <img loading=\"lazy\" class=\"js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/ws\/624\/amz\/worldservice\/live\/assets\/images\/2015\/05\/28\/150528222932_antartica4_624x351_brunojourdainlgge.jpg\" alt=\"Bruno Jourdain LGGE\" width=\"640\" height=\"360\" \/><em><strong>Entre os cristais de gelo, h\u00e1 bolhas de ar que podem indicar mudan\u00e7as clim\u00e1ticas<\/strong> <\/em><\/span> <\/figcaption><\/figure>\n<p>O gelo glacial se forma na terra e \u00e9 composto por camadas de neve sobrepostas ao longo de milhares de anos.<\/p>\n<p>&#8220;Entre os cristais de neve, h\u00e1 bolhas de ar que ficaram presas. Essas bolhas cont\u00eam amostras atmosf\u00e9ricas de quando o gelo se formou&#8221;, afirma o ocean\u00f3grafo polar Mark Brandon, da Open University, no Reino Unido.<\/p>\n<p>Por isso, as amostras permitir\u00e3o aos cientistas viajar de volta no tempo. As bolhas v\u00e3o mostrar como era o clima em diferentes per\u00edodos da hist\u00f3ria da Terra.<\/p>\n<p>&#8220;Sabemos que, hoje, a taxa de di\u00f3xido de carbono (CO2) na atmosfera \u00e9 mais alta do que nos \u00faltimos 3 milh\u00f5es de anos&#8221;, explica Brandon. &#8220;O gelo cont\u00e9m um registro absolutamente \u00fanico de nosso clima.&#8221;<\/p>\n<figure class=\"media-landscape full-width has-caption\"><\/figure>\n<figure class=\"media-landscape full-width has-caption\"><figcaption class=\"media-caption\"> <span class=\"media-caption__text\"> <img loading=\"lazy\" class=\"js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/ws\/624\/amz\/worldservice\/live\/assets\/images\/2015\/05\/28\/150528223021_antartica5_624x351_britishantarcticsurvey.jpg\" alt=\"British Antartic Survey\" width=\"640\" height=\"360\" \/><em><strong>Com dados obtidos a partir do gelo, cientistas poder\u00e3o prever futuras mudan\u00e7as clim\u00e1ticas<\/strong> <\/em><\/span> <\/figcaption><\/figure>\n<p>A coleta do gelo de glaciares permitir\u00e1 que cientistas criem um modelo computacional para demonstrar como o clima mudou no passado e ter uma no\u00e7\u00e3o melhor das altera\u00e7\u00f5es que ocorrer\u00e3o no futuro.<\/p>\n<p>&#8220;A maioria das informa\u00e7\u00f5es ambientais que coletamos a partir do gelo foram obtidas na Groenl\u00e2ndia e na Ant\u00e1rtica, mas n\u00e3o \u00e9 suficiente, especialmente quando se trata de componentes atmosf\u00e9ricos e polui\u00e7\u00e3o, que s\u00f3 permanecem na atmosfera por um curto per\u00edodo de tempo&#8221;, diz Chappellaz.<\/p>\n<p>&#8220;Mas ter acesso \u00e0s concentra\u00e7\u00f5es encontradas em diferentes locais, como os Alpes, os Andes, as Montanhas Rochosas e os Himalaias, ajudar\u00e1 a entender a fontes da polui\u00e7\u00e3o, o que complementar\u00e1 os dados que obtivemos nos polos.&#8221;<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Fonte valiosa<\/h2>\n<figure class=\"media-landscape full-width has-caption\"><\/figure>\n<figure class=\"media-landscape full-width has-caption\"><figcaption class=\"media-caption\"> <span class=\"media-caption__text\"> <img loading=\"lazy\" class=\"js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/ws\/624\/amz\/worldservice\/live\/assets\/images\/2015\/05\/28\/150528223112_antartica6_624x351_britishantarticsurvey.jpg\" alt=\"British Antartic Survey\" width=\"640\" height=\"360\" \/><em><strong>Dinheiro pode ser um desafio para transportar e armazenar gelo na Ant\u00e1rtica<\/strong> <\/em><\/span> <\/figcaption><\/figure>\n<p>O gelo polar t\u00eam centenas de milhares de anos de idade, enquanto o gelo de montanha mais antigo foi encontrado h\u00e1 18 mil anos, porque os glaciares de montanhas se encontram mais pr\u00f3ximos de \u00e1reas mais habitadas, sendo uma fonte valiosa de informa\u00e7\u00e3o para rastrear a origem de poluentes desde a Revolu\u00e7\u00e3o Industrial.<\/p>\n<p>Comparar o gelo das montanhas com o dos polos permitir\u00e1 aos cientistas determinar quais mudan\u00e7as clim\u00e1ticas foram geradas por influ\u00eancia humana e quais s\u00e3o altera\u00e7\u00f5es naturais.<\/p>\n<p>No entanto, isso s\u00f3 ocorrer\u00e1 se os dados coletados forem confi\u00e1veis.<\/p>\n<p>&#8220;Em algumas das \u00e1reas mais quentes do planeta, a \u00e1gua presente na superf\u00edcie est\u00e1 come\u00e7ando a derreter. Ela depois escorre pelo gelo, levando consigo a informa\u00e7\u00e3o presente na superf\u00edcie, prejudicando os dados que podemos obter sobre o passado&#8221;, diz o glaciologista Robert Mulvaney, da British Antarctic Survey.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape full-width has-caption\"><\/figure>\n<figure class=\"media-landscape full-width has-caption\"><figcaption class=\"media-caption\"> <span class=\"media-caption__text\"> <img loading=\"lazy\" class=\"js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/ws\/624\/amz\/worldservice\/live\/assets\/images\/2015\/05\/28\/150528223136_antartica7_624x351_markbrandon.jpg\" alt=\"Mark Brandon\" width=\"640\" height=\"360\" \/><em><strong>Mesmo em geleiras que parecem permanentes, aumento de temperatura j\u00e1 foi verificado<\/strong> <\/em><\/span> <\/figcaption><\/figure>\n<p>Ele afirma que as amostras precisam ser mantidas resfriadas ao m\u00e1ximo, e que a Ant\u00e1rtica \u00e9 o melhor local do mundo para fazer isso.<\/p>\n<p>Outra alternativa, diz Mulvaney, seria lev\u00e1-las para um dep\u00f3sito comercial, como o que existe em Peterborough, no leste do Reino Unido, onde a British Antartic Survey mant\u00e9m suas amostras.<\/p>\n<p>Uma das preocupa\u00e7\u00f5es de guardar gelo desta forma \u00e9 que o freezer pode quebrar ou parar de funcionar por um corte de energia, resultando em uma enorme po\u00e7a de \u00e1gua.<\/p>\n<p>&#8220;A Ant\u00e1rtica permitiria armazenar em uma temperatura bem mais baixa do que \u00e9 poss\u00edvel em um freezer comercial&#8221;, diz Mulvaney.<\/p>\n<p>&#8220;Se voc\u00ea n\u00e3o mant\u00e9m o gelo na mesma temperatura em que ele estava quando foi coletado, sua integridade se deteriora com o tempo.&#8221;<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">&#8216;Antes que seja tarde demais&#8217;<\/h2>\n<figure class=\"media-landscape full-width has-caption\"><\/figure>\n<figure class=\"media-landscape full-width has-caption\"><figcaption class=\"media-caption\"> <span class=\"media-caption__text\"> <img loading=\"lazy\" class=\"js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/ws\/624\/amz\/worldservice\/live\/assets\/images\/2015\/05\/28\/150528223207_antartica8_624x351_afp.jpg\" alt=\"AFP\" width=\"640\" height=\"360\" \/><em><strong>Cientistas franceses querem que pesquisadores de outros pa\u00edses se envolvam nesta miss\u00e3o<\/strong> <\/em><\/span> <\/figcaption><\/figure>\n<p>O maior problema \u00e9, no entanto, o dinheiro necess\u00e1rio para a empreitada. Normalmente, as ag\u00eancias de pesquisa financiam projetos porque buscam retorno cient\u00edfico a curto prazo. Mas investir em miss\u00f5es caras para coletar o gelo pode n\u00e3o gerar resultados por d\u00e9cadas, o que torna a proposta menos atraente.<\/p>\n<p>Os fundos da miss\u00e3o francesa vieram de patrocinadores particulares e \u00f3rg\u00e3os governamentais. Chappellaz espera que funda\u00e7\u00f5es e multimilion\u00e1rios estejam preocupados suficientemente com o aquecimento global para financiar outros projetos nesta linha.<\/p>\n<p>&#8220;Nosso projeto \u00e9 internacional. Queremos que cientistas chineses, americanos, brasileiros, italianos, russos e su\u00ed\u00e7os se envolvam. Qualquer na\u00e7\u00e3o que tenha acesso a estes glaciares podem realizar seu pr\u00f3prio projeto e transportar as amostras de gelo para a Ant\u00e1rtica&#8221;, afirma Chappellaz.<\/p>\n<p>&#8220;Esse n\u00e3o \u00e9 um projeto para n\u00f3s, mas para as gera\u00e7\u00f5es futuras. Quando falamos de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, fazemos parte de uma das gera\u00e7\u00f5es respons\u00e1veis por isso. N\u00e3o sofreremos muito, mas nossos filhos e netos sofrer\u00e3o. Temos a responsabilidade de criar este arquivo vivo antes que seja tarde demais.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com o intuito de preservar, para pesquisas futuras, amostras de glaciares de montanha amea\u00e7ados pelo<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":22123,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/gelo_nasa.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/gelo_nasa-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/gelo_nasa-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/gelo_nasa.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/gelo_nasa.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/gelo_nasa.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/gelo_nasa.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/gelo_nasa.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/gelo_nasa.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/gelo_nasa.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Com o intuito de preservar, para pesquisas futuras, amostras de glaciares de montanha amea\u00e7ados pelo","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22122"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22122"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22122\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/22123"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22122"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22122"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22122"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}