{"id":21999,"date":"2015-05-30T20:25:49","date_gmt":"2015-05-30T20:25:49","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=21999"},"modified":"2015-05-30T20:25:49","modified_gmt":"2015-05-30T20:25:49","slug":"estabilizar-aquecimento-em-15c-ainda-e-possivel-em-tese-diz-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/estabilizar-aquecimento-em-15c-ainda-e-possivel-em-tese-diz-estudo\/","title":{"rendered":"Estabilizar aquecimento em 1,5\u00b0C ainda \u00e9 poss\u00edvel \u2013 em tese, diz estudo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/aquecimento.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-22000\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/aquecimento-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/aquecimento-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/aquecimento.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Um estudo publicado recentemente no peri\u00f3dico Nature Climate Change sugere que a meta de limitar o aumento global de temperatura neste s\u00e9culo a 1,5oC ainda n\u00e3o est\u00e1 totalmente fora de alcance. As possibilidades, por\u00e9m, s\u00e3o remotas, e os custos, elevados.<\/p>\n<p>A meta de 1,5oC foi reconhecida pela ONU em 2009, no Acordo de Copenhague, como um objetivo desej\u00e1vel de estabiliza\u00e7\u00e3o do aquecimento global. Ela resultou da press\u00e3o de pa\u00edses-ilhas, mais vulner\u00e1veis \u00e0s consequ\u00eancias das mudan\u00e7as no clima. Para eles, conter o aquecimento em 2\u00b0C em rela\u00e7\u00e3o aos n\u00edveis pr\u00e9-industriais pode n\u00e3o ser o suficiente. No entanto, como a pr\u00f3pria meta de 2oC \u00e9 algo cada vez mais distante, pouca gente tem levado a s\u00e9rio a possibilidade de alcan\u00e7ar o objetivo mais seguro de estabiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div>\u00a0O foco da nova pesquisa s\u00e3o as emiss\u00f5es no setor de energia. \u00a0\u201cAs a\u00e7\u00f5es s\u00e3o semelhantes ao cen\u00e1rio de limita\u00e7\u00e3o em 2\u00b0C, mas exigem a\u00e7\u00f5es de mitiga\u00e7\u00e3o mais r\u00e1pidas\u201d, diz o estudo. O primeiro passo seria transformar o setor em um sistema de \u201ccarbono negativo\u201d em 2050. No transporte, as mudan\u00e7as tamb\u00e9m devem ser bruscas: os cen\u00e1rios incluem um significativo aumento no uso de ve\u00edculos el\u00e9tricos, al\u00e9m de 40-50% de biocombust\u00edveis em 2050.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Os cen\u00e1rios para que o aquecimento se limite em 1,5\u00b0C tamb\u00e9m exigem otimismo quanto \u00e0 demanda por energia: consideram apenas um ligeiro aumento da demanda atual at\u00e9 2100, apesar do crescimento populacional e desenvolvimento econ\u00f4mico est\u00e1vel. Para tanto, pol\u00edticas de efici\u00eancia energ\u00e9tica t\u00eam papel primordial. \u201cA maioria dos cen\u00e1rios para a limita\u00e7\u00e3o em 1,5\u00b0C assumem uma diminui\u00e7\u00e3o do consumo de energia por unidade do PIB em um ritmo mais r\u00e1pido do que o observado historicamente\u201d, ressaltam os autores do estudo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Isto implica em grandes mudan\u00e7as na economia global, j\u00e1 que hoje o elo entre emiss\u00f5es, uso de energia e atividades econ\u00f4micas \u00e9 muito forte. \u201cIndicadores econ\u00f4micos relevantes dos desafios de mitiga\u00e7\u00e3o incluem a precifica\u00e7\u00e3o do carbono para quantificar os custos marginais de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es, bem como o custo agregado e custos de mitiga\u00e7\u00e3o de curto prazo\u201d, diz a pesquisa.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Para al\u00e9m de todo o otimismo, o estudo tamb\u00e9m deixa bem claro que os custos de mitiga\u00e7\u00e3o em longo prazo s\u00e3o maiores \u2013 os custos agregados podem ser duas vezes mais que os custos da limita\u00e7\u00e3o do aquecimento em 2\u00b0C. A redu\u00e7\u00e3o de CO2 na atmosfera deveria chegar a zero at\u00e9 meados do s\u00e9culo, de 10 a 20 anos mais cedo do que em cen\u00e1rios consistentes para a limita\u00e7\u00e3o em 2\u00b0C, considerando tamb\u00e9m emiss\u00f5es l\u00edquidas negativas entre 2050 e 2100 \u2013 o que n\u00e3o \u00e9 um requisito para o m\u00e1ximo em 2\u00b0C.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\u201cA janela de emiss\u00f5es em 2030 que ainda mant\u00e9m a op\u00e7\u00e3o de limitar o aquecimento a menos de 1,5\u00b0C em 2100 \u00e9 muito menor do que o cen\u00e1rio que aponta para os 2\u00b0C. Desviar investimentos para tecnologias de baixo carbono na pr\u00f3xima d\u00e9cada \u00e9, portanto, fundamental\u201d, determinam os autores, liderados por Joeri Rogelj, do programa de Energia do IIASA (International Institute for Applied Systems Analysis).<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo publicado recentemente no peri\u00f3dico Nature Climate Change sugere que a meta de limitar<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":22000,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/aquecimento.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/aquecimento-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/aquecimento-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/aquecimento.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/aquecimento.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/aquecimento.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/aquecimento.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/aquecimento.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/aquecimento.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/aquecimento.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Um estudo publicado recentemente no peri\u00f3dico Nature Climate Change sugere que a meta de limitar","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21999"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21999"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21999\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/22000"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21999"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21999"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21999"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}