{"id":21742,"date":"2015-05-26T14:00:40","date_gmt":"2015-05-26T14:00:40","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=21742"},"modified":"2015-05-26T00:57:26","modified_gmt":"2015-05-26T00:57:26","slug":"baleias-azuis-nao-sabem-mesmo-como-evitar-navios-de-carga-indica-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/baleias-azuis-nao-sabem-mesmo-como-evitar-navios-de-carga-indica-estudo\/","title":{"rendered":"Baleias azuis n\u00e3o sabem mesmo como evitar navios de carga, indica estudo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/baleia_azul.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-21745\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/baleia_azul-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/baleia_azul-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/baleia_azul.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>As baleias azuis e os navios de carga n\u00e3o se misturam. Na verdade, os cientistas dizem que frequentes colis\u00f5es entre baleias e navios gigantes podem explicar porque a popula\u00e7\u00e3o de baleias azuis permanece baixa, apesar dos esfor\u00e7os para proteger esta esp\u00e9cie amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Agora, um novo estudo revela por que esses navios representam uma grande amea\u00e7a \u00e0s baleias: as gigantes gentis simplesmente n\u00e3o sabem como sair do caminho.<\/p>\n<p>Inteligentes, mas vulner\u00e1veis. Como todos os outros tipos de baleias, as azuis s\u00e3o inteligentes. Elas s\u00e3o o maior animal da Terra e nunca tiveram que defender-se contra \u201cpredadores\u201d.<\/p>\n<p>\u201cNavios assassinos n\u00e3o fazem parte de sua hist\u00f3ria evolutiva, ent\u00e3o elas n\u00e3o desenvolveram rea\u00e7\u00f5es comportamentais a esta amea\u00e7a\u201d, disse o Dr. Jeremy Goldbogen, professor assistente de biologia na Universidade de Stanford e coautor do estudo, em um comunicado. \u201cElas simplesmente n\u00e3o t\u00eam nenhuma rea\u00e7\u00e3o apropriada para evitar esses navios perigosos.\u201d<\/p>\n<p>Como as baleias azuis respondem aos navios que se aproximam delas? No estudo, os pesquisadores usaram ventosas para acoplar dispositivos GPS e registros de mergulho em baleias azuis de Long Beach, na Calif\u00f3rnia, um dos portos mais movimentados do mundo.<\/p>\n<p>Os pesquisadores observaram 20 navios passando por nove baleias, a dist\u00e2ncias que variavam entre 60 metros e mais de tr\u00eas quil\u00f4metros e analisaram como as baleias reagiam. Eles descobriram que as baleias tendiam a n\u00e3o se desviar do caminho para evitar o navio, mas elas faziam um mergulho lento.<\/p>\n<p>\u201cObservamos tamb\u00e9m a rea\u00e7\u00e3o desse lento mergulho, ou o comportamento de afundamento, durante o processo\u201d, disse a Dra. Megan McKenna, bi\u00f3loga do National Park Service e autora s\u00eanior do estudo, ao Huffington Post, em uma entrevista por telefone.<\/p>\n<p>\u201cEm alguns casos, depois de termos colocado as ventosas no animal, ele afundava at\u00e9 o perdermos de vista, possivelmente para sair do caminho\u2026 Ent\u00e3o, isso seria uma evid\u00eancia de uma \u2018rea\u00e7\u00e3o de alarme\u2019 a um obst\u00e1culo na superf\u00edcie.\u201d<\/p>\n<p><strong>N\u00e3o foi r\u00e1pido o suficiente.<\/strong> Uma baleia deve mergulhar cerca de 30 metros abaixo da superf\u00edcie para escapar de um navio em movimento. As baleias observadas no estudo afundaram a apenas cerca de meio metro por segundo \u2013 n\u00e3o era r\u00e1pido o suficiente para sair da rota de um navio.<\/p>\n<p>Os pesquisadores conclu\u00edram que a rea\u00e7\u00e3o de mergulho lento \u00e9 provavelmente um fator que deixa n\u00e3o s\u00f3 as baleias azuis, mas tamb\u00e9m, possivelmente, outras grandes baleias mais vulner\u00e1veis a colis\u00f5es com navios do que com outras criaturas marinhas.<\/p>\n<p>\u201cA evas\u00e3o limitada dos navios por baleias azuis foi um pouco surpreendente j\u00e1 que, \u00e0s vezes, esperamos que uma esp\u00e9cie inteligente como as baleias azuis entendesse melhor a amea\u00e7a e soubesse como evit\u00e1-la\u201d, disse John Calambokidis, coautor do estudo, bi\u00f3logo e um dos fundadores da organiza\u00e7\u00e3o Cascadia Research, com base em Olympia, Washington, ao The Huffington Post, por email. \u201cEstes animais s\u00e3o extremamente adaptados para sobreviver em um ambiente marinho desafiador e r\u00e1pido, os navios de grande porte n\u00e3o s\u00e3o coisas que eles tiveram que lidar ou est\u00e3o evolu\u00eddos o suficiente para lidar.\u201d<\/p>\n<p><strong>Resolvendo o problema.<\/strong> Os pesquisadores planejam continuar acompanhando as baleias durante v\u00e1rias semanas. Al\u00e9m disso, eles planejam estender a pesquisa e incluir as baleias jubarte. A esperan\u00e7a \u00e9 que os dados que recolheram ajudem a ind\u00fastria naval a descobrir formas de minimizar o risco de colis\u00f5es de navios ao mudar o trajeto ou diminuir a velocidade atrav\u00e9s das \u00e1guas onde as baleias est\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s sabemos agora, pelo menos no caso das baleias azuis, que elas n\u00e3o reagem de forma a evitar a colis\u00e3o\u201d, disse McKenna. \u201cEnt\u00e3o, agora a conversa deve ser como encontrar solu\u00e7\u00f5es para minimizar esse encontro.\u201d<\/p>\n<p>O estudo foi publicado online na Endangered Species Research, em 29 de abril de 2015.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As baleias azuis e os navios de carga n\u00e3o se misturam. 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