{"id":2167,"date":"2014-06-29T20:45:48","date_gmt":"2014-06-29T20:45:48","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=2167"},"modified":"2014-06-29T20:47:45","modified_gmt":"2014-06-29T20:47:45","slug":"extincao-de-especies-pode-ser-bem-maior-do-que-se-imagina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/extincao-de-especies-pode-ser-bem-maior-do-que-se-imagina\/","title":{"rendered":"Extin\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies pode ser bem maior do que se imagina"},"content":{"rendered":"<div class=\"article-author\">\n<figure style=\"width: 280px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.otempo.com.br\/polopoly_fs\/1.872290.1403826852!image\/image.jpg_gen\/derivatives\/foto-vertical-resize_300\/image.jpg\" alt=\"\" width=\"280\" height=\"300\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Sul-americano. Olinguito, da fam\u00edlia dos guaxinins, vive nos Andes, no Equador e na Col\u00f4mbia<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<div class=\"article-author\"><\/div>\n<div class=\"article-author\"><strong>Por Nicholas Bakalar<\/strong><\/div>\n<div class=\"article-author\"><\/div>\n<p class=\"NORMAL_A\"><span class=\"TEXTO_NORMAL\">Em meio \u00e0s manchetes desencorajadoras sobre a extin\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies selvagens em todo o planeta, existe um ponto positivo: tantas novas esp\u00e9cies de animais e plantas s\u00e3o descobertas todos os anos que ningu\u00e9m sabe o n\u00famero ao certo.<\/span><\/p>\n<p class=\"NORMAL_A\"><span class=\"TEXTO_NORMAL\">No m\u00eas passado, o Instituto Internacional de Explora\u00e7\u00e3o das Esp\u00e9cies, por meio de um grupo de cientistas, divulgou a lista anual com as dez principais esp\u00e9cies descobertas no ano anterior, estimando que cerca de 18 mil novas esp\u00e9cies sejam descobertas todos os anos, sendo que cerca de metade \u00e9 de insetos e aracn\u00eddeos.<\/span><\/p>\n<p class=\"NORMAL_A\"><span class=\"TEXTO_NORMAL\">O n\u00famero foi questionado. Camilo Mora, professor assistente de geografia na Universidade do Hava\u00ed e pesquisador do assunto, afirmou que 18 mil talvez seja um n\u00famero grande demais.<\/span><\/p>\n<p class=\"NORMAL_A\"><span class=\"TEXTO_NORMAL\">\u201cTodas essas esp\u00e9cies n\u00e3o s\u00e3o necessariamente novas\u201d, afirmou o especialista. \u201cElas podem ser corre\u00e7\u00f5es de nomes de esp\u00e9cies que t\u00eam dois nomes diferentes, erros de ortografia, e por a\u00ed vai. Depois que tiramos esses desvios, sobram ainda cerca de 8.000 novas descobertas que s\u00e3o validadas pela comunidade cient\u00edfica\u201d, explica Mora.<\/span><\/p>\n<figure style=\"width: 620px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.otempo.com.br\/polopoly_fs\/1.872288.1403826934!image\/image.jpg_gen\/derivatives\/main-horizontal-photo-gallery-leading-fit_620\/image.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"413\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Australiano. Bi\u00f3logos detectaram um novo lagarto com rabo de folha, o Saltuarius eximius<\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"INTERTITULO\"><strong>Perda.<\/strong><span class=\"TEXTO_NORMAL\"> Entretanto, essas esp\u00e9cies tamb\u00e9m est\u00e3o desaparecendo rapidamente. \u201cA perda de h\u00e1bitat \u00e9 um fen\u00f4meno de larga escala\u201d, afirmou Mora. \u201cO desmatamento, a mudan\u00e7a clim\u00e1tica, a superexplora\u00e7\u00e3o dos solos, as esp\u00e9cies invasoras \u2013 levando tudo isso em conta, uma estimativa de 20 mil extin\u00e7\u00f5es ao ano pode ser conservadora\u201d, comentou o especialista.<\/span><\/p>\n<p class=\"INTERTITULO\"><strong>Compara\u00e7\u00e3o.<\/strong><span class=\"TEXTO_NORMAL\"> Com milhares de esp\u00e9cies sendo identificadas a cada ano, e outras milhares entrando em extin\u00e7\u00e3o, pode at\u00e9 parecer que os cientistas ficar\u00e3o sem novas esp\u00e9cies para descobrir, mas n\u00e3o \u00e9 bem assim.<\/span><\/p>\n<p class=\"NORMAL_A\"><span class=\"TEXTO_NORMAL\">Em um estudo publicado em 2011, Mora calculou que existam entre 7,4 e 10 milh\u00f5es de plantas e animais sem nome, sem contar os v\u00edrus e bact\u00e9rias. Em outras palavras, cerca de 86% das esp\u00e9cies terrestres e 91% das marinhas ainda est\u00e3o por a\u00ed, esperando para ganhar um nome. No ritmo atual, precisar\u00edamos de mais mil anos para catalogar todas elas.<\/span><\/p>\n<p class=\"NORMAL_A\"><span class=\"TEXTO_NORMAL\">Ao lan\u00e7ar o top 10 das esp\u00e9cies rec\u00e9m-descobertas, o diretor do Instituto de Explora\u00e7\u00e3o, Quentin D. Wheeler, reconheceu que aquele n\u00e3o era um projeto cient\u00edfico, mas acrescentou que seu prop\u00f3sito era s\u00e9rio.<\/span><\/p>\n<p class=\"NORMAL_A\"><span class=\"TEXTO_NORMAL\">\u201cQueremos que as pessoas tenham consci\u00eancia da crise da biodiversidade\u201d, afirmou Wheeler, entomologista de forma\u00e7\u00e3o e presidente da Faculdade de Ci\u00eancias e Engenharia Florestal da Universidade Estadual de Nova York, nos Estados Unidos.<\/span><\/p>\n<p class=\"NORMAL_A\"><span class=\"TEXTO_NORMAL\">\u201cSe n\u00f3s n\u00e3o sabemos onde a esp\u00e9cie est\u00e1, n\u00e3o podemos detectar esp\u00e9cies invasoras, nem possuir medidas precisas da extin\u00e7\u00e3o. Se n\u00e3o sabemos o que existe, pra come\u00e7o de conversa, n\u00e3o podemos tomar as decis\u00f5es corretas\u201d, considerou ele.<\/span><\/p>\n<p class=\"INTERTITULO\"><strong>Bot\u00e2nico<\/strong>.<span class=\"TEXTO_NORMAL\"> O instituto publicou a lista no dia 23 de maio, dia do anivers\u00e1rio de Carl Linnaeus, o bot\u00e2nico que criou no s\u00e9culo XVIII o sistema de nomenclatura que ainda utilizamos.<\/span><\/p>\n<p class=\"NORMAL_A\"><span class=\"TEXTO_NORMAL\">Uma delas \u00e9 uma esp\u00e9cie de mam\u00edfero at\u00e9 ent\u00e3o desconhecida que vive nas florestas altas dos Andes, no Equador e na Col\u00f4mbia: o olinguito, uma esp\u00e9cie on\u00edvora e extremamente fotog\u00eanica que faz parte da fam\u00edlia dos guaxinins.<\/span><\/p>\n<p class=\"NORMAL_A\"><span class=\"TEXTO_NORMAL\">O adulto peludo e marrom pesa cerca de 2 kg, e suas orelhas pequenas e seu rosto achatado o fazem parecer um cruzamento de castor e um gatinho persa.<\/span><\/p>\n<p class=\"NORMAL_A\"><span class=\"TEXTO_NORMAL\">Uma planta tamb\u00e9m entrou na lista: a Dracaena kaweesakii, uma nova esp\u00e9cie de dracena que cresce na Tail\u00e2ndia. Ela \u00e9 t\u00e3o grande \u2013 12 m de altura \u2013 que \u00e9 dif\u00edcil entender como ningu\u00e9m tinha notado ela antes.<\/span><\/p>\n<figure style=\"width: 244px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.otempo.com.br\/polopoly_fs\/1.872289.1403826872!image\/image.jpg_gen\/derivatives\/foto-vertical-resize_300\/image.jpg\" alt=\"\" width=\"244\" height=\"300\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Pequeno caracol com concha clara e sem olhos achado na Cro\u00e1cia<\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"NORMAL_A\"><span class=\"TEXTO_NORMAL\"><span class=\"TEXTO_NORMAL\"><strong>Pesquisas avan\u00e7am em todo o mundo<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p>Nova York. Um grupo de cientistas trabalhando na Ant\u00e1rtida descobriu uma an\u00eamona chamada <em>Edwardsiella andrillae<\/em>, a \u00fanica an\u00eamona conhecida que vive no gelo. E dois bi\u00f3logos australianos detectaram um novo lagarto com rabo de folha, o <em>Saltuarius eximius<\/em>, nas florestas tropicais do leste da Austr\u00e1lia.<\/p>\n<p>A lista de novos seres descobertos inclui um fungo cor de laranja encontrado no solo da Tun\u00edsia, uma ameba gigante que vive no Mediterr\u00e2neo e um camar\u00e3o transparente que nada nos arredores da Ilha Catalina, na costa da Calif\u00f3rnia.<\/p>\n<p class=\"NORMAL_A\">Fonte: The New York Times &#8211; O tempo<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Nicholas Bakalar Em meio \u00e0s manchetes desencorajadoras sobre a extin\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies selvagens em<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Por Nicholas Bakalar Em meio \u00e0s manchetes desencorajadoras sobre a extin\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies selvagens em","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2167"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2167"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2167\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2167"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2167"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2167"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}