{"id":21662,"date":"2015-05-24T19:00:53","date_gmt":"2015-05-24T19:00:53","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=21662"},"modified":"2015-05-23T23:57:54","modified_gmt":"2015-05-23T23:57:54","slug":"lista-de-arvores-tombadas-em-porto-alegre-e-atualizada-sem-incluir-novos-exemplares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/lista-de-arvores-tombadas-em-porto-alegre-e-atualizada-sem-incluir-novos-exemplares\/","title":{"rendered":"Lista de \u00e1rvores tombadas em Porto Alegre \u00e9 atualizada sem incluir novos exemplares"},"content":{"rendered":"<div class=\"materia-corpo entry-content\">\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/arvores1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-21667\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/arvores1-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/arvores1-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/arvores1.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Desde a d\u00e9cada de 1970, algumas centenas de \u00e1rvores da Capital s\u00e3o imunes ao corte. Um relat\u00f3rio preserva 308 esp\u00e9cies ex\u00f3ticas e 360 nativas, classificadas por beleza, localiza\u00e7\u00e3o, raridade e potencial sementeiro. S\u00e3o crit\u00e9rios que n\u00e3o v\u00eam da academia, mas o estudo desses exemplares pode parar l\u00e1 depois. As \u00e1rvores interferem no microclima da cidade, na intera\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies \u2014 inclusive o Homo sapiens \u2014 e at\u00e9 no curso da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p><strong>Clique no\u00a0especial abaixo e\u00a0confira hist\u00f3rias sobre \u00e1rvores tombadas<\/strong><\/p>\n<p><a class=\"link-corpo\" href=\"http:\/\/s3.amazonaws.com\/uploads.knightlab.com\/storymapjs\/d6f50fe6d071f6641e36aafa64b32996\/as-arvores-tombadas-de-porto-alegre\/draft.html\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/zerohora.clicrbs.com.br\/rbs\/image\/17413082.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"425\" border=\"0\" \/><\/a><\/p>\n<p>O invent\u00e1rio \u2014 um dos primeiros feitos Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam), criada em 1976 \u2014 ganhou uma atualiza\u00e7\u00e3o que ser\u00e1 publicada nos pr\u00f3ximos dias. O levantamento foi coordenado por L\u00edsia Ely, funcion\u00e1ria secretaria que bancou a detetive e pesquisou praticamente sozinha o paradeiro de quase 1,8 mil \u00e1rvores. Os resultados mostram um pouco da gest\u00e3o verde da Capital. Mais de metade delas sa\u00edram da lista: ou porque j\u00e1 n\u00e3o existiam mais ou porque o endere\u00e7o estava errado.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/videos.clicrbs.com.br\/rs\/zerohora\/videonews\/123185\" width=\"640\" height=\"360\" frameborder=\"0\" scrolling=\"no\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>O tombamento \u00e9 apenas uma parte da preserva\u00e7\u00e3o. Outras regras existem para transplante, poda e supress\u00e3o, e quem fizer isso sem autoriza\u00e7\u00e3o \u00e9 multado. Atualmente, 87% das \u00e1rvores de Porto Alegre s\u00e3o plantadas pela pr\u00f3pria Smam e apenas 13% por cidad\u00e3os.<\/p>\n<p><strong>Veja bons motivos para manter as \u00e1rvores de p\u00e9<\/strong><\/p>\n<p>Nos bastidores, quem conhece a lista diz que ela \u00e9 um problema para a secretaria, que recebe frequentes solicita\u00e7\u00f5es de destombamento devido \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de novos empreendimentos imobili\u00e1rios. Nesses casos, o jeito \u00e9 entrar com processo administrativo ou incorporar a \u00e1rvore na arquitetura.<\/p>\n<p>O advogado e professor de direito ambiental Gustavo Trindade explica que leis como a do tombamento existem para assegurar a manuten\u00e7\u00e3o do verde, mas consideram a seguran\u00e7a. Quando a vegeta\u00e7\u00e3o amea\u00e7a cair, um caneta\u00e7o viabiliza a sua remo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Embora n\u00e3o tenha crit\u00e9rios cient\u00edficos, o trabalho \u00e9 considerado importante. Mas bi\u00f3logos consultados pela reportagem concordam que o invent\u00e1rio peca em pelo menos dois aspectos: manter a inclus\u00e3o de esp\u00e9cies ex\u00f3ticas, como eucalipto, f\u00edcus e pinus, e n\u00e3o incluir novos itens, como exemplares nativos e centen\u00e1rios.<\/p>\n<p><strong>Com corte de \u00e1rvores, obras surpreendem moradores em pra\u00e7a de Porto Alegre<\/strong><\/p>\n<p>Pesquisador da UFRGS, o bi\u00f3logo Paulo Brack explica que uma nova vers\u00e3o do invent\u00e1rio poderia tombar esp\u00e9cies amea\u00e7adas como a xix\u00e1, as palmeiras buti\u00e1s e o palmito-ju\u00e7ara, encontradas em algumas ruas e jardins de casas ou edif\u00edcios.<\/p>\n<p>\u2014 \u00c9 uma lista pass\u00edvel de rean\u00e1lise. H\u00e1 \u00e1reas com muito concreto, em que a presen\u00e7a das \u00e1rvores ajuda a garantir biodiversidade. Mas h\u00e1 diversas esp\u00e9cies ex\u00f3ticas que poderiam ser substitu\u00eddas \u2014 diz.<\/p>\n<p><strong>O que muda com a nova lei para o corte de \u00e1rvores em Porto Alegre<\/strong><\/p>\n<p>A bi\u00f3loga Arlinda C\u00e9sar, do Instituto Venturi de Estudos Ambientais, acredita que a atualiza\u00e7\u00e3o do cadastro \u00e9 uma oportunidade de inserir a popula\u00e7\u00e3o e outras esferas p\u00fablicas, como educa\u00e7\u00e3o e cultura, no cuidado com o ambiente. Ao mencionar o exemplo da cerejeira como \u00e1rvore s\u00edmbolo do Jap\u00e3o, ou o Canad\u00e1, que popularizou em souvenires a folha do pl\u00e1tano, ela ressalta a import\u00e2ncia de \u00e1rvores antigas receberem um tratamento digno de patrim\u00f4nio hist\u00f3rico.<\/p>\n<p><strong>Nativas x ex\u00f3ticas<\/strong><\/p>\n<p>Grande parte das cidades brasileiras \u00e9 rodeada de \u00e1rvores ex\u00f3ticas. Em Porto Alegre, at\u00e9 o in\u00edcio dos anos 2000, elas representavam 53% do total. O Plano Diretor de Arboriza\u00e7\u00e3o Urbana estabeleceu uma meta de 70% para a presen\u00e7a de nativas. A Smam diz que tem priorizado o seu plantio, mas precisaria de novos estudos para saber como est\u00e3o esses \u00edndices hoje.<\/p>\n<p>As \u00e1rvores nativas s\u00e3o fundamentais para manter a biodiversidade como um todo. Alguns bichos n\u00e3o conseguem se adaptar a plantas de outras origens. Nesse sentido, a lista de \u00e1rvores tombadas rec\u00e9m refeita poderia incluir esp\u00e9cies amea\u00e7adas como palmeiras buti\u00e1s ou o palmito-ju\u00e7ara, por exemplo.<\/p>\n<p>\u2014 A arboriza\u00e7\u00e3o e a vegeta\u00e7\u00e3o urbana como um todo, em resumo, t\u00eam duplo papel: ecol\u00f3gico e cultural. Sem isso, teremos uma vida sujeita a mais estresse em todos os sentidos \u2014 afirma o bi\u00f3logo Paulo Brack.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m h\u00e1 \u00e1rvores que, do ponto de vista cultural, poderiam estar no novo relat\u00f3rio. Uma delas \u00e9 a\u00a0paineira que demarca historicamente a Rua Siqueira Campos, no Centro.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde a d\u00e9cada de 1970, algumas centenas de \u00e1rvores da Capital s\u00e3o imunes ao corte.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":21667,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/arvores1.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/arvores1-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/arvores1-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/arvores1.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/arvores1.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/arvores1.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/arvores1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/arvores1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/arvores1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/arvores1.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Desde a d\u00e9cada de 1970, algumas centenas de \u00e1rvores da Capital s\u00e3o imunes ao corte.","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21662"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21662"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21662\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/21667"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21662"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21662"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21662"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}