{"id":21561,"date":"2015-05-23T00:46:19","date_gmt":"2015-05-23T00:46:19","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=21561"},"modified":"2015-05-23T00:47:05","modified_gmt":"2015-05-23T00:47:05","slug":"desvendando-os-segredos-dos-furacoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/desvendando-os-segredos-dos-furacoes\/","title":{"rendered":"Desvendando os segredos dos furac\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" id=\"irc_mi\" class=\"\" src=\"http:\/\/img.ibxk.com.br\/\/2013\/6\/megacurioso\/super-imagem\/superimagem-megacurioso-301732456002527307.jpg\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"401\" \/><\/p>\n<p>Os furac\u00f5es t\u00eam causado p\u00e2nico, destrui\u00e7\u00e3o e mortes nos lugares por onde j\u00e1 passou. H\u00e1 um relativo aumento na const\u00e2ncia desses fen\u00f4menos clim\u00e1ticos, tais como os furac\u00f5es Katrina e Rita.<\/p>\n<p>A que se deve esse aumento na const\u00e2ncia e na intensidade dos fen\u00f4menos?<\/p>\n<p>Comprova-se cada vez mais uma associa\u00e7\u00e3o de fen\u00f4menos extremos com o aquecimento global acelerado, atribu\u00eddo ao incremento do efeito estufa produzido por gases contaminantes como di\u00f3xido de carbono e metano.<\/p>\n<p>Os furac\u00f5es estariam mais diretamente relacionados com o aquecimento dos oceanos, tamb\u00e9m um fen\u00f4meno que est\u00e1 sendo registrado em todo o planeta. Entretanto, cientificamente, o aquecimento estaria ligado ao maior n\u00famero de furac\u00f5es violentos, e n\u00e3o aos de todas as intensidades.<\/p>\n<p>Ser\u00e1 que poder\u00edamos afirmar que os furac\u00f5es Katrina e Rita s\u00e3o resultado de altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas induzidas pela a\u00e7\u00e3o humana?<\/p>\n<p>N\u00e3o se pode afirmar isso com provas cient\u00edficas, mas os ind\u00edcios s\u00e3o fortes. A ocorr\u00eancia de tempestades tropicais \u00e9 muito vari\u00e1vel, est\u00e1 sujeita a ciclos naturais e outras influ\u00eancias, o que dificulta muito uma determina\u00e7\u00e3o estat\u00edstica.<\/p>\n<p>Que tipo de medidas podem ser tomadas para os governos saberem com anteced\u00eancia da ocorr\u00eancia e da intensidade de furac\u00f5es desse tipo?<\/p>\n<p>De acordo com os especialistas, essas medidas j\u00e1 est\u00e3o sendo adotadas nos \u00faltimos vinte anos, e incluem a intensifica\u00e7\u00e3o dos estudos de din\u00e2mica clim\u00e1tica utilizando os mais poderosos computadores do mundo, o uso de sat\u00e9lites de vigil\u00e2ncia e pesquisa, a realiza\u00e7\u00e3o de v\u00f4os de reconhecimento meteorol\u00f3gico equipados com instrumentos avan\u00e7ados de sondagem.<\/p>\n<p>O estudo dos furac\u00f5es<\/p>\n<p>Para estudar a forma\u00e7\u00e3o de um furac\u00e3o \u00e9 preciso fazer um diagrama dos movimentos principais do ar dentro e ao redor do fen\u00f4meno.<\/p>\n<p>Um furac\u00e3o \u00e9 composto de um massa de trovoadas organizadas que s\u00e3o mais importantes para a circula\u00e7\u00e3o da tempestade. Para ocorrer o desenvolvimento de um furac\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1rio a converg\u00eancia de ventos na superf\u00edcie.<\/p>\n<p>Furac\u00f5es dependem de calor latente liberado durante condensa\u00e7\u00e3o de grandes quantidades de vapor d&#8217;agua. O calor latente liberado aquece o ar e supre flutua\u00e7\u00e3o para levantamento.<\/p>\n<p>J\u00e1 um ciclone tropical \u00e9 prov\u00e1vel de ocorrer quando estes fatores existem simult\u00e2neamente, como por exemplo: uma forte presen\u00e7a da for\u00e7a de Coriolis; uma superf\u00edcie de \u00e1gua quente numa \u00e1rea suficiente para suprir o ar acima com grandes quantidades de vapor; Uma atmosfera inst\u00e1vel ou press\u00e3o baixa na superf\u00edcie e frequentemente um anti-ciclone bem alto; valores baixos de cisalhamento vertical de vento, produzidos pelo movimento de uma massa de ar ultrapassando uma outra.<\/p>\n<p>Estas condi\u00e7\u00f5es s\u00e3o mais provaveis de ocorrer sobre as \u00e1reas oce\u00e2nicas aonde a zona de converg\u00eancia intertropical move dez graus ou mais fora do Equador. A for\u00e7a de Coriolis causa os objetos em movimento defletir para a direita no Hemisf\u00e9rio Norte e para a esquerda no Hemisf\u00e9rio Sul.<\/p>\n<p>Esta for\u00e7a \u00e9 respons\u00e1vel pela rota\u00e7\u00e3o de um furac\u00e3o e \u00e9 muito fraca dentro de 5\u00b0 do Equador.<\/p>\n<p>Valores altos de cisalhamento vertical de vento podem impedir convec\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento de um ciclone. Assim que as press\u00f5es caem, uma tempestade tropical torna-se um furac\u00e3o quando os ventos excedem cento e dezenove quil\u00f4metros por hora.<\/p>\n<p>Uma rota\u00e7\u00e3o pronunciada desenvolve-se ao redor do centro de um furac\u00e3o e bandos de chuvas giram ao redor do olho. Bandos de chuvas s\u00e3o pancadas de chuvas convectivas separadas por \u00e1reas de ar descendente.<\/p>\n<p>Existe, \u00e0s vezes, intervalos entre estes bandos aonde chuvas n\u00e3o s\u00e3o observadas. Cada bando normalmente produz per\u00edodos de chuvas mais longas e intensas do que as anteriores da periferia do furac\u00e3o at\u00e9 atingir o olho.<\/p>\n<p>Ar ascende e condensa formando enormes trovoadas produzindo chuvas fortes, de at\u00e9 vinte e cinco cent\u00edmetros por hora, na parede do olho. Perto dos topos das trovoadas, o ar seco flutua para fora do centro.<\/p>\n<p>Este ar divergente no alto produz um afluxo anti-cicl\u00f4nico v\u00e1rios cem quil\u00f4metros do olho. Assim que o afluxo atinge o periferal da tempestade, ele come\u00e7a a descer e se aquecer, induzindo c\u00e9u claro.<\/p>\n<p>Dentro das trovoadas da parede do olho e dos bandos de chuvas, o ar se aquece por causa das grandes quantidades de calor latente liberado. Este produz press\u00f5es leves altas no alto e inicia a descend\u00eancia do ar no olho e entre cada bando.<\/p>\n<p>O ar descendente esquenta por compress\u00e3o e explica a aus\u00eancia de trovoadas no centro da tempestade. Um furac\u00e3o intensifica-se e a press\u00e3o na superf\u00edcie continua a cair quando o afluxo de ar no alto \u00e9 maior do que a influxo na superf\u00edcie.<\/p>\n<p>Porque a press\u00e3o atmosf\u00e9rica dentro do sistema \u00e9 controlada significantemente pelo aquecimento do ar, a intensidade da tempestade \u00e9 limitada at\u00e9 um certo ponto. Os fatores controladores s\u00e3o a temperatura da \u00e1gua e a libera\u00e7\u00e3o do calor latente.<\/p>\n<p>Conseq\u00fcentemente, quando a tempestade \u00e9 literalmente cheia de trovoadas, ela usar\u00e1 quase toda a energia dispon\u00edvel, causando a estabiliza\u00e7\u00e3o da temperatura do ar e a press\u00e3o atmosf\u00e9rica.<\/p>\n<p>Velocidades m\u00e1ximas de rajadas de ventos raramente excedem trezentos e setenta quil\u00f4metros por hora, por causa da limita\u00e7\u00e3o da intensidade de um furac\u00e3o.<\/p>\n<p>Quando o ar na superf\u00edcie convergindo perto do centro excede o afluxo no alto, a press\u00e3o na superf\u00edcie come\u00e7a a aumentar, e a tempestade cessa. Furac\u00f5es diminuem rapidamente quando eles trajetam sobre \u00e1guas frias e perdem a sua fonte de calor.<\/p>\n<p>Eles dissipam-se rapidamente sobre a terra porque a sua fonte de ar \u00famido e quente \u00e9 removida. Sem um adequado fornecimento de vapor d&#8217;agua, a condensa\u00e7\u00e3o e a libera\u00e7\u00e3o do calor latente diminuem. Normalmente, a terra \u00e9 tamb\u00e9m mais fria do que oceano, e o ar nos n\u00edveis baixos \u00e9 resfriado ao inv\u00e9s de aquecido.<\/p>\n<p>Ventos diminuem em for\u00e7a (por causa da fric\u00e7\u00e3o adicionada pela superf\u00edcie da terra) e movem mais diretamente para o centro, causando a eleva\u00e7\u00e3o da press\u00e3o central.<\/p>\n<p>Os furac\u00f5es diminuem em intensidade quando: eles movem sobre \u00e1guas oce\u00e2nicas que n\u00e3o podem suprir ar tropical \u00famido e quente; eles movem sobre terra. A converg\u00eancia na superf\u00edcie excede a diverg\u00eancia no alto<\/p>\n<p>Danos causados pelos furac\u00f5es<\/p>\n<p>Embora que a quantidade de danos causados pelo furac\u00e3o dependam de v\u00e1rios fatores, incluindo o tamanho e densidade de popula\u00e7\u00e3o da \u00e1rea afetada e a configura\u00e7\u00e3o litor\u00e2nia, o fator principal \u00e9 a for\u00e7a da tempestade.<\/p>\n<p>{mosimage}A Escala de Saffir-Simpson foi desenvolvida para categorizar as intensidades relativas de furac\u00f5es. A previs\u00e3o da severidade e danos de um furac\u00e3o \u00e9 normalmente representada em termos nesta escala.<\/p>\n<p>Uma tempestade tropical recebe um n\u00famero categ\u00f3rico quando ela evolve em um furac\u00e3o. A escala de Saffir-Simpson indica o potencial de destrui\u00e7\u00e3o, a press\u00e3o m\u00ednima e ventos m\u00e1ximos constantes de um furac\u00e3o. Assim que a tempestade intensifica ou diminui, o n\u00famero categ\u00f3rico \u00e9 reavaliado de acordo.<\/p>\n<p>Danos de furac\u00f5es podem ser avaliadas nas categor\u00edas de mar\u00e9 meteorol\u00f3gica, ventos e enchentes por causa das chuvas torrenciais. Uma mar\u00e9 meteorol\u00f3gica \u00e9 um crescimento anormal de v\u00e1rios metros do n\u00edvel oce\u00e2nico que inunda \u00e1reas baixas pr\u00f3ximas \u00e0 costa aonde o olho atravessa o terreno.<\/p>\n<p>A mar\u00e9 meteorol\u00f3gica \u00e9 particularmente destrutiva quando ela coincide com mar\u00e9s altas normais. A regi\u00e3o de press\u00e3o baixa dentro de um furac\u00e3o permite a eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel oce\u00e2nico. Uma queda de um milibar em press\u00e3o atmosf\u00e9rica produz uma subida de um cent\u00edmetro do n\u00edvel oce\u00e2nico.<\/p>\n<p>A combina\u00e7\u00e3o de \u00e1guas altas e ventos fortes de um furac\u00e3o produz uma mar\u00e9 meteorol\u00f3gica que alcan\u00e7a a costa como um trem de grandes ondas. Mar\u00e9s meteorol\u00f3gica s\u00e3o as mais devastadores nas zonas costeiras.<\/p>\n<p>Fonte: Espa\u00e7o Ecol\u00f3gico<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os furac\u00f5es t\u00eam causado p\u00e2nico, destrui\u00e7\u00e3o e mortes nos lugares por onde j\u00e1 passou. 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