{"id":21514,"date":"2015-05-22T20:00:42","date_gmt":"2015-05-22T20:00:42","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=21514"},"modified":"2015-05-22T13:12:31","modified_gmt":"2015-05-22T13:12:31","slug":"cientistas-anunciam-10-novas-especies-para-2015-uma-aranha-agil-esta-entre-as-escolhidas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/cientistas-anunciam-10-novas-especies-para-2015-uma-aranha-agil-esta-entre-as-escolhidas\/","title":{"rendered":"Cientistas anunciam 10 novas esp\u00e9cies para 2015: uma aranha \u00e1gil est\u00e1 entre as escolhidas"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/aranha.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-21518\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/aranha-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/aranha-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/aranha.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Uma aranha que d\u00e1 estrelas, um dinossauro parecido com um p\u00e1ssaro e um peixe que nada em c\u00edrculos no fundo do mar para criar um ninho est\u00e3o entre as esp\u00e9cies identificadas pelo Col\u00e9gio SUNY de Ci\u00eancias Ambientais e Florestais (FSE, na sigla em ingl\u00eas) como as Top 10 novas esp\u00e9cies para 2015.<\/p>\n<p>Dois animais &#8211; um sapo que d\u00e1 \u00e0 luz girinos e uma vespa que usa formigas mortas para proteger seu ninho &#8211; s\u00e3o incomuns por causa de suas pr\u00e1ticas parentais. Tamb\u00e9m na lista est\u00e3o um animal que pode superar a nova distin\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies e ser um filo inteiramente novo, um peda\u00e7o de pau de 23 cent\u00edmetros que anda e uma lesma do mar fotog\u00eanica. Completando o top 10 est\u00e1 uma planta coral descrita como amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o quase ao mesmo tempo em que foi descoberta e uma planta vermelha e verde usada durante as celebra\u00e7\u00f5es de Natal no M\u00e9xico.<\/p>\n<p>A lista \u00e9 compilada anualmente pelo Instituto Internacional do FSE para Explora\u00e7\u00e3o de Esp\u00e9cies (IISE, na sigla em ingl\u00eas). O comit\u00ea internacional do instituto de taxonomistas selecionou o Top 10 entre as cerca de 18 mil novas esp\u00e9cies nomeadas no ano anterior. FSE lan\u00e7ou a lista deste ano no dia 21 de maio para reconhecer o anivers\u00e1rio, comemorado no dia 23 de maio, de Carolus Linnaeus, um bot\u00e2nico sueco do s\u00e9culo 18 que \u00e9 considerado o pai da taxonomia moderna. A lista anual, estabelecida em 2008, chama a aten\u00e7\u00e3o para descobertas que s\u00e3o feitas, mesmo quando as esp\u00e9cies est\u00e3o sendo extintas mais r\u00e1pido do que elas est\u00e3o sendo identificadas.<\/p>\n<p>&#8220;A \u00faltima grande fronteira inexplorada da Terra \u00e9 a biosfera. N\u00f3s apenas come\u00e7amos a explorar a surpreendente origem, a hist\u00f3ria e a diversidade da vida&#8221;, disse Quentin Wheeler, presidente do FSE e diretor fundador do IISE.<\/p>\n<p>Os cientistas acreditam que 10 milh\u00f5es de esp\u00e9cies aguardam serem descobertas, cinco vezes o n\u00famero que \u00e9 conhecido pela ci\u00eancia.<\/p>\n<p>&#8220;Um invent\u00e1rio de plantas e animais come\u00e7ou no s\u00e9culo 18, continua em ritmo acelerado com a descoberta de cerca de 18 mil esp\u00e9cies adicionais a cada ano. Quase dois milh\u00f5es de esp\u00e9cies conhecidas at\u00e9 \u00e0 data representam uma pequena fra\u00e7\u00e3o dos estimados 12 milh\u00f5es. Entre os restantes 10 milh\u00f5es est\u00e3o insubstitu\u00edveis pistas para nossas pr\u00f3prias origens, um plano detalhado de como \u00e9 auto-organizada a biosfera, e pistas preciosas para formas melhores, mais eficientes e mais sustent\u00e1veis para atender \u00e0s necessidades humanas ao mesmo tempo conservando seres vivos selvagens. \u00c9 hora de montar uma miss\u00e3o ao planeta Terra de distinguir, descrever, nomear e classificar as suas formas de vida, antes que seja tarde demais. O Top 10 \u00e9 um lembrete das maravilhas que nos espera&#8221;, disse Wheeler.<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">CONFIRA AS TOP 10 ESP\u00c9CIES DE 2015:<\/span><\/p>\n<p><strong>Dinossauro com penas: &#8216;Galinha do inferno&#8217;<\/strong><\/p>\n<div class=\"foto\">\n<figure><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/og.infg.com.br\/in\/16213791-b32-6c8\/FT1086A\/420\/1Chiken-from-hellMark-KlinglerCarnegie-Museum-of-Natural-History.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"384\" \/><figcaption>Esp\u00e9cie \u00e9 de um grupo de dinossauros parecidos com p\u00e1ssaros que viveram na Am\u00e9rica do Norte<b> &#8211; Mark Klingler\/Carnegie Museum of Natural History<\/b><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p><em>Anzu wyliei<\/em><\/p>\n<p>Localiza\u00e7\u00e3o: USA<\/p>\n<p>Como chegou ao Top 10: Com uma mistura de caracter\u00edsticas de p\u00e1ssaros e dinossauros, <em>Anzu wyliei <\/em>\u00e9 de um grupo de dinossauros parecidos com p\u00e1ssaros que viveram na Am\u00e9rica do Norte. Um contempor\u00e2neo do mais famoso T. rex e Triceratops, esta esp\u00e9cie fazia ninhos e sentava-se sobre os ovos at\u00e9 que eles chocassem. Entre as suas caracter\u00edsticas de p\u00e1ssaro estavam penas, ossos ocos e um focinho curto com um bico de papagaio. Estes on\u00edvoros parecem ter vivido em v\u00e1rzeas comendo vegeta\u00e7\u00e3o, animais pequenos e possivelmente ovos. Tr\u00eas esqueletos parciais bem preservados foram descobertos na Dakota do Sul e do Norte, na Forma\u00e7\u00e3o Hell Creek. Porque alguns Caenagnathids eram do tamanho de uma galinha, este novo dinossauro foi apelidado de &#8220;galinha do inferno.&#8221; No entanto, com mais de 3,5m de comprimento, 1,5m de altura e de 200-300kg, esta n\u00e3o era uma galinha, definitivamente.<\/p>\n<p><strong>Planta Coral: Tub\u00e9rculos at\u00edpicos<\/strong><\/p>\n<div class=\"foto\">\n<figure><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/og.infg.com.br\/in\/16213805-596-dde\/FT1086A\/420\/2BalanophoraLeonardo-L.-Co.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"384\" \/><figcaption>Esta esp\u00e9cie \u00e9, at\u00e9 agora, conhecida a partir de menos de 50 plantas<b> &#8211; Balanophora\/Leonardo L. Co<\/b><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p><em>Balanophora coralliformis<\/em><\/p>\n<p>Localiza\u00e7\u00e3o: Filipinas<\/p>\n<p>Como chegou ao Top 10: Esta planta parasita, descoberta e quase imediatamente considerada amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o, tem tub\u00e9rculos acima do solo, alongados, com algumas ramifica\u00e7\u00f5es, e de textura \u00e1spera. Esses tub\u00e9rculos peculiares d\u00e3o a este parasita das Filipinas uma apar\u00eancia de coral &#8211; diferentemente dos tub\u00e9rculos mais t\u00edpicos de esp\u00e9cies relacionadas. Plantas parasitas n\u00e3o cont\u00eam clorofila e s\u00e3o incapazes de fazer fotoss\u00edntese, assim tiram sua nutri\u00e7\u00e3o de outras plantas vivas. Esta esp\u00e9cie \u00e9, at\u00e9 agora, conhecida por menos de 50 plantas, todas encontradas entre 1.465 m e 1.735 m de altitude na encosta sudoeste do Monte Mingan em \u00e1reas de florestas cobertas de musgo. Porque se sabe a exist\u00eancia de t\u00e3o poucas plantas, e a \u00e1rea estreita em que vivem est\u00e1 desprotegida, os cientistas que descreveram consideram a planta criticamente em perigo.<\/p>\n<p><strong>Aranha que d\u00e1 estrelas: Dando cambalhotas na areia<\/strong><\/p>\n<div class=\"foto\">\n<figure><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/og.infg.com.br\/in\/16213827-99a-f33\/FT1086A\/420\/3CebrennusIngo-Rechenberg.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"384\" \/><figcaption>Esp\u00e9cie d\u00e1 cambalhotas para fugir do perigo<b> &#8211; Ingo Rechenberg<\/b><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p><em>Cebrennus rechenbergi<\/em><\/p>\n<p>Localiza\u00e7\u00e3o: Marrocos<\/p>\n<p>Como chegou ao Top 10: Este aracn\u00eddeo \u00e1gil do deserto usa um truque de ginasta para escapar de situa\u00e7\u00f5es amea\u00e7adoras: ele d\u00e1 cambalhotas para fugir do perigo. Quando o perigo chama, a aranha assume uma postura amea\u00e7adora primeiro. Se o perigo persiste, a aranha corre e, cerca de metade do tempo ela d\u00e1 piruetas, j\u00e1 que \u00e9 duas vezes mais r\u00e1pido. O terreno n\u00e3o \u00e9 um desafio: a aranha pode girar em terreno plano, bem como pode subir e descer colinas. Ao inv\u00e9s de dar estrelas para se distanciar do problema, a aranha impulsiona-se para a fonte da amea\u00e7a, talvez invocando a teoria de que a melhor defesa \u00e9 um bom ataque.<\/p>\n<div class=\"arroba publicidade clearfix\">\n<div class=\"publicidade-container robots-nocontent robots-noindex\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/ads.globo.com\/RealMedia\/ads\/adstream_lx.ads\/ogcoglobo8\/ciencia\/materia\/L26\/2000055626\/x21\/ocg\/adnetwork_globo_rein\/teste_x21.html\/735a37677246526558757341424d7674?_RM_EMPTY_&amp;entidade=Hell%20Anzu-Natal-DNA-Filipinas-Casa-Bone%20Wasp-Serra%20de%20Tepoztlan-Beauty-IISE-Japao-Mexico-Vietnam%20Como-Nucleo%20Central-Formacao%20Hell%20Creek-FSE-Chicken-Chan-Tlayacapan-Amami-Oshima%20Island-Tad%20Unusual%20Limnonectes%20larvaepartus%20Localizacao-Tepoztlan-Morelos-Tam%20Dao-Instituto%20Internacional%20do%20ESF%20para%20Exploracao%20de%20Especies-USA%20Como-PHOBAETICUS%20CHANI-Hicks-Carolus%20Linnaeus-Sand%20Cebrennus-Borneu-Nova%20Iorque-Reserva%20Natural%20Nacional%20Gutianshan-australia-Yoji%20Okata-Cristo-Morbid%20Maternidade-MT-Victoria-Dakota%20do%20Sul-Instituto%20Real%20Belga%20de%20Ciencias%20Naturais%20de%20Bruxelas-Deep%20Phyllodesmium-Feliz%20Navidad-Sulawesi-Colegio%20SUNY%20de%20Ciencias%20Ambientais%20e%20Florestais-Quentin%20Wheeler-Parque%20Nacional%20Tam-San%20Jose%20de%20los%20Laureles-Marrocos%20Como-Indonesia-Terra-Crop%20Circles-Syracuse-china-America%20do%20Norte&amp;idArtigo=16213701&amp;gender=2&amp;age=5&amp;education=2&amp;interest=150&amp;interest=137&amp;interest=129&amp;interest=128&amp;interest=131&amp;interest=104&amp;interest=124&amp;interest=108&amp;interest=3&amp;interest=61&amp;interest=62&amp;interest=64&amp;interest=11&amp;interest=68&amp;interest=8&amp;interest=1&amp;interest=116&amp;interest=10&amp;interest=19&amp;interest=117&amp;interest=120&amp;interest=27&amp;interest=71&amp;interest=122&amp;interest=72&amp;interest=102&amp;interest=103&amp;interest=130&amp;interest=140&amp;interest=95&amp;interest=96&amp;interest=97&amp;interest=101&amp;interest=18&amp;interest=13&amp;interest=202&amp;interest=12&amp;interest=15&amp;interest=14&amp;interest=17&amp;interest=157&amp;interest=188&amp;interest=32&amp;interest=156&amp;interest=93&amp;interest=90&amp;interest=91&amp;interest=86&amp;interest=183&amp;interest=186&amp;product=10&amp;product=4&amp;product=19&amp;product=59&amp;product=45&amp;product=97&amp;product=15&amp;product=145&amp;product=7&amp;product=407&amp;product=65&amp;income=1&amp;marital=2&amp;cluster=45\" alt=\"\" width=\"1\" height=\"1\" \/><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"artigo-video clearfix\">\n<div><iframe loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/embed\/IJhTrPDUoxs?rel=0&amp;wmode=transparent\" width=\"640\" height=\"360\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/div>\n<\/div>\n<p>Nas dunas de areia plana, onde a aranha vive, fugir pode revelar-se in\u00fatil, porque n\u00e3o h\u00e1 lugar para se esconder. As altas temperaturas do seu habitat deserto seria fatal para a aranha se ela persistisse nessa rotina de alta energia por muito tempo, por isso rodar deve ser uma op\u00e7\u00e3o de fuga de \u00faltimo recurso. Mesmo antes de a aranha ter sido oficialmente nomeada, o seu comportamento inspirou um rob\u00f4 biomim\u00e9tico que pode caminhar ou rolar de forma semelhante.<\/p>\n<p><strong>O X-Phyla: Os rec\u00e9m-chegados misteriosos<\/strong><\/p>\n<div class=\"foto\">\n<figure><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/og.infg.com.br\/in\/16213883-a65-65a\/FT1086A\/420\/4Dendrogramma-enigmaticaPlos-One.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"384\" \/><figcaption>A melhor informa\u00e7\u00e3o sugere que elas est\u00e3o relacionadas ao filo Cnid\u00e1ria ou Ctenophora <b> &#8211; PLOs One<\/b><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p><em>Dendrogramma enigmatica<\/em><\/p>\n<p>Local: Austr\u00e1lia<\/p>\n<p>Como chegou ao Top 10: A <em>Dendrogramma enigmatica<\/em> e uma segunda esp\u00e9cie nova, D. discoids, s\u00e3o animais multicelulares que se parecem um pouco com cogumelos, com uma boca no final do &#8220;tronco&#8221; e a outra extremidade na forma de um disco achatado. A melhor informa\u00e7\u00e3o sugere que eles est\u00e3o relacionados ao filo Cnidaria (medusas, corais, an\u00eamonas do mar e hidras) ou Ctenophora (geleias pente), ou ambos, mas os novos animais n\u00e3o t\u00eam novidades evolutivas \u00fanicas para qualquer um dos dois e pode ser um filo inteiramente novo. Eles tamb\u00e9m se assemelham a f\u00f3sseis do tempo pr\u00e9-cambriano, talvez tornando-os f\u00f3sseis de esp\u00e9cies que vivem. O mist\u00e9rio que envolve este animal \u00e9 respons\u00e1vel por seu nome, e seus relacionamentos tendem a permanecer enigm\u00e1tico at\u00e9 que esp\u00e9cimes possam ser recolhidas para an\u00e1lise adequada de DNA. O novo animal \u00e9 pequeno, com uma haste de menos de um ter\u00e7o de uma polegada (8 mm) de comprimento e uma \u201ctampa\u201d que mede menos de um meia polegada (11 mil\u00edmetros) de di\u00e2metro. Ele foi encontrado no fundo do mar, a uma profundidade de cerca de 3.200 p\u00e9s (1.000 metros), fora do ponto Hicks, Victoria.<\/p>\n<p><strong>Vespa oss\u00e1rio: Maternidade m\u00f3rbida<\/strong><\/p>\n<div class=\"foto\">\n<figure><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/og.infg.com.br\/in\/16213924-cec-c4b\/FT1086A\/420\/5DeuterageniaWiki-CommonsTony-Wills.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"384\" \/><figcaption>Este inseto chega a at\u00e9 cerca de meia polegada<b> &#8211; Wiki Commons\/Tony Wills<\/b><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p><em>Deuteragenia ossarium<\/em><\/p>\n<p>Localiza\u00e7\u00e3o: China<\/p>\n<p>Como chegou ao Top 10: Este inseto, que chega a at\u00e9 cerca de meia polegada (15 mil\u00edmetros) de comprimento, tem uma maneira \u00fanica de proteger sua prole. Ela \u00e9 uma esp\u00e9cie de vespa ca\u00e7adora de aranhas que simplesmente enche seu hall de entrada do ninho com corpos de formigas. O inseto vive em cavidades ocas em \u00e1rvores e no solo. Uma vez que a f\u00eamea n\u00e3o cuida muito de sua cria ap\u00f3s a constru\u00e7\u00e3o do ninho, os ovos ficam vulner\u00e1veis aos predadores durante o per\u00edodo de gesta\u00e7\u00e3o. Com o objetivo de minimizar o risco de que sua descend\u00eancia seja descoberta antes de estar apta a sobreviver por conta pr\u00f3pria, a vespa enche a c\u00e2mara frontal do ninho \u2014 que \u00e9 separada com um espa\u00e7o individual para cada ovo \u2014 com o m\u00e1ximo de formigas mortas que ela conseguir. Esse comportamento nunca havia sido observado na natureza. Esta esp\u00e9cie, encontrada na Reserva Natural Nacional Gutianshan no leste da China, tem taxas de parasitismo significativamente mais baixas do que vespas semelhantes.<\/p>\n<p><strong>Sapo indon\u00e9sio: Um tanto incomum<\/strong><\/p>\n<div class=\"foto\">\n<figure><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/og.infg.com.br\/in\/16213939-c48-bb6\/FT1086A\/420\/6LimnonectesJimmy-McGuire.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"384\" \/><figcaption>Em uma ocasi\u00e3o, uma f\u00eamea deu \u00e0 luz um girino na m\u00e3o de um cientista no momento em que foi capturada<b> &#8211; Jimmy McGuire<\/b><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p><em>Limnonectes larvaepartus<\/em><\/p>\n<p>Localiza\u00e7\u00e3o: Indon\u00e9sia<\/p>\n<p>Como chegou ao Top 10: Ao contr\u00e1rio de outras r\u00e3s, a esp\u00e9cie da ilha de Sulawesi, na Indon\u00e9sia, d\u00e1 \u00e0 luz girinos que s\u00e3o depositados em piscinas de \u00e1gua. Em uma ocasi\u00e3o, uma f\u00eamea deu \u00e0 luz um girino na m\u00e3o de um cientista no momento em que foi capturada. Menos de uma d\u00fazia de 6.455 esp\u00e9cies de sapos do mundo t\u00eam fecunda\u00e7\u00e3o interna e todas, exceto esta nova esp\u00e9cie botam ovos fertilizados ou d\u00e3o \u00e0 luz min\u00fasculos sapinhos. As esp\u00e9cies, com cerca de 1,5 polegadas de comprimento (40 mm), s\u00e3o encontradas na pen\u00ednsula setentrional da ilha na borda ocidental do N\u00facleo Central. A regi\u00e3o n\u00e3o foi totalmente explorada para sapos, de modo que a extens\u00e3o da gama desta esp\u00e9cie n\u00e3o \u00e9 ainda conhecida. Os sapos vivem em habitats florestais naturais e degradados, muitas vezes em \u00e1reas ocupadas por 1-5 outras esp\u00e9cies do mesmo g\u00eanero. Os sapos s\u00e3o encontrados acima ribeiros em vegeta\u00e7\u00e3o gram\u00ednea, ou em substratos rochosos.<\/p>\n<p><strong>Mestre da camuflagem: Bicho-pau<\/strong><\/p>\n<div class=\"foto\">\n<figure><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/og.infg.com.br\/in\/16221254-778-ca4\/FT1086A\/420\/bicho-pau.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"384\" \/><figcaption>O rec\u00e9m-chegado recebe o seu nome em homenagem ao bonito Parque Nacional Tam Dao <b> &#8211; Jonathan Brecko<\/b><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p><em>Phryganistria tamdaoensis<\/em><\/p>\n<p>Localiza\u00e7\u00e3o: Vietn\u00e3<\/p>\n<p>Como chegou ao Top 10: Apesar deste novo bicho-pau n\u00e3o ser o mais longo do mundo, ele pertence a uma fam\u00edlia de bichos-paus gigantes. Com 23cm de comprimento, Phryganistria tamdaeoensis tem provas convincentes de que, apesar de seu tamanho, insetos desta esp\u00e9cie maiores continuam a ser descobertas e nosso conhecimento destes mestres da camuflagem est\u00e1 longe de terminar. Esta esp\u00e9cie gigante \u00e9 comum na cidade de Tam Dao visitada por muitos entomologistas, ainda despercebida at\u00e9 agora. Se voc\u00ea gostaria de ver um desses grandes insetos de perto, voc\u00ea est\u00e1 com sorte. Esp\u00e9cimes vivas est\u00e3o em exposi\u00e7\u00e3o no biot\u00e9rio do Instituto Real Belga de Ci\u00eancias Naturais de Bruxelas. O rec\u00e9m-chegado recebe o seu nome em homenagem ao bonito Parque Nacional Tam Dao em uma \u00e1rea montanhosa no noroeste do Vietn\u00e3.<\/p>\n<p><strong>Lesma do mar: Beleza no fundo<\/strong><\/p>\n<div class=\"foto\">\n<figure><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/og.infg.com.br\/in\/16213992-a67-c32\/FT1086A\/420\/9PhyllodesmiumReproducao.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"384\" \/><figcaption>Esta nova esp\u00e9cie fotografa em tons de azul, vermelho e ouro<b> &#8211; Reprodu\u00e7\u00e3o<\/b><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p><em>Phyllodesmium acanthorhinum<\/em><\/p>\n<p>Local: Jap\u00e3o<\/p>\n<p>Como chegou ao Top 10: Para esta lesma do mar, a competi\u00e7\u00e3o no Top 10 foi mais do que um concurso de beleza. \u00c9 um &#8220;elo perdido&#8221; entre lesmas do mar que se alimentam de hidroides e as especializadas em corais. Gastr\u00f3podes n\u00e3o s\u00e3o mais fotog\u00eanicos do que lesmas do mar, cujas linhas e cores vivas as tornam belezas do fundo do mar. Esta nova esp\u00e9cie, que fotografa em tons de azul, vermelho e ouro, tamb\u00e9m contribuiu para uma melhor compreens\u00e3o da origem de uma simbiose incomum em outras esp\u00e9cies do g\u00eanero. As esp\u00e9cies identificadas recentemente t\u00eam uma polegada de comprimento, mais ou menos (17-28 mm), e reside nas ilhas japonesas.<\/p>\n<p><strong>Brom\u00e9lia: Feliz Navidad<\/strong><\/p>\n<div class=\"foto\">\n<figure><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/og.infg.com.br\/in\/16214037-ded-187\/FT1086A\/420\/10religiosa.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"384\" \/><figcaption>A brom\u00e9lia \u00e9 um exemplo de uma esp\u00e9cie muito conhecida por habitantes locais, mas s\u00f3 recentemente descoberta pela ci\u00eancia<b> &#8211; Reprodu\u00e7\u00e3o<\/b><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>Tillandsia religiosa<\/p>\n<p>Localiza\u00e7\u00e3o: M\u00e9xico<\/p>\n<p>Como chegou ao Top 10: Durante as celebra\u00e7\u00f5es de Natal no M\u00e9xico, altares retratando o nascimento de Cristo s\u00e3o montados por moradores. Na Serra de Tepoztl\u00e1n, Tlayacapan, San Jos\u00e9 de los Laureles, e Tepoztl\u00e1n, uma bonita brom\u00e9lia \u00e9 freq\u00fcentemente incorporada na decora\u00e7\u00e3o. A planta acabou por ser nova para a ci\u00eancia. <em>Tillandsia religiosa<\/em>, com seus picos de cor-de-rosa e folhas verdes planas, podem ser encontradas crescendo at\u00e9 5 p\u00e9s de altura (1,5 m) em habitat rochoso em regi\u00f5es do norte de Morelos, no M\u00e9xico. Sem haste, as plantas solit\u00e1rias s\u00e3o encontradas em fal\u00e9sias e paredes verticais em folha caduca, con\u00edferas, de carvalho, em altitudes entre 6.000 e 7.000 p\u00e9s (1.800 a 2.100 m), onde florescem de dezembro a mar\u00e7o. A brom\u00e9lia \u00e9 um exemplo de uma esp\u00e9cie muito conhecida por habitantes locais, mas s\u00f3 recentemente descobertas pela ci\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>Baiacu: c\u00edrculos no fundo do mar<\/strong><\/p>\n<div class=\"foto\">\n<figure><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/og.infg.com.br\/in\/16214057-c26-95f\/FT1086A\/420\/8TorquigenerYoji-Okata.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"384\" \/><figcaption>O animal \u00e9 uma nova esp\u00e9cie de baiacu<b> &#8211; Yoji Okata<\/b><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p><em>Torquigener albomaculosus<\/em><\/p>\n<p>Local: Jap\u00e3o<\/p>\n<p>Como chegou ao Top 10: Os cientistas recentemente resolveram um mist\u00e9rio de 20 anos sob o mar e descobriram um novo peixe. C\u00edrculos com desenhos geom\u00e9tricos com cerca de seis p\u00e9s (2 metros) de di\u00e2metro foram encontrados no fundo do mar ao largo da costa da ilha de Amami-Oshima eram t\u00e3o estranhos e inexplic\u00e1veis quanto c\u00edrculos nas planta\u00e7\u00f5es. Eles acabam por ser o trabalho de uma nova esp\u00e9cie de baiacu, <em>Torquigener albomaculosus<\/em>. Os machos constroem estes c\u00edrculos como ninhos de desova ao nadar e se contorcer na areia do fundo do mar. Os ninhos, usados apenas uma vez, s\u00e3o feitos para atrair as f\u00eameas. Eles t\u00eam bordas duplas e depress\u00f5es que irradiam em uma geometria de raios. O design n\u00e3o \u00e9 apenas para a mostra. Os cientistas descobriramque as cristas e ranhuras do c\u00edrculo servem para minimizar a corrente oce\u00e2nica no centro do ninho. Isso protege os ovos das \u00e1guas turbulentas e possivelmente tamb\u00e9m de predadores.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma aranha que d\u00e1 estrelas, um dinossauro parecido com um p\u00e1ssaro e um peixe que<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":21518,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/aranha.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/aranha-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/aranha-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/aranha.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/aranha.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/aranha.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/aranha.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/aranha.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/aranha.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/aranha.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Uma aranha que d\u00e1 estrelas, um dinossauro parecido com um p\u00e1ssaro e um peixe que","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21514"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21514"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21514\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/21518"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21514"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21514"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21514"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}