{"id":21221,"date":"2015-05-17T11:00:33","date_gmt":"2015-05-17T11:00:33","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=21221"},"modified":"2015-05-16T21:39:59","modified_gmt":"2015-05-16T21:39:59","slug":"laboratorio-de-genetica-forense-aberto-no-quenia-e-otimo-exemplo-de-como-tecnologias-modernas-podem-ajudar-na-construcao-de-um-planeta-sustentavel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/laboratorio-de-genetica-forense-aberto-no-quenia-e-otimo-exemplo-de-como-tecnologias-modernas-podem-ajudar-na-construcao-de-um-planeta-sustentavel\/","title":{"rendered":"Laborat\u00f3rio de gen\u00e9tica forense no Qu\u00eania ajuda na constru\u00e7\u00e3o de um planeta sustent\u00e1vel"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/gorila.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-21222\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/gorila-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/gorila-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/gorila.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Por sua rica e exclusiva fauna e flora, a \u00c1frica sofre com o ritmo acelerado de extin\u00e7\u00f5es causadas por a\u00e7\u00f5es humanas como a ca\u00e7a e a emiss\u00e3o descontrolada de CO2 na atmosfera. Agora, contudo, tecnologias dignas de figurar em um epis\u00f3dio da s\u00e9rie policial <em>CSI: Crime Scene Investigation<\/em> s\u00e3o postas a servi\u00e7o dos animais amea\u00e7ados. O governo do Qu\u00eania, por exemplo, acaba de inaugurar um avan\u00e7ado laborat\u00f3rio de gen\u00e9tica que aplica an\u00e1lises forenses para proteger esp\u00e9cies em risco, especialmente rinocerontes e elefantes. Com o cruzamento desses dados com informa\u00e7\u00f5es das reservas ambientais africanas \u00e9 poss\u00edvel descobrir a origem da presa abatida e, com isso, onde os ca\u00e7adores atuam. Funciona como em uma investiga\u00e7\u00e3o criminal que busca por um assassino. Localizar os bandidos \u00e9 historicamente a maior dificuldade de combater o problema da ca\u00e7a ilegal. A inova\u00e7\u00e3o permitir\u00e1 chegar r\u00e1pido a eles &#8211; e prend\u00ea-los.<\/p>\n<p>Sempre que se interceptar carne, marfim ou chifre no centro e no leste da \u00c1frica, amostras do carregamento ser\u00e3o coletadas e enviadas para o laborat\u00f3rio queniano. L\u00e1 \u00e9 realizada a an\u00e1lise de DNA que indica qual a esp\u00e9cie e at\u00e9 a qual fam\u00edlia pertenceu o animal. Os dados s\u00e3o cruzados com um banco de informa\u00e7\u00f5es de reservas ambientais. O trabalho permite a localiza\u00e7\u00e3o exata de onde ocorreu o crime. Agentes ambientais e policiais se encarregar\u00e3o de ir at\u00e9 a origem, onde tentar\u00e3o desbaratar a rede ilegal.<\/p>\n<p>O americano Thomas Snitch, cientista da computa\u00e7\u00e3o da Universidade de Maryland e criador de um projeto que prop\u00f5e o uso de drones para localizar ca\u00e7adores, compara essas organiza\u00e7\u00f5es criminosas com grupos terroristas. Explica ele ao site de VEJA: &#8220;Como \u00e9 com a Al-Qaeda, o dinheiro chega \u00e0s m\u00e3os de grupos como o Janjaweed e a al-Shabaab, que se abastecem de armamento e mercen\u00e1rios que se espalham pela \u00c1frica.&#8221; Snitch frisa que o combate \u00e9 ainda mais problem\u00e1tico pelo fato de os principais soldados da linha de frente, os guardas florestais, receberem sal\u00e1rio ris\u00edvel de 150 d\u00f3lares mensais. Jogados na pobreza, enfrentam uma m\u00e1fia que lucra at\u00e9 1 milh\u00e3o de d\u00f3lares com a comercializa\u00e7\u00e3o de apenas um chifre de rinoceronte no mercado negro. Isso torna os guardas menos propensos a se arriscar pelos animais e tamb\u00e9m mais suscet\u00edveis \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Snitch acredita que a sa\u00edda \u00e9 o emprego da tecnologia, n\u00e3o corrupt\u00edvel. &#8220;Trabalhei com estrat\u00e9gia igual, pelo uso de drones, em combates militares no Afeganist\u00e3o e acredito que a l\u00f3gica se aplica \u00e0 \u00c1frica&#8221;, diz. Para vencer a batalha, ele aposta na coleta de dados do habitat por sat\u00e9lites e identifica\u00e7\u00e3o dos ca\u00e7adores e acompanhamento das fam\u00edlias de animais por GPS e drones. Sua iniciativa de monitoramento constante das savanas ainda busca financiamento. Por\u00e9m, Snitch defende que com investimentos pequenos, de 450 000 d\u00f3lares, \u00e9 poss\u00edvel garantir a redu\u00e7\u00e3o de 70% da ca\u00e7a ilegal.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 grave na \u00c1frica. A popula\u00e7\u00e3o de rinocerontes caiu 97,6% desde 1960. A de gorilas-da-montanha conta com menos de 900 indiv\u00edduos. No ano passado, 35 000 elefantes africanos foram mortos. Os le\u00f5es perderam 85% do territ\u00f3rio original. Estima-se que 2 000 zebras sejam as \u00fanicas sobreviventes da esp\u00e9cie no continente. Chifres de rinocerontes valem mais do que ouro no mercado negro pela cren\u00e7a &#8211; est\u00fapida, em todos os sentidos &#8211; de que eles podem curar de ressaca a c\u00e2ncer. Marfim de elefante \u00e9 usado em joias e em figuras religiosas, vendido a 1 000 d\u00f3lares a grama. Zebras s\u00e3o ca\u00e7adas pela sua pele, enquanto filhotes de gorila s\u00e3o vendidos a 40 000 d\u00f3lares. Os le\u00f5es, com a perda de habitat, vivem pr\u00f3ximos de humanos e s\u00e3o abatidos por fazendeiros. Neste ritmo, os animais listados neste par\u00e1grafo, dentre os mais belos da Terra, podem ser extintos ainda nesta gera\u00e7\u00e3o da humanidade.<\/p>\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o ambientalista WWF avalia que, do total de 100 milh\u00f5es de esp\u00e9cies existentes, 10 000 s\u00e3o extintas por ano. Especialistas calculam que a taxa atual de perda seja de 1 000 a 10 000 vezes maior do que o \u00edndice de extin\u00e7\u00e3o que seria natural. Ou seja, o aumento foi claramente causado pela interfer\u00eancia humana. Deve vir do homem, tamb\u00e9m, a solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No Qu\u00eania, onde foi implantado o laborat\u00f3rio forense, uma esp\u00e9cie \u00e9 exemplo m\u00e1ximo das consequ\u00eancias de s\u00e9culos de descaso. O magn\u00edfico rinoceronte-branco-do-norte vive com os dias contados. H\u00e1 somente cinco exemplares na natureza, sendo que tr\u00eas vivem dentro da \u00e1rea de preserva\u00e7\u00e3o queniana Ol Pejeta. L\u00e1 reside o \u00fanico macho, idoso, e \u00faltima esperan\u00e7a de novos filhotes. Os animais vivem rodeados 24 horas por dia por guardas armados, al\u00e9m de serem marcados com r\u00e1dio-transmissores. Ca\u00e7adores da esp\u00e9cie s\u00e3o agora ca\u00e7ados com afinco por agentes federais disfar\u00e7ados. No caso dos rinocerontes-brancos, espera-se por um milagre. J\u00e1 se estuda seu DNA para tentar criar clones em laborat\u00f3rio.<\/p>\n<p>O passado, felizmente, traz alento. O homem conseguiu reverter situa\u00e7\u00f5es dr\u00e1sticas criadas por ele mesmo. Na d\u00e9cada de 80, os elefantes africanos foram exaustivamente abatidos at\u00e9 sobrar 1% da popula\u00e7\u00e3o original. Gra\u00e7as a a\u00e7\u00f5es conservacionistas, hoje h\u00e1 450 000 exemplares na natureza e tudo indica que o n\u00famero n\u00e3o parar\u00e1 de crescer.<\/p>\n<p>O avan\u00e7o das tecnologias de big data, capazes de garimpar em mundar\u00e9us de dados digitais aqueles que s\u00e3o relevantes, atua em favor dos animais africanos. Um exemplo: pela tecnologia atual \u00e9 poss\u00edvel detectar na hora um e-mail ou um telefone de um ca\u00e7ador ilegal, determinar sua localiza\u00e7\u00e3o e lev\u00e1-lo \u00e0 pris\u00e3o com provas concretas contra ele. Iniciativas que permitam a implanta\u00e7\u00e3o desse tipo de t\u00e1tica devem ser incentivadas, e financiadas. Como \u00e9 o caso do laborat\u00f3rio do Qu\u00eania.<\/p>\n<p>Disse a VEJA Francis Gakuya, veterin\u00e1rio do Servi\u00e7o para a Vida Selvagem do Qu\u00eania (KWS, na sigla em ingl\u00eas) e integrante do laborat\u00f3rio: &#8220;Pela primeira vez conseguimos tecer um link direto entre um animal ca\u00e7ado e a cena do crime. Assim teremos evid\u00eancias para julgar casos em tribunais. Taxas de condena\u00e7\u00e3o v\u00e3o aumentar e, por efeito, esp\u00e9cies ficar\u00e3o mais protegidas.&#8221;<\/p>\n<p>O KWS divulga tamb\u00e9m um trabalho no qual usar\u00e1 drones para rastrear em tempo real os 52 parques e reservas sob seus cuidados. Um projeto piloto realizado em uma \u00e1rea de prote\u00e7\u00e3o ambiental (n\u00e3o identificada para evitar que ca\u00e7adores mudem de estrat\u00e9gias) comprovou que o \u00edndice de ca\u00e7a cai 96% ap\u00f3s a implementa\u00e7\u00e3o. Os drones usam frequ\u00eancias de r\u00e1dio para monitorar movimentos de animais e homens nas regi\u00f5es. Eles identificam ca\u00e7adores antes de abaterem as presas. A iniciativa, que deve entrar em opera\u00e7\u00e3o em todos os parques, custar\u00e1 103 milh\u00f5es de d\u00f3lares. Mas se tem mesmo o poder de reduzir em mais de 90% a ocorr\u00eancia do tr\u00e1fico ilegal de esp\u00e9cies em risco de extin\u00e7\u00e3o, vale cada centavo.<\/p>\n<p>Boas inten\u00e7\u00f5es n\u00e3o faltam. A Conservation International (CI) e a gigante americana HP criaram o Earth Insights para analisar dados de florestas tropicais. A IBM colocou seu bra\u00e7o sem fins lucrativos, a Corporate Services Corp., para trabalhar com a ONG Nature Conservancy na integra\u00e7\u00e3o de um servi\u00e7o que monitora e auxilia moradores da Amaz\u00f4nia brasileira na preserva\u00e7\u00e3o da fauna e flora. A Intel desenvolveu um chip com comunica\u00e7\u00e3o 3G, chamado Galileu, que \u00e9 instalado em rinocerontes na \u00c1frica para rastre\u00e1-los.<\/p>\n<p>O sucesso das iniciativas africanas, que lideram a implementa\u00e7\u00e3o das tecnologias de ponta nos esfor\u00e7os conservacionistas, pode ser decisivo para que projetos semelhantes se espalhem pelo planeta. &#8220;Se instal\u00e1ssemos laborat\u00f3rios forenses como o queniano nos habitats mais amea\u00e7ados do Brasil certamente conseguir\u00edamos proteger nossas esp\u00e9cies de forma efetiva&#8221;, diz a bi\u00f3loga brasileira Hayd\u00e9e Cunha, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. De acordo com c\u00e1lculos da pesquisadora, 100 000 reais seria o investimento inicial necess\u00e1rio para montar uma estrutura do tipo.<\/p>\n<p>Hayd\u00e9e coordena um projeto-modelo que tenta impulsionar a instala\u00e7\u00e3o dos laborat\u00f3rios no Brasil. Em janeiro, uma morat\u00f3ria entrou em vigor para proibir a pesca da piracatinga, peixe normalmente capturado para virar isca para pegar os amea\u00e7ados botos e jacar\u00e9s, ca\u00e7ados ilegalmente na Amaz\u00f4nia. A pesquisadora analisa o DNA de presas achadas pela fiscaliza\u00e7\u00e3o para decifrar de onde elas vieram e, assim, flagrar criminosos. O caso, exemplar, foi relatado com exclusividade por <a href=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/noticia\/ciencia\/o-boto-cor-de-rosa-e-cacado-para-virar-isca-de-peixe\/\" rel=\"\">reportagem de VEJA<\/a>.<\/p>\n<p>Mas, ao contr\u00e1rio da boa vontade exibida em pa\u00edses africanos como o Qu\u00eania, a fauna brasileira enfrenta tamb\u00e9m o constante descaso do governo. Hist\u00f3rias como a de Hayd\u00e9e s\u00e3o raras. A rotina \u00e9 o com\u00e9rcio ilegal desenfreado de esp\u00e9cies como papagaios, araras, jacar\u00e9s. Em exemplo m\u00e1ximo do descaso, peixes-boi marinhos foram despachados recentemente para fora do pa\u00eds justamente porque aqui teriam menor chance de sobreviv\u00eancia. ONGs brasileiras tiveram de admitir a pr\u00f3pria incapacidade (e a do governo) e enviaram exemplares de cativeiro para serem preservados no Caribe.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por sua rica e exclusiva fauna e flora, a \u00c1frica sofre com o ritmo acelerado<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":21222,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/gorila.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/gorila-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/gorila-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/gorila.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/gorila.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/gorila.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/gorila.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/gorila.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/gorila.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/gorila.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Por sua rica e exclusiva fauna e flora, a \u00c1frica sofre com o ritmo acelerado","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21221"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21221"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21221\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/21222"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21221"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21221"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21221"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}