{"id":21213,"date":"2015-05-17T10:00:28","date_gmt":"2015-05-17T10:00:28","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=21213"},"modified":"2015-05-16T21:27:49","modified_gmt":"2015-05-16T21:27:49","slug":"analises-de-imagens-de-satelite-indicam-desmatamento-no-cerrado-e-caatinga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/analises-de-imagens-de-satelite-indicam-desmatamento-no-cerrado-e-caatinga\/","title":{"rendered":"An\u00e1lises de imagens de sat\u00e9lite indicam desmatamento no Cerrado e Caatinga"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/cerrado_desmatamento.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-21214\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/cerrado_desmatamento-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/cerrado_desmatamento-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/cerrado_desmatamento.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Catol\u00e9 do Rocha, munic\u00edpio do sert\u00e3o da Para\u00edba com quase 30 mil moradores, est\u00e1 ficando ainda mais quente e seco, \u00e0 medida que a vegeta\u00e7\u00e3o natural se esvai. Em oito anos, de 2005 a 2013, de acordo com um estudo de pesquisadores de universidades da Para\u00edba e do Rio Grande do Norte, a \u00e1rea de caatinga rala encolheu 48% e a de caatinga densa, 13,5%, enquanto a agr\u00edcola deu um salto de 823%, de 2,45 mil para 22,64 mil hectares. Os autores desse levantamento conclu\u00edram que &#8220;a vegeta\u00e7\u00e3o local foi suprimida indiscriminadamente&#8221; e houve &#8220;um crescimento exorbitante&#8221; das \u00e1reas ocupadas principalmente com a cria\u00e7\u00e3o extensiva de bois.<\/p>\n<p>Somando muitas situa\u00e7\u00f5es como essa, de 1990 a 2010 a Caatinga perdeu 9 milh\u00f5es de hectares \u2013 ou 90 mil quil\u00f4metros quadrados (km2), quase a \u00e1rea de Portugal \u2013 de vegeta\u00e7\u00e3o nativa, em consequ\u00eancia do desmatamento e da expans\u00e3o da agropecu\u00e1ria e do uso de madeiras de \u00e1rvores nativas como fonte de energia (lenha) em resid\u00eancias e pequenas ind\u00fastrias, de acordo com um levantamento mais amplo publicado em mar\u00e7o na revista Applied Geography. Esse trabalho indica que, nesses 20 anos, a taxa de derrubada da vegeta\u00e7\u00e3o natural aumentou na Caatinga (de 0,19% ao ano de 1990 a 2000 para 0,44% ao ano na d\u00e9cada seguinte), embora os levantamentos do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente indiquem uma queda do desmatamento nesse ecossistema. Para os autores do artigo, a diverg\u00eancia decorre do conceito de paisagem natural \u2013 eles preferiram n\u00e3o incluir as \u00e1reas cobertas puramente por gram\u00edneas, que o governo federal considerou \u2013 e da escala temporal (duas d\u00e9cadas em um caso e quase uma d\u00e9cada em outro).<\/p>\n<p>A elimina\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o nativa \u2013 ainda mais prejudicial quando feita por meio do uso do fogo, que destr\u00f3i a mat\u00e9ria org\u00e2nica do solo \u2013 deixa a terra descoberta, com maior capacidade para absorver a radia\u00e7\u00e3o solar, desse modo elevando a temperatura local, acelerando a evapora\u00e7\u00e3o da \u00e1gua e diminuindo a resist\u00eancia \u00e0 eros\u00e3o causada pelo vento e pelas chuvas, que arrastam a mat\u00e9ria org\u00e2nica e reduzem a fertilidade de solos pouco f\u00e9rteis e a capacidade de reter \u00e1gua. Al\u00e9m disso, alertam os especialistas, a eros\u00e3o causada pelas chuvas \u2013 raras, mas geralmente torrenciais \u2013 promove o assoreamento de rios, aumentando o risco de inunda\u00e7\u00f5es, e exp\u00f5e as rochas antes cobertas pela terra, dificultando a volta das plantas e mesmo o uso da terra para fins agr\u00edcolas. Em Catol\u00e9 do Rocha, a \u00e1rea exposta de rochas, os chamados afloramentos, aumentou 27%, passando de 578 para 734 hectares, em oito anos.<\/p>\n<p>Na Caatinga, outra amea\u00e7a, que se agrava, \u00e9 a desertifica\u00e7\u00e3o. &#8220;O que mais contribui para desencadear o processo de desertifica\u00e7\u00e3o \u00e9 o mau uso da terra, com o desmatamento e muitas vezes o uso do fogo, agravado pelas condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas&#8221;, diz I\u00eado Bezerra S\u00e1, pesquisador da Embrapa Semi\u00e1rido. Com sua equipe, ele examinou a regi\u00e3o de Cabrob\u00f3, no sert\u00e3o de Pernambuco, um dos n\u00facleos de desertifica\u00e7\u00e3o do nordeste brasileiro, a 400 km a sudoeste de Catol\u00e9 do Rocha. Ali, os solos s\u00e3o arenosos, perme\u00e1veis e incapazes de reter as \u00e1guas das chuvas. Seus levantamentos indicaram que a \u00e1rea com grau severo de desertifica\u00e7\u00e3o, associado \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria, era j\u00e1 de 100 mil hectares (1 mil km2) e com grau acentuado, em terras ocupadas pela caatinga arb\u00f3rea, de 519 mil hectares (5 mil km2).<\/p>\n<p>S\u00e1 est\u00e1 concluindo um levantamento que indica que 9 das 12 regi\u00f5es de Pernambuco \u2013 ou 122 dos 185 munic\u00edpios do estado \u2013, principalmente no sert\u00e3o, est\u00e3o sujeitas a um risco elevado de desertifica\u00e7\u00e3o. Um de seus estudos recentes indicou que quase toda a regi\u00e3o de desenvolvimento do sert\u00e3o do S\u00e3o Francisco, onde se cultivam frutas irrigadas, encontra-se sob risco de se transformar em um areal est\u00e9ril (75% da \u00e1rea encontra-se sob risco moderado e 23% sob risco severo). Ali, ele explicou, o consumo de \u00e1gua para a irriga\u00e7\u00e3o das planta\u00e7\u00f5es excede a capacidade dos rios, cuja vaz\u00e3o diminui, prejudicando toda a \u00e1rea que percorrem. &#8220;A Caatinga \u00e9 muito fr\u00e1gil&#8221;, diz ele. &#8220;Em alguns casos, o melhor seria n\u00e3o mexer.&#8221;<\/p>\n<p>Especialistas verificaram que 94% do Nordeste brasileiro, al\u00e9m do norte de Minas Gerais e Esp\u00edrito Santo, apresenta uma suscetibilidade que varia de moderada a alta \u00e0 desertifica\u00e7\u00e3o e indicaram as \u00e1reas com maior potencial de se tornarem areais est\u00e9reis at\u00e9 o ano de 2040. Nesse levantamento, as \u00e1reas mais suscet\u00edveis expandiram-se quase 5%, o equivalente a 83 km2, de 2000 a 2010. &#8220;Esse estudo foi o primeiro no Brasil a produzir um diagn\u00f3stico a partir da an\u00e1lise integrada dos principais indicadores de degrada\u00e7\u00e3o e desertifica\u00e7\u00e3o&#8221;, diz Rita Vieira, pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e principal autora desse estudo, publicado na Solid Earth. Segundo ela, os resultados foram apresentados \u00e0 Comiss\u00e3o Nacional de Combate \u00e0 Desertifica\u00e7\u00e3o, que orienta a implementa\u00e7\u00e3o de compromissos internacionais assumidos pelo pa\u00eds.<\/p>\n<p>&#8220;Reduzir o risco de desertifica\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo lento. O primeiro passo \u00e9 mudar a forma de lidar com a terra e parar de desmatar&#8221;, diz Carlos Magno, um dos coordenadores do Centro Sabi\u00e1, uma organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental sediada em Recife. Com financiamento do governo federal, o centro est\u00e1 trabalhando com 200 fam\u00edlias de pequenos propriet\u00e1rios rurais do agreste e do sert\u00e3o de Pernambuco para recuperar 100 hectares de \u00e1reas sujeitas \u00e0 desertifica\u00e7\u00e3o com os chamados sistemas agroflorestais, que consistem no plantio de plantas diferentes como milho, feij\u00e3o, ab\u00f3bora, batatas, forrageiras e frutas como umbu e caj\u00e1 em meio \u00e0 Caatinga.<\/p>\n<p>&#8220;Estamos reconstruindo a ideia de que a Caatinga \u00e9 uma floresta e que precisa ser preservada&#8221;, diz Magno.<br \/>\nNo dia 16 de abril, ele saiu de seu escrit\u00f3rio em Caruaru e viajou 30 km at\u00e9 o munic\u00edpio de Bezerros para visitar Maria Idalvonete Juli\u00e3o da Silva, dona de 3 hectares, que participa desse projeto. Motivada pela perspectiva de aumentar a produ\u00e7\u00e3o de alimentos mesmo em tempos mais secos, Idalvonete separou 1 hectare e plantou palma forrageira e leucena, que servem de alimento para o gado, feij\u00e3o guandu, mam\u00e3o e abacaxi. &#8220;Al\u00e9m de servir aos animais e \u00e0s pessoas&#8221;, ele argumenta, &#8220;os cultivos conservam o solo; a \u00e1gua, quando chega, fica no solo, cheio de ra\u00edzes, em vez de ir embora&#8221;. Em um levantamento com 15 fam\u00edlias que adotam essa estrat\u00e9gia h\u00e1 mais de 10 anos, ele verificou que &#8220;depois das grandes secas e chuvas os sistemas agroflorestais voltam a produzir alimentos mais rapidamente que os sistemas agr\u00edcolas convencionais, o que implica uma explora\u00e7\u00e3o excessiva do solo da Caatinga.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Cerrado<\/strong><\/p>\n<p>No estudo publicado na Applied Geography, a equipe coordenada por Ren\u00e9 Beuchle, do Joint Research Centre da Comiss\u00e3o Europeia, da It\u00e1lia, examinou tamb\u00e9m outro amplo ecossistema brasileiro, o Cerrado, que perdeu ainda mais que a Caatinga. Em 20 anos, a \u00e1rea de Cerrado sofreu uma redu\u00e7\u00e3o de 26 milh\u00f5es de hectares \u2013 ou 260 mil km2, o equivalente ao dobro da \u00e1rea da Inglaterra, tamb\u00e9m pela expans\u00e3o da agropecu\u00e1ria. Outra conclus\u00e3o \u00e9 de que a taxa de derrubada da vegeta\u00e7\u00e3o natural caiu no Cerrado (de 0,79% ao ano de 1990 a 2000 para 0,44% ao ano na d\u00e9cada seguinte), dessa vez concordando com as conclus\u00f5es do governo sobre o recuo do desmatamento.<\/p>\n<p>Para ver o que se passava na Caatinga e no Cerrado, a equipe coordenada por Beuchle analisou 974 imagens do sat\u00e9lite Landsat, com resolu\u00e7\u00e3o de 30 metros, que registraram as mudan\u00e7as na cobertura vegetal do solo em 1990, 2000, 2005 e 2010 em 243 \u00e1reas amostrais, cada uma com 10 km por 10 km. Os dois ecossistemas cobrem 35% do territ\u00f3rio brasileiro e est\u00e3o entre os ambientes naturais mais amea\u00e7ados do planeta devido \u00e0 convers\u00e3o de matas nativas para uso agr\u00edcola. Hoje a vegeta\u00e7\u00e3o nativa da Caatinga ocupa 63% de sua \u00e1rea original e a do Cerrado, 47%, de acordo com esse estudo. Levantamentos do governo federal consideram a \u00e1rea remanescente de cobertura vegetal um pouco maior, nos dois casos. H\u00e1 consenso, por\u00e9m, de que a \u00e1rea de vegeta\u00e7\u00e3o nativa preservada por meio de unidades de conserva\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 muito limitada: 7,5% da Caatinga e 8% do Cerrado.<\/p>\n<p>As transforma\u00e7\u00f5es nesses ecossistemas n\u00e3o s\u00e3o noticiadas tanto quanto as de outros dois biomas brasileiros, Mata Atl\u00e2ntica e Amaz\u00f4nia, porque, em parte, n\u00e3o \u00e9 simples detect\u00e1-las. Nas imagens de sat\u00e9lite feitas na esta\u00e7\u00e3o seca \u2013 e a maioria das imagens usadas s\u00e3o dessa \u00e9poca, por causa da aus\u00eancia de nuvens de chuva \u2013, &#8220;\u00e9 dif\u00edcil separar as \u00e1rvores sem folhas do Cerrado e da Caatinga de outras coberturas da terra, incluindo as \u00e1reas agr\u00edcolas&#8221;, diz Beuchle. Em contrapartida, as imagens da Mata Atl\u00e2ntica e da Amaz\u00f4nia exibem um claro contraste entre a floresta alta e densa e as \u00e1reas desmatadas, mais baixas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, diferentemente da Mata Atl\u00e2ntica e da Amaz\u00f4nia, a Caatinga e o Cerrado n\u00e3o foram reconhecidos como patrim\u00f4nios naturais. O Minist\u00e9rio do Meio Ambiente observa, em seu site: &#8220;Devemos reconhecer que a Caatinga ainda carece de marcos regulat\u00f3rios, a\u00e7\u00f5es e investimentos na sua conserva\u00e7\u00e3o e uso sustent\u00e1vel&#8221;. Segundo o minist\u00e9rio, uma das medidas fundamentais nesse sentido seria a aprova\u00e7\u00e3o da proposta de emenda constitucional que transforma a Caatinga e o Cerrado em patrim\u00f4nios nacionais, o que poderia facilitar a implanta\u00e7\u00e3o de medidas voltadas \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o desses ambientes.<\/p>\n<p>Edson Sano, pesquisador da Embrapa Cerrados que trabalhou com Beuchle nessa an\u00e1lise, concluiu que a redu\u00e7\u00e3o de \u00e1reas de vegeta\u00e7\u00e3o nativa, principalmente no Cerrado, reflete a expans\u00e3o agr\u00edcola do final da d\u00e9cada de 1990, &#8220;quando a terra no Centro-Oeste ainda era barata e a produ\u00e7\u00e3o no Sul e Sudeste j\u00e1 estava saturada&#8221;. Segundo ele, a partir do ano de 2000, por\u00e9m, essa expans\u00e3o desacelerou, por causa da eleva\u00e7\u00e3o do custo da terra, do aumento da fiscaliza\u00e7\u00e3o (hoje os fazendeiros t\u00eam de obter autoriza\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os federais ou estaduais para cortar a vegeta\u00e7\u00e3o nativa, sob o risco de perder o direito de uso da \u00e1rea) e dos ganhos de produtividade proporcionados por novas tecnologias de cultivo. &#8220;Agora a tend\u00eancia \u00e9 de redu\u00e7\u00e3o&#8221;, diz ele.<\/p>\n<p>No estado de S\u00e3o Paulo, de acordo com o mapeamento mais recente, de 2010, o Cerrado ocupa 847,4 mil hectares, o equivalente a 8,5% da \u00e1rea original, de 9,9 milh\u00f5es de hectares, e apenas 25,9 mil hectares est\u00e3o protegidos por algum tipo de unidade de conserva\u00e7\u00e3o. Matas desse tipo de vegeta\u00e7\u00e3o ainda podem ser vistas nas regi\u00f5es de Ribeir\u00e3o Preto, Franca, S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto, Bauru, Sorocaba e Campinas, entre outras, acossadas pelas planta\u00e7\u00f5es de cana-de-a\u00e7\u00facar. &#8220;Para atingir as metas de recupera\u00e7\u00e3o de acordos internacionais, que prop\u00f5em a recupera\u00e7\u00e3o de 17% da \u00e1rea original terrestre de cada bioma, ter\u00edamos de plantar cerca de 800 mil hectares de Cerrado em S\u00e3o Paulo&#8221;, informa Marco Aur\u00e9lio Nalon, pesquisador do Instituto Florestal e um dos coordenadores do Invent\u00e1rio Florestal da Cobertura Vegetal Nativa do Estado de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Com os n\u00fameros e os mapas \u00e0 m\u00e3o, Nalon tem se reunido com outros especialistas de \u00f3rg\u00e3os ambientais do estado com o prop\u00f3sito de repor o que for poss\u00edvel das matas perdidas. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 S\u00e3o Paulo que est\u00e1 se mobilizando. Em janeiro deste ano, o Minist\u00e9rio do Meio Ambiente apresentou para debate p\u00fablico a vers\u00e3o preliminar do Plano Nacional de Recupera\u00e7\u00e3o da Vegeta\u00e7\u00e3o Nativa, elaborado com base na Lei de Prote\u00e7\u00e3o da Vegeta\u00e7\u00e3o Nativa, de 2012, para incentivar o plantio de esp\u00e9cies nativas, a restaura\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas e as pr\u00e1ticas agropecu\u00e1rias que favore\u00e7am a recupera\u00e7\u00e3o de pelo menos 12,5 milh\u00f5es de hectares de vegeta\u00e7\u00e3o nativa nos pr\u00f3ximos 20 anos, por meio do plantio ou da restaura\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas.<\/p>\n<p>J\u00e1 existem t\u00e9cnicas agr\u00edcolas que evitam o esgotamento do solo e reduzem a necessidade de outras terras para cultivo ou pastagens. Sano destaca duas. A primeira \u00e9 o rod\u00edzio de plantio: uma parte da \u00e1rea de pastagem \u00e9 ocupada com um cultivo agr\u00edcola, que nos anos seguintes ocupa outras partes da propriedade, alternadamente. A segunda \u00e9 o plantio de \u00e1rvores comerciais nas pastagens: as \u00e1rvores oferecem sombra para o gado e depois podem ser vendidas. &#8220;Nada impede que em uma mesma fazenda exista uma integra\u00e7\u00e3o entre lavoura, pecu\u00e1ria e floresta&#8221;, diz ele.<\/p>\n<p>A \u00e1rea de vegeta\u00e7\u00e3o nativa a ser recuperada, de acordo com a meta do plano do governo federal, corresponde a mais da metade dos 21 milh\u00f5es de hectares que representam o d\u00e9ficit nacional de vegeta\u00e7\u00e3o nativa no pa\u00eds, medido pela soma das \u00e1reas de matas nativas que os propriet\u00e1rios rurais devem, por lei, manter em suas terras ou nas proximidades de rios e c\u00f3rregos. &#8220;A recupera\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o nativa \u00e9 muito importante, principalmente em \u00e1reas de nascentes&#8221;, ressalta Sano. &#8220;Se n\u00e3o preservarmos as nascentes, em alguns anos poderemos n\u00e3o ter mais \u00e1gua nem para beber.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Catol\u00e9 do Rocha, munic\u00edpio do sert\u00e3o da Para\u00edba com quase 30 mil moradores, est\u00e1 ficando<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":21214,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/cerrado_desmatamento.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/cerrado_desmatamento-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/cerrado_desmatamento-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/cerrado_desmatamento.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/cerrado_desmatamento.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/cerrado_desmatamento.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/cerrado_desmatamento.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/cerrado_desmatamento.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/cerrado_desmatamento.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/cerrado_desmatamento.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Catol\u00e9 do Rocha, munic\u00edpio do sert\u00e3o da Para\u00edba com quase 30 mil moradores, est\u00e1 ficando","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21213"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21213"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21213\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/21214"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21213"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21213"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21213"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}