{"id":21199,"date":"2019-01-13T15:05:05","date_gmt":"2019-01-13T18:05:05","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=21199"},"modified":"2019-01-16T14:28:23","modified_gmt":"2019-01-16T17:28:23","slug":"projeto-dunas-costeiras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/projeto-dunas-costeiras\/","title":{"rendered":"Projeto Dunas Costeiras"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/dunas_costeiras.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-99183\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/dunas_costeiras.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"428\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/dunas_costeiras.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/dunas_costeiras-300x201.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a>As dunas costeiras formaram-se durante os \u00faltimos 5000 anos pela intera\u00e7\u00e3o entre o mar, o vento, a areia e a vegeta\u00e7\u00e3o. As correntes mar\u00edtimas litor\u00e2neas transportam grandes quantidades de areia. Parte destes gr\u00e3os s\u00e3o depositados nas praias pelas mar\u00e9s altas. A areia acumulada \u00e9 transportada pelos ventos dominantes para \u00e1reas mais elevadas da praia.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><strong><big><big>E<\/big><\/big><\/strong>sse complexo ecossistema estende-se por 600 Km no litoral ga\u00facho, desde o arroio Chu\u00ed, ao sul, at\u00e9 o rio Mampituba, ao norte, formando o maior sistema de praias arenosas do mundo. As dunas servem de barreira natural \u00e0 invas\u00e3o da \u00e1gua do mar e da areia em \u00e1reas interiores e balne\u00e1rios. Tamb\u00e9m protegem o len\u00e7ol de \u00e1gua doce evitando a entrada de \u00e1gua do mar.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><strong><big><big>A<\/big><\/big><\/strong> vegeta\u00e7\u00e3o nativa desempenha importante papel na forma\u00e7\u00e3o e fixa\u00e7\u00e3o das dunas.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><strong><big><big>S<\/big><\/big><\/strong>\u00e3o plantas adaptadas \u00e0s condi\u00e7\u00f5es ambientais extremas como salinidade, atrito dos gr\u00e3os e movimentos de areia. A medida que a vegeta\u00e7\u00e3o pioneira cresce, as dunas ganham volume e altura. Com o passar do tempo outras plantas colonizam o local, mantendo o equil\u00edbrio ecol\u00f3gico e a estabilidade do cord\u00e3o de dunas litor\u00e2neas. O tuco-tuco \u00e9 um pequeno roedor que habita galerias escavadas nas areias. Caules e ra\u00edzes da vegeta\u00e7\u00e3o nativa comp\u00f5e a sua alimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"CENTER\"><b>PROJETO DUNAS COSTEIRAS<\/b><\/p>\n<p>Em 1986, o NEMA desenvolveu um plano piloto em uma \u00e1rea ao sul do Balne\u00e1rio Cassino, na qual o cord\u00e3o de dunas fora retirado. Ap\u00f3s um ano de manejo alcan\u00e7ou-se resultados positivos na recupera\u00e7\u00e3o do cord\u00e3o frontal e restabelecimento da cobertura vegetal nativa. J\u00e1 em 1989 devido ao sucesso obtido e tamb\u00e9m pelo aumento da invas\u00e3o de areias na zona urbana, a Autarquia do Balne\u00e1rio Cassino solicitou um parecer t\u00e9cnico que culminou na cria\u00e7\u00e3o do Projeto Dunas Costeiras. Os principais objetivos focalizam: a recupera\u00e7\u00e3o e fixa\u00e7\u00e3o do cord\u00e3o de dunas; a assessoria aos \u00f3rg\u00e3os competentes pela preserva\u00e7\u00e3o do ambiente; a capacita\u00e7\u00e3o de funcion\u00e1rios p\u00fablicos que atuam nos manejos e o desenvolvimento de a\u00e7\u00f5es de divulga\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o ambiental envolvendo as escolas e a comunidade do balne\u00e1rio.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><big><big><strong>O<\/strong><\/big><\/big> trabalho consiste na disposi\u00e7\u00e3o de barreiras, onde anteriormente existia o cord\u00e3o de dunas. As barreiras dificultam o transporte de sedimentos, gerando zonas de pouca intensidade de ventos, as quais freiam a mobiliza\u00e7\u00e3o dos gr\u00e3os que s\u00e3o trapeados no local. As barreiras favorecem o estabelecimento de estol\u00f5es e sementes no per\u00edodo de soterramento e a gradativa recoloniza\u00e7\u00e3o da cobertura vegetal nativa. Em casos mais cr\u00edticos forma-se, no p\u00f3s-dunas, uma cortina arbustiva protetora com o plantio de esp\u00e9cies vegetais adaptados ao local. Em 1992, um Viveiro Florestal foi implantado para servir de apoio aos plantios.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><strong><big><big>A<\/big><\/big><\/strong> experi\u00eancia do NEMA em a\u00e7\u00f5es de gest\u00e3o participativa desenvolvidas pelo &#8220;Projeto Dunas&#8221;, em conjunto com os \u00f3rg\u00e3os competentes, obteve ao longo de 12 anos resultados exitosos na recupera\u00e7\u00e3o e fixa\u00e7\u00e3o das dunas em uma \u00e1rea de 2.500 metros de extens\u00e3o, delimitando a avenida beira mar hoje livre das invas\u00f5es de areia; definiu pol\u00edticas e estrat\u00e9gias para solucionar os problemas de ocupa\u00e7\u00f5es irregulares de &#8220;\u00c1reas de Preserva\u00e7\u00e3o Permanente&#8221;; regularizou a explora\u00e7\u00e3o de areia, em \u00e1rea fora do campo de dunas, aliviando uma press\u00e3o de retirada de 40.000 toneladas de areia de dunas\/ano; proporcionou o desenvolvimento da cobertura vegetal; o resgate das fun\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas e biodiversidade possibilitando a retomada gradativa da harmonia paisag\u00edstica e identidade da frente da praia. Ressalta-se, ainda, a partir de 1994, o fechamento gradativo de 14 ruas de acesso \u00e0 praia. Atualmente existem 08 acessos operacionais dos 22 existentes anteriormente, contribuindo significativamente \u00e0 desfragmenta\u00e7\u00e3o do cord\u00e3o litor\u00e2neo. Por meio das a\u00e7\u00f5es de divulga\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o ambiental o projeto despertou o interesse e conscientiza\u00e7\u00e3o da comunidade em rela\u00e7\u00e3o aos problemas ambientais, possibilitando a gera\u00e7\u00e3o de mudan\u00e7as de postura das administra\u00e7\u00f5es municipais, mitigando e prevenindo as diversas a\u00e7\u00f5es impactantes.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><strong><big><big>A<\/big><\/big><\/strong> extens\u00e3o do trabalho a outros munic\u00edpios do RS, foi possibilitada com os projetos &#8220;Diagn\u00f3stico dos Processos Naturais e Antr\u00f3picos do Sistema de Dunas Costeiras do Litoral do Estado do Rio Grande do Sul&#8221; (Conv\u00eanio NEMA\/FNMA-MMA, 1996\/97) e &#8220;Monitoramento, Recupera\u00e7\u00e3o e Fixa\u00e7\u00e3o de Dunas Costeiras do Litoral de Torres&#8221;, (Conv\u00eanio NEMA\/ Prefeitura Municipal de Torres, 1997). O Projeto Dunas Costeiras tornou-se refer\u00eancia a n\u00edvel municipal, estadual e nacional e veiculou o trabalho como exemplo de manejo costeiro bem sucedido.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As dunas costeiras formaram-se durante os \u00faltimos 5000 anos pela intera\u00e7\u00e3o entre o mar, o<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"As dunas costeiras formaram-se durante os \u00faltimos 5000 anos pela intera\u00e7\u00e3o entre o mar, o","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21199"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21199"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21199\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21199"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21199"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21199"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}