{"id":21126,"date":"2015-05-15T23:36:03","date_gmt":"2015-05-15T23:36:03","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=21126"},"modified":"2015-05-15T23:36:03","modified_gmt":"2015-05-15T23:36:03","slug":"onu-alerta-contra-aumento-de-lixo-eletronico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/onu-alerta-contra-aumento-de-lixo-eletronico\/","title":{"rendered":"ONU alerta contra aumento de lixo eletr\u00f4nico"},"content":{"rendered":"<div>\n<p>Por Reda\u00e7\u00e3o, com DW &#8211; de Berlim<\/p>\n<\/div>\n<p><a href=\"http:\/\/correiodobrasil.com.br\/tecnologia\/conexao-hightech\/onu-alerta-contra-aumento-de-lixo-eletronico\/761433\/attachment\/lixoeletronico\/\" rel=\"attachment wp-att-761434\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-761434\" src=\"http:\/\/correiodobrasil.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/lixoeletronico.jpg\" alt=\"Aparelhos velhos exportados ilegalmente dos pa\u00edses industrializados contaminam meio ambiente e intoxicam popula\u00e7\u00f5es de na\u00e7\u00f5es em desenvolvimento\" width=\"638\" height=\"359\" \/><\/a><\/p>\n<p>Televisores fumegantes, geladeiras, rios contaminados fazem parte do cotidiano das pessoas em Agbogbloshie. O bairro da metr\u00f3pole Accra, em Gana, se tornou s\u00edmbolo do impacto do consumo global de eletr\u00f4nicos.<\/p>\n<p>Os trabalhadores, a maioria jovem, usam pneus de borracha e placas de espuma de geladeiras velhas como material combust\u00edvel para derreter cobre e outros metais encontrados nos aparelhos. \u201cPodemos dizer que a expectativa de vida dessas pessoas diminui significativamente\u201d, diz Matthias Buchert, do Instituto de Ecologia Aplicada de Darmstadt, Alemanha.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/correiodobrasil.com.br\/meio-ambiente\/energia\/lixo-eletronico-tera-inventario-de-producao-recolhimento-e-reciclagem\/164987\/\">Devido aos gases t\u00f3xicos liberados<\/a> pela queima dos aparelhos, o Instituto Blacksmith, dos Estados Unidos, incluiu Agbogbloshie, de 40 mil habitantes, na lista dos 10 lugares mais polu\u00eddos do mundo. Segundo as autoridades ganenses de prote\u00e7\u00e3o ambiental, 250 mil moradores das cercanias s\u00e3o afetados pela polui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Tsunami do lixo<\/strong><\/p>\n<p>Um estudo do Programa de Meio Ambiente das Na\u00e7\u00f5es Unidas (Pnuma) comprovou situa\u00e7\u00f5es similares em outras cidades da \u00c1frica e da \u00c1sia. \u201cEstamos diante de um tsunami de lixo eletr\u00f4nico sem precedentes\u201d, compara o diretor do Pnuma, Achim Steiner, durante o lan\u00e7amento do relat\u00f3rio <em>Waste crimes, waste risks<\/em> (Crimes de lixo, riscos do lixo).<\/p>\n<p>Na \u00c1frica, os pa\u00edses mais afetados s\u00e3o Gana, Nig\u00e9ria, Costa do Marfim e Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo. Na \u00c1sia, a China, \u00cdndia, Paquist\u00e3o e Bangladesh s\u00e3o os maiores destinos de aparelhos descartados ilegalmente.<\/p>\n<p>A <b>ONU<\/b> estima que a montanha de lixo eletr\u00f4nico global cresce quase 42 milh\u00f5es de toneladas anualmente. Como \u00e9 crescente demanda por eletr\u00f4nicos, a organiza\u00e7\u00e3o teme que at\u00e9 2017 esse n\u00famero aumente em outros 10 milh\u00f5es de toneladas.<\/p>\n<p><strong>B\u00ean\u00e7\u00e3o e maldi\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Agbogbloshie \u00e9 esta\u00e7\u00e3o final de dispositivos eletr\u00f4nicos. Antes que de acabar l\u00e1, eles passam por v\u00e1rios intermedi\u00e1rios, que ganham um bom dinheiro. O Pnuma avalia em cerca de 17 bilh\u00f5es de euros o faturamento obtido com transfer\u00eancia e explora\u00e7\u00e3o de lixo eletr\u00f4nico em todo o mundo.<\/p>\n<p>\u2013 N\u00e3o devemos esquecer que estes dispositivos s\u00e3o uma importante fonte de renda para muitas centenas de milhares de pessoas \u2013 ressalta Matthias Buchert. H\u00e1 muitos anos ele estuda a cadeia de abastecimento de sucata eletr\u00f4nica. \u201cTemos nesse neg\u00f3cio pessoas muito experientes e qualificadas, que pegam televis\u00f5es, celulares e computadores para consertar e reutilizar.\u201d<\/p>\n<p>Para muitos, os dispositivos recondicionados s\u00e3o os \u00fanicos que t\u00eam meios para adquirir. O problema surge quando os aparelhos n\u00e3o s\u00e3o mais repar\u00e1veis. \u201cFaltam, ent\u00e3o, estruturas b\u00e1sicas para elimina\u00e7\u00e3o e reciclagem dos dejetos\u201d, lembra Buchert. A consequ\u00eancia s\u00e3o pilhas de lixo fumegantes, como as de Agbogbloshie, em Gana.<\/p>\n<p><strong>Muito lixo da Alemanha<\/strong><\/p>\n<p>A Alemanha \u00e9 um dos maiores produtores de sucata eletr\u00f4nica. Cada alem\u00e3o produz uma m\u00e9dia de 21,6 quilos de dejetos eletr\u00f4nicos por ano, em Gana, essa quantidade \u00e9 de apenas 1,4 quilo. Embora a exporta\u00e7\u00e3o de dispositivos eletr\u00f4nicos defeituosos seja proibida, cada vez mais navios carregados com lixo eletr\u00f4nico deixam os portos alem\u00e3es. O Pnuma calcula que \u201cat\u00e9 90% do lixo eletr\u00f4nico global seja eliminado e negociado ilegalmente\u201d.<\/p>\n<p>Por isso, a entidade pede que os governos imponham proibi\u00e7\u00f5es a esse tipo de exporta\u00e7\u00e3o. \u201cIsso n\u00e3o \u00e9 uma tarefa f\u00e1cil e requer pessoal suficiente e bem treinado\u201d, comenta Buchert. H\u00e1 alguns anos, ele estudou o embarque de dispositivos defeituosos no porto de Hamburgo.<\/p>\n<p>\u201cCarros e caminh\u00f5es velhos s\u00e3o abarrotados de dispositivos eletr\u00f4nicos. Mas tamb\u00e9m s\u00e3o carregados cont\u00eaineres inteiros\u201d, diz, acrescentando ser muito dif\u00edcil descobrir o que \u00e9 lixo e o que ainda est\u00e1 funcionando.<\/p>\n<p><strong>Solu\u00e7\u00f5es alternativas<\/strong><\/p>\n<p>O ministro alem\u00e3o do Desenvolvimento, Gerd M\u00fcller, admitiu, durante uma visita a Agbogbloshie, que a Alemanha tem uma parcela de responsabilidade pelas consequ\u00eancias ambientais e de sa\u00fade: \u201cA maioria dos aparelhos eletr\u00f4nicos descartados na Europa, tamb\u00e9m da Alemanha, vem parar aqui, legal e ilegalmente.\u201d<\/p>\n<p>Em mar\u00e7o, o governo da Alemanha formulou um projeto de lei que inverte o \u00f4nus da prova. Exportadores de eletr\u00f4nicos t\u00eam que provar que os produtos s\u00e3o realmente \u00fateis. \u201cUma simples declara\u00e7\u00e3o de que o aparelho funciona n\u00e3o \u00e9 mais suficiente\u201d, informa Buchert. A lei ainda precisa ser aprovada por ambas as c\u00e2maras do parlamento alem\u00e3o.<\/p>\n<p>As autoridades tamb\u00e9m consideram outras solu\u00e7\u00f5es para reduzir o lixo eletr\u00f4nico. Uma delas prev\u00ea que no ato da compra se pague um dep\u00f3sito sobre o aparelho, a ser devolvido quando o consumidor se desfizer dele num estabelecimento autorizado. O sistema seria semelhante ao j\u00e1 adotado para garrafas e latas, por exemplo.<\/p>\n<p>Fonte: Correio do Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Reda\u00e7\u00e3o, com DW &#8211; de Berlim Televisores fumegantes, geladeiras, rios contaminados fazem parte do<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Por Reda\u00e7\u00e3o, com DW &#8211; de Berlim Televisores fumegantes, geladeiras, rios contaminados fazem parte do","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21126"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21126"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21126\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21126"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21126"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21126"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}