{"id":20793,"date":"2015-05-09T19:01:58","date_gmt":"2015-05-09T19:01:58","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=20793"},"modified":"2015-05-09T19:01:58","modified_gmt":"2015-05-09T19:01:58","slug":"animais-marinhos-de-regioes-tropicais-correm-maior-risco-de-extincao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/animais-marinhos-de-regioes-tropicais-correm-maior-risco-de-extincao\/","title":{"rendered":"Animais marinhos de regi\u00f5es tropicais correm maior risco de extin\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/especies_extincao.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-20794\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/especies_extincao-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/especies_extincao-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/especies_extincao.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Uma pesquisa da Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos, se prop\u00f4s a estimar quais animais correriam mais risco de extin\u00e7\u00e3o no futuro. A resposta mostra que os principais prejudicados ser\u00e3o de esp\u00e9cies marinhas que habitam pontos dos tr\u00f3picos, como o Caribe e a regi\u00e3o Indo-Pac\u00edfico.<\/p>\n<p>Para chegar a essa conclus\u00e3o, os estudiosos analisaram registros f\u00f3sseis dos \u00faltimos 23 milh\u00f5es de anos para estabelecer uma &#8220;taxa natural de extin\u00e7\u00e3o&#8221; e ent\u00e3o acrescentaram \u00e0 equa\u00e7\u00e3o o fator humano, em especial o aquecimento global que acometeu o planeta em consequ\u00eancia das a\u00e7\u00f5es do homem. Autor do estudo e professor de biologia da Universidade de Berkeley, Seth Finnegan conversou com o site de VEJA sobre o trabalho.<\/p>\n<p><strong>O senhor analisou milh\u00f5es de anos de idas e vindas de esp\u00e9cies, por meio de registros f\u00f3sseis, para estabelecer a &#8220;taxa natural de extin\u00e7\u00e3o&#8221;. Quais fatores eram os mais influentes para determinar quais sobreviveriam, e quais desapareceriam?<\/strong> N\u00f3s estudamos f\u00f3sseis marinhos justamente para determinar quais eram as caracter\u00edsticas dos animais que tinham maior risco de extin\u00e7\u00e3o no passado. Acabamos descobrindo que os melhores indicadores eram a distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica das esp\u00e9cies e tamb\u00e9m a qual grupo taxon\u00f4mico pertenciam. Na pr\u00e1tica, em condi\u00e7\u00f5es id\u00eanticas de habitat, um animal que tenha um menor alcance geogr\u00e1fico ter\u00e1 riscos maiores. Assim percebemos que grupos como baleias, golfinhos e focas est\u00e3o mais amea\u00e7ados que, por exemplo, caramujos e mariscos.<\/p>\n<p><strong>Mas como descobriram que os fatores que determinavam a &#8220;taxa natural de extin\u00e7\u00e3o&#8221; continuavam os mesmos?<\/strong> Uma de nossas descobertas-chave foi constatar que, se voc\u00ea souber o padr\u00e3o de extin\u00e7\u00e3o em um intervalo de tempo, \u00e9 poss\u00edvel fazer uma previs\u00e3o razoavelmente boa sobre quais grupos desapareceriam depois. A maior parte de nossas proje\u00e7\u00f5es feitas com essa estrat\u00e9gia, usando dados do passado, mostraram-se corretas. Isso n\u00e3o significa que n\u00e3o h\u00e1 varia\u00e7\u00e3o desse risco ao longo do tempo. Existem diferen\u00e7as, que s\u00e3o interessantes e informativas. Mas, de modo geral, o processo se mostrou confi\u00e1vel. O que \u00e9 muito importante: se n\u00e3o fosse verdade, se os padr\u00f5es de extin\u00e7\u00e3o fossem completamente imprevis\u00edveis, as li\u00e7\u00f5es do passado seriam irrelevantes para nos ajudar a remediar a nossa crise atual de biodiversidade.<\/p>\n<p><strong>Como o fator humano foi somado \u00e0 equa\u00e7\u00e3o?<\/strong> Pela an\u00e1lise dos registros f\u00f3sseis, j\u00e1 t\u00ednhamos elaborado o &#8220;risco natural de extin\u00e7\u00e3o&#8221; dos descendentes desses animais antigos que vivem hoje nos oceanos. Ent\u00e3o somamos a essa proje\u00e7\u00e3o o que nos mostraram alguns estudos j\u00e1 feitos sobre a press\u00e3o humana no ambiente marinho, como a pesca e as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Esse processo revelou algumas \u00e1reas, como o Caribe e a regi\u00e3o Indo-Pac\u00edfica, que podem ser mais sens\u00edveis e assim requerem um esfor\u00e7o extra de conserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Por que os animais marinhos dos tr\u00f3picos s\u00e3o os mais amea\u00e7ados?<\/strong> Geralmente, porque t\u00eam pouco alcance geogr\u00e1fico e possuem entre seus ancestrais animais que experimentaram uma alta taxa de extin\u00e7\u00e3o durante o per\u00edodo geol\u00f3gico. Outra regi\u00e3o vulner\u00e1vel \u00e9 a Ant\u00e1rtica, por abrigar muitos animais end\u00eamicos, ou seja, que s\u00f3 podem ser encontrados l\u00e1.<\/p>\n<p><strong>De que forma acontece a intera\u00e7\u00e3o entre os fatores do &#8220;risco natural de extin\u00e7\u00e3o&#8221;, ao qual se soma a distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica e o grupo taxon\u00f4mico<\/strong><strong>, com o fator humano?<\/strong> N\u00f3s ainda n\u00e3o sabemos como o risco natural e as amea\u00e7as atuais v\u00e3o interagir e, essencialmente, \u00e9 essa rela\u00e7\u00e3o que controlar\u00e1 o risco real de extin\u00e7\u00e3o no futuro. Um dos nossos objetivos ao escrever esse artigo \u00e9 colocar essa quest\u00e3o em destaque com esperan\u00e7a de que consigamos encontrar uma resposta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma pesquisa da Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos, se prop\u00f4s a estimar quais animais<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":20794,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/especies_extincao.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/especies_extincao-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/especies_extincao-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/especies_extincao.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/especies_extincao.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/especies_extincao.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/especies_extincao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/especies_extincao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/especies_extincao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/especies_extincao.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Uma pesquisa da Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos, se prop\u00f4s a estimar quais animais","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20793"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20793"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20793\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/20794"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20793"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20793"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20793"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}