{"id":20677,"date":"2015-05-08T14:00:03","date_gmt":"2015-05-08T14:00:03","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=20677"},"modified":"2015-05-07T21:56:48","modified_gmt":"2015-05-07T21:56:48","slug":"campo-magnetico-de-mercurio-pode-ser-tao-ou-mais-antigo-que-o-da-terra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/campo-magnetico-de-mercurio-pode-ser-tao-ou-mais-antigo-que-o-da-terra\/","title":{"rendered":"Campo magn\u00e9tico de Merc\u00fario pode ser t\u00e3o ou mais antigo que o da Terra"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/mercurio.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-20678\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/mercurio-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/mercurio-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/mercurio.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Al\u00e9m da Terra, Merc\u00fario \u00e9 o \u00fanico outro planeta rochoso do Sistema Solar interior a apresentar atualmente um campo magn\u00e9tico que se estende ao espa\u00e7o ao seu redor. Aqui, como l\u00e1, ele seria alimentado pelo constante movimento de um n\u00facleo externo de metal l\u00edquido em torno de um n\u00facleo interno s\u00f3lido, num processo conhecido como geod\u00ednamo, e dados da sonda Messenger, da Nasa, que passou os \u00faltimos quatro anos estudando o planeta at\u00e9 encerrar sua miss\u00e3o se chocando contra ele na semana passada, indicam que este campo pode ser t\u00e3o ou mais antigo que o nosso, com evid\u00eancias de que estaria presente h\u00e1 at\u00e9 3,9 bilh\u00f5es de anos.<\/p>\n<p>Devido aos intensos bombardeios de asteroides e atividade tect\u00f4nica nas primeiras centenas de milh\u00f5es de anos desde o in\u00edcio da forma\u00e7\u00e3o da Terra, h\u00e1 cerca de 4,6 bilh\u00f5es de anos, n\u00e3o se sabe exatamente quando o campo magn\u00e9tico terrestre, que ajuda a proteger a vida em nosso planeta dos piores efeitos da radia\u00e7\u00e3o solar, surgiu. An\u00e1lises de algumas das rochas mais antigas j\u00e1 encontradas na crosta terrestre, por\u00e9m, sugerem que ele j\u00e1 estava presente h\u00e1 pelo menos cerca de 3,5 bilh\u00f5es de anos. E foi com um princ\u00edpio parecido com o usado para fazer esta medi\u00e7\u00e3o \u2013 segundo o qual minerais em rochas \u00edgneas resultantes do endurecimento de lava guardam registros do campo magn\u00e9tico sob o qual foram formadas, e talvez at\u00e9 um pouco de sua for\u00e7a, como uma esp\u00e9cie de f\u00f3ssil geof\u00edsico imantado &#8211; que cientistas liderados por Catherine Johnson, da Universidade da Col\u00fambia Brit\u00e2nica (UBC), no Canad\u00e1, calcularam a idade do campo magn\u00e9tico de Merc\u00fario a partir dos dados da Messenger.<\/p>\n<p>Lan\u00e7ada pela Nasa em 2004, a sonda entrou na \u00f3rbita de Merc\u00fario em 2011, mas at\u00e9 o ano passado sua trajet\u00f3ria em torno do planeta a colocava entre 200 e 400 quil\u00f4metros acima da superf\u00edcie, longe demais para que seus instrumentos pudessem captar os \u00ednfimos efeitos de rochas magnetizadas da crosta sobre o campo. Com o combust\u00edvel da Messenger acabando, por\u00e9m, os respons\u00e1veis pela miss\u00e3o, inicialmente prevista para durar apenas um ano, deixaram a nave se aproximar cada vez mais do planeta, chegando a altitudes que variaram entre apenas 14 e 40 quil\u00f4metros em mar\u00e7o at\u00e9 o choque final no m\u00eas passado. E foi neste per\u00edodo que o magnet\u00f4metro da sonda p\u00f4de detectar os fracos sinais de perturba\u00e7\u00f5es do campo magn\u00e9tico de Merc\u00fario no espa\u00e7o exercidas pelas rochas imantadas da sua superf\u00edcie, cuja idade ent\u00e3o indicou pelo menos desde quando ele j\u00e1 estava ativo.<\/p>\n<p>&#8211; A ci\u00eancia resultante destas observa\u00e7\u00f5es mais recentes \u00e9 realmente interessante e o que aprendemos sobre o campo magn\u00e9tico \u00e9 apenas a primeira parte dela \u2013 diz Catherine, principal autora de artigo sobre o estudo, publicado na edi\u00e7\u00e3o desta semana da revista \u201cScience\u201d. &#8211; Se n\u00e3o tiv\u00e9ssemos estas observa\u00e7\u00f5es recentes, nunca saber\u00edamos como o campo magn\u00e9tico de Merc\u00fario evoluiu com o tempo. Ele estava apenas esperando para nos contar sua hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Segundo o estudo, o campo magn\u00e9tico de Merc\u00fario, hoje muito fraco, outrora pode ter sido t\u00e3o forte quanto o da Terra atualmente. Assim, ele teria sofrido um processo inverso do que aconteceu com o nosso, que ganhou for\u00e7a com o tempo, j\u00e1 que outras pesquisas indicam que h\u00e1 3,5 bilh\u00f5es de anos o campo magn\u00e9tico terrestre era 30% a 50% mais fraco que o de hoje. E embora n\u00e3o se saiba se um dia o campo magn\u00e9tico de Merc\u00fario, e mesmo o da Terra, v\u00e1 desaparecer, os cientistas t\u00eam suspeitas de que isso pode acontecer, pois existem indica\u00e7\u00f5es de que Marte tamb\u00e9m teve o seu, que foi misteriosamente \u201cdesligado\u201d h\u00e1 cerca de 3 bilh\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Al\u00e9m da Terra, Merc\u00fario \u00e9 o \u00fanico outro planeta rochoso do Sistema Solar interior a<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":20678,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/mercurio.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/mercurio-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/mercurio-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/mercurio.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/mercurio.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/mercurio.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/mercurio.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/mercurio.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/mercurio.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/mercurio.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Al\u00e9m da Terra, Merc\u00fario \u00e9 o \u00fanico outro planeta rochoso do Sistema Solar interior a","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20677"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20677"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20677\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/20678"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20677"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20677"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20677"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}