{"id":20515,"date":"2015-05-05T10:00:15","date_gmt":"2015-05-05T10:00:15","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=20515"},"modified":"2015-05-04T23:38:22","modified_gmt":"2015-05-04T23:38:22","slug":"estudantes-acompanham-pesquisa-de-remedio-contra-cancer-na-antartica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/estudantes-acompanham-pesquisa-de-remedio-contra-cancer-na-antartica\/","title":{"rendered":"Estudantes acompanham pesquisa de rem\u00e9dio contra c\u00e2ncer na Ant\u00e1rtica"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/antartica.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-20516\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/antartica-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/antartica-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/antartica.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Os quatro jovens que o<a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/fantastico\/noticia\/2015\/04\/quatro-estudantes-brasileiros-embarcam-em-aventura-pela-antartica.html\" target=\"_blank\"> Fant\u00e1stico acompanhou durante quase dois anos<\/a> finalmente botaram os p\u00e9s na Ant\u00e1rtica, terra dos amiguinhos pinguins. Os estudantes foram escolhidos em um concurso para conhecer o trabalho dos cientistas brasileiros. Em meio a todo aquele gelo, podem estar escondidos segredos important\u00edssimos para o avan\u00e7o da medicina.<\/p>\n<p>Depois de um ano tentando chegar, n\u00e3o d\u00e1 para perder tempo. Tamara, Waldemir, Elias e Mateus mal pisam no ch\u00e3o ant\u00e1rtico e j\u00e1 est\u00e3o em helic\u00f3ptero. O destino \u00e9 a esta\u00e7\u00e3o brasileira Almirante Ferraz, que fica mais ao centro da ilha do Rei George.<\/p>\n<p>Um sobrevoo para visitante nenhum botar defeito. \u201cNossa, foi emocionante. As paisagens s\u00e3o muito lindas\u201d, diz o estudante Elias Martini.<\/p>\n<p>Com direito a um tchauzinho de uma moradora local. Quando estava dando uma volta na ba\u00eda, apareceu uma baleia. Duas jubartes, bem em frente \u00e0 esta\u00e7\u00e3o brasileira. \u201cFazendo aquele movimento de descida. Ela coloca a cauda para fora\u201d, conta o estudante Matheus Mantovani.<\/p>\n<p>O Brasil tem uma esta\u00e7\u00e3o permanente no continente gelado. Mas em 2012, um inc\u00eandio destruiu quase completamente as instala\u00e7\u00f5es. Dois oficiais morreram. Existe um projeto para a constru\u00e7\u00e3o de uma base mais moderna, j\u00e1 em andamento. \u00c9 em uma base provis\u00f3ria, montada em apenas um m\u00eas, no ver\u00e3o de 2013, que a equipe ficou.<\/p>\n<p>As instala\u00e7\u00f5es s\u00e3o feitas para causar o m\u00ednimo de impacto poss\u00edvel nesse lugar quase imaculado. Todo lixo \u00e9 separado, compactado e retorna para o Brasil. Mulheres de um lado e homens, do outro.<\/p>\n<p>Eles v\u00e3o ter que se acostumar a dormir de dia. \u00c9 porque durante os meses de ver\u00e3o, o sol n\u00e3o se p\u00f5e. \u00c9 sempre dia. \u00d3timo para ficar horas e horas explorando o lugar.<\/p>\n<p>Chegar at\u00e9 l\u00e1 j\u00e1 foi uma grande vit\u00f3ria, e agora, esses estudantes tem tr\u00eas dias para descobrir o mundo que vai muito al\u00e9m de uma paisagem gelada. \u00c9 uma grande aula de ci\u00eancias a c\u00e9u aberto.<\/p>\n<p>De bote, at\u00e9 os vizinhos, a esta\u00e7\u00e3o polonesa Arctowski. No caminho, muito gelo. Os poloneses aguardam, na praia. Onde esbarramos com os pinguins que viemos ver.<\/p>\n<p>O simp\u00e1tico guia tur\u00edstico nos leva at\u00e9 a \u2018pinguineira\u2019, uma col\u00f4nia de pinguins que toma toda a lateral de uma montanha.<\/p>\n<p>\u201cEu s\u00f3 via pela televis\u00e3o. E quase todas as vezes que eu via eu dizia &#8216;um dia vou ter que ver isso\u2019\u201d, diz Waldemir.<\/p>\n<p>Os pinguins-de-ad\u00e9lia v\u00eam ao mesmo lugar, ano ap\u00f3s ano, para se reproduzirem durante o ver\u00e3o. Os estudantes deram sorte com os pinguins. Os filhotes ainda est\u00e3o trocando a pelugem, ent\u00e3o os pais ainda n\u00e3o foram embora pro mar. As col\u00f4nias ainda est\u00e3o cheias.<\/p>\n<p>\u201cQuando eles nascem, s\u00e3o pequenos, eles nascem com essa penugem para proteger do frio e do vento. E conforme eles v\u00e3o crescendo, a penugem vai caindo. At\u00e9 a penugem cair completamente, eles n\u00e3o podem ir buscar comida, porque \u00e9 que nem a gente, nadando com roupa molhada. \u00c9 muito dif\u00edcil. E a\u00ed os pais t\u00eam que vir na boca deles e regurgitar\u201d, afirma Tamara Klink.<\/p>\n<p>Os pinguins n\u00e3o s\u00e3o os \u00fanicos que curtem o &#8220;calor&#8221; do ver\u00e3o na Ant\u00e1tica. Esparramados, os elefantes marinhos ficam jogados ao sol curtindo um bronze. S\u00e3o mam\u00edferos. Eles t\u00eam cinco dedos. Se voc\u00ea olhar, voc\u00ea v\u00ea direitinho o dedo e a unha.<\/p>\n<p>Na hora de voltar, uma surpresa: enquanto o grupo visitava a \u2018pinguineira\u2019, o vento deslocou um campo de gelo e trouxe para a beira da praia. E agora marinheiros tiveram o maior trabalho para trazer o bote para embarcar.<\/p>\n<p>\u201cO desafio agora \u00e9 a gente conseguir passar por esse mar de gelo e voltar para a esta\u00e7\u00e3o brasileira\u201d, conta Mateus.<\/p>\n<p>Abrimos caminho pelo meio do gelo. Pesquisadores de v\u00e1rias universidades brasileiras esperam pelos estudantes. \u201cA nossa miss\u00e3o, nessa expedi\u00e7\u00e3o da Ant\u00e1rtica, \u00e9 fazer a coleta de solos e sedimentos de v\u00e1rios pontos\u201d, explica Lara Sette pesquisadora da Unesp ou Emanuele Kuhn, pesquisadora do instituto ocean\u00f3grafo da USP.<\/p>\n<p>O solo Ant\u00e1rtico \u00e9 rico em fungos, que resistem ao frio extremo. E podem virar rem\u00e9dio para tratar um tipo de c\u00e2ncer infantil. \u201cA leucemia linfoide aguda, \u00e9 uma leucemia que ataca principalmente crian\u00e7as de 3 a 5 anos de idade\u201d, afirma o pesquisador.<\/p>\n<p>\u00c9 a doen\u00e7a que Tiago, 5 anos, combate bravamente no Inca, o Instituto Nacional do C\u00e2ncer, no Rio. O tratamento provoca efeitos colaterais e muita dor. \u00c9 dif\u00edcil faz\u00ea-lo sorrir.<\/p>\n<p>Denise da Silveira, m\u00e3e do Tiago: Muito sofrido voc\u00ea ver seu filho na cama, chorando. \u00c9 muito complicado.<br \/>\nFant\u00e1stico: Um rem\u00e9dio que tivesse menos efeitos colaterais?<br \/>\nDenise da Silveira: Seria \u00f3timo. Uma ben\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cIsso \u00e9 uma busca superimportante. Se voc\u00ea consegue produzi-lo de uma forma menos alerg\u00eanica, menos geradora de alergia, j\u00e1 \u00e9 uma grande vantagem, tanto no sentido do efeito colateral, mas tamb\u00e9m na pr\u00f3pria efic\u00e1cia. E as crian\u00e7as v\u00e3o sofrer menos\u201d, afirma o pesquisador do Inca Carlos Gil Ferreira<\/p>\n<p>Sabendo isso, o simples ato de coletar amostras de terra em solo ant\u00e1rtico tem outro sentido. \u201cO trabalho humano por tr\u00e1s de cada rem\u00e9dio que a gente v\u00ea \u00e9 muito grande, s\u00e3o anos de pesquisa\u201d, diz Tamara Klink.<\/p>\n<p>A descoberta de um novo antibi\u00f3tico pode come\u00e7ar capturando ouri\u00e7os do mar. Os bichos feiosinhos produzem um l\u00edquido poderoso, capaz de matar as bact\u00e9rias. A bordo do navio de pesquisa Almirante Maximiano, outros cientistas buscam rem\u00e9dios nos fungos e algas da Ant\u00e1rtica.<\/p>\n<p>Nesses organismos que resistem a tanto frio e escurid\u00e3o, podem estar as curas de doen\u00e7as tropicais, como dengue e mal\u00e1ria.<\/p>\n<p>O navio tamb\u00e9m pesquisa as profundezas do Mar Ant\u00e1rtico, um mar genioso. De repente, ondas de 5 metros de altura. At\u00e9 marinheiro experiente passa mal. Haja rem\u00e9dio para enjoo.<\/p>\n<p>Doze horas de tempestade. E, de repente, o mar est\u00e1 de novo para peixe.<\/p>\n<p>O bacalhau ant\u00e1rtico ajuda os pesquisadores a entender o impacto das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas na vida marinha. Vida que est\u00e1 sendo mapeada sem ningu\u00e9m molhar os p\u00e9s, gra\u00e7as a um robozinho.<\/p>\n<p>Ele vai a at\u00e9 300 metros de profundidade e manda, ao vivo, as imagens do que encontra. Ao vivo, a natureza em a\u00e7\u00e3o. As geleiras soltam mais os blocos no mar, porque essa \u00e1rea da Ant\u00e1rtica ficou muito mais quente nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p>Tr\u00eas dias de experi\u00eancias intensas. Antes de voltar, um ritual. S\u00f3 Salo\u00e1, Pernambuco, terra de Waldemir, ainda n\u00e3o tinha uma plaquinha no local.<\/p>\n<p>\u201cVai mudar minha vida daqui para frente. E se agora est\u00e1 acontecendo coisas melhores, no futuro, espero que aconte\u00e7am muito mais\u201d, diz Waldemir.<\/p>\n<p>Para os quatro estudantes,uma experi\u00eancia inesquec\u00edvel. \u201cA gente ficou tr\u00eas dias e parece que foi um sonho assim, porque tudo deu certo\u201d, conta Tamara Klink.<\/p>\n<p>\u201cVer as pesquisas, ver os animais tudo muito de perto assim, \u00e9 muito diferente\u201d, diz Elias.<\/p>\n<p>\u201cVou chegar em casa, vou lembrar como foi aqui e vou sentir saudades de voltar\u201d, diz Matheus.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os quatro jovens que o Fant\u00e1stico acompanhou durante quase dois anos finalmente botaram os p\u00e9s<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":20516,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/antartica.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/antartica-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/antartica-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/antartica.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/antartica.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/antartica.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/antartica.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/antartica.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/antartica.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/antartica.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Os quatro jovens que o Fant\u00e1stico acompanhou durante quase dois anos finalmente botaram os p\u00e9s","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20515"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20515"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20515\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/20516"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20515"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20515"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20515"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}