{"id":20295,"date":"2015-05-01T14:15:38","date_gmt":"2015-05-01T14:15:38","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=20295"},"modified":"2015-05-01T14:15:38","modified_gmt":"2015-05-01T14:15:38","slug":"cidades-educadoras-o-espaco-urbano-no-centro-da-aprendizagem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/cidades-educadoras-o-espaco-urbano-no-centro-da-aprendizagem\/","title":{"rendered":"Cidades educadoras: o espa\u00e7o urbano no centro da aprendizagem"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/cidades_educadoras.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-20296\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/cidades_educadoras-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/cidades_educadoras-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/cidades_educadoras.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A cidade \u00e9 o lugar onde a maioria de n\u00f3s vive, desde 2007, quando 50% da popula\u00e7\u00e3o mundial passou a viver em ambientes urbanos. Mas o que fazemos deste espa\u00e7o? O ge\u00f3grafo David Harvey, citando Robert Park, nos lembra que a humanidade, ao tentar recriar o mundo de sua forma, mesmo sem clara consci\u00eancia de sua tarefa, fez as cidades e assim, refez a si mesmo. Com essa li\u00e7\u00e3o de casa em andamento constante, conv\u00e9m parar para pensar: que cidade queremos?<\/p>\n<p>A dimens\u00e3o \u00e9 gigantesca: dentre as milhares de urbes que temos, s\u00e3o muitos modos de viver, de organizar o espa\u00e7o e a vida de seus habitantes. Mas, desde os anos noventa, uma proposta provoca, e assim, ajuda a criar, uma outra concep\u00e7\u00e3o urbana: e se a cidade for uma escola?<\/p>\n<p>Essa \u00e9 a no\u00e7\u00e3o que sublinha a atua\u00e7\u00e3o das 470 Cidades Educadoras, distribu\u00eddas em 36 pa\u00edses pelo mundo, organizadas em rede pela <a href=\"http:\/\/www.edcities.org\/\" target=\"_blank\">Associa\u00e7\u00e3o das Cidades Educadoras (AICE)<\/a>, fundada em 1990 em um congresso em Barcelona.<\/p>\n<p>A Carta das Cidades Educadoras, fruto do evento, defende que as cidades t\u00eam um potencial educativo em estado inercial, que precisa ser ativado. Que al\u00e9m de desenvolver atividades sociais e econ\u00f4micas, tamb\u00e9m \u00e9 preciso transformar o espa\u00e7o comum em uma escola a c\u00e9u aberto, em contato permanente com a comunidade. Que cidadania, participa\u00e7\u00e3o social e educa\u00e7\u00e3o caminham ao lado da democracia, solidariedade e toler\u00e2ncia. E que a aprendizagem \u00e9 algo org\u00e2nico e inerente ao ser humano, e que nos acompanha pela vida inteira.<\/p>\n<p>\u201cHoje mais do que nunca as cidades, grandes ou pequenas, disp\u00f5em de in\u00fameras possibilidades educadoras, mas podem ser igualmente sujeitas a for\u00e7as e in\u00e9rcias deseducadoras. De uma maneira ou de outra, a cidade oferece importantes elementos para uma forma\u00e7\u00e3o integral: \u00e9 um sistema complexo e ao mesmo tempo um agente educativo permanente, plural e poli\u00e9drico, capaz de contrariar os fatores deseducativos\u201d, descreve o pre\u00e2mbulo da carta (dispon\u00edvel em portugu\u00eas <a href=\"http:\/\/www.edcities.org\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/Carta-Portugues.pdf\" target=\"_blank\">aqui<\/a>).<\/p>\n<p><strong>Cidade das crian\u00e7as<\/strong><\/p>\n<p>Ja\u00fame Mart\u00ednez Bonaf\u00e9, professor titular do Departamento de Did\u00e1tica e Organiza\u00e7\u00e3o Escolar na Faculdade de Filosofia da Universidade de Valencia, retoma a proposta de uma Cidade das Crian\u00e7as, criada pelo italiano Francesco Tonnuci. Segundo Boanf\u00e9, esse conceito apresenta uma cidade \u201cpensada para todos, para os idosos, uma cidade de espa\u00e7os de encontro, di\u00e1logo, passeio\u201d. E mais do que isso: sendo uma constru\u00e7\u00e3o humana, formada por diversas subjetividades e processos hist\u00f3ricos, a cidade tamb\u00e9m \u00e9 um curr\u00edculo, repleto de aprendizagens.<\/p>\n<p>\u201cA educa\u00e7\u00e3o tem que sair da escola\u201d, acredita Bonaf\u00e9. \u201cA escola tem que sair de si mesma. Tem que buscar outros percursos, descobertas, a busca de algo novo, ter menos regras e colocar a possibilidade da descoberta. O s\u00e9culo 21 precisa de uma educa\u00e7\u00e3o que passe pela an\u00e1lise cr\u00edtica do discurso, ou como diria [o educador Paulo] Freire, uma leitura cr\u00edtica da realidade\u201d.<\/p>\n<p>De acordo com ele, n\u00e3o basta conectar espa\u00e7os tradicionais e institucionais como museus e centros culturais com a escola: \u00e9 preciso que o espa\u00e7o p\u00fablico, comum, local de debate e conviv\u00eancia, tenha suas pot\u00eancias exploradas de maneira educativa. \u201cO educador tem que sair da compreens\u00e3o restrita do curr\u00edculo e das fragmenta\u00e7\u00e3o das disciplinas cl\u00e1ssicas, para abrir projetos de investiga\u00e7\u00e3o, de descoberta, do olhar interdisciplinar. Enquanto falarmos de matem\u00e1tica e l\u00edngua de maneira separada, n\u00e3o se chegar\u00e1 a nada. A cidade j\u00e1 integra todas essas dimens\u00f5es\u201d, avalia.<\/p>\n<p><strong>Educa\u00e7\u00e3o contra a desigualdade<\/strong><\/p>\n<p>Em sua visita por S\u00e3o Paulo, em outubro de 2014, o economista ingl\u00eas Gareth Jones da London School of Economics (LSE), afirmou que, para diminuir desigualdades sociais, n\u00e3o h\u00e1 sa\u00edda melhor que a educa\u00e7\u00e3o. \u201cN\u00e3o podemos contar sempre com crescimento, produ\u00e7\u00e3o e estabilidade. Nesse sentido, o melhor investimento social, e existem milhares de estudos comprovando isso, est\u00e1 na educa\u00e7\u00e3o. Uma boa escola em um bairro pobre \u00e9 capaz de transformar uma realidade e a vida de seus habitantes\u201d.<\/p>\n<p>Essa parece ter sido uma das li\u00e7\u00f5es que Rosario, a terceira maior cidade da Argentina, atr\u00e1s de C\u00f3rdoba e Buenos Aires, e pr\u00f3xima sede do Congresso Internacional de Cidades Educadoras, que acontecer\u00e1 em 2016, tirou da pr\u00e1tica de Cidade Educadora, que exercita desde 1996. Laura Alfonso, diretora do Escrit\u00f3rio Regional da Am\u00e9rica Latina para a AICE, contou um pouco deste percurso ao Portal Aprendiz.<\/p>\n<p>Segundo ela, desde que a cidade se viu como Cidade Educadora, uma s\u00e9rie de pol\u00edticas p\u00fablicas acompanharam essa defini\u00e7\u00e3o. \u201cCome\u00e7amos com uma descentraliza\u00e7\u00e3o institucional, com a ideia de que era necess\u00e1rio ter um governo mais pr\u00f3ximo e amig\u00e1vel. Tamb\u00e9m se desenvolveram muito as pol\u00edticas sociais, de maneira integrada com transportes e lazer, sempre tendo em mente a necessidade de oferecer aos mais vulner\u00e1veis oportunidades iguais\u201d, explica Laura.<\/p>\n<p>Cria\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os culturais e de brincar, escolas de m\u00fasica, integra\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas esportivas com promo\u00e7\u00e3o social, fortalecimento de institui\u00e7\u00f5es de bairro, economia social, hortas urbanas, aproxima\u00e7\u00e3o entre educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e cultura. Para Rosario, tudo isso passou a fazer parte de uma pol\u00edtica de educa\u00e7\u00e3o que transcende o dia a dia da escola para refletir e impactar o cotidiano do munic\u00edpio.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/qySZwtTosp8\" width=\"640\" height=\"481\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a cidade adotou o modelo de or\u00e7amento participativo, j\u00e1 experimentado em muitas cidades brasileiras, que tem representado uma oportunidade de participa\u00e7\u00e3o e aprendizado para todos os envolvidos. \u201cConstru\u00edmos tamb\u00e9m um Conselhos das Crian\u00e7as, nas quais nossos jovens s\u00e3o instados a pensar que cidade querem e a oferecer ideias para o poder p\u00fablico\u201d, revela Laura.<\/p>\n<p>Conceber a cidade como um espa\u00e7o educador, ent\u00e3o, pode ser uma forma de reduzir desigualdades e aprofundar a democracia? Laura n\u00e3o t\u00eam d\u00favidas: \u201cUma cidade educadora tem tudo a ver com mecanismos de participa\u00e7\u00e3o. \u00c9 importante que nos sintamos respons\u00e1veis pelo nosso entorno, pela nossa vida pol\u00edtica e cidadania. E uma Cidade Educadora tem que ser inclusiva, para que todos tenham seu direito \u00e0 cidade garantido, para que cres\u00e7amos juntos\u201d, finaliza.<\/p>\n<p><strong>No Brasil<\/strong><\/p>\n<p>Belo Horizonte (MG), Caxias do Sul, Santiago e Porto Alegre (RS), Jequi\u00e9 (BA), Vit\u00f3ria (ES), Itapetininga, Santo Andr\u00e9, Santos, S\u00e3o Bernardo do Campo, Sao Carlos, S\u00e3o Paulo, S\u00e3o Pedro e Sorocaba (SP), s\u00e3o as quatorze cidades brasileiras que se declaram educadoras, segundo a AICE. Cada uma delas se prop\u00f4s a dedicar esfor\u00e7os na tarefa de transformar suas cidades.<\/p>\n<p>Para Venuzia Fernandes, Secret\u00e1ria de Educa\u00e7\u00e3o de Santos, no litoral paulista, educa\u00e7\u00e3o tem que ser uma prioridade na forma\u00e7\u00e3o de um cidad\u00e3o atuante sobre deveres e direitos na cidade, trabalho que deve ser feito de forma integrada com as demais secretarias e a com comunidade em geral. \u201cQueremos que a educa\u00e7\u00e3o v\u00e1 al\u00e9m dos muros da escola. Para n\u00f3s, uma cidade educadora se preocupa com todos seus habitantes\u201d.<\/p>\n<p>Para garantir esse processo, a Secretaria investe em pol\u00edticas p\u00fablicas que fortale\u00e7am a liga\u00e7\u00e3o da comunidade com a escola, como \u201cSantos da Gente\u201d, que visa apresentar a cidade, seu patrim\u00f4nio hist\u00f3rico e cultural, para os estudantes. Se aproveitando do fato de que cerca de 19% da popula\u00e7\u00e3o da cidade \u00e9 composta por idosos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), foi pensado o projeto \u201cVov\u00f4 Sabe Tudo\u201d, que leva idosos para participar da educa\u00e7\u00e3o como condutores de bondes, contadores de hist\u00f3ria e cuidadores de hortas comunit\u00e1rias.<\/p>\n<p>O munic\u00edpio do litoral paulista tamb\u00e9m incentiva a forma\u00e7\u00e3o de gr\u00eamios escolares desde o Ciclo I do Ensino B\u00e1sico e oferece uma C\u00e2mara Jovem, onde as crian\u00e7as e adolescentes podem debater o futuro da cidade e entender os tr\u00e2mites da democracia. Ao final deste m\u00eas, haver\u00e1 uma Semana do Brincar, que pretende instaurar o l\u00fadico nos ambientes p\u00fablicos da cidade, esperando tamb\u00e9m aproximar a fam\u00edlia da educa\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 um grande desafio trazer a fam\u00edlia para participar da educa\u00e7\u00e3o dos filhos, mas tentamos incentivar de diversas maneiras. Uma delas passa por oferecer bibliotecas e programas de acompanhamento que incentivam a escolha e leitura conjunta de livros entre pais e filhos. Tamb\u00e9m tentamos abrir a escola para a comunidade, fazendo ela um ponto para servi\u00e7os de sa\u00fade, presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os e emiss\u00e3o de documentos\u201d, aposta Venuzia.<\/p>\n<p><strong>Para al\u00e9m das institui\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Mas n\u00e3o \u00e9 apenas a partir da iniciativa de governos e secretarias, que a cidade pode se converter em um territ\u00f3rio educativo. Propostas como a Virada Educa\u00e7\u00e3o (SP), o Ecomuseu de Maranguape (PE) e o Bairro-escola Rio Vermelho (BA), revelam como \u00e9 poss\u00edvel romper com o modelo tradicional de educa\u00e7\u00e3o e de urbanidade que temos, potencializando aprendizagens e transformando a realidade local de uma comunidade.<\/p>\n<p>Outra reconfigura\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria abrange o papel dos educadores nesse processo de uma cidade que educa. Micaela Altamirano, professora de Artes da rede p\u00fablica e particular de ensino paulistana, se confronta diariamente com esse desafio: ela resolveu adotar a cidade como um espa\u00e7o de reconhecimento hist\u00f3rico e cultural e reorientou seu trabalho com os jovens para as diferentes est\u00e9ticas urbanas.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/ednilson-maia.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-133322\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/ednilson-maia.jpg\" alt=\"Foto: Ednilson Maia\/ Portal Aprendiz\" width=\"640\" height=\"429\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A atividade proposta por ela teve in\u00edcio com a leitura de um livro de um autor ind\u00edgena, Daniel Munduruku, que narra a hist\u00f3rias dos nomes dos bairros de S\u00e3o Paulo. Partindo disso, e associada a professoras de outras disciplinas, Micaela levou os estudantes para conhecer as cinco zonas de S\u00e3o Paulo. Em sua opini\u00e3o, era fundamental revelar a hist\u00f3ria da cidade, vinculando a trajet\u00f3ria das regi\u00f5es \u00e0s vidas dos estudantes.<\/p>\n<p>\u201cPor muito tempo o espa\u00e7o p\u00fablico foi abandonado pelo poder p\u00fablico e tem sido visto como um espa\u00e7o de guerra, de viol\u00eancia, de aridez. Isso incentiva as pessoas a quererem se isolar, a se desumanizarem, a deixarem de fazer parte\u201d, pondera a educadora, que aponta a ocupa\u00e7\u00e3o da cidade como uma das formas de reverter essa l\u00f3gica.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o d\u00e1 para, como professor, achar que a experi\u00eancia est\u00e1 pronta, que voc\u00ea vai passar um conte\u00fado em sala e a\u00ed est\u00e1. Eu vejo tantos educadores brigando com celular, disputando a aten\u00e7\u00e3o do aluno, sem pensar nas oportunidades educativas na cidade. Eu acho que \u00e9 imposs\u00edvel que a experi\u00eancia educacional aconte\u00e7a fechada, em um lugar in\u00f3spito, militarizado, fechado a tudo que seu entorno oferece\u201d, analisa.<\/p>\n<p>Micaela observou, a partir de sua pr\u00e1tica, que o estudante que vivencia o espa\u00e7o acaba por transformar aquilo em conte\u00fado. Citando uma situa\u00e7\u00e3o tensa que vivenciou, quando embarcou no trem das seis com seus estudantes, a educadora chama aten\u00e7\u00e3o para as oportunidades educativas que a vida na cidade oferece.<\/p>\n<p>\u201cO imprevisto d\u00e1 leitura: para a quest\u00e3o do transporte p\u00fablico, para a din\u00e2mica da cidade, para a quest\u00e3o de centro e periferia. A cidade tem todos os conte\u00fados e, se voc\u00ea usa, \u00e9 menor a luta para chamar a aten\u00e7\u00e3o do jovem e maior a apropria\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o por ele, a compreens\u00e3o de sua presen\u00e7a ali, e de como ele pode devolver o que aprendeu para o mundo\u201d, conclui.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cidade \u00e9 o lugar onde a maioria de n\u00f3s vive, desde 2007, quando 50%<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":20296,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/cidades_educadoras.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/cidades_educadoras-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/cidades_educadoras-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/cidades_educadoras.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/cidades_educadoras.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/cidades_educadoras.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/cidades_educadoras.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/cidades_educadoras.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/cidades_educadoras.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/cidades_educadoras.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A cidade \u00e9 o lugar onde a maioria de n\u00f3s vive, desde 2007, quando 50%","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20295"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20295"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20295\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/20296"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20295"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20295"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20295"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}