{"id":20291,"date":"2015-05-01T15:00:24","date_gmt":"2015-05-01T15:00:24","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=20291"},"modified":"2015-05-01T14:21:25","modified_gmt":"2015-05-01T14:21:25","slug":"mais-de-80-do-desmatamento-futuro-estarao-concentrados-em-apenas-11-lugares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/mais-de-80-do-desmatamento-futuro-estarao-concentrados-em-apenas-11-lugares\/","title":{"rendered":"Mais de 80% do desmatamento futuro estar\u00e3o concentrados em apenas 11 lugares"},"content":{"rendered":"<p><em><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/desmatamentos_futuros.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-20292\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/desmatamentos_futuros-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/desmatamentos_futuros-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/desmatamentos_futuros.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/em>Onze lugares do mundo \u2013 dos quais 10 est\u00e3o localizados na regi\u00e3o tropical \u2013 ser\u00e3o respons\u00e1veis por mais de 80% da perda mundial de florestas at\u00e9 2030, de acordo com uma pesquisa divulgada hoje pela Rede WWF.<\/p>\n<p>At\u00e9 170 milh\u00f5es de hectares de florestas poder\u00e3o desaparecer entre 2010 e 2030 nessas \u201cfrentes do desmatamento\u201d, caso se mantenha a tend\u00eancia atual, segundo as descobertas reveladas no \u00faltimo cap\u00edtulo da s\u00e9rie Relat\u00f3rio Florestas Vivas, da Rede WWF. Essas frentes est\u00e3o localizadas na Amaz\u00f4nia, na Mata Atl\u00e2ntica e no Grande Chaco (Bol\u00edvia, Paraguai e Argentina), em Born\u00e9u, no Cerrado, no Choco-Darien (no Oeste do Equador), na Bacia do Congo, na \u00c1frica Oriental, no Leste da Austr\u00e1lia, no Grande Mekong, na Nova Guin\u00e9 e em Sumatra.<\/p>\n<p>Esses locais possuem uma das maiores riquezas em termos de vida silvestre, inclusive esp\u00e9cies amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o. E todos eles abrigam comunidades ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>\u201cImagine uma floresta que se estende atrav\u00e9s da Alemanha, Fran\u00e7a, Espanha e Portugal, e que seja destru\u00edda em apenas 20 anos\u201d, exemplifica Rod Taylor, diretor do Programa Mundial de Florestas da Rede WWF. \u201cEstamos examinando como se pode salvar as comunidades e as culturas que dependem das florestas e assegurar que as florestas continuem a estocar carbono, filtrar nossa \u00e1gua, fornecer madeira e servir de habitat para milh\u00f5es de esp\u00e9cies\u201d.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio est\u00e1 baseado numa an\u00e1lise anterior realizada pela Rede WWF, que mostra que mais de 230 milh\u00f5es de hectares de florestas ir\u00e3o desaparecer at\u00e9 2050 se n\u00e3o forem adotadas a\u00e7\u00f5es para enfrentar essa situa\u00e7\u00e3o e, ainda, que a perda florestal precisa ser reduzida at\u00e9 alcan\u00e7ar o n\u00edvel quase zero at\u00e9 2020, de forma a evitar a ocorr\u00eancia de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas perigosas e perdas econ\u00f4micas.<\/p>\n<p><strong>Solu\u00e7\u00f5es em n\u00edvel de paisagem s\u00e3o vitais para acabar com o desmatamento<\/strong><\/p>\n<p>O documento intitulado \u201cLiving Forests Report: Saving Forests at Risk\u201d (Relat\u00f3rio Florestas Vivas: salvar as florestas amea\u00e7adas\u201d analisa onde \u00e9 mais prov\u00e1vel que ocorra desmatamento em curto prazo, as principais causas e as solu\u00e7\u00f5es para reverter a tend\u00eancia projetada. Em termos mundiais, a maior causa do desmatamento \u00e9 a expans\u00e3o agr\u00edcola \u2013 inclusive a pecu\u00e1ria comercial, a produ\u00e7\u00e3o de \u00f3leo de palma (azeite de dend\u00ea) e a produ\u00e7\u00e3o da soja, assim como a agricultora de pequena escala. A extra\u00e7\u00e3o n\u00e3o-sustent\u00e1vel de madeira e a coleta de lenha podem contribuir para a degrada\u00e7\u00e3o florestal, enquanto a minera\u00e7\u00e3o, as hidrel\u00e9tricas e outros projetos de infraestrutura resultam em novas rodovias que abrem as florestas para os colonos e a agricultura.<\/p>\n<p>\u201cAs amea\u00e7as sobre as florestas v\u00e3o al\u00e9m de uma empresa ou ind\u00fastria e muitas vezes atravessam as fronteiras nacionais. Elas exigem solu\u00e7\u00f5es que levem em conta toda a paisagem\u201d, afirma Taylor, que conclui: \u201cIsso significa uma colabora\u00e7\u00e3o na tomada de decis\u00e3o sobre o uso da terra, levando em conta as necessidades das empresas, das comunidades e da natureza\u201d.<\/p>\n<p>A divulga\u00e7\u00e3o desse relat\u00f3rio acontece na C\u00fapula de Paisagens Tropicais: uma oportunidade de investimento global, uma reuni\u00e3o internacional de l\u00edderes pol\u00edticos, empresariais e da sociedade civil, que se realiza em Jacarta, na Indon\u00e9sia.<\/p>\n<p>\u201cA c\u00fapula \u00e9 uma oportunidade de se avan\u00e7ar no investimento verde e desenvolver parcerias p\u00fablico-privadas que sejam transformadoras\u201d, afirma o diretor geral da Rede WWF, Marco Lambertini, que ir\u00e1 discursar no evento. \u201cA Indon\u00e9sia tem uma grande oportunidade de fazer uma transi\u00e7\u00e3o para uma economia verde inovadora, que priorize a prosperidade e o bem-estar dos seres humanos tanto quando um meio ambiente saud\u00e1vel. Escolher manter as florestas naturais saud\u00e1veis para m\u00faltiplas finalidades e otimizar a produtividade das terras adjacentes constituir\u00e1 um exemplo arrebatador dessa abordagem. Precisamos um planejamento inteligente do uso da terra, que reconhe\u00e7a o valor em longo prazo das paisagens florestais saud\u00e1veis.\u201d<\/p>\n<p><strong>A Indon\u00e9sia em foco<\/strong><\/p>\n<p>Apesar de uma recente desacelera\u00e7\u00e3o, o desmatamento continua sendo uma quest\u00e3o importante na Indon\u00e9sia. A ilha de Sumatra perdeu mais da metade de suas florestas naturais devido \u00e0s planta\u00e7\u00f5es para suprir as ind\u00fastrias de papel e de \u00f3leo de palma (azeite de dend\u00ea); e as florestas remanescentes est\u00e3o gravemente fragmentadas. Proje\u00e7\u00f5es da Rede WWF mostram que at\u00e9 2030 a perda florestal atingir\u00e1 outros 5 milh\u00f5es de hectares de florestas. Caso a tend\u00eancia atual se mantenha, a cobertura florestal na frente do desmatamento na ilha de Born\u00e9u, inclusive nas partes pertencentes \u00e0 Mal\u00e1sia e ao Brunei, poder\u00e1, at\u00e9 2020, ficar reduzida a menos de uma quarta parte de sua \u00e1rea original. A ilha de Nova Guin\u00e9 (que inclui uma parte pertencente \u00e0 Indon\u00e9sia e outra que \u00e9 a Papua Nova Guin\u00e9) poder\u00e1 perder at\u00e9 7 milh\u00f5es de hectares de floresta entre 2010 e 2030, caso os planos de desenvolvimento agr\u00edcola em grande escala sejam concretizados.<\/p>\n<p>\u201cO governo indon\u00e9sio e os formuladores locais de pol\u00edticas podem alterar os planos de desenvolvimento e passar de abordagens com foco em ganhos de curto prazo para outras que se baseiem no uso da terra, salvaguardem as florestas e propiciem oportunidades econ\u00f4micas\u201d, afirma Taylor. \u201cA morat\u00f3ria sobre novas permiss\u00f5es para convers\u00e3o florestal significa uma oportunidade de avaliar o que pode ser feito para deter as frentes de desmatamento e desenvolver uma economia mais verde e mais inclusiva\u201d.<\/p>\n<p><strong>Tr\u00eas biomas do Brasil aparecem na lista<\/strong><\/p>\n<p>Os biomas Amaz\u00f4nia, Mata Atl\u00e2ntica e Cerrado s\u00e3o tr\u00eas biomas brasileiros mencionados no relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>O bioma Amaz\u00f4nia compreende 6.7 milh\u00f5es de km2, uma \u00e1rea compartilhada por nove pa\u00edses: Brasil, Bol\u00edvia, Peru, Equador, Col\u00f4mbia, Venezuela, Guiana, Suriname, e Guiana Francesa. Mais de 34 milh\u00f5es de pessoas vivem na regi\u00e3o Amaz\u00f4nica. Entre elas, incluem-se 385 grupos ind\u00edgenas, 60 dos quais vivem em isolamento volunt\u00e1rio. A maior floresta do mundo \u00e9 tamb\u00e9m o local onde s\u00e3o esperadas as maiores perdas. Se for mantida a recente tend\u00eancia de desmatamento, at\u00e9 2030 mais de uma quarta parte da Amaz\u00f4nica ficar\u00e1 sem \u00e1rvores.<\/p>\n<p>As principais amea\u00e7as prov\u00eam dos crescentes interesses pol\u00edticos e econ\u00f4micos e de uma vis\u00e3o de curt\u00edssimo prazo sobre como devem ser usadas as terras e as riquezas naturais da Amaz\u00f4nia. As amea\u00e7as variam conforme o pa\u00eds e mesmo dentro do mesmo pa\u00eds, mas elas podem ser caracterizadas como especula\u00e7\u00e3o e apropria\u00e7\u00e3o ilegal de terra (grilagem), agricultura mecanizada em grande escala, e a pecu\u00e1ria extensiva, infraestrutura de transportes e, em menor grau, agricultura de subsist\u00eancia em pequena escala. Mais importante do que separar as causas, no entanto, \u00e9 compreender a rela\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica e econ\u00f4mica entre elas, bem como o efeito multiplicador de sua combina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Outro bioma que aparece no relat\u00f3rio \u00e9 a Mata Atl\u00e2ntica, que teve sua vegeta\u00e7\u00e3o reduzida a 11,7% da original, est\u00e1 distribu\u00edda em milhares de fragmentos florestais. Ela \u00e9 considerada um dos ecossistemas insubstitu\u00edveis do mundo e convive hoje com ambientes intensamente urbanizados, onde se concentram mais de 120 milh\u00f5es de brasileiros (75% da popula\u00e7\u00e3o) e atividades econ\u00f4micas que respondem por mais de 70% do PIB nacional, como a agropecu\u00e1ria. Apesar das profundas transforma\u00e7\u00f5es que sofreu ao longo da hist\u00f3ria, o bioma ainda abriga diversas e raras formas de vida, fornece 60% da \u00e1gua consumida pela popula\u00e7\u00e3o brasileira, op\u00e7\u00f5es de lazer, prote\u00e7\u00e3o de encostas e outros servi\u00e7os ambientais indispens\u00e1veis ao desenvolvimento e \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o da qualidade de vida das popula\u00e7\u00f5es. O bioma conta com controle cada vez mais restritivo das leis para prote\u00e7\u00e3o dos fragmentos restantes.<\/p>\n<p>O Cerrado brasileiro \u00e9 o terceiro mais amea\u00e7ado. \u00c9 a segunda forma\u00e7\u00e3o vegetal em extens\u00e3o na Am\u00e9rica do Sul ap\u00f3s a Amaz\u00f4nica. O Cerrado ocupa \u00bc do territ\u00f3rio brasileiro, o que corresponde a uma \u00e1rea de mais de 2 milh\u00f5es de km\u00b2, ligando nove estados brasileiros. Sua localiza\u00e7\u00e3o diz muito sobre sua import\u00e2ncia, pois ele faz conex\u00e3o com os com 4 dos 5 biomas do pa\u00eds \u2013 Amaz\u00f4nia, Mata Atl\u00e2ntica, Caatinga e Pantanal -, por isso compartilha animais e plantas com estas regi\u00f5es. Al\u00e9m de abrigar exemplares \u00fanicos da biodiversidade. Ele cont\u00e9m quase 5% de todas as esp\u00e9cies do planeta, mas menos de 3% (do bioma) est\u00e1 em unidades de conserva\u00e7\u00e3o de prote\u00e7\u00e3o integral.<\/p>\n<p>As principais amea\u00e7as do Cerrado est\u00e3o relacionadas \u00e0 expans\u00e3o de pasto para cria\u00e7\u00e3o de gado e aos monocultivos de eucaliptos e de soja que, desde a d\u00e9cada de 1970 geram muitos impactos ambientais, acarretando em grandes desmatamentos e conflitos socioambientais. Tamb\u00e9m se somam como fatores de risco para o bioma os inc\u00eandios florestais e a ampla demanda por produ\u00e7\u00e3o de carv\u00e3o vegetal para a ind\u00fastria sider\u00fargica. O desmatamento e as queimadas j\u00e1 devastaram 100 milh\u00f5es de hectares do Cerrado, ou seja, metade do bioma. Tais pr\u00e1ticas de uso do solo s\u00e3o as principais respons\u00e1veis pela emiss\u00e3o de gases de efeito estufa no Brasil.<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Onze lugares do mundo \u2013 dos quais 10 est\u00e3o localizados na regi\u00e3o tropical \u2013 ser\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":20292,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/desmatamentos_futuros.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/desmatamentos_futuros-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/desmatamentos_futuros-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/desmatamentos_futuros.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/desmatamentos_futuros.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/desmatamentos_futuros.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/desmatamentos_futuros.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/desmatamentos_futuros.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/desmatamentos_futuros.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/desmatamentos_futuros.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Onze lugares do mundo \u2013 dos quais 10 est\u00e3o localizados na regi\u00e3o tropical \u2013 ser\u00e3o","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20291"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20291"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20291\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/20292"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20291"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20291"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20291"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}