{"id":20100,"date":"2015-04-27T16:00:19","date_gmt":"2015-04-27T16:00:19","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=20100"},"modified":"2015-04-27T15:05:37","modified_gmt":"2015-04-27T15:05:37","slug":"falta-de-solucao-para-o-lixo-na-baia-de-guanabara-preocupa-atletas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/falta-de-solucao-para-o-lixo-na-baia-de-guanabara-preocupa-atletas\/","title":{"rendered":"Falta de solu\u00e7\u00e3o para o lixo na Ba\u00eda de Guanabara preocupa atletas"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/lixo_baia_guanabara.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-20101\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/lixo_baia_guanabara-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/lixo_baia_guanabara-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/lixo_baia_guanabara.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Um monte de peixe morto apareceu recentemente na Lagoa Rodrigo de Freitas, onde v\u00e3o ser realizadas as provas de remo nas Olimp\u00edadas de 2016.<\/p>\n<p>J\u00e1 na Barra da Tijuca, onde est\u00e1 sendo constru\u00edda a cidade ol\u00edmpica, a promessa era despoluir a lagoa do v\u00eddeo acima. Veja a imagem que o Fant\u00e1stico fez em um sobrevoo. E \u00e9 em uma Ba\u00eda de Guanabara, tomada de lixo e esgoto, que v\u00e3o ser realizadas as provas de vela. A despolui\u00e7\u00e3o da ba\u00eda foi anunciada como o maior legado para o Rio de Janeiro. Mas faltando pouco mais de um ano para as Olimp\u00edadas, isso n\u00e3o vai acontecer.<\/p>\n<p>Para que serve uma caixa de peixe, se n\u00e3o para carregar peixe? Voc\u00ea vai ver nessa hist\u00f3ria que ela serviu para outra coisa. Em uma ter\u00e7a-feira de sol um barco a vela navegava na Ba\u00eda de Guanabara, no Rio de Janeiro. Breno e Rafael estavam a bordo. Os dois velejadores vinham em alta velocidade at\u00e9 que&#8230;<\/p>\n<p>\u201cEu s\u00f3 consegui ver quando uma caixa verde de pl\u00e1stico boiou na nossa frente e n\u00e3o deu tempo de fazer nada. Do nada aquilo pegou na bolina, na quilha do barco, aquilo freou a gente, ele embicou e j\u00e1 virou\u201d, conta Rafael Sampaio, velejador.<\/p>\n<p>Uma caixa de peixe foi suficiente para virar o barco. Mas na ba\u00eda se encontra muito mais.<\/p>\n<p>\u201cUm botij\u00e3o de g\u00e1s, mochila. Isso \u00e9 um t\u00eanis, que a popula\u00e7\u00e3o joga no mar direto\u201d, mostra um pescador.<\/p>\n<p>S\u00e3o praias de pneus. E faixas de areia em que o lixo s\u00f3 acaba quando acaba a areia. E outras em que s\u00f3 os urubus desfrutam da paisagem.<\/p>\n<p>H\u00e1 20 anos o professor M\u00e1rio Moscatelli estuda a ba\u00eda. Ele acompanha a equipe do Fant\u00e1stico em um sobrevoo.<\/p>\n<p>\u201cOs rios que passam pelas regi\u00f5es urbanizadas, eles se juntam ent\u00e3o todo material que \u00e9 jogado, tanto sendo esgoto e lixo, v\u00e3o parar inevitavelmente pra dentro da ba\u00eda\u201d, destaca o bi\u00f3logo.<\/p>\n<p>Cinquenta e cinco rios que passam por 16 munic\u00edpios antes de desaguar na Ba\u00eda de Guanabara. Al\u00e9m do lixo, eles trazem 18,4 mil litros de esgoto por segundo.<\/p>\n<p>\u201cS\u00e3o praticamente mortos. N\u00e3o tem oxig\u00eanio. Devido a carga de esgoto que \u00e9 jogado dentro dele\u201d, diz o professor.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 de hoje que se tenta reverter essa situa\u00e7\u00e3o. Faz vinte anos. Desde ent\u00e3o, o governo do estado do Rio j\u00e1 contraiu empr\u00e9stimos de cerca de R$ 10 bilh\u00f5es para recuperar a ba\u00eda. Uma das promessas mais antigas ouvidas no Brasil.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s vamos utilizar esses recursos se poss\u00edvel nos meus 4 anos\u201d, disse Marcelo Alencar em 1995.<\/p>\n<p>\u201cEst\u00e3o dentro do cronograma prevista para serem encerradas em 2003\u201d, prometeu Garotinho em 2002.<\/p>\n<p>\u201cJ\u00e1 est\u00e1 atrasada de novo a obra, n\u00f3s vamos ter que renegociar os prazos e eu quero adiantar e garantir a segunda fase de despolui\u00e7\u00e3o\u201d, disse Rosinha em 2003.<\/p>\n<p>\u201cEu n\u00e3o tenho a menor d\u00favida de que \u00e9 um programa important\u00edssimo. N\u00f3s temos que convencer os japoneses, os bancos internacionais a continuarem investindo\u201d, destacou S\u00e9rgio Cabral em 2006.<\/p>\n<p>\u201cVai melhorar a vida do entorno da Ba\u00eda de Guanabara e de diversas cidades\u201d, afirmou Luiz Fernando Pez\u00e3o em 2014.<\/p>\n<p><strong>Fant\u00e1stico:<\/strong> Voc\u00ea acha que pode ser uma vergonha as Olimp\u00edadas para a gente?<br \/>\n<strong>M\u00e1rio Moscatelli:<\/strong> Eu n\u00e3o acho, eu praticamente tenho certeza. Infelizmente nem no pior dos meus pesadelos eu pensei que as autoridades brasileiras fossem ficar empurrando com a barriga um problema que \u00e9 mais que conhecido, mais que sabido.<\/p>\n<p>Quando o Rio de Janeiro ganhou a candidatura para as Olimp\u00edadas, o compromisso era tratar 80% de todo esgoto despejado na Ba\u00eda de Guanabara. Seria o maior legado das Olimp\u00edadas. Se a promessa tivesse sido cumprida. Hoje, 49% do esgoto da regi\u00e3o \u00e9 tratado. E o esgoto de mais da metade dos 9 milh\u00f5es de moradores da regi\u00e3o \u00e9 despejado sem tratamento nas \u00e1guas da Ba\u00eda de Guanabara.<\/p>\n<p>Grande parte do dinheiro investido foi para as esta\u00e7\u00f5es de tratamento de esgoto. O governo s\u00f3 esqueceu de fazer os canos que ligam a casa das pessoas a estes lugares. Conclus\u00e3o: sete esta\u00e7\u00f5es de tratamento funcionam bem abaixo da capacidade. E a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o deve mudar muito at\u00e9 as Olimp\u00edadas.<\/p>\n<p>\u201cEu n\u00e3o quero dar n\u00famero, mas n\u00e3o vamos ter nesse um ano um salto significativo\u201d, afirma Andr\u00e9 Corr\u00eaa, secret\u00e1rio estadual do Meio Ambiente.<\/p>\n<p><strong>Fant\u00e1stico:<\/strong> Tem alguma previs\u00e3o de como vamos estar em porcentagem de cobertura de esgoto tratado nas Olimp\u00edadas?<br \/>\n<strong>Jorge Briard, presidente da Cedae:<\/strong> Dizer porcentagem de esgoto. Eu acho que n\u00e3o \u00e9 um bom indicador.<\/p>\n<p>\u201cEu n\u00e3o vou alcan\u00e7ar de 100% da despolui\u00e7\u00e3o da Ba\u00eda de Guanabara. At\u00e9 porque o estado n\u00e3o disp\u00f5e desses recursos\u201d, disse Andr\u00e9 Corr\u00eaa.<\/p>\n<p>Agora, a previs\u00e3o \u00e9 que ser\u00e3o necess\u00e1rios mais R$ 12 bilh\u00f5es para atingir a meta de coletar e tratar todo o esgoto da a\u00e9rea. Esse dinheiro todo seria gasto para que a gente voltasse para um passado recente. H\u00e1 50 anos, no local se tomava banho de mar. Mas cada vez mais a gente foi virando as costas e fingindo que n\u00e3o v\u00ea e que \u00e9 imposs\u00edvel n\u00e3o ver. O cart\u00e3o postal de tirar o f\u00f4lego, virou o dep\u00f3sito de lixo e esgoto mais bonito do mundo. E nesse lugar que os velejadores ser\u00e3o obrigados a competir.<\/p>\n<p><strong>Fant\u00e1stico:<\/strong> Que tipo de doen\u00e7a algu\u00e9m que entra na agua da Ba\u00eda de Guanabara hoje pode pegar?<br \/>\n<strong>Alberto Chebabo, infectologista: <\/strong>As doen\u00e7as mais comuns s\u00e3o hepatite A, que \u00e9 transmitida tamb\u00e9m pelo esgoto e doen\u00e7as diarreicas, principalmente doen\u00e7as bacterianas diarreicas.<\/p>\n<p>Sem alternativa, alguns atletas j\u00e1 est\u00e3o se preparando.<\/p>\n<p>Nick Thompson, da delega\u00e7\u00e3o inglesa de vela, acha que vai aumentar a imunidade tomando vitaminas e \u00f3leo de peixe. Ele j\u00e1 teve dor de estomago no \u00faltimo evento teste na ba\u00eda e n\u00e3o quer ficar doente de novo nas Olimp\u00edadas.<\/p>\n<p>\u201cEstaria mentindo se dissesse que n\u00e3o me preocupo. Acho que a qualidade da \u00e1gua \u00e9 um problema e todo atleta aqui se preocupa com isso\u201d, conta Nick Thompson, velejador.<\/p>\n<p>O holand\u00eas Dorian Van Rijsselbergue, medalha de ouro em Londres, tamb\u00e9m esteve no Rio em 2013.\u00a0 Falamos com ele pela internet e ele disse que nunca viu em um lugar t\u00e3o sujo.<\/p>\n<p>\u201cA polui\u00e7\u00e3o era muito grande. Pass\u00e1vamos por geladeiras, m\u00f3veis e animais mortos\u201d, conta Dorian Van Rijsselberghe, velejador.<\/p>\n<p><strong>Fant\u00e1stico:<\/strong> Para os atletas que est\u00e3o vindo competir existe algum jeito de se prevenir?<br \/>\n<strong>Infectologista: <\/strong>Em rela\u00e7\u00e3o a hepatite A, a vacina. Em rela\u00e7\u00e3o as doen\u00e7as diarreicas, n\u00e3o. A \u00fanica preven\u00e7\u00e3o realmente \u00e9 voc\u00ea n\u00e3o entrar em contato, n\u00e3o deglutir a \u00e1gua.<\/p>\n<p>Todos j\u00e1 sabem que a quantidade de esgoto na baia ser\u00e1 praticamente o mesmo durante as Ol\u00edmpiadas<\/p>\n<p>\u201cA qualidade da \u00e1gua vai ser o que tem hoje, se a gente conseguir tirar uma boca de esgoto que tem dentro da Marina da Gl\u00f3ria j\u00e1 vai ser um avan\u00e7o\u201d, diz Torben Grael, velejador.<\/p>\n<p>A Federa\u00e7\u00e3o Internacional de Vela diz que se a situa\u00e7\u00e3o continuar assim, as provas n\u00e3o podem acontecer na ba\u00eda.<\/p>\n<p>\u201cSe nada mudar e a \u00e1gua continuar polu\u00edda, n\u00f3s vamos ter que tirar as provas da ba\u00eda. N\u00e3o podemos ter jogos de vela em um lugar que \u00e9 prejudicial \u00e0 sa\u00fade, inseguro ou que atrapalhe o desempenho dos atletas\u201d, afirma Scott Perry, vice-presidente da Federa\u00e7\u00e3o Internacional de Vela.<\/p>\n<p>O Comit\u00ea organizador diz que n\u00e3o tem outro plano.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s vamos manter o plano que a gente sempre teve que \u00e9 organizar essas competi\u00e7\u00f5es aqui na Ba\u00eda de Guanabara\u201d, diz Agberto Guimar\u00e3es, diretor executivo de esportes do Comit\u00ea 2016.<\/p>\n<p>Mas o governo garante que pelo menos dar\u00e1 um jeito no lixo que boia pelos 380 km quadrados da ba\u00eda, 2 bilh\u00f5es de metros c\u00fabicos de \u00e1gua. Mas ser\u00e1 que ela pode ser limpa com barcos como o do v\u00eddeo acima?<\/p>\n<p>\u00c9 como se o espelho d\u2019\u00e1gua fosse uma rua imunda e esse barco fosse uma equipe de catadores de lixo que vai, em um trabalho de formiguinha, recolhendo o lixo da \u00e1gua. S\u00e3o 8 horas por dia, 5 dias por semana, para tentar transformar pelo menos a apar\u00eancia superf\u00edcie da ba\u00eda esse cen\u00e1rio mais digno do cart\u00e3o postal.<\/p>\n<p>Os barcos s\u00e3o capazes de recolher 45 toneladas de lixo por m\u00eas. Acontece que chegam mais de 100 toneladas de lixo s\u00f3lido at\u00e9 a ba\u00eda por dia. O equivalente a cem mil caixas de peixe. O lixo pode vir de muito longe. Quando um dos 16 munic\u00edpios do entorno n\u00e3o coleta o lixo, ele acaba em um bueiro. Dali vai para rios e canais, e com a chuva \u00e9 arrastado at\u00e9 a ba\u00eda. Os barcos n\u00e3o estavam dando conta. E o governo do estado do Rio de Janeiro parou de pagar os R$ 320 mil por m\u00eas para as empresas que prestam o servi\u00e7o. Mesmo sem receber, as empresas continuaram trabalhando por algum tempo.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s fizemos isso at\u00e9 o in\u00edcio de fevereiro, quando a gente efetivamente comunicou ao Estado que paralisaria as opera\u00e7\u00f5es\u201d, conta o empres\u00e1rio Francisco Vivas.<\/p>\n<p>O governo diz agora que est\u00e1 estudando outras maneiras de recolher esse lixo.<\/p>\n<p>\u201cA ideia \u00e9 ter barca\u00e7as maiores. Enfim, coisas b\u00e1sicas de gest\u00e3o, nada de muito sofisticado\u201d, diz Andr\u00e9 Corr\u00eaa, secret\u00e1rio estadual do Meio Ambiente.<\/p>\n<p>Ainda n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o de quando os novos ecobarcos ir\u00e3o passar a funcionar. Enquanto isso, projetos s\u00e3o desenvolvidos para tentar fazer que cenas como as mostradas no v\u00eddeo acima n\u00e3o se repitam nas ol\u00edmpiadas.<\/p>\n<p>O engenheiro ga\u00facho Nelson Fiedler projetou uma esp\u00e9cie de coletor de lixo para ser amarrado atr\u00e1s de barcos de pesca. Ele acredita que pode ajudar a limpar a ba\u00eda para as Olimp\u00edadas.<\/p>\n<p><strong>Fant\u00e1stico:<\/strong> Voc\u00ea acha que isso \u00e9 capaz de limpar a Ba\u00eda de Guanabara?<br \/>\n<strong>Nelson Fiedler, engenheiro:<\/strong> Eu diria que isso vai limpar muito.<\/p>\n<p>A estrutura tem 15 metros de comprimento, 1,5m de altura e pode levar mais de 30 toneladas de lixo. \u00c9 muito maior do que os ecobarcos que estavam em opera\u00e7\u00e3o at\u00e9 agora. Mas quanto mais longe, mais a gente v\u00ea o tamanho do problema. Os engenheiros sugerem que dez barcos trabalhem continuamente, mas quando se v\u00ea a ba\u00eda inteira, acaba se tornando um ponto na imensid\u00e3o.<\/p>\n<p>Outra tentativa do governo do estado de diminuir a sujeira foi a instala\u00e7\u00e3o de boias em sete rios da regi\u00e3o. Resolveram cham\u00e1-las de ecobarreiras. A ideia \u00e9 simples: segurar o lixo antes que eles cheguem na ba\u00eda. Mas os especialistas est\u00e3o dizendo que tamb\u00e9m n\u00e3o resolve.<\/p>\n<p>\u201cO lixo ou passa por baixo ou quando chove muito violentamente a barreira se abre\u201d diz M\u00e1rio Moscatelli.<\/p>\n<p>A poucos metros da ecobarreira, nesse mangue, a prova de que elas n\u00e3o funcionam direito. \u201cTem tudo tem bola, tem t\u00eanis, tem copo, outro t\u00eanis\u201d, diz Moscatelli. O pr\u00f3prio professor limpou a \u00e1rea de manguezal em 2012. \u201cToda a imund\u00edcie que \u00e9 jogada dentro dos rios veio parar no mangue\u201d, explica.<\/p>\n<p>\u201cEsse fedor a\u00ed ningu\u00e9m aguenta n\u00e3o. E d\u00e1 rato ali. Rato para caramba aqui. Tem cobra, cobra aqui dentro do quintal, rapaz. E quando enche o esgoto entra dentro de casa? E o fedor? Eu passei o natal com \u00e1gua por aqui, eu e meu filho\u201d, diz Alexandre, um morador pr\u00f3ximo do val\u00e3o.<\/p>\n<p>Do lado de um val\u00e3o Alexandre criou os filhos e hoje cria os netos.<\/p>\n<p><strong>Fant\u00e1stico:<\/strong> Eles pegaram muita doen\u00e7a por causa de esgoto aqui quando estavam crescendo?<br \/>\n<strong>Mulher: <\/strong>Diarreia, vomito, essas coisas assim.<\/p>\n<p>Nas cidades do entorno da Ba\u00eda de Guanabara, s\u00e3o internadas mais 2, 7 mil pessoas por ano com doen\u00e7as ligadas \u00e0 falta de saneamento. E em 2013, ano do \u00faltimo levantamento do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, foram 22 mortes.<\/p>\n<p>A despolui\u00e7\u00e3o da Ba\u00eda de Guanabara \u00e9 s\u00f3 para ingl\u00eas ver. \u00c9 na casa de Alexandre casa e em outras milh\u00f5es que vivem assim, que dever\u00edamos estar agora comemorando o legado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um monte de peixe morto apareceu recentemente na Lagoa Rodrigo de Freitas, onde v\u00e3o ser<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":20101,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/lixo_baia_guanabara.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/lixo_baia_guanabara-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/lixo_baia_guanabara-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/lixo_baia_guanabara.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/lixo_baia_guanabara.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/lixo_baia_guanabara.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/lixo_baia_guanabara.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/lixo_baia_guanabara.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/lixo_baia_guanabara.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/lixo_baia_guanabara.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Um monte de peixe morto apareceu recentemente na Lagoa Rodrigo de Freitas, onde v\u00e3o ser","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20100"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20100"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20100\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/20101"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20100"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20100"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20100"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}