{"id":20074,"date":"2015-04-27T09:00:41","date_gmt":"2015-04-27T09:00:41","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=20074"},"modified":"2015-04-27T00:25:21","modified_gmt":"2015-04-27T00:25:21","slug":"caatinga-danos-castigam-bioma-brasileiro-que-tera-homenagem-dia-28","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/caatinga-danos-castigam-bioma-brasileiro-que-tera-homenagem-dia-28\/","title":{"rendered":"Caatinga: danos castigam bioma brasileiro que ter\u00e1 homenagem dia 28"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/tatu_caatinga.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-20077\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/tatu_caatinga-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/tatu_caatinga-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/tatu_caatinga.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A Caatinga \u00e9 considerada um bioma muito importante por sua fauna e flora \u00fanicas, al\u00e9m de ser uma exclusividade do Brasil. Na pr\u00f3xima ter\u00e7a-feira comemora-se o Dia Nacional da Caatinga, atribuindo ainda mais aten\u00e7\u00e3o a regi\u00e3o, que tem sofrido frequentemente com processos de desertifica\u00e7\u00e3o, desmatamento e consequente extin\u00e7\u00e3o de suas esp\u00e9cies.<\/p>\n<p>Na Para\u00edba, de acordo com o Programa de A\u00e7\u00e3o Estadual de Combate a Desertifica\u00e7\u00e3o e Mitiga\u00e7\u00e3o dos Efeitos da Seca (PAE-PB), 92,18% do seu territ\u00f3rio est\u00e1 situado nas \u00c1reas Suscet\u00edveis \u00e0 Desertifica\u00e7\u00e3o (ASD). Desse percentual, a mesorregi\u00e3o Sert\u00e3o ocupa 40,26%, a Borborema 27,59%, o Agreste 22,18% e a Mata Paraibana 3,76%. Em \u00e2mbito estadual, o n\u00famero \u00e9 alto, assim como os problemas causados pelo processo.<\/p>\n<p>Com o per\u00edodo de estiagem, a fauna e a flora da Caatinga sofrem . O professor do Centro de Ci\u00eancias Agr\u00e1rias da Universidade Federal da Para\u00edba (UFPB) e tamb\u00e9m pesquisador do Instituto Nacional do Semi\u00e1rido (INSA), Daniel Duarte, observa que nos \u00faltimos dias as esp\u00e9cies de Jabuti est\u00e3o em estado de alerta, pois o n\u00famero de mortes cresceu consideravelmente.<\/p>\n<p>\u201cAl\u00e9m disso, plantas como Arueira e Abarauna j\u00e1 est\u00e3o protegidas pela lei por risco de extin\u00e7\u00e3o. E o Umbuzeiro \u00e9 um indicativo da necessidade de prote\u00e7\u00e3o e do alastramento do problema\u201d, ressalta o pesquisador do Insa.<\/p>\n<p>A pol\u00edtica de prote\u00e7\u00e3o tem atingido tamb\u00e9m os cactos, mandacarus e xique-xiques, para n\u00e3o deixar que se percam no processo de desertifica\u00e7\u00e3o. Mais de 35 milh\u00f5es de brasileiros vivem na regi\u00e3o da Caatinga. S\u00e3o pessoas com fortes v\u00ednculos hist\u00f3ricos e culturais com esse bioma e que dependem das florestas para sobreviver. Entretanto, a regi\u00e3o est\u00e1 morrendo. A frequente abertura de \u00e1reas para agricultura e pecu\u00e1ria, o corte de \u00e1rvores para produ\u00e7\u00e3o de lenha e carv\u00e3o j\u00e1 devastou metade da Caatinga. O abandono das terras torna-se, portanto, um dos principais problemas causados pela seca. \u201cAs terras produtivas deixam de produzir ou passam a produzir menos\u201d, diz Daniel Duarte. O problema torna-se econ\u00f4mico para a fam\u00edlia que ali residia e as pastagens tamb\u00e9m degradadas impossibilitam a planta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, a grande preocupa\u00e7\u00e3o para o pesquisador \u00e9 que as \u00e1reas em processo de desertifica\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o se recuperar\u00e3o ou levar\u00e1, no m\u00ednimo, 30 anos para isso acontecer.<\/p>\n<p>Na agricultura e na pecu\u00e1ria, existem pr\u00e1ticas que podem ser evitadas, assim como tamb\u00e9m alguns novos processos podem ser instalados. Na cria\u00e7\u00e3o do gado, deve-se evitar \u201csuperpastoreio\u201d, que \u00e9 quando h\u00e1 um grande n\u00famero de animais por \u00e1rea, provocando a degrada\u00e7\u00e3o dos terrenos e destrui\u00e7\u00e3o dos vegetais.<\/p>\n<p>\u201cQuanto a agricultura, o descanso do solo por determinado per\u00edodo \u00e9 indispens\u00e1vel\u201d, destaca o tamb\u00e9m professor da UFPB. Se o descanso da terra n\u00e3o for poss\u00edvel, \u00e9 importante que haja uma rota\u00e7\u00e3o de culturas e uma intensifica\u00e7\u00e3o m\u00e1xima da composi\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria org\u00e2nica.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, existem algumas t\u00e9cnicas bastante simples que podem ser utilizadas na explora\u00e7\u00e3o correta e legal da terra. Essas t\u00e9cnicas s\u00e3o chamadas de manejo sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>Para realizar a a\u00e7\u00e3o de maneira positiva, algumas dicas podem ser fundamentais, como: respeitar um ciclo de corte que permita a produ\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel dos diferentes produtos, promover a rebrota natural das \u00e1rvores, concentrar a explora\u00e7\u00e3o no per\u00edodo seco e espalhar os restos do material cortado (galhos finos, folhas) na \u00e1rea que ficou exposta, para servir de cobertura do solo, evitando-se a eros\u00e3o.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/caatinga1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-20076 size-full\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/caatinga1.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"405\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/caatinga1.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/caatinga1-300x190.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/caatinga1-418x266.jpg 418w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Ibama diz que realiza fiscaliza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com o superintendente substituto do Instituto Brasileiro do Meio Ambiento e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama) na Para\u00edba, Edberto Farias, o \u00f3rg\u00e3o realiza fiscaliza\u00e7\u00f5es de combate ao desmatamento ilegal e a queimada ilegal na Caatinga. A fiscaliza\u00e7\u00e3o mais atual \u00e9 a Opera\u00e7\u00e3o Mandacaru, que promete atuar por \u00e1reas durante todo o ano de 2015. Na primeira etapa da Opera\u00e7\u00e3o o Ibama embargou 44 \u00e1reas que estavam sendo desmatadas ilegalmente, num total de 492 hectares.<\/p>\n<p>O objetivo da opera\u00e7\u00e3o Mandacaru \u00e9 coibir o desmatamento ilegal e a explora\u00e7\u00e3o irregular de vegeta\u00e7\u00e3o nativa no bioma Caatinga.<\/p>\n<p>Insa debater\u00e1 uso do solo Nos dias 28 e 29 deste m\u00eas, em comemora\u00e7\u00e3o ao Dia Nacional da Caatinga (28), o Insa realizar\u00e1 o evento Governan\u00e7a do Uso do Solo na Caatinga e Ano Internacional do Solo, na sede do Instituto, em Campina Grande. O objetivo \u00e9 debater com diferentes atores a governan\u00e7a do uso do solo envolvendo \u00e1gua, plantas e sociedade, visando elaborar, ao final do evento, um documento que poder\u00e1 subsidiar futuras pol\u00edticas p\u00fablicas para a promo\u00e7\u00e3o da conviv\u00eancia sustent\u00e1vel com o Semi\u00e1rido brasileiro, uma vez que este bioma apresenta uma elevada diversidade socioambiental.<\/p>\n<p>Participar\u00e1 do evento representantes de organiza\u00e7\u00f5es e movimentos sociais, universidades, institutos e empresas de pesquisa, minist\u00e9rios, agricultores(as), estudantes e profissionais da \u00e1rea de Comunica\u00e7\u00e3o, educadores populares e professores de escolas p\u00fablicas.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/caatinga.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-20075 size-full\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/caatinga.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"479\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/caatinga.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/caatinga-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Jardins bot\u00e2nicos<\/strong><\/p>\n<p>O Sistema Nacional de Registro de Jardins Bot\u00e2nicos (SNRJB), ligado ao Jardim Bot\u00e2nico do Rio de Janeiro (JBRJ), est\u00e1 recebendo, de entidades interessadas, a documenta\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para registro e enquadramento nessa categoria de institui\u00e7\u00e3o. O prazo termina em 22 de maio deste ano e leva em considera\u00e7\u00e3o os crit\u00e9rios definidos pela Resolu\u00e7\u00e3o Conama n\u00ba 339\/2003. A documenta\u00e7\u00e3o a ser apresentada precisa seguir as diretrizes do Manual de Orienta\u00e7\u00e3o para Solicita\u00e7\u00e3o de Registro e Enquadramento de Jardins Bot\u00e2nicos.<\/p>\n<p>No Brasil, eles existem em apenas 17 Estados e a maioria est\u00e1 localizada na regi\u00e3o Sudeste, sendo S\u00e3o Paulo o Estado com o maior n\u00famero desses jardins. Nos demais biomas &#8211; Caatinga, Pantanal e Pampa &#8211; n\u00e3o h\u00e1 registros nesse sentido.<\/p>\n<p>A postagem nos Correios deve ser endere\u00e7ada a Lu\u00eds Felipe Leal Esteves, Diretoria de Pesquisas da Secretaria do SNRJB, Rua Pacheco Le\u00e3o, 915, Bairro Jardim Bot\u00e2nico, CEP: 22460-030, Rio de Janeiro (RJ). Informa\u00e7\u00f5es adicionais podem ser obtidas pelo e-mail: snrjb@jbrj.gov.br ou pelos telefones 21 3204-2071 (Lu\u00eds Felipe) e 21 3204-2087 (Maria L\u00facia).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Caatinga \u00e9 considerada um bioma muito importante por sua fauna e flora \u00fanicas, al\u00e9m<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":20077,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/tatu_caatinga.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/tatu_caatinga-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/tatu_caatinga-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/tatu_caatinga.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/tatu_caatinga.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/tatu_caatinga.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/tatu_caatinga.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/tatu_caatinga.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/tatu_caatinga.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/tatu_caatinga.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A Caatinga \u00e9 considerada um bioma muito importante por sua fauna e flora \u00fanicas, al\u00e9m","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20074"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20074"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20074\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/20077"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20074"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20074"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20074"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}