{"id":19979,"date":"2015-04-25T13:40:03","date_gmt":"2015-04-25T13:40:03","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=19979"},"modified":"2015-04-25T13:40:03","modified_gmt":"2015-04-25T13:40:03","slug":"pesquisa-pode-salvar-o-futuro-de-araucarias-ameacadas-de-extincao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/pesquisa-pode-salvar-o-futuro-de-araucarias-ameacadas-de-extincao\/","title":{"rendered":"Pesquisa pode salvar o futuro de arauc\u00e1rias amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div id=\"materia-letra\" class=\"materia-conteudo entry-content\">\n<div>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"Arauc\u00e1ria 11 (Foto: Arquivo TG)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/bSmJNA4jf6H_c_A0SNuwPaH_Zh4=\/620x465\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2014\/12\/02\/still0507_00002_3.jpg\" alt=\"Arauc\u00e1ria 11 (Foto: Arquivo TG)\" width=\"639\" height=\"479\" \/><strong>\u00c1rvore de arauc\u00e1ria \u00e9 t\u00edpica do Sul do Brasil e est\u00e1 amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o (Foto: Arquivo TG)<\/strong><\/div>\n<p>Uma pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Embrapa) pode salvar o futuro da arauc\u00e1ria, esp\u00e9cie conhecida como pinheiro-do-<a class=\"premium-tip\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/parana\">Paran\u00e1<\/a>, e que est\u00e1 na lista das \u00e1rvores brasileiras amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o. O estudo levou onze anos para ser colocado em pr\u00e1tica, aponta o engenheiro florestal e pesquisador Ivar Wendling.<\/p>\n<p>O projeto consiste em, basicamente, obter um plantio maior da esp\u00e9cie e ter uma reprodu\u00e7\u00e3o antecipada, o que tamb\u00e9m garante retorno econ\u00f4mico aos produtores de pinh\u00e3o \u2013 semente da arauc\u00e1ria que \u00e9 encontrado dentro da pinha, que \u00e9 fruto da esp\u00e9cie.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-300\"><img loading=\"lazy\" title=\"Imagem mostra pinhas em Arauc\u00e1rias plantadas atrav\u00e9s do novo processo  (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o \/ Embrapa)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/6SIVwoBnxr_aSWFyaJIpSVkbCII=\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2015\/04\/23\/pinha_1.jpg\" alt=\"Imagem mostra pinhas em Arauc\u00e1rias plantadas atrav\u00e9s do novo processo  (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o \/ Embrapa)\" width=\"300\" height=\"225\" \/><strong>Imagem mostra pinhas em arauc\u00e1rias<br \/>\nplantadas atrav\u00e9s do novo processo<br \/>\n(Foto: Divulga\u00e7\u00e3o \/ Embrapa)<\/strong><\/div>\n<p>A t\u00e9cnica \u00e9 feita com uso de brotos extra\u00eddos da copa de \u00e1rvores de arauc\u00e1rias adultas. Desde est\u00e3o, a esp\u00e9cie era plantada somente atrav\u00e9s da semente \u2013 pinh\u00e3o. As mudas s\u00e3o enxertadas e permitem que produtores obtenham \u00e1rvores mais baixas, entre dois e cinco metros de altura, segundo o pesquisador.<\/p>\n<p>Em uma situa\u00e7\u00e3o normal, as \u00e1rvores de arauc\u00e1ria levam, em m\u00e9dia, de 10 a 12 metros de altura para come\u00e7ar a produzir. Com o novo processo, os produtores ter\u00e3o a possibilidade de formar &#8220;pomares&#8221; da esp\u00e9cie, garante Wendling. Por enquanto, o processo foi implantado somente na sede da Embrapa, em Colombo, na Regi\u00e3o Metropolitana de Curitiba.<\/p>\n<p>O pesquisador destaca que os brotos que s\u00e3o enxertados t\u00eam a idade ontogen\u00e9tica&#8217; da \u00e1rvore de onde foram coletados, ent\u00e3o v\u00e3o se comportar como \u00e1rvores adultas. As Arauc\u00e1rias demoram normalmente de 12 a 15 anos para come\u00e7ar a produzir. Com a nova tecnolologia, o processo passar\u00e1 a ocorrer em cerca de seis a nove anos, dependendo da \u00e1rvore.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-300\"><img loading=\"lazy\" title=\"Mudas s\u00e3o estra\u00eddas do broto das \u00e1rvores (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o \/ Embrapa)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/a0j0re82JjlDcvAxRRelbi3TsgY=\/300x225\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2015\/04\/23\/mudas_1_ok_.jpg\" alt=\"Mudas s\u00e3o estra\u00eddas do broto das \u00e1rvores (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o \/ Embrapa)\" width=\"300\" height=\"225\" \/><strong>Mudas s\u00e3o estra\u00eddas do broto das \u00e1rvores<br \/>\n(Foto: Divulga\u00e7\u00e3o \/ Embrapa)<\/strong><\/div>\n<p>&#8220;A ideia \u00e9 sempre trabalhar com a conserva\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie mediante o uso. Ent\u00e3o, se n\u00f3s dermos a alternativa para o produtor de us\u00e1-la e tirar recurso, renda, ele vai, automaticamente, ele vai plantar mais e preservar a esp\u00e9cie&#8221;, ressalta o pesquisador.<\/p>\n<p>Por conta do novo porte das \u00e1rvores, a novidade tamb\u00e9m deve reduzir o n\u00famero de acidentes no momento da coleta, j\u00e1 que alguns produtores acabam escalando as arauc\u00e1rias para colher a pinha, ressalta Wendling. &#8220;Como as \u00e1rvores ser\u00e3o bem mais baixas, os riscos de queda dos produtores, consequentemente, ir\u00e3o diminuir&#8221;.<\/p>\n<p>Ainda conform o pesquisador, al\u00e9m do risco de queda, os produtores que colhem a pinha diretamente nas \u00e1rvores assumem outro risco.<\/p>\n<p>&#8220;Pode ser que as pinhas ainda n\u00e3o estejam maduras e que o pinh\u00e3o ainda n\u00e3o esteja formado. Isso pode prejudicar, acima de tudo, o nascimento de novas \u00e1rvores&#8221;, aponta. O ideal, segundo ele, \u00e9 colher o pinh\u00e3o somente quando a pinha cai no ch\u00e3o. Isso acontece naturalmente, indicando que a semente j\u00e1 est\u00e1 &#8220;formada&#8221; ou &#8220;amadurecida&#8221;.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"Foto mostra Arauc\u00e1rias menores plantadas atrav\u00e9s do enxerto de mudas e comparadas com as maiores ao fundo  (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o \/ Embrapa )\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/gyTfOjyztGsymRsYbb0IIyyDhQo=\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2015\/04\/22\/araucaria_2_ok_.jpg\" alt=\"Foto mostra Arauc\u00e1rias menores plantadas atrav\u00e9s do enxerto de mudas e comparadas com as maiores ao fundo  (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o \/ Embrapa )\" width=\"639\" height=\"479\" \/><strong>Foto mostra arauc\u00e1rias menores plantadas atrav\u00e9s do enxerto de mudas e comparadas com as maiores ao fundo (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o \/ Embrapa )<\/strong><\/div>\n<p>Outra vantagem desse processo \u00e9 a possibilidade de saber com anteced\u00eancia qual o sexo da planta que est\u00e1 sendo gerada, o que na produ\u00e7\u00e3o de mudas via semente s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel quando as plantas iniciam o florescimento, com cerca de dez anos.<\/p>\n<p>&#8220;Para programas de resgate e conserva\u00e7\u00e3o da arauc\u00e1ria, isso \u00e9 fant\u00e1stico, pois, por se tratar de uma esp\u00e9cie dioica, que tem sexos diferentes, \u00e9 preciso plantas dos dois sexos para proporcionar sua reprodu\u00e7\u00e3o&#8221;, destaca.<\/p>\n<p>De acordo com a Embrapa, a explora\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie aconteceu por causa do avan\u00e7o da fronteira agr\u00edcola, do crescimento das cidades, por possuir madeira de qualidade para fabrica\u00e7\u00e3o de m\u00f3veis e ser boa mat\u00e9ria-prima para papel e celulose. Por tudo isso, a esp\u00e9cie foi t\u00e3o explorada que passou a figurar na lista das esp\u00e9cies brasileiras amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-300\"><img loading=\"lazy\" title=\"Pinh\u00e3o em Painel (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/RBS TV)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/9FMRhylxMZKUVJr8GbCBy0s8a9Q=\/300x225\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2015\/04\/01\/pinhas.jpg\" alt=\"Pinh\u00e3o em Painel (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/RBS TV)\" width=\"300\" height=\"225\" \/><strong>Pinh\u00e3o s\u00f3 pode ser comercializado no Paran\u00e1 a<br \/>\npartir de 1\u00ba de abril (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/RBS TV)<\/strong><\/div>\n<p><strong>Pinh\u00e3o<\/strong><br \/>\nAtualmente, a colheita da semente \u00e9 artesanal e extrativista e ocorre normalmente no final de mar\u00e7o a julho. Contudo, uma determina\u00e7\u00e3o do Instituto Ambiental do Paran\u00e1 (IAP) permite a colheita e comercializa\u00e7\u00e3o apenas ap\u00f3s o dia 1\u00ba de abril.<\/p>\n<p>A determina\u00e7\u00e3o, conforme o IAP, tamb\u00e9m \u00e9 para garantir a preserva\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie e evitar a comercializa\u00e7\u00e3o de pinh\u00f5es que ainda n\u00e3o estejam completamente &#8220;maduros&#8221;.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da quest\u00e3o da data, tamb\u00e9m foram estipuladas novas regras para a colheita a partir deste ano como: a proibi\u00e7\u00e3o da comercializa\u00e7\u00e3o das pinhas imaturas, aquelas com colora\u00e7\u00e3o verde e que t\u00eam o pinh\u00e3o com casca esbranqui\u00e7ada e \u00famida e o abate dos pinheiros nativos adultos portadores de pinhas nos meses de abril, maio e junho. Quem for flagrado cometendo alguma irregularidade est\u00e1 sujeito a multa.<\/p>\n<p>A iguaria, que \u00e9 t\u00edpica do Sul do pa\u00eds, \u00e9 conhecida pelo aporte de energia e calorias que pode fornecer para trabalhadores, atletas, crian\u00e7as e adolescentes em fase de crescimento. Mas \u00e9 seu potencial como alimento funcional que tem atra\u00eddo o interesse dos pesquisadores. &#8220;\u00c9 um alimento sem gl\u00faten, com altos teores de prote\u00ednas, fibras alimentares e amido&#8221;, explica Cristiane Helm, que tamb\u00e9m \u00e9 pesquisadora da Embrapa.<\/p>\n<p><strong>Casca x artesanato<\/strong><br \/>\nA casca do pinh\u00e3o, que normalmente \u00e9 jogada fora ap\u00f3s o consumo do pinh\u00e3o, tamb\u00e9m pode ser reaproveitada. Uma pesquisa est\u00e1 testando a jun\u00e7\u00e3o da casca com polipropileno, que d\u00e1 origem a uma placa com boa resist\u00eancia qu\u00edmica e mold\u00e1vel &#8211; que pode ser utilizada em artesanato. Neste caso, a casca do pinh\u00e3o passa por um processo de secagem e tritura\u00e7\u00e3o para, ent\u00e3o, ser misturada ao polipropileno e ser prensada, formando as placas.<\/p>\n<p>De acordo com Washington Magalh\u00e3es, que tamb\u00e9m \u00e9 pequisador da Embrapa, o polipropileno mais comum \u00e9 derivado de petr\u00f3leo, o que tornaria o produto parcialmente ecol\u00f3gico. &#8220;J\u00e1 temos no mercado polietileno \u00e0 base de cana-de-a\u00e7\u00facar, que gera um produto similar, mas com um apelo maior de sustentabilidade&#8221;, afirma.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"Tecnologia oferecida pela pesquisa permite que as arauc\u00e1rias tenham porte menor  (Foto: Ana Fl\u00e1via da Silva \/ RPC )\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/qaHjuwoylkOP2ofrTokk7zKOx5U=\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2015\/04\/24\/muda_3_ok_.jpg\" alt=\"Tecnologia oferecida pela pesquisa permite que as arauc\u00e1rias tenham porte menor  (Foto: Ana Fl\u00e1via da Silva \/ RPC )\" width=\"637\" height=\"478\" \/><strong>Tecnologia oferecida pela pesquisa permite que as arauc\u00e1rias tenham porte menor (Foto: Ana Fl\u00e1via da Silva \/ RPC )<\/strong><\/div>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><\/div>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\">Fonte: <span class=\"adr\"><span class=\"locality\">G1 PR<\/span><\/span> &#8211; <strong class=\"fn\">Adriana Justi<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c1rvore de arauc\u00e1ria \u00e9 t\u00edpica do Sul do Brasil e est\u00e1 amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o (Foto:<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"\u00c1rvore de arauc\u00e1ria \u00e9 t\u00edpica do Sul do Brasil e est\u00e1 amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o (Foto:","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19979"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19979"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19979\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19979"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19979"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19979"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}