{"id":19934,"date":"2015-04-25T14:00:11","date_gmt":"2015-04-25T14:00:11","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=19934"},"modified":"2015-04-25T01:29:42","modified_gmt":"2015-04-25T01:29:42","slug":"pelo-segundo-ano-consecutivo-o-brasil-amarga-o-titulo-de-pais-mais-perigoso-para-ambientalistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/pelo-segundo-ano-consecutivo-o-brasil-amarga-o-titulo-de-pais-mais-perigoso-para-ambientalistas\/","title":{"rendered":"Pelo segundo ano consecutivo o Brasil amarga o t\u00edtulo de pa\u00eds mais perigoso para ambientalistas"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/Ze-Claudio-e-esposa.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-133041 alignleft\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/Ze-Claudio-e-esposa.jpg\" alt=\"Jos\u00e9 Claudio Ribeiro e Maria do Esp\u00edrito Santo foram assassinados, em 2011, por denunciarem a a\u00e7\u00e3o de madeireiros, carvoeiros e grileiros no Assentamento Agroextrativista Praia Alta Piranheira, no Par\u00e1. Foto: \u00a9 Greenpeace \/ Felipe Milanez\" width=\"320\" height=\"213\" \/><\/a>Na \u00faltima segunda-feira a ONG Global Witness publicou o relat\u00f3rio \u201c<a href=\"https:\/\/www.globalwitness.org\/campaigns\/environmental-activists\/how-many-more\/\" target=\"_blank\">How many more<\/a>\u201d. (\u201cQuantos Mais?\u201d, em tradu\u00e7\u00e3o livre), que traz dados sobre assassinatos de ativistas ambientais ao redor do mundo. De acordo com o levantamento, o Brasil aparece como o pa\u00eds mais perigoso para se trabalhar na defesa do meio ambiente: ao todo, 29 ambientalistas foram v\u00edtimas de assassinato no Brasil em 2014, sendo quatro deles ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>Infelizmente, a rela\u00e7\u00e3o entre viol\u00eancia e destrui\u00e7\u00e3o da floresta n\u00e3o \u00e9 recente no Brasil. Temos v\u00e1rios exemplos ic\u00f4nicos dos resultados desta nefasta equa\u00e7\u00e3o, como Chico Mendes e Irm\u00e3 Dorothy, ambos assassinatos devido a conflitos relacionados com a posse da terra e a defesa da floresta.<\/p>\n<p>\u201cUm dos maiores problemas na Amaz\u00f4nia \u00e9 a total falta de defini\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria. Por conta desta lacuna de informa\u00e7\u00f5es, popula\u00e7\u00f5es inteiras, que vivem h\u00e1 gera\u00e7\u00f5es em determinados locais, s\u00e3o subjugadas e expulsas, muitas vezes com extrema viol\u00eancia, por grileiros de terra, que obt\u00e9m com facilidade documentos falsos de posse de terra\u201d, afirma R\u00f4mulo Batista, da campanha da Amaz\u00f4nia do Greenpeace.<\/p>\n<p>A explora\u00e7\u00e3o ilegal de madeira \u00e9 outro fator gerador de conflitos na Amaz\u00f4nia brasileira. Muitas vezes, madeireiros ilegais invadem unidades de conserva\u00e7\u00e3o, terras ind\u00edgenas e projetos de assentamento para roubar madeira. Quando as lideran\u00e7as locais decidem enfrentar esse tipo de agress\u00e3o contra a floresta, s\u00e3o invariavelmente amea\u00e7ados e, infelizmente, em muitos casos a amea\u00e7a \u00e9 levada a cabo.<\/p>\n<p>\u201cNa Amaz\u00f4nia a destrui\u00e7\u00e3o da floresta a explora\u00e7\u00e3o ilegal de madeira andam de m\u00e3os dadas com a viol\u00eancia. Como essas atividades s\u00e3o eminentementes ilegais, as pessoas est\u00e3o dispostas a tudo para obter um lucro maior e mais r\u00e1pido e quem paga com a vida s\u00e3o as pessoas que se colocam entre esses criminosos e a floresta\u201d, afirma Batista.<\/p>\n<p>Al\u00e9m destes dois fatores, que est\u00e3o tradicionalmente relacionados \u00e0 viol\u00eancia no campo, as popula\u00e7\u00f5es tradicionais e ativistas ambientais lidam agora com outra grande amea\u00e7a, a execu\u00e7\u00e3o de grandes obras de infraestrutura, como as hidrel\u00e9tricas. Ao n\u00e3o respeitar o direito das popula\u00e7\u00f5es locais, e muitas vezes realizar a obra sem sequer consult\u00e1-las, os governos tem contribu\u00eddo para o agravamento da situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia.<\/p>\n<p>A ocupa\u00e7\u00e3o desenfreada da Amaz\u00f4nia pela agropecu\u00e1ria tamb\u00e9m promove a viol\u00eancia, ao desalojar comunidades e fam\u00edlias de seus locais. \u00c9 comum assentamentos de reforma agr\u00e1ria serem tomadas por monocultura de soja ou pela cria\u00e7\u00e3o de gado. Devido ao porte deste tipo de empreendimento e ao capital de giro necess\u00e1rio para essas atividades, ela dificilmente \u00e9 feita pelos assentados, ou seja, os assentamentos s\u00e3o, na verdade, reconcentrados por grandes fazendeiros e isso tamb\u00e9m ocorre de forma violenta.<\/p>\n<p>A luta para acabar com o desmatamento na Amaz\u00f4nia \u00e9 tamb\u00e9m a luta para garantir a sobreviv\u00eancia e a dignidade dos povos que a habitam. Sem florestas, n\u00e3o temos \u00e1gua, produ\u00e7\u00e3o de alimentos e muito menos uma chance de amenizar os efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas no futuro. Ao deixar de garantir a seguran\u00e7a de seus guardi\u00f5es, o Brasil caminha para um futuro de barb\u00e1rie e mis\u00e9ria.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/conflitos_CPT_2.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-133043 alignnone\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/conflitos_CPT_2.jpg\" alt=\"conflitos_CPT_2\" width=\"639\" height=\"451\" \/><\/a><\/p>\n<p>Para dar um basta a toda essa viol\u00eancia, e tirar o Brasil deste vergonhoso ranking, precisamos combater o desmatamento e s\u00f3 conseguiremos atingir este objetivo com o apoio de toda a sociedade, seja no campo ou na cidade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na \u00faltima segunda-feira a ONG Global Witness publicou o relat\u00f3rio \u201cHow many more\u201d. 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