{"id":19842,"date":"2015-04-23T13:00:55","date_gmt":"2015-04-23T13:00:55","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=19842"},"modified":"2015-04-22T23:50:08","modified_gmt":"2015-04-22T23:50:08","slug":"que-tal-se-tornar-guardiao-das-abelhas-brasileirissimas-sem-ferrao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/que-tal-se-tornar-guardiao-das-abelhas-brasileirissimas-sem-ferrao\/","title":{"rendered":"Que tal se tornar guardi\u00e3o das abelhas (brasileir\u00edssimas!) sem ferr\u00e3o?"},"content":{"rendered":"<p><em><strong><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/abelhas.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-19843\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/abelhas-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/abelhas-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/abelhas.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>*Com M\u00f4nica Nunes<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Picada de <strong>abelha<\/strong> d\u00f3i e costuma ser uma experi\u00eancia traumatizante. Por isso, tem tanta gente com medo desse inseto. Mas voc\u00ea sabia que as abelhas que t\u00eam ferr\u00e3o ativo s\u00e3o ex\u00f3ticas ou invasoras? Ou seja, n\u00e3o s\u00e3o nativas, mas foram trazidas para o Brasil. Mas, aqui, existem mais de 300 esp\u00e9cies nativas \u2013 \u2018sem ferr\u00e3o\u2019 \u2013 que s\u00e3o fundamentais para o equil\u00edbrio do nosso <strong>ecossistema<\/strong>. E o mais legal: n\u00e3o machucam. Na verdade, elas t\u00eam ferr\u00e3o, que \u00e9 atrofiado devido a um processo natural de evolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para torn\u00e1-las conhecidas do grande p\u00fablico e tamb\u00e9m ajudar a preserv\u00e1-las, o comerciante paulistano Gerson Pinheiro criou a ONG <strong>SOS Abelhas Sem Ferr\u00e3o*<\/strong>, em janeiro de 2014. Tudo come\u00e7ou quando sua filha Ana Clara voltou de uma excurs\u00e3o da escola com a ideia de ter um enxame de abelhas em casa. \u201cConfesso que me assustei. Fui pesquisar a respeito e me deparei com esse universo t\u00e3o importante para nossa sobreviv\u00eancia. A partir de ent\u00e3o, resolvi dedicar parte de meu tempo para fazer algo para proteger esses seres m\u00e1gicos\u201d, contou.<\/p>\n<p>Assim que ele come\u00e7ou a estudar o assunto, percebeu que essas abelhas s\u00e3o desconhecidas do p\u00fablico. \u201cFiquei incomodado com o fato de as pessoas ouvirem a palavra \u201cabelha\u201d e a vincularem somente a \u201cferr\u00e3o\u201d e \u201cmel\u201d. Temos abelhas \u2018sem ferr\u00e3o\u2019, mas que produzem mel de at\u00e9 melhor qualidade que as outras. Isso sem contar que mel \u00e9 apenas um subproduto. O servi\u00e7o mais importante realizado por elas \u2013 que \u00e9 a poliniza\u00e7\u00e3o -, deixamos em segundo plano\u201d, destacou.<\/p>\n<p>Sem abelhas, um ter\u00e7o das colheitas n\u00e3o existiria. Elas s\u00e3o indispens\u00e1veis para a produ\u00e7\u00e3o dos alimentos porque polinizam frutas e vegetais ao transportar o <strong>p\u00f3len<\/strong> de uma flor para outra. Mas, diariamente, in\u00fameras <strong>colmeias<\/strong> s\u00e3o destru\u00eddas no pa\u00eds por causa da falta de conhecimento sobre essas esp\u00e9cies inofensivas e t\u00e3o vitais para n\u00f3s.<\/p>\n<p>O objetivo da ONG \u00e9 espalhar por S\u00e3o Paulo \u2013 e depois pelo resto do pa\u00eds \u2013 conhecimento sobre as <strong>abelhas sem ferr\u00e3o<\/strong> como uma forma de mudar a realidade desses insetos. A entidade ministra cursos gratuitos sobre o assunto para apresentar as esp\u00e9cies e explicar o papel delas para a fauna e a flora.<\/p>\n<p><strong>SEJA UM GUARDI\u00c3O<\/strong><br \/>\nAl\u00e9m de cursos, a ONG salva abelhas. A equipe faz resgates principalmente em muros, caixas el\u00e9tricas, interfones e depois realoca os enxames. Se encontrar alguma colmeia em risco, \u00e9 s\u00f3 entrar em contato com a institui\u00e7\u00e3o por sua p\u00e1gina do Facebook*.<\/p>\n<p>\u201cAssim que recebemos um pedido de resgate, incentivamos a pessoa a avaliar se o enxame corre risco de vida. Ela pode observar se a causa foi a derrubada de um muro ou o envenenamento feito por algum vizinho, por exemplo. Se o enxame n\u00e3o correr risco, n\u00e3o h\u00e1 necessidade de retir\u00e1-lo do local\u201d, explica Fl\u00e1vio Yamamoto, vice-presidente da ONG. Se tiver interesse, quem fez a den\u00fancia pode, ent\u00e3o, virar guardi\u00e3 da colmeia e cuidar das abelhas. Mas claro que isso n\u00e3o \u00e9 obrigat\u00f3rio. Os ativistas da ONG podem levar o ninho para um lugar mais seguro.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/planetasustentavel.abril.com.br\/blog\/blog-da-redacao\/files\/2015\/02\/meliponario.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter  wp-image-338751\" src=\"http:\/\/planetasustentavel.abril.com.br\/blog\/blog-da-redacao\/files\/2015\/02\/meliponario-550x363.jpg\" alt=\"meliponario\" width=\"636\" height=\"420\" \/><\/a><\/p>\n<p>Quer cuidar de abelhas em casa? \u201cPara isso, \u00e9 preciso entrar na fila de pedidos para receber uma colmeia, que geralmente \u00e9 fruto de resgate. O interessado recebe uma caixa com apenas uma esp\u00e9cie de abelha, al\u00e9m da orienta\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria a respeito do melhor local para sua instala\u00e7\u00e3o, hor\u00e1rio para abri-la pela primeira vez, plantio de flora (pr\u00f3ximo e mais adequado), entre outras informa\u00e7\u00f5es\u201d, explicou Fl\u00e1vio que j\u00e1 destacou:<br \/>\n&#8211; \u00e9 preciso sempre ter esp\u00e9cies florais bem cuidadas ao redor;<br \/>\n&#8211; a caixa deve ficar longe do movimento das ruas, em grandes centros urbanos;<br \/>\n&#8211; a caixa tamb\u00e9m deve ser protegida contra poeira, vento, chuva e sol, al\u00e9m de n\u00e3o ficar vulner\u00e1vel \u00e0s formigas.<\/p>\n<p>O sonho de Gerson, de Fl\u00e1vio e dos ativistas da SOS Abelhas Sem Ferr\u00e3o \u00e9 conquistar, pelo menos, um guardi\u00e3o em cada regi\u00e3o ou bairro de S\u00e3o Paulo. Assim, ser\u00e1 poss\u00edvel multiplicar a prote\u00e7\u00e3o e criar uma rede importante de contatos, que poder\u00e1 indicar tamb\u00e9m \u2013 para outras redes locais \u2013 onde h\u00e1 enxames a resgatar ou monitorar. Por isso, sempre que podem, tamb\u00e9m participam de encontros em prol do meio ambiente promovidos pela cidade.<\/p>\n<p>No dia 1\u00ba. de fevereiro, por exemplo, participaram da <strong>Oficina de Plantio de \u00c1rvores<\/strong> \u2013 com direito a picnic \u2013 organizado pelas ONGs <strong>Muda Mooca*<\/strong> e <strong>\u00c1rvores Vivas*<\/strong> e pelos ativistas da <a href=\"http:\/\/planetasustentavel.abril.com.br\/noticia\/cidade\/horta-comunitaria-ocupa-praca-800-m-sao-paulo-739762.shtml\"><strong>Horta das Corujas<\/strong><\/a>, criada em 2012, pelos moradores do entorno da Pra\u00e7a das Corujas, na Vila Beatriz, em S\u00e3o Paulo. No melipon\u00e1rio da horta, Gerson e Fl\u00e1vio apresentaram algumas esp\u00e9cies das abelhas sem ferr\u00e3o aos visitantes \u2013 Manda\u00e7aia (a maior e uma das mais d\u00f3ceis entre as brasileiras; \u00e9 preta e tem listrinhas amarelas), Marmelada, Jata\u00ed e Mirim Gua\u00e7\u00fa Amarela. A editora do Planeta Sustent\u00e1vel, M\u00f4nica Nunes, esteve l\u00e1 e adorou tudo que viu e ouviu sobre o projeto e cada uma delas.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/planetasustentavel.abril.com.br\/blog\/blog-da-redacao\/files\/2015\/02\/meliponario-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter  wp-image-338753\" src=\"http:\/\/planetasustentavel.abril.com.br\/blog\/blog-da-redacao\/files\/2015\/02\/meliponario-2-550x363.jpg\" alt=\"meliponario-2\" width=\"639\" height=\"422\" \/><\/a><\/p>\n<p>E voc\u00ea? J\u00e1 conhecia as abelhas sem ferr\u00e3o? Viu alguma colmeia por a\u00ed? Quer proteg\u00ea-la?\u00a0\u00c9 s\u00f3 entrar em contato com a ONG. E, se quiser se tornar guardi\u00e3o, tamb\u00e9m.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.sosabelhassemferrao.com.br\/\" target=\"_blank\"><strong>*ONG SOS Abelhas Sem Ferr\u00e3o<\/strong><\/a><br \/>\n<strong><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/sosabelhassemferrao?ref=ts&amp;fref=ts\" target=\"_blank\">*P\u00e1gina do Facebook<\/a><\/strong><br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/mudamooca\" target=\"_blank\"><strong> *Muda Mooca<\/strong><\/a><br \/>\n<a href=\"http:\/\/arvoresvivas.wix.com\/arvoresvivas\" target=\"_blank\"><strong> *\u00c1rvores Vivas<\/strong><\/a><\/p>\n<p><em>Primeira foto: Wikimedia Commons<\/em><\/p>\n<p><em>Demais fotos: M\u00f4nica Nunes<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>*Com M\u00f4nica Nunes Picada de abelha d\u00f3i e costuma ser uma experi\u00eancia traumatizante. 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