{"id":19837,"date":"2015-04-23T12:00:25","date_gmt":"2015-04-23T12:00:25","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=19837"},"modified":"2015-04-22T21:28:02","modified_gmt":"2015-04-22T21:28:02","slug":"a-urbanizacao-e-o-crescimento-das-megacidades-artigo-de-jose-eustaquio-diniz-alves","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/a-urbanizacao-e-o-crescimento-das-megacidades-artigo-de-jose-eustaquio-diniz-alves\/","title":{"rendered":"A urbaniza\u00e7\u00e3o e o crescimento das megacidades, artigo de Jos\u00e9 Eust\u00e1quio Diniz Alves"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/urbanizacao_mundial.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-19838\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/urbanizacao_mundial-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/urbanizacao_mundial-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/urbanizacao_mundial.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A revista brit\u00e2nica The Economist publicou um mapa interativo com a evolu\u00e7\u00e3o da urbaniza\u00e7\u00e3o mundial e das cidades globais no mundo entre 1950 e 2030. Em 1950, 7 em cada 10 habitantes viviam em \u00e1reas rurais (70,4%).<\/p>\n<p>Dos 29,6% habitantes das zonas urbanas, a maior quantidade (17,7%) vivia em cidades com menos de 300 mil habitantes. As cidades entre 300 mil e 500 mil habitantes abarcavam apenas 2% da popula\u00e7\u00e3o mundial. As cidades entre 500 mil e um milh\u00e3o de habitantes abarcavam 2,6% da popula\u00e7\u00e3o mundial. Aquelas entre 1 milh\u00e3o e 5 milh\u00f5es de habitantes abrigavam 5,1% da popula\u00e7\u00e3o mundial. As cidades entre 5 milh\u00f5es e 10 milh\u00f5es de habitantes absorviam 1,3% da popula\u00e7\u00e3o mundial.<\/p>\n<p>Em 1950. as megacidades, aquelas com mais de 10 milh\u00f5es de habitantes abarcavam somente 0,9% da popula\u00e7\u00e3o mundial. Somente as \u00e1reas metropolitanas de Nova Iorque e T\u00f3quio estavam classificadas nesta \u00faltima categoria. O maior munic\u00edpio do Brasil, em 1950, era a cidade do Rio de Janeiro, com 2,4 milh\u00f5es de habitantes, superando S\u00e3o Paulo que tinha 2,2 milh\u00f5es de habitantes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone\" src=\"http:\/\/www.ecodebate.com.br\/foto\/584x362x150421b.png.pagespeed.ic.PC3hLRxBZK.png\" alt=\"urbaniza\u00e7\u00e3o mundial e megacidades - 2000\" width=\"640\" height=\"397\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No ano 2000, a percentagem da popula\u00e7\u00e3o rural caiu para 53,4%. Dos 46,6% habitantes das zonas urbanas na virada do mil\u00eanio, a maior quantidade (21,9%) ainda viviam em cidades com menos de 300 mil habitantes. As cidades entre 300 mil e 500 mil habitantes passaram a abarcar 3,1% da popula\u00e7\u00e3o mundial. As cidades entre 500 mil e um milh\u00e3o de habitantes abarcavam 4,3% da popula\u00e7\u00e3o mundial. Aquelas entre 1 milh\u00e3o e 5 milh\u00f5es de habitantes abrigavam 9,8% da popula\u00e7\u00e3o mundial. As cidades entre 5 milh\u00f5es e 10 milh\u00f5es de habitantes absorviam 3,4% da popula\u00e7\u00e3o mundial. As megacidades, aquelas com mais de 10 milh\u00f5es de habitantes deram um grande salto para 4,2% da popula\u00e7\u00e3o mundial.<\/p>\n<p>A China e a \u00cdndia foram os pa\u00edses que apresentaram o maior n\u00famero de megacidades no ano 2000. Na Am\u00e9rica Latina, as \u00e1reas metropolitanas do M\u00e9xico, S\u00e3o Paulo, Riio de Janeiro e Buenos Aires passaram a ser consideradas megacidades, assim como a cidade do Cairo na \u00c1frica.<\/p>\n<p>As proje\u00e7\u00f5es para o ano 2030 indicam uma maioria da popula\u00e7\u00e3o urbana (60%) sobre a rural (40%), sendo que 23% devem estar nas cidades com menos de 300 mil habitantes. As cidades entre 300 mil e 500 mil habitantes devem abarcar 3,8% da popula\u00e7\u00e3o mundial. As cidades entre 500 mil e um milh\u00e3o de habitantes devem absorver 6,1% da popula\u00e7\u00e3o mundial. Aquelas entre 1 milh\u00e3o e 5 milh\u00f5es de habitantes devem abrigar 13,4% da popula\u00e7\u00e3o mundial. As cidades entre 5 milh\u00f5es e 10 milh\u00f5es de habitantes devem ser abrigo de 5,2% da popula\u00e7\u00e3o mundial. As megacidades com mais de 10 milh\u00f5es de habitantes devem chegar \u00e0 casa de 8,6% da popula\u00e7\u00e3o mundial.<\/p>\n<p>Quase 9% da popula\u00e7\u00e3o mundial viver\u00e1 nas 41 megacidades (aqueles com mais de 10 milh\u00f5es de habitantes) em 2030. A \u00c1sia ser\u00e1 respons\u00e1vel por mais da metade da 29 megacidades do mundo. Mas \u00e9 na \u00c1frica que deve ocorrer o maior crescimento demogr\u00e1fico e a urbaniza\u00e7\u00e3o mais r\u00e1pida. Kinshasa, capital da Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo, ver\u00e1 a sua popula\u00e7\u00e3o aumentar cem vezes a partir de 200 mil habitantes em 1950 para cerca de 20 milh\u00f5es de habitantes na proje\u00e7\u00e3o para 2030. Lagos, a cidade mais populosa da Nig\u00e9ria, ter\u00e1 mais de 24 milh\u00f5es de residentes em 2030, assim como Cairo no Egito.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone\" src=\"http:\/\/www.ecodebate.com.br\/foto\/583x366x150421c.png.pagespeed.ic.rQV7KGfMo1.png\" alt=\"urbaniza\u00e7\u00e3o mundial e megacidades - 2030\" width=\"648\" height=\"407\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Como mostraram Martine, Alves e Cavenaghi (2013), a transi\u00e7\u00e3o urbana acontece de forma sincr\u00f4nica com a transi\u00e7\u00e3o demogr\u00e1fica, sendo que ambas abrem uma grande janela de oportunidade para a melhoria das condi\u00e7\u00f5es de vida de todos os cidad\u00e3os do mundo. Por exemplo, a esperan\u00e7a de vida ao nascer da popula\u00e7\u00e3o mundial passou de 47 anos no quinqu\u00eanio 1950-55 para 70 anos no quinqu\u00eanio 2010-15. A mortalidade infantil caiu de 135 por mil para 37 por mil no mesmo per\u00edodo. Tamb\u00e9m houve aumento da renda e dos n\u00edveis educacionais dos habitantes do globo neste per\u00edodo. Portanto, o processo de urbaniza\u00e7\u00e3o e de crescimento das megacidades tem sido acompanhado por maiores direitos e avan\u00e7os de cidadania em rela\u00e7\u00e3o \u00e0queles das popula\u00e7\u00f5es rurais.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, o crescimento exponencial da popula\u00e7\u00e3o e da economia tem provocado uma deteriora\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es ambientais do planeta, o que j\u00e1 est\u00e1 comprometendo o futuro do progresso civilizacional, diante de uma natureza devastada. Diversos estudos mostram que a concentra\u00e7\u00e3o urbana \u00e9 menos danosa do que o espraiamento demogr\u00e1fico suburbano e rural. Mas os desafios gerados pela especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria, pela imobilidade urbana, pela segrega\u00e7\u00e3o habitacional, pela demanda de servi\u00e7os ambientais e pela polui\u00e7\u00e3o exigem solu\u00e7\u00f5es urgentes para evitar que as grandes cidades virem um barril de p\u00f3lvora, que pode explodir detonando as condi\u00e7\u00f5es de vida humana e n\u00e3o-humana do Planeta.<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancia:<\/strong><\/p>\n<p>The Economist. Urbanisation and the rise of the megacity, Feb 4th 2015<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.economist.com\/node\/21642053\" target=\"_blank\">http:\/\/www.economist.com\/node\/21642053<\/a><\/p>\n<p>George Martine, Jose Eustaquio Alves, Suzana Cavenaghi. Urbanization and fertility decline: Cashing in on Structural Change, IIED Working Paper. IIED, London, December 2013. ISBN 978-1-84369-995-8<br \/>\n<a href=\"http:\/\/pubs.iied.org\/10653IIED.html?k=Martine%20et%20al\" target=\"_blank\">http:\/\/pubs.iied.org\/10653IIED.html?k=Martine%20et%20al<\/a><br \/>\n<a href=\"http:\/\/pubs.iied.org\/pdfs\/10653IIED.pdf\" target=\"_blank\">http:\/\/pubs.iied.org\/pdfs\/10653IIED.pdf<\/a><\/p>\n<p><span lang=\"zxx\"><a href=\"http:\/\/www.ecodebate.com.br\/?s=Jos%C3%A9+Eust%C3%A1quio+Diniz+Alves\">Jos\u00e9 Eust\u00e1quio Diniz Alves<\/a><\/span><em>, Colunista do Portal EcoDebate, \u00e9 Doutor em demografia e professor titular do mestrado e doutorado em Popula\u00e7\u00e3o, Territ\u00f3rio e Estat\u00edsticas P\u00fablicas da Escola Nacional de Ci\u00eancias Estat\u00edsticas \u2013 ENCE\/IBGE; Apresenta seus pontos de vista em car\u00e1ter pessoal. E-mail: jed_alves@yahoo.com.br<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A revista brit\u00e2nica The Economist publicou um mapa interativo com a evolu\u00e7\u00e3o da urbaniza\u00e7\u00e3o mundial<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":19838,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/urbanizacao_mundial.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/urbanizacao_mundial-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/urbanizacao_mundial-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/urbanizacao_mundial.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/urbanizacao_mundial.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/urbanizacao_mundial.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/urbanizacao_mundial.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/urbanizacao_mundial.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/urbanizacao_mundial.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/urbanizacao_mundial.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A revista brit\u00e2nica The Economist publicou um mapa interativo com a evolu\u00e7\u00e3o da urbaniza\u00e7\u00e3o mundial","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19837"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19837"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19837\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19838"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19837"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19837"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19837"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}