{"id":19833,"date":"2015-04-23T10:00:20","date_gmt":"2015-04-23T10:00:20","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=19833"},"modified":"2015-04-22T21:22:41","modified_gmt":"2015-04-22T21:22:41","slug":"os-lindos-corais-da-costa-brasileira-ficarao-desbotados-neste-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/os-lindos-corais-da-costa-brasileira-ficarao-desbotados-neste-ano\/","title":{"rendered":"Os lindos corais da costa brasileira ficar\u00e3o desbotados neste ano"},"content":{"rendered":"<p class=\"capitalize\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/corais_branqueiamento.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-19834\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/corais_branqueiamento-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/corais_branqueiamento-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/corais_branqueiamento.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Os mares brasileiros podem perder parte de seu colorido nos pr\u00f3ximos meses. Segundo pesquisadores do <strong>Projeto Coral Vivo<\/strong>, h\u00e1 uma grande probabilidade de ocorrer um <strong>epis\u00f3dio de branqueamento de corais<\/strong>\u00a0neste ano, o que pode resultar, em casos mais graves, at\u00e9 na morte dos corais.<\/p>\n<p>Os corais s\u00e3o criaturas incr\u00edveis. Apesar de muitas vezes serem confundidos com pedras ou plantas, s\u00e3o animais. Eles se organizam em col\u00f4nias, um do lado do outro, como apartamentos em um pr\u00e9dio. A met\u00e1fora \u00e9 boa porque os corais t\u00eam inquilinos. Eles convidam um tipo de alga, chamada zooxantela, a viver dentro deles. A rela\u00e7\u00e3o beneficia os dois: a alga fica protegida pelo coral, e, enquanto faz o processo de fotoss\u00edntese, gera energia e carbonato de c\u00e1lcio para que o coral possa construir o seu esqueleto. Esse processo, repetido por milhares de corais, cria os grandes recifes.<\/p>\n<p>Essa rela\u00e7\u00e3o de harmonia entre os dois, entretanto, \u00e9 delicada. Um pouquinho de estresse pode ser o suficiente para acabar com o casamento. Isso acontece, principalmente, quando a temperatura do mar esquenta. Quando os mares ficam mais quentes do que o normal, a alga produz mais fotoss\u00edntese e mais nutrientes. Esse excesso come\u00e7a a envenenar o coral e, em uma medida desesperada, ele expulsa a alga. <strong>Como \u00e9 a alga que d\u00e1 a cor para o coral, ele fica branco<\/strong>. \u00c9 o fen\u00f4meno conhecido como branqueamento. &#8220;O branqueamento n\u00e3o \u00e9 propriamente uma doen\u00e7a. \u00c9 a primeira rea\u00e7\u00e3o do coral para dizer que alguma coisa est\u00e1 errada no meio ambiente&#8221;, diz Carlos Seoane, professor do Instituto de Geoci\u00eancias da UFRJ. Seoane faz parte da rede de pesquisadores do\u00a0Projeto Coral Vivo, que \u00e9 patrocinado pela Petrobras.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"Coral de Recife de Fora, no sul da Bahia, fica branco por conta do branqueamento de corais causado pelo aumento de temperatura dos oceanos (Foto: Projeto Coral Vivo)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/Zsqk3xpOn1_7yNzEaulsoQCqnYQ=\/620x400\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2015\/04\/21\/credito_projeto_coral_vivo_-_branqueamento-coral-anosanteriores-_no_recife_de_fora01.jpg\" alt=\"Coral de Recife de Fora, no sul da Bahia, fica branco por conta do branqueamento de corais causado pelo aumento de temperatura dos oceanos (Foto: Projeto Coral Vivo)\" width=\"640\" height=\"413\" \/><label class=\"foto-legenda\">Coral de Recife de Fora, no sul da Bahia, conhecida como coral-c\u00e9rebro, sofre com branqueamento (Foto: Projeto Coral Vivo)<\/label><\/div>\n<p>Seoane \u00e9 um dos especialistas que est\u00e3o tentando prever se um grande branqueamento pode ocorrer neste ano. O pesquisador trabalha com sensoreamento remoto. Usando imagens de sat\u00e9lites disponibilizadas pela NOAA, a ag\u00eancia de oceanos dos Estados Unidos, ele analisa a temperatura do mar na regi\u00e3o dos corais brasileiros. Se a temperatura estiver maior do que a m\u00e9dia hist\u00f3rica, sinal de problemas. E \u00e9 justamente isso que est\u00e1 acontecendo. &#8220;N\u00f3s estamos no outono, a temperatura do mar j\u00e1 deveria estar esfriando. Mas n\u00e3o. Est\u00e1 mais quente do que deveria. Isso fez com que todos os recifes que est\u00e3o ao norte da Bahia entrassem em alerta. N\u00f3s estimamos, com <strong>90% de certeza<\/strong>, que vai acontecer o branqueamento nesses corais.&#8221;<\/p>\n<p>Isso significa que os bel\u00edssimos corais do <strong>Parque Nacional de Abrolhos<\/strong>, na Bahia, do <strong>Atol das Rocas<\/strong>, no Rio Grande do Norte, do <strong>Recife de Fora<\/strong>, em Porto Seguro, e tantos outros est\u00e3o estressados, e podem come\u00e7ar a perder a cor nos pr\u00f3ximos meses. O branqueamento n\u00e3o mata o coral. Se a causa do estresse acabar, ele n\u00e3o s\u00f3 se recupera como ainda convida uma nova alga para se hospedar em seu &#8220;apartamento&#8221;. Mas para isso, a temperatura precisa baixar. E a previs\u00e3o n\u00e3o \u00e9 boa. <a href=\"http:\/\/epoca.globo.com\/colunas-e-blogs\/blog-do-planeta\/noticia\/2013\/11\/os-oceanos-ficarao-corrosivos-ate-o-fim-do-seculo.html\">Segundo os cientistas<\/a>, os oceanos est\u00e3o absorvendo grande parte do CO2 jogado na atmosfera pela atividade industrial, queima de combust\u00edveis e desmatamento. A previs\u00e3o \u00e9 que os mares fiquem mais quentes e mais \u00e1cidos com o passar do ano.<\/p>\n<p>Um estudo publicado na revista cient\u00edfica <em>The ISME Journal, <\/em>do grupo<em> Nature,\u00a0<\/em>por pesquisadores que tamb\u00e9m fazem parte da rede Coral Vivo mostra que o futuro \u00e9 complicado para os corais. O estudo exp\u00f4s corais em laborat\u00f3rio a temperaturas maiores do que a m\u00e9dia dos \u00faltimos 50 anos. &#8220;A sa\u00fade do coral diminuiu significativamente ap\u00f3s a exposi\u00e7\u00e3o a um aumento de temperatura de 2\u00baC, e esse efeito piora com temperaturas mais altas&#8221;, diz o estudo. O atual consenso da comunidade cient\u00edfica \u00e9 que dificilmente o mundo conseguir\u00e1 evitar um aumento de temperatura menor do que 2\u00baC nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>Isso n\u00e3o significa que nada pode ser feito para ajuda os corais. Para come\u00e7ar, se neste ano realmente ocorrer um grande epis\u00f3dio de branqueamento, ser\u00e1 a primeira vez que ele ser\u00e1 acompanhado de perto, em tempo real, por cientistas. Conhecer melhor como o coral lida com a mudan\u00e7a no oceano pode ajudar a proteg\u00ea-lo no futuro. Al\u00e9m disso, segundo Seoane, algumas medidas locais tamb\u00e9m podem ajudar. &#8220;Se a \u00e1gua estiver limpa, sem polui\u00e7\u00e3o, se as florestas e os manguezais n\u00e3o forem destru\u00eddos, se o ambiente estiver saud\u00e1vel, o coral tem mais chances de sobreviver ao branqueamento&#8221;, diz. Mas a longo prazo, s\u00f3 mesmo evitando um aumento forte na m\u00e9dia de temperatura do planeta para evitar a morte dos corais. No final de dezembro, <a href=\"http:\/\/epoca.globo.com\/colunas-e-blogs\/blog-do-planeta\/noticia\/2014\/12\/carlos-rittl-o-brasil-esta-olhando-no-retrovisor-quando-o-assunto-e-bmudancas-climaticasb.html\">l\u00edderes de todo o mundo se reunir\u00e3o em Paris<\/a> para fechar um acordo de combate \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Ser\u00e1 uma boa oportunidade para a sociedade impedir que os corais percam suas cores para sempre.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os mares brasileiros podem perder parte de seu colorido nos pr\u00f3ximos meses. 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