{"id":19787,"date":"2015-04-22T13:00:07","date_gmt":"2015-04-22T13:00:07","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=19787"},"modified":"2015-04-22T00:06:16","modified_gmt":"2015-04-22T00:06:16","slug":"pesquisadores-estudam-fossil-de-dinossauro-que-viveu-ha-70-milhoes-de-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/pesquisadores-estudam-fossil-de-dinossauro-que-viveu-ha-70-milhoes-de-anos\/","title":{"rendered":"Pesquisadores estudam f\u00f3ssil de dinossauro que viveu h\u00e1 70 milh\u00f5es de anos"},"content":{"rendered":"<div id=\"HOTWordsTxt\">\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/fossil_.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-19790\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/fossil_-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/fossil_-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/fossil_.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Pesquisadores da Universidade de Bras\u00edlia (UnB) come\u00e7aram este m\u00eas a preparar e estudar o f\u00f3ssil de um dinossauro que viveu h\u00e1 cerca de 70 milh\u00f5es de anos no Brasil. Os ossos de um titanossauro <a href=\"http:\/\/www.jb.com.br\/ciencia-e-tecnologia\/noticias\/2015\/04\/21\/pesquisadores-estudam-fossil-de-dinossauro-que-viveu-ha-70-milhoes-de-anos\/#\" rel=\"nofollow\">foram<\/a> encontrados em 2009, em Mar\u00edlia, no interior de S\u00e3o Paulo, pr\u00f3ximo a uma rodovia. As rochas com peda\u00e7os do animal foram engessadas, de modo a garantir que n\u00e3o fosem danificas. Elas foram trazidas este ano para a universidade.<\/p>\n<p>Coordenador da pesquisa, o professor e paleont\u00f3logo Rodrigo Santucci estima que os trabalhos levar\u00e3o dez anos para conclus\u00e3o. Isso porque os ossos, que devem ser limpos com <a href=\"http:\/\/www.jb.com.br\/ciencia-e-tecnologia\/noticias\/2015\/04\/21\/pesquisadores-estudam-fossil-de-dinossauro-que-viveu-ha-70-milhoes-de-anos\/#\" rel=\"nofollow\">cuidado<\/a>, est\u00e3o sob rochas que pesam toneladas. \u201cQuando achamos, o f\u00f3ssil estava no n\u00edvel do ch\u00e3o. Cavamos com britadeira e marretas, at\u00e9 poder andar em volta e deixar a estrutura como de um c\u00e1lice. Depois da estrutura, engessamos e soltamos o bloco\u201d, explicou o professor.<\/p>\n<p>O f\u00f3ssil foi descoberto durante trabalhos de explora\u00e7\u00e3o de rotina do pesquisador William Nava. Ap\u00f3s conseguir o financiamento necess\u00e1rio, a escava\u00e7\u00e3o ocorreu entre 2011 e 2012. Engessados, os dez blocos de rocha com os ossos animal pesam at\u00e9 10 toneladas. Como Mar\u00edlia n\u00e3o tem <a href=\"http:\/\/www.jb.com.br\/ciencia-e-tecnologia\/noticias\/2015\/04\/21\/pesquisadores-estudam-fossil-de-dinossauro-que-viveu-ha-70-milhoes-de-anos\/#\" rel=\"nofollow\">estrutura<\/a> e equipe suficientes para analisar os ossos, foi preciso traz\u00ea-los para Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>A opera\u00e7\u00e3o para trazer o material para a UnB, que envolveu caminh\u00f5es e guindastes, foi um <a href=\"http:\/\/www.jb.com.br\/ciencia-e-tecnologia\/noticias\/2015\/04\/21\/pesquisadores-estudam-fossil-de-dinossauro-que-viveu-ha-70-milhoes-de-anos\/#\" rel=\"nofollow\">sucesso<\/a>. Em fevereiro, o f\u00f3ssil chegou ao Distrito Federal, sem qualquer avaria. Segundo o professor, mais da metade do esqueleto do dinossauro estava preservada. Foram encontradas partes do cr\u00e2nio, de v\u00e9rtebras do pesco\u00e7o, tronco e cauda, ossos das costelas, f\u00eamur e bacia, al\u00e9m das patas do animal.<\/p>\n<p>A primeira parte das pesquisa \u00e9 o que o pesquisador chama de preparar o f\u00f3ssil. \u201cNessa etapa, vamos remover a rocha em volta dos ossos, sem danific\u00e1-los. Para preparar, usamos uma caneta parecida com raspador de dentista ou um equipamento que tira pedacinhos da rocha.\u00a0 \u00c9 um processo demorado, porque precisa de bastante cuidado\u201d, disse Santucci. O processo deve durar cinco anos.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"Image img__fid__29272 img__view_mode__default attr__format__default\" title=\"\" src=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/_agenciabrasil2013\/files\/styles\/interna_pequena\/public\/fotos\/956940-fossil%20%20_0201.jpg?itok=NniDOLSB\" alt=\"O professor e paleont\u00f3logo, Rodrigo Santucci e pesquisadores da Universidade de Bras\u00edlia, come\u00e7aram a estudar o f\u00f3ssil do dinossauro que viveu h\u00e1 cerca de 70 milh\u00f5es de anos no Brasil (Valter Campanato\/Ag\u00eancia Brasil)\" width=\"277\" height=\"160\" \/>Depois que todos os ossos estiverem removidos da rocha, os pesquisadores partem para a an\u00e1lise do material. \u201cQuando todo o f\u00f3ssil estiver limpo, o descrevemos e o comparamos com os outros dinossauros do mesmo grupo que conhecemos. Comparando, podemos dizer se \u00e9 parecida com alguma esp\u00e9cie j\u00e1 conhecida ou se \u00e9 uma nova\u201d, esclareceu.<\/p>\n<p>Para Rodrigo Santucci, ser\u00e3o mais cinco anos para descrever e comparar o f\u00f3ssil com outras esp\u00e9cies de titanossauro<\/p>\n<p>Diversos aspectos do animal s\u00e3o analisados, de modo que o grupo de pesquisadores tenham uma no\u00e7\u00e3o melhor do ambiente em que o titanossauro viveu. Em todo o mundo, s\u00e3o conhecidas 50 esp\u00e9cies desse dinossauro &#8211; dez delas foram descoberta no Brasil. Segundo o pesquisador, h\u00e1 a possibilidade de o f\u00f3ssil de Mar\u00edlia ser uma nova esp\u00e9cie.<\/p>\n<p>O estudo ser\u00e1 encerrado com duas r\u00e9plicas do dinossauro: uma para a UnB e outra para ser exposta no Museu de Paleontologia de Mar\u00edlia. O material ser\u00e1 devolvido e ficar\u00e1 guardado na cole\u00e7\u00e3o do memorial. Impressoras 3D devem ser usadas para o estudo e para a produ\u00e7\u00e3o das r\u00e9plicas.<\/p>\n<p>Santucci acrescentou que a pesquisa de um ser que viveu h\u00e1 milh\u00f5es de anos \u00e9 importante para entender quest\u00f5es atuais, como as consequ\u00eancias de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. \u201cCada pe\u00e7a nova, cada dinossauro novo que a gente coloca nesse quadro para entender o passado, podemos tamb\u00e9m coloc\u00e1-lo no presente. Por exemplo, o efeito que o aquecimento global tem na extin\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o de esp\u00e9cies atuais. Para falar com proprieade sobre o presente, \u00e9 preciso entender o passado\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Os titanossauros eram dinossauros gigantescos, que se alimentavam apenas de plantas. Esses animais tinham pesco\u00e7os e rabos imensos. O pesco\u00e7o podia chegar a 4 metros (m). Todo o corpo do animal tinha, em m\u00e9dia, 15m de comprimento, 2,5m de altura e pesava dez toneladas.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores da Universidade de Bras\u00edlia (UnB) come\u00e7aram este m\u00eas a preparar e estudar o f\u00f3ssil<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":19790,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/fossil_.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/fossil_-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/fossil_-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/fossil_.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/fossil_.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/fossil_.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/fossil_.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/fossil_.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/fossil_.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/fossil_.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Pesquisadores da Universidade de Bras\u00edlia (UnB) come\u00e7aram este m\u00eas a preparar e estudar o f\u00f3ssil","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19787"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19787"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19787\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19790"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19787"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19787"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19787"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}