{"id":19703,"date":"2015-04-20T17:00:13","date_gmt":"2015-04-20T17:00:13","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=19703"},"modified":"2015-04-20T16:03:23","modified_gmt":"2015-04-20T16:03:23","slug":"territorios-educativos-a-rua-como-espaco-de-aprendizado-para-todos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/territorios-educativos-a-rua-como-espaco-de-aprendizado-para-todos\/","title":{"rendered":"Territ\u00f3rios educativos: a rua como espa\u00e7o de aprendizado para todos"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/rua.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-19704\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/rua-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/rua-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/rua.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Por Pedro Nogueira, do Portal Aprendiz<\/p>\n<p>Sem muros, uma escola se abre para a comunidade. Em simbiose com os demais equipamentos da regi\u00e3o, com a rede de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 inf\u00e2ncia, com coletivos art\u00edsticos e organiza\u00e7\u00f5es sociais, os habitantes desse local se articulam para garantir que a rua seja um espa\u00e7o de aprendizado para todas as idades. A ideia de que s\u00f3 \u201cos especialistas\u201d det\u00eam o conhecimento cai por terra e as pessoas que ali vivem adicionam suas experi\u00eancias e saberes na constru\u00e7\u00e3o de um projeto de desenvolvimento local que come\u00e7a, mas n\u00e3o termina, no campo da educa\u00e7\u00e3o. Para al\u00e9m do \u201cSe essa rua fosse minha\u201d, uma proposta: E se esse bairro fosse de todos?<\/p>\n<p>A descri\u00e7\u00e3o acima parece um pouco fantasiosa, mas j\u00e1 \u00e9 realidade em diversas comunidades do Brasil que resolveram assumir sua voca\u00e7\u00e3o educativa e converteram-se em Territ\u00f3rios Educativos.<\/p>\n<p><strong>Mas o que \u00e9 um Territ\u00f3rio Educativo?<\/strong><\/p>\n<p>Para Helena Singer, diretora da Associa\u00e7\u00e3o Cidade Escola Aprendiz e organizadora da Cole\u00e7\u00e3o \u201cTerrit\u00f3rios Educativos \u2013 Experi\u00eancias em Di\u00e1logo com o Bairro-Escola\u201d, que acaba de ser lan\u00e7ada pela Editora Moderna, \u00e9 um lugar que atende a quatro requisitos: possui um projeto educativo para o territ\u00f3rio criado pelas pessoas daquele espa\u00e7o; agrega escolas que reconhecem seu papel transformador e que entendem a cidade como espa\u00e7o de aprendizado; multiplica as oportunidades educativas para todas as idades; articula diferentes setores \u2013 educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, cultura, assist\u00eancia social \u2013 em prol do desenvolvimento local e dos indiv\u00edduos.<\/p>\n<p>Essa no\u00e7\u00e3o \u00e9 reafirmada por Juarez Melga\u00e7o Valadares, docente da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o (FaE) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), para quem o aumento da carga hor\u00e1ria das escolas brasileiras tem dado ainda mais relev\u00e2ncia para a quest\u00e3o do territ\u00f3rio. \u201cN\u00e3o d\u00e1 para manter esses meninos e meninas na escola por 4, 5, 8 ou 10 horas. Temos que refor\u00e7ar a ideia de que a escola tem que explorar os espa\u00e7os da cidade, torn\u00e1-la educadora e abrir novas possibilidades de aprendizagem.\u201d<\/p>\n<p>Em sua opini\u00e3o, enquanto local de pr\u00e1tica e experi\u00eancia, o territ\u00f3rio contempla uma s\u00e9rie de saberes que n\u00e3o podem ser desconsiderados pelos espa\u00e7os educativos em nome da tradi\u00e7\u00e3o do saber escolar-cient\u00edfico. \u201cQuem conhece a regi\u00e3o, domina certos conhecimentos, hist\u00f3rias e culturas. Se voc\u00ea traz a capoeira para a escola, o folclore, esses saberes populares, voc\u00ea tem outros agenciamentos e o jovem \u00e9 poroso a tudo isso.\u201d<\/p>\n<p>Segundo o professor, a cidade tem espa\u00e7os que s\u00e3o negados a determinados grupos sociais e que precisam ser ocupados e transformados. Essa rela\u00e7\u00e3o gera conflitos e antagonismos que poder\u00e3o ser usados para a transforma\u00e7\u00e3o de preconceitos e da realidade local. O que funciona para o espa\u00e7o p\u00fablico, tamb\u00e9m pode ajudar a escola.<\/p>\n<p>\u201cA sa\u00edda para a escola \u2013 e n\u00e3o digo que \u00e9 f\u00e1cil \u2013 \u00e9 continuar a educar, no entanto, radicalizando esse conceito: aceitando viv\u00eancias e entendendo culturas e processos de sociabilidade. A viv\u00eancia do territ\u00f3rio n\u00e3o se op\u00f5e jamais ao saber escolar. S\u00e3o complementares\u201d, acredita.<\/p>\n<p>Em S\u00e3o Paulo, o <a href=\"http:\/\/educacaointegral.org.br\/experiencias\/comunidade-se-transforma-em-bairro-educador\/\" target=\"_blank\">Bairro Educador Heli\u00f3polis<\/a> \u00e9 um exemplo dessa trajet\u00f3ria, ao congregar, na EMEF Campos Salles, uma pedagogia democr\u00e1tica e aut\u00f4noma com uma profunda liga\u00e7\u00e3o com a comunidade e seus movimentos sociais. Foram-se os muros, abriram-se as portas.<\/p>\n<p>Outros bairros da capital paulista, como Centro, Vila Madalena e Jardim \u00c2ngela \u2013 embora tenham realidades distintas \u2013 compartilham a mesma intencionalidade. Pelo Brasil, Salvador, Rio de Janeiro, Recife, Belo Horizonte, Nova Igua\u00e7u (RJ) e Sorocaba (SP) v\u00eam realizando suas pr\u00f3prias tentativas de transformar o espa\u00e7o comum em curr\u00edculo e j\u00e1 colhem frutos interessantes.<\/p>\n<p>Apesar dos avan\u00e7os Brasil afora, h\u00e1 muito por fazer quando se fala em Territ\u00f3rios Educativos. Do processo de sensibiliza\u00e7\u00e3o das comunidades e escolas, passando pelos gestores p\u00fablicos, \u00e0 incorpora\u00e7\u00e3o efetiva nas pol\u00edticas e programas, esse parece ser um dos grandes desafios para a forma\u00e7\u00e3o de cidad\u00e3os aut\u00f4nomos e comprometidos com a democracia no s\u00e9culo 21.<\/p>\n<p>Para inspirar bairros, escolas e comunidades, conversamos com Helena Singer sobre o tema. Acompanhe a entrevista:<\/p>\n<p><strong>Que fatores caracterizam um territ\u00f3rio? E o que o torna educativo?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Helena Singer:<\/strong> N\u00f3s identificamos o territ\u00f3rio como o conjunto de usos que se fazem de um determinado espa\u00e7o. J\u00e1 o que o caracteriza como educativo s\u00e3o quatro condi\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas: um projeto para que ele seja educativo, criado pelas pessoas dali em um espa\u00e7o participativo de constru\u00e7\u00e3o. Por exemplo, em Heli\u00f3polis, existe o Sol da Paz que se re\u00fane a cada ano e define quais s\u00e3o as prioridades do territ\u00f3rio educador e concilia comunidade e escola.<\/p>\n<p>A segunda condi\u00e7\u00e3o \u00e9 que ele tenha escolas que reconhecem seu papel de transformar um territ\u00f3rio em educativo. N\u00e3o \u00e9 central, mas \u00e9 importante ter uma escola que assume essa voca\u00e7\u00e3o e se reconhece com o territ\u00f3rio, que o v\u00ea como campo de pesquisa, curr\u00edculo, lugar de estudo, que se envolve com as quest\u00f5es locais e prop\u00f5e a ajudar na sua transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Essa postura da escola fortalece os outros dois elementos: que as oportunidades educativas se multipliquem, com agentes que oferecem espa\u00e7os de aprendizados n\u00e3o s\u00f3 para crian\u00e7as, mas tamb\u00e9m para adultos, ao propor processos permanentes de participa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>E o quarto elemento que \u00e9 a rede de prote\u00e7\u00e3o \u2013 formada pela educa\u00e7\u00e3o, desenvolvimento social, sa\u00fade, cultura \u2013 que atendem os jovens e se articulam numa perspectiva integrada, buscando alinhamentos comuns para atender as pessoas daquele territ\u00f3rio e n\u00e3o apenas encaminhando de um servi\u00e7o pro outro.<\/p>\n<p><strong>Neste sentido, muitas vezes \u00e9 necess\u00e1rio que haja uma conson\u00e2ncia de pol\u00edticas p\u00fablicas capazes de dar conta da complexidade de um territ\u00f3rio. Quais pol\u00edticas p\u00fablicas podem incentivar o surgimento e a consolida\u00e7\u00e3o de um Territ\u00f3rio Educativo? Quais s\u00e3os os principais desafios nesse campo?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Helena:<\/strong> S\u00e3o aquelas que se desenham de modo intersetorial, como pol\u00edticas da educa\u00e7\u00e3o que se constroem em parceria com a cultura, o esporte, o lazer e a comunica\u00e7\u00e3o para multiplicar as oportunidades educativas. Claro que a atua\u00e7\u00e3o dos coletivos \u00e9 essencial, mas se o Estado tem uma oportunidade de fortalecer esses \u00e2mbitos, o territ\u00f3rio ganha for\u00e7a. Um bom exemplo s\u00e3o os Pontos de Cultura, que possuem projetos educativos e ficam ainda mais fortes na perspectiva do local onde est\u00e3o inseridos com o Programa Mais Cultura, que prev\u00ea a parceria da escola com o Ponto de Cultura. No campo da prote\u00e7\u00e3o, s\u00e3o exemplares as pol\u00edticas que articulam o conselho tutelar, o posto de sa\u00fade e a vara da inf\u00e2ncia de maneira intersetorial e entendem que o estudante, menino e morador s\u00e3o a mesma pessoa e suas necessidades s\u00e3o vistas de maneira n\u00e3o fragment\u00e1ria.<\/p>\n<p>O principal desafio \u00e9 realizar, na pr\u00e1tica, essa integra\u00e7\u00e3o. Um exemplo dessa dificuldade s\u00e3os os Centros de Educa\u00e7\u00e3o Unificada (CEUs), equipamentos que representariam uma pol\u00edtica integrada da educa\u00e7\u00e3o, do esporte e da cultura, mas que enfrentam in\u00fameros problemas do ponto de vista da gest\u00e3o, justamente porque a l\u00f3gica dos setores \u00e9 fragmentada Por isso, a perspectiva intersetorial deve vir desde o in\u00edcio e pensar o todo da efetiva\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica.<\/p>\n<p><strong>E a comunidade nesse processo?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Helena:<\/strong> Ela \u00e9 a grande protagonista. O Territ\u00f3rio Educativo s\u00f3 se consolida se a comunidade estiver com vontade de fazer. Quando falamos em comunidade, a entendemos no sentido amplo, sem excluir a escola, os agentes da sa\u00fade, da cultura etc.<\/p>\n<p><strong>De que maneira a escola se torna um agente na constitui\u00e7\u00e3o de um Territ\u00f3rio Educativo?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Helena:<\/strong> A escola \u00e9 um agente quando ela toma conhecimento de quais s\u00e3o as quest\u00f5es sociais e culturais do territ\u00f3rio e se pergunta: quem s\u00e3o as crian\u00e7as e os jovens? Como vivem? Qual \u00e9 a cultura da fam\u00edlia? Do bairro? Qual \u00e9 o meu papel como institui\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria de sistematiza\u00e7\u00e3o do conhecimento na comunidade? Para mim, esses s\u00e3o os pontos de partida. Ela vai se consolidar como um agente quando a cultura da escola e seu plano de ensino se constroem a partir dessas perguntas.<\/p>\n<p><strong>A Cidade Educadora \u00e9 a somat\u00f3ria de territ\u00f3rios educativos?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Helena:<\/strong> N\u00e3o. Uma Cidade Educadora possui territ\u00f3rios educativos, sem d\u00favida, mas a pol\u00edtica urbana como um todo tem que ser pensada numa perspectiva educadora. Isso se d\u00e1 quando os grandes marcos referencias da cidade, como o Plano Diretor Estrat\u00e9gico e o Plano Municipal de Educa\u00e7\u00e3o j\u00e1 s\u00e3o concebidos juntos, integrados e em di\u00e1logo para que todas as pol\u00edticas da cidade se desenhem na perspectiva da Cidade Educadora.<\/p>\n<p>Para ilustrar, um exemplo absurdo: digamos que numa cidade todos seus territ\u00f3rios s\u00e3o educativos, mas o transporte p\u00fablico \u00e9 p\u00e9ssimo e as pessoas n\u00e3o circulam na cidade. Quer dizer, sem pol\u00edticas que privilegiem a pessoa e n\u00e3o o autom\u00f3vel, que garantam o usufruto da cidade para todos, n\u00e3o d\u00e1 para dizer que a cidade \u00e9 educadora.<\/p>\n<p><strong>Com isso em mente, gostar\u00edamos que voc\u00ea avaliasse a import\u00e2ncia em se falar de Cidade Educadora, Bairro-escola e Territ\u00f3rios Educativos no pa\u00eds e na cidade que temos hoje. O que esses conceitos apontam para o nosso futuro?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Helena:<\/strong> A import\u00e2ncia disso hoje \u00e9 expressa em v\u00e1rias pautas que s\u00e3o consideradas priorit\u00e1rias no Brasil e no mundo, como o reconhecimento do indiv\u00edduo e a forma\u00e7\u00e3o de cidad\u00e3os aut\u00f4nomos e comprometidos com a democracia. Est\u00e1 bem claro que a escola sozinha \u00e9 incapaz de fazer isso, por isso, acreditamos que h\u00e1 a necessidade de articular v\u00e1rios setores para garantir os objetivos da educa\u00e7\u00e3o. H\u00e1 tamb\u00e9m pautas mais atuais, como o enfrentamento dos grandes desafios ambientais \u2013 que nos indicam que \u00e9 preciso um reposicionamento da pol\u00edtica, mas sobretudo das atitudes das pessoas, da participa\u00e7\u00e3o no processo de tomada de decis\u00e3o e focando-se mais no desenvolvimento local, que pode garantir uma sustentabilidade maior do que em grandes vis\u00f5es desenvolvimentistas. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m h\u00e1 um forte di\u00e1logo com a quest\u00e3o do direito \u00e0 cidade, que no contexto urbano v\u00eam ganhando for\u00e7a e tem forte conex\u00e3o com a perspectiva dos territ\u00f3rios educativos. Quando se fala em priorizar pessoas no lugar de autom\u00f3veis e f\u00e1bricas, estamos falando de Territ\u00f3rios Educativos e Cidades Educadoras.<\/p>\n<p><strong>Quais s\u00e3o as refer\u00eancias te\u00f3ricas e paradigmas que alicer\u00e7am essas reflex\u00f5es?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Helena:<\/strong> Certamente falamos de um novo paradigma, de supera\u00e7\u00e3o de uma vis\u00e3o \u00fanica, iluminista da hist\u00f3ria, que acredita que a raz\u00e3o e o progresso levariam necessariamente \u00e0 melhoria das condi\u00e7\u00f5es de vida das pessoas. No entanto, temos percebido, desde a Segunda Guerra Mundial, que n\u00e3o \u00e9 por a\u00ed. Temos buscado outras ideias, novos paradigmas que deem mais poder e \u00eanfase para a produ\u00e7\u00e3o e agentes locais, territ\u00f3rios e para uma transforma\u00e7\u00e3o da vida que vem da vida. Falamos de uma mudan\u00e7a que n\u00e3o acontece s\u00f3 ap\u00f3s uma revolu\u00e7\u00e3o, mas que come\u00e7a em cada um, cada pol\u00edtica, cada grupo que \u00e9 capaz de transformar parte da vida e, com isso, seu mundo. Acho que neste sentido, Boaventura de Souza Santos e Milton Santos s\u00e3o nomes muito importantes.<\/p>\n<p><strong>E no campo da educa\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Helena:<\/strong> Muitos dos grandes nomes da educa\u00e7\u00e3o brasileira j\u00e1 falaram sobre educa\u00e7\u00e3o e sociedade: An\u00edsio Teixeira, M\u00e1rio de Andrade e Paulo Freire s\u00e3o autores que sempre falaram que a educa\u00e7\u00e3o sozinha dentro da escola n\u00e3o \u00e9 a educa\u00e7\u00e3o que muda o mundo e que a gente tem que entender as pessoas, seus contextos e a educa\u00e7\u00e3o como um conjunto de processos que envolve a pessoa durante todo seu desenvolvimento. Essa vis\u00e3o integrada est\u00e1 presente na obra de todos esses autores.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Pedro Nogueira, do Portal Aprendiz Sem muros, uma escola se abre para a comunidade.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":19704,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/rua.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/rua-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/rua-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/rua.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/rua.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/rua.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/rua.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/rua.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/rua.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/rua.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Por Pedro Nogueira, do Portal Aprendiz Sem muros, uma escola se abre para a comunidade.","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19703"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19703"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19703\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19704"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19703"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19703"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19703"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}