{"id":19612,"date":"2015-04-18T18:38:54","date_gmt":"2015-04-18T18:38:54","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=19612"},"modified":"2015-04-18T18:38:54","modified_gmt":"2015-04-18T18:38:54","slug":"tg-vai-ao-ceara-e-encontra-especies-raras-e-ameacadas-de-extincao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/tg-vai-ao-ceara-e-encontra-especies-raras-e-ameacadas-de-extincao\/","title":{"rendered":"TG vai ao Cear\u00e1 e encontra esp\u00e9cies raras e amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"wm-poster-image\" src=\"http:\/\/s02.video.glbimg.com\/x360\/4113805.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"360\" \/><\/p>\n<p>O Terra da Gente deste s\u00e1bado (18\/4) chega ao Cear\u00e1. Na companhia do rep\u00f3rter Paulo Augusto e do rep\u00f3rter cinematogr\u00e1fico Pedro Santana, o telespectador segue mar adentro em busca de peixes-bois-marinhos e conhece um projeto que tem como miss\u00e3o proteger os filhotes da esp\u00e9cie. No munic\u00edpio de Icapu\u00ed, \u00e9 preciso acordar muito cedo para encontrar o \u201cp\u00e1ssaro da lua\u201d, uma ave com f\u00f4lego de atleta e tantas horas de voo que fazem inveja a muitos pilotos de carreira. E por falar em aves, a equipe se lan\u00e7a a uma exaustiva caminhada morro acima e tamb\u00e9m percorre muitos quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia para ver o periquito-cara-suja. A esp\u00e9cie amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o ganha nova chance de sobreviv\u00eancia gra\u00e7as a uma iniciativa que trata de proteger os filhotes em ninhos artificiais. E ainda: o pequeno Marcos, de 10 anos, que encanta os visitantes com um dom muito especial: canta como os passarinhos. Na Hora do Rancho, uma saborosa receita cearense: moqueca de b\u00fazios.<br \/>\n<strong>TG 852<\/strong><br \/>\n<strong>Nova chance para o peixe-boi-marinho<\/strong><\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-300\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"peixe-boi-marinho (Foto: Paulo Santana\/TG)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/En8z4YwmAkfs83PvMYfFi5-cDSU=\/300x225\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2015\/04\/15\/still0415_000577.jpg\" alt=\"peixe-boi-marinho (Foto: Paulo Santana\/TG)\" width=\"639\" height=\"479\" \/><\/div>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-300\"><strong>Peixe-boi-marinho (Foto: Paulo Santana\/TG)<\/strong><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nas \u00e1guas claras, moram gigantes solit\u00e1rios com jeito de peixe e cara de boi. Jo\u00e3o Batista, pescador experiente, define: \u201cN\u00e3o \u00e9 nem peixe nem boi. \u00c9 um mam\u00edfero que vive na \u00e1gua. D\u00e1 leite que nem um animal que vive na terra.\u201d E \u00e9 na praia de Picos, litoral leste do Cear\u00e1, que os animais costumam aparecer. Pela condi\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica, o local se tornou ponto de observa\u00e7\u00e3o de pesquisadores. Mas para ver os peixes-bois-marinhos de perto \u00e9 preciso entrar no mar. Para isso, os rep\u00f3rteres do Terra da Gente contam com o pescador Raimundo Oliveira da Silva que leva a equipe cinco quil\u00f4metros mar adentro ao encontro do animal.<br \/>\nO pesado peixe-boi-marinho n\u00e3o tem dificuldade para dominar as ondas e fugir. Avist\u00e1-lo requer aten\u00e7\u00e3o. Depois de alguns minutos navegando pela costa, Oliveira aponta o primeiro exemplar e o rep\u00f3rter Paulo Augusto tenta uma aproxima\u00e7\u00e3o. Alguns minutos depois, outros peixes-bois aparecem. Sinal de que est\u00e3o na \u00e1rea. Em aproximadamente 30 minutos, a equipe viu pelo menos oito animais.<br \/>\nApesar do nome, o animal n\u00e3o tem nada de peixe ou boi. Acreditem, \u00e9 parente do elefante! Podem chegar a quatro metros de comprimento e pesar at\u00e9 700 quilos. Mas todo o tamanho n\u00e3o lhes garante sobreviv\u00eancia. Ca\u00e7ados indiscriminadamente, os peixes-bois enfrentam um problema igualmente preocupante. Impossibilitados de acompanhar as m\u00e3es, muitos filhotes acabam encalhados na areia. Depois de muito nadar, morrem na praia.<br \/>\nQuando resgatados, os filhotes s\u00e3o encaminhados \u00e0 Ong cearense Aquasis. Alguns chegam t\u00e3o pequenos que sequer conseguem nadar. Atualmente, nove filhotes recebem tratamento especial. Os bebez\u00f5es, cheios de apetite, bebem cinco litros de leite por dia. Tamb\u00e9m desfrutam um lanchinho \u00e0 base de alface e couve. Sem data para voltar para a casa, a \u00e1gua salgada com a qual os filhotes t\u00eam contato, por enquanto, \u00e9 apenas a dos tanques.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-300\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"periquito-cara-suja -Cear\u00e1 (Foto: Paulo Santana\/TG)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/hCIqvWQn3VfFB3U4EzKZbi0J_qU=\/300x225\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2015\/04\/15\/still0415_00040.jpg\" alt=\"periquito-cara-suja -Cear\u00e1 (Foto: Paulo Santana\/TG)\" width=\"639\" height=\"479\" \/><\/div>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-300\"><strong>Periquito-cara-suja (Foto: Paulo Santana\/TG)<\/strong><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>P\u00e1ssaro da lua tem f\u00f4lego de atleta<\/strong><\/p>\n<p>No munic\u00edpio mais oriental do estado do Cear\u00e1, a vida segue no ritmo das ondas. Os barcos s\u00e3o a alegria do lugar e d\u00e3o nome \u00e0 cidade de Icapu\u00ed, que significa \u201ccanoa veloz\u201d. Um dos respons\u00e1veis pela constru\u00e7\u00e3o das embarca\u00e7\u00f5es \u00e9 um experiente marceneiro que diz ter feito um pouco de tudo na vida. Foi at\u00e9 cantor e por causa da m\u00fasica ganhou o apelido de Shalal\u00e1. Na marcenaria ao ar livre, \u00e0 beira do mar, servi\u00e7o n\u00e3o lhe falta. Shalal\u00e1 corta, lixa e prega. E aos poucos uma jangada vai tomando forma.<br \/>\nA cordialidade \u00e9 outra marca do lugar. Nada de cafezinho, que n\u00e3o combina com o calor da regi\u00e3o. Vai bem a \u00e1gua de coco que Shalal\u00e1 traz para a equipe. Neste recanto de tranquilidade, os rep\u00f3rteres esperam o Sol se por, para que a Lua passe a guiar a aventura. Madrugada ainda, os rep\u00f3rteres Paulo Augusto e Pedro Santana est\u00e3o prontos para sair em busca do \u201cp\u00e1ssaro da lua\u201d. Apesar do nome, a ave n\u00e3o tem h\u00e1bitos noturnos.<br \/>\nMadrugar realmente vale a pena para encontrar o \u201cp\u00e1ssaro da lua\u201d ou ma\u00e7arico-de-papo-vermelho. Com f\u00f4lego de atleta, a ave migra enormes dist\u00e2ncias entre os hemisf\u00e9rios Norte e Sul, com pouqu\u00edssimas paradas. Alguns exemplares, anilhados por pesquisadores americanos, tiveram os trajetos medidos e, de acordo com os estudiosos, as dist\u00e2ncias percorridas pelas aves eram compar\u00e1veis \u00e0s que existem entre a Terra e a Lua. Por isso o nome \u201cp\u00e1ssaro da lua\u201d.<br \/>\nNa companhia do bi\u00f3logo Alberto Campos, do projeto Aquasis, a equipe do Terra do Gente encontra um pequeno grupo de \u201cp\u00e1ssaros da lua\u201d. Para Campos, as aves est\u00e3o a um passo de entrar para a lista das amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-300\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"periquito-cara-suja (Foto: Pedro Santana\/TG)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/OWCibBV-5kKIGzb_dfsI2mSoneA=\/300x225\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2015\/04\/17\/still0417_00033.jpg\" alt=\"periquito-cara-suja (Foto: Pedro Santana\/TG)\" width=\"639\" height=\"479\" \/><\/div>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-300\"><strong>Ninho para ocara-suja (Foto: Pedro Santana\/TG)<\/strong><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Casa nova para o periquito-cara-suja<\/strong><\/p>\n<p>No centro do estado do Cear\u00e1, entre os morros imponentes das cidades de Quixad\u00e1 e Ibaretama, um arco-\u00edris se forma. No fim, n\u00e3o h\u00e1 um pote de ouro, mas algo muito valioso: uma regi\u00e3o rica em esp\u00e9cies e boas hist\u00f3rias, como a do canto que j\u00e1 foi muito ouvido, mas hoje \u00e9 cada vez mais raro. Por essas bandas, dificilmente se ouve o periquito-cara-suja. Mas nem tudo est\u00e1 perdido. Recentemente, uma equipe de bi\u00f3logos teve o privil\u00e9gio de ouvir o canto novamente. E fizeram mais: encontraram um ninho da ave.<br \/>\nA equipe do TG acompanha os bi\u00f3logos at\u00e9 onde foi avistado o \u00faltimo bando de periquitos na regi\u00e3o. A caminhada, 200 metros morro acima, leva ao ref\u00fagio das aves. Paulo Augusto e Pedro Santana enfrentam um labirinto de pedras, conhecido como Furna da On\u00e7a. Um pouco de contorcionismo ajuda a passar entre as fendas. Mas se quiserem chegar ao periquito-cara-suja, precisam escalar encostas escorregadias.<br \/>\nEscondidos nas alturas, os donos da casa n\u00e3o s\u00e3o receptivos e n\u00e3o aparecem para receber visita. O jeito \u00e9 seguir por mais cem quil\u00f4metros de viagem. Mas isso fica para o dia seguinte.<br \/>\nMal o dia raiou e a equipe do TG j\u00e1 est\u00e1 na estrada. O destino agora \u00e9 a Serra de Baturit\u00e9. Depois do asfalto, a estrada de pedras leva ao endere\u00e7o da tranquilidade. Na pequena Pacoti, o projeto da Aquasis tenta salvar os periquitos-cara-suja.<br \/>\nA esp\u00e9cie faz ninho em troncos de \u00e1rvores. N\u00e3o \u00e9 um construtor e vive de aluguel, esperando que um pica-pau fa\u00e7a um buraco para depois instalar o ninho. No \u201cmercado imobili\u00e1rio na mata\u201d, o periquito-cara-suja disputa espa\u00e7o com outras aves, ratos e at\u00e9 abelhas. E sem um lar, n\u00e3o h\u00e1 como criar os filhotes. Foi ent\u00e3o que os pesquisadores tiveram a ideia de construir a casa pr\u00f3pria dos periquitos.<br \/>\nEm cerca de 40 caixas-ninhos espalhadas pela regi\u00e3o nasceram mais de 300 filhotes. H\u00e1 cinco anos, no in\u00edcio do projeto, a estimativa era que existissem apenas 250 aves. Com os ninhos artificiais, o n\u00famero dobrou e a ave tem nova chance de sobreviver.<\/p>\n<p><strong>Programa Terra da Gente*<\/strong><br \/>\nRua Regina Nogueira, 120 \u2013 Jardim S\u00e3o Gabriel \u2013 Campinas \u2013 SP \u2013 CEP: 13.045-900 \u2013 Telefones: (19) 3776-6488\/ 3776-6460 e 3776-6593.<\/p>\n<p>*O programa Terra da Gente \u00e9 exibido pelas seguintes emissoras: EPTV (Campinas, Ribeir\u00e3o Preto, S\u00e3o Carlos e Varginha-MG); TV Di\u00e1rio (Mogi das Cruzes, SP); TV Centro Am\u00e9rica (Cuiab\u00e1, MT); TV Centro Am\u00e9rica Sul (Rondon\u00f3polis, MT); TV Centro Am\u00e9rica Norte (Sinop, MT); TV Terra (Tangar\u00e1 da Serra, MT); TV Morena (Campo Grande, MS); TV Sul Am\u00e9rica (Ponta Por\u00e3, MS); TV Cidade Branca (Corumb\u00e1, MS); TV Asa Branca (Caruaru, PE) e TV Tapaj\u00f3s (Santar\u00e9m, PA). Sobre dias e hor\u00e1rios, consultar a programa\u00e7\u00e3o da emissora local. O Terra da Gente \u00e9 exibido tamb\u00e9m para todo o Brasil, aos domingos, \u00e0s 7h, via antena parab\u00f3lica (o canal Superstation da Globo) e para 116 pa\u00edses dos 5 continentes pelo Canal Internacional da Globo.<\/p>\n<p>Fonte: Terra da Gente<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Terra da Gente deste s\u00e1bado (18\/4) chega ao Cear\u00e1. 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