{"id":19586,"date":"2015-04-18T14:39:01","date_gmt":"2015-04-18T14:39:01","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=19586"},"modified":"2015-04-18T14:39:01","modified_gmt":"2015-04-18T14:39:01","slug":"america-latina-tem-potencial-maior-de-expansao-da-bioenergia-diz-relatorio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/america-latina-tem-potencial-maior-de-expansao-da-bioenergia-diz-relatorio\/","title":{"rendered":"Am\u00e9rica Latina tem potencial maior de expans\u00e3o da bioenergia, diz relat\u00f3rio"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/evento_bionergia.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-19587\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/evento_bionergia-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/evento_bionergia-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/evento_bionergia.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A bioenergia pode chegar a prover um quarto da energia mundial at\u00e9 2050, reduzindo poluentes e a emiss\u00e3o de gases do efeito estufa e promovendo desenvolvimento sustent\u00e1vel, entre outros benef\u00edcios econ\u00f4micos e sociais.<\/p>\n<p>O conhecimento cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico pelo qual esses potenciais podem ser desenvolvidos foi compilado no relat\u00f3rio internacional <i>Bioenergy &amp; Sustainability: bridging the gaps<\/i>, uma iniciativa da FAPESP com o Comit\u00ea Cient\u00edfico para Problemas do Ambiente (Scope, na sigla em ingl\u00eas), ag\u00eancia intergovernamental associada \u00e0 Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e a Cultura (Unesco).<\/p>\n<p>Lan\u00e7ado na FAPESP na ter\u00e7a-feira, 14\/04, durante mesa-redonda sobre Bioenergia e Sustentabilidade, o relat\u00f3rio dever\u00e1 ser utilizado para subsidiar pol\u00edticas do governo do Estado de S\u00e3o Paulo para o setor, disse Arnaldo Jardim, secret\u00e1rio estadual de Agricultura e Abastecimento.<\/p>\n<p>\u201cEsse trabalho representa o estado da arte da bioenergia, uma fronteira muito cara a S\u00e3o Paulo. O governador Geraldo Alckmin tem tratado o tema como de extrema import\u00e2ncia para o futuro da agricultura, setor fundamental para o desenvolvimento econ\u00f4mico do estado. Todo esse conhecimento compilado precisa ser incorporado a pol\u00edticas p\u00fablicas e utilizado para orientar iniciativas privadas de empreendedorismo, colocando-se como refer\u00eancia para a cidadania ambiental de que precisamos\u201d, declarou Jardim \u00e0 <b>Ag\u00eancia FAPESP<\/b>.<\/p>\n<p>A publica\u00e7\u00e3o \u00e9 resultado do trabalho de 137 especialistas de 24 pa\u00edses, recrutados em 82 institui\u00e7\u00f5es e coordenados por pesquisadores dos programas FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN), Pesquisas em Caracteriza\u00e7\u00e3o, Conserva\u00e7\u00e3o, Restaura\u00e7\u00e3o e Uso Sustent\u00e1vel da Biodiversidade (BIOTA) e Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas Globais (PFPMCG).<\/p>\n<p>\u201cAl\u00e9m de ser considerada uma alternativa valiosa do ponto de vista da efici\u00eancia e da seguran\u00e7a, a bioenergia traz importantes contribui\u00e7\u00f5es no n\u00edvel geopol\u00edtico por ser um recurso flex\u00edvel e sustent\u00e1vel, contribuindo tamb\u00e9m para a mitiga\u00e7\u00e3o das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Essas e outras vantagens da produ\u00e7\u00e3o adequada de bioenergia s\u00e3o abordadas no relat\u00f3rio de forma aprofundada e cientificamente embasada\u201d, declarou Glaucia Mendes Souza, membro da coordena\u00e7\u00e3o do BIOEN e coeditora da publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A orienta\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas que desenvolvam o setor da bioenergia de forma sustent\u00e1vel \u00e9 um dos objetivos da FAPESP na iniciativa, declarou na ocasi\u00e3o Celso Lafer, presidente da Funda\u00e7\u00e3o. \u201cO fato de o trabalho ter sido coordenado por pesquisadores ligados a importantes programas da FAPESP evidencia a preocupa\u00e7\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o com o desenvolvimento sustent\u00e1vel e com a participa\u00e7\u00e3o multidisciplinar da ci\u00eancia na formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas.\u201d<\/p>\n<p>Jon Samseth, presidente do Scope, atribuiu a relev\u00e2ncia do relat\u00f3rio para o desenvolvimento da bioenergia ao papel desempenhado pelo Brasil no setor e na comunidade cient\u00edfica internacional. \u201cO Brasil conta com as energias renov\u00e1veis para suprir 41% das suas necessidades energ\u00e9ticas e com uma comunidade cient\u00edfica forte e cada vez mais relevante globalmente. Em torno dessa capacidade foi engajado um conjunto de especialistas de diversas \u00e1reas da ci\u00eancia e regi\u00f5es do mundo, resultando em um esfor\u00e7o sem precedentes para concentrar em uma \u00fanica publica\u00e7\u00e3o todo o conhecimento dispon\u00edvel em bioenergia.\u201d<\/p>\n<p>O desenvolvimento da iniciativa privada tamb\u00e9m n\u00e3o pode prescindir do conhecimento cient\u00edfico apresentado pelo relat\u00f3rio, declarou no simp\u00f3sio de lan\u00e7amento Elizabeth Farina, presidente da Uni\u00e3o da Ind\u00fastria de Cana-de-a\u00e7\u00facar (Unica), que falou sobre a import\u00e2ncia da bioenergia em curto prazo para a ind\u00fastria, os biocombust\u00edveis l\u00edquidos e a bioeletricidade.<\/p>\n<p>\u201cTrata-se de um comp\u00eandio de informa\u00e7\u00f5es cientificamente bem fundamentadas, essencial para que a ind\u00fastria possa discutir uma agenda de pol\u00edticas p\u00fablicas e alternativas, especialmente considerando o compromisso global de reduzir a emiss\u00e3o de gases do efeito estufa. Al\u00e9m de produzir de maneira criativa e sustent\u00e1vel, o desenvolvimento da efici\u00eancia energ\u00e9tica \u00e9 um elemento importante para a competitividade da bioenergia\u201d, disse Farina.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/rxwjMnmOrhk\" width=\"640\" height=\"360\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p><b>Expans\u00e3o<\/b><\/p>\n<p>O simp\u00f3sio de lan\u00e7amento do <i>Bioenergy &amp; Sustainability: bridging the gaps<\/i> na FAPESP contou com palestras de editores e autores da publica\u00e7\u00e3o e pesquisadores convidados que destacaram, entre outras conclus\u00f5es do relat\u00f3rio, o potencial latino-americano para expans\u00e3o do setor.<\/p>\n<p>\u201cA disponibilidade de terras para produ\u00e7\u00e3o de bioenergia est\u00e1 concentrada na Am\u00e9rica Latina e na \u00c1frica Subsaariana, regi\u00f5es cujas terras est\u00e3o sendo utilizadas predominantemente, e em baixa intensidade, como pasto animal\u201d, disse Glaucia Mendes Souza.<\/p>\n<p>De acordo com Luiz Augusto Horta Nogueira, da Universidade Federal de Itajub\u00e1 (Unifei), um dos editores associados e coautor de diversos cap\u00edtulos do relat\u00f3rio, a Am\u00e9rica Latina e o Caribe apresentam excelentes condi\u00e7\u00f5es para a produ\u00e7\u00e3o de bioenergia.<\/p>\n<p>\u201cCerca de 360 milh\u00f5es de hectares de terras aptas para a agricultura de sequeiro est\u00e3o dispon\u00edveis na regi\u00e3o, o que corresponde a 37% do total mundial e mais de tr\u00eas vezes a \u00e1rea necess\u00e1ria para atender \u00e0s necessidades alimentares do mundo. Se geridos de forma adequada e com a ado\u00e7\u00e3o de processos eficientes, 20% dessa \u00e1rea poderia produzir anualmente 24 exajoules (EJ) de biocombust\u00edveis l\u00edquidos, o equivalente a 11 milh\u00f5es de barris de petr\u00f3leo por dia, mais do que a produ\u00e7\u00e3o atual dos Estados Unidos ou da Ar\u00e1bia Saudita.\u201d<\/p>\n<p>Horta Nogueira lembrou que a expans\u00e3o do setor na regi\u00e3o ocorre h\u00e1 algum tempo. \u201cDesde a d\u00e9cada de 1980 v\u00e1rios pa\u00edses latino-americanos t\u00eam promovido a produ\u00e7\u00e3o e o uso de biocombust\u00edveis. Brasil, Argentina,\u00a0Uruguai, Col\u00f4mbia, Costa Rica, Equador, Honduras, Jamaica, Panam\u00e1 e Peru introduziram pol\u00edticas para o etanol e o biodiesel. Programas de produ\u00e7\u00e3o de bioeletricidade e biog\u00e1s tamb\u00e9m foram implementados e v\u00e1rias na\u00e7\u00f5es est\u00e3o produzindo biocombust\u00edveis l\u00edquidos. A relev\u00e2ncia dessa produ\u00e7\u00e3o depende do mercado dom\u00e9stico.\u201d<\/p>\n<p>Ainda de acordo com o pesquisador, a bioenergia moderna est\u00e1 se expandindo na Am\u00e9rica Latina e no Caribe. \u201cA produ\u00e7\u00e3o est\u00e1 aumentando, h\u00e1 avan\u00e7os no marco regulat\u00f3rio, novos projetos v\u00eam sendo implementados e o uso de biocombust\u00edveis est\u00e1 crescendo\u201d, declarou. No entanto, ainda existem desafios a serem superados para desenvolver a bioenergia de forma sustent\u00e1vel nos pa\u00edses da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 preciso superar a falta de informa\u00e7\u00e3o sobre os impactos e os benef\u00edcios da bioenergia e os desequil\u00edbrios do mercado, uma tarefa dif\u00edcil em tempos de petr\u00f3leo barato. \u00c9 preciso estabelecer regimes fiscais equilibrados e est\u00e1veis, bem como mecanismos de fixa\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os justos para promover mercados de bioenergia\u201d, destacou.<\/p>\n<p>Embora apresentando boas condi\u00e7\u00f5es para a produ\u00e7\u00e3o de etanol suficiente para atender o consumo potencial interno, programas de biocombust\u00edveis n\u00e3o avan\u00e7aram no M\u00e9xico e no Panam\u00e1 devido a distor\u00e7\u00f5es de pre\u00e7os e falhas de gest\u00e3o. Esse e outros casos s\u00e3o apresentados no relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>\u201cO conhecimento organizado e discutido no <i>Bioenergy &amp; Sustainability<\/i> se apresenta, nesse sentido, como uma importante fonte de informa\u00e7\u00e3o de qualidade, com orienta\u00e7\u00f5es e perspectivas adequadas para pol\u00edticas p\u00fablicas eficazes em bioenergia\u201d, disse Horta Nogueira.<\/p>\n<p><b>Seguran\u00e7a<\/b><\/p>\n<p>De acordo com o relat\u00f3rio, combinar de forma harm\u00f4nica a silvicultura com pol\u00edticas agr\u00edcolas \u00e9 fundamental para a produ\u00e7\u00e3o e o fornecimento sustent\u00e1vel da bioenergia por meio da integra\u00e7\u00e3o de terras agr\u00edcolas e florestas e pastagens, de maneira que n\u00e3o comprometa a produ\u00e7\u00e3o de alimentos ou ecossistemas. A publica\u00e7\u00e3o traz uma s\u00e9rie de orienta\u00e7\u00f5es quanto \u00e0 seguran\u00e7a alimentar, energ\u00e9tica e clim\u00e1tica da bioenergia.<\/p>\n<p>Paulo Artaxo, do Instituto de F\u00edsica da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e coautor do relat\u00f3rio, destacou no lan\u00e7amento aspectos relacionados \u00e0 seguran\u00e7a clim\u00e1tica da bioenergia e seu papel para uma matriz energ\u00e9tica sustent\u00e1vel diante de diversos desafios contempor\u00e2neos, como as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>\u201cOs n\u00edveis do aquecimento global, superiores a 2\u00baC, resultar\u00e3o em impactos significativos e adversos sobre a biodiversidade, os ecossistemas naturais, o abastecimento de \u00e1gua, a produ\u00e7\u00e3o de alimentos e a sa\u00fade. Quaisquer impactos potenciais de bioenergia devem ser encarados neste contexto\u201d, enfatizou.<\/p>\n<p>De acordo com Artaxo, a bioenergia \u00e9 fundamental para a seguran\u00e7a ambiental e a mitiga\u00e7\u00e3o das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>\u201cA bioenergia pode ser economicamente ben\u00e9fica, por exemplo, por possibilitar o aumento e a diversifica\u00e7\u00e3o dos rendimentos agr\u00edcolas e o crescimento do emprego rural por meio da produ\u00e7\u00e3o de biocombust\u00edveis para uso dom\u00e9stico ou mercados de exporta\u00e7\u00e3o. Culturas bioenerg\u00e9ticas adequadamente gerenciadas podem ajudar a manter a qualidade do solo e at\u00e9 mesmo resultar em ac\u00famulo de carbono, reduzindo assim a emiss\u00e3o de CO2\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Mas o pesquisador ponderou que, apesar de a bioenergia desempenhar um papel importante para a mitiga\u00e7\u00e3o, h\u00e1 quest\u00f5es a serem consideradas quanto \u00e0 sustentabilidade das pr\u00e1ticas e da efici\u00eancia dos sistemas de bioenergia.<\/p>\n<p>\u201cAs implica\u00e7\u00f5es negativas do uso da terra para a bioenergia podem ser minimizadas pelo aumento da cota de bioenergia derivada da floresta, de planta\u00e7\u00f5es ou res\u00edduos de culturas, pela integra\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o a sistemas de culturas e ao planejamento da paisagem e pela implanta\u00e7\u00e3o de terras marginais ou degradadas, entre outras medidas.\u201d<\/p>\n<p>De acordo com Patricia Osseweijer, da Universidade T\u00e9cnica de Delft, na Holanda, tamb\u00e9m coautora do relat\u00f3rio, mais uma vez a Am\u00e9rica Latina desempenha papel importante na expans\u00e3o sustent\u00e1vel da bioenergia.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o h\u00e1 terra suficiente dispon\u00edvel para a produ\u00e7\u00e3o substancial de bioenergia e alimentos para uma popula\u00e7\u00e3o mundial em crescimento, e a expans\u00e3o ser\u00e1 predominantemente na \u00c1frica Subsaariana e na Am\u00e9rica Latina. Tamb\u00e9m n\u00e3o existe uma rela\u00e7\u00e3o causal inerente entre a produ\u00e7\u00e3o de bioenergia e a inseguran\u00e7a alimentar. Na verdade, a bioenergia pode melhorar os sistemas de produ\u00e7\u00e3o de alimentos e o desenvolvimento econ\u00f4mico rural, estimulando investimentos na produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola em \u00e1reas pobres e fornecendo um sistema de comuta\u00e7\u00e3o din\u00e2mica para produzir energia ou alimento sempre que necess\u00e1rio\u201d, destacou.<\/p>\n<p>Para a pesquisadora, \u00e9 um dever \u00e9tico desenvolver e avaliar pr\u00e1ticas de produ\u00e7\u00e3o de bioenergia e alimentos combinadas especialmente em \u00e1reas pobres e em desenvolvimento. \u201cO relat\u00f3rio apresenta uma s\u00e9rie de cen\u00e1rios e traz orienta\u00e7\u00f5es importantes para que a produ\u00e7\u00e3o de bioenergia cumpra seu potencial de estimular o desenvolvimento rural e a gera\u00e7\u00e3o de emprego, garantir a seguran\u00e7a energ\u00e9tica e o desenvolvimento social.\u201d<\/p>\n<p>Glaucia Mendes Souza lembrou que o relat\u00f3rio apresenta evid\u00eancias de que \u201ca produ\u00e7\u00e3o de bioenergia em \u00e1reas rurais pobres pode ajudar a melhorar o crescimento econ\u00f4mico, o desenvolvimento do mercado da bioeconomia e a seguran\u00e7a alimentar\u201d. No entanto, os benef\u00edcios dependem de pol\u00edticas p\u00fablicas que garantam sustentabilidade e distribui\u00e7\u00e3o igualit\u00e1ria dos benef\u00edcios.<\/p>\n<p>\u201cA ideia de que os biocombust\u00edveis competem com a produ\u00e7\u00e3o de alimentos e poderiam levar a aumento dos pre\u00e7os \u00e9 baseada em suposi\u00e7\u00f5es, n\u00e3o em fatos. O que se est\u00e1 descobrindo, e o relat\u00f3rio apresenta evid\u00eancias disso, \u00e9 que a bioenergia pode ter sinergias ben\u00e9ficas para a produ\u00e7\u00e3o de alimentos, trazendo moderniza\u00e7\u00e3o para a agricultura, poder aquisitivo para regi\u00f5es rurais e emprego onde muitas vezes a \u00fanica fonte de recursos \u00e9 a agricultura de subsist\u00eancia\u201d, disse a pesquisadora.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de Mendes Souza, s\u00e3o editores da publica\u00e7\u00e3o Reynaldo Luiz Vict\u00f3ria, membro da coordena\u00e7\u00e3o do PFPMCG, e Carlos Alfredo Joly e Luciano Martins Verdade, ambos da coordena\u00e7\u00e3o do BIOTA. O relat\u00f3rio passa agora para a fase de dissemina\u00e7\u00e3o dos resultados, com a elabora\u00e7\u00e3o de resumos em que ser\u00e3o destiladas as principais mensagens da publica\u00e7\u00e3o. Est\u00e3o previstos lan\u00e7amentos regionais em S\u00e3o Paulo, Washington, nos Estados Unidos (na sede do Banco Mundial), Bruxelas, na B\u00e9lgica, e Nair\u00f3bi, no Qu\u00eania.<\/p>\n<p>A \u00edntegra do <i>Bioenergy &amp; Sustainability: bridging the gaps<\/i> est\u00e1 dispon\u00edvel para download e leitura on-line em <b><a href=\"http:\/\/bioenfapesp.org\/scopebioenergy\/index.php\" target=\"_blank\">bioenfapesp.org\/scopebioenergy<\/a><\/b>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A bioenergia pode chegar a prover um quarto da energia mundial at\u00e9 2050, reduzindo poluentes<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":19587,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/evento_bionergia.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/evento_bionergia-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/evento_bionergia-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/evento_bionergia.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/evento_bionergia.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/evento_bionergia.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/evento_bionergia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/evento_bionergia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/evento_bionergia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/evento_bionergia.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A bioenergia pode chegar a prover um quarto da energia mundial at\u00e9 2050, reduzindo poluentes","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19586"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19586"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19586\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19587"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19586"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19586"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19586"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}