{"id":19341,"date":"2015-04-14T12:00:34","date_gmt":"2015-04-14T12:00:34","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=19341"},"modified":"2015-04-13T23:21:54","modified_gmt":"2015-04-13T23:21:54","slug":"a-fascinante-historia-da-agua-no-sistema-solar-e-no-universo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/a-fascinante-historia-da-agua-no-sistema-solar-e-no-universo\/","title":{"rendered":"A fascinante hist\u00f3ria da \u00e1gua no Sistema Solar e no Universo"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"intro\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/aguacosmos.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-19342\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/aguacosmos-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/aguacosmos-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/aguacosmos.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>D<\/span>ois \u00e1tomos de hidrog\u00eanio, um de oxig\u00eanio \u2013 elementos qu\u00edmicos que est\u00e3o entre os mais abundantes do Universo. \u00c9 tudo o que a natureza precisa para formar uma mol\u00e9cula da subst\u00e2ncia mais preciosa de todas para qualquer ser vivo que j\u00e1 passou pela face da Terra. Se n\u00e3o fosse a exist\u00eancia de \u00e1gua em nosso planeta, eu n\u00e3o estaria escrevendo este texto, e voc\u00ea tamb\u00e9m n\u00e3o estaria lendo estas palavras. Apesar de ser a chave para a vida como a conhecemos, algo que parece raro no cosmos, os cientistas est\u00e3o cada vez mais certos de que a \u00e1gua \u00e9 incrivelmente comum. Para todos os lugares que olham, eles a encontram: em nuvens moleculares no espa\u00e7o interestelar, em sistemas planet\u00e1rios rec\u00e9m-nascidos, nas atmosferas de exoplanetas gigantes e distantes. Ela est\u00e1 l\u00e1, seja em forma de gelo, de vapor ou de l\u00edquido.<\/p>\n<p>\u201cAs atividades cient\u00edficas da NASA forneceram em anos recentes uma onda de descobertas incr\u00edveis relacionadas com a \u00e1gua, que nos inspiram a continuar investigando nossas origens e as possibilidades fascinantes para outros mundos, e vida, no Universo\u201d, disse a cientista-chefe da ag\u00eancia, Ellen Stofan, em <a href=\"http:\/\/www.jpl.nasa.gov\/news\/news.php?release=2015-119&amp;rn=news.xml&amp;rst=4541\">um comunicado<\/a> intitulado <em>The Solar System and Beyond is Awash in Water<\/em> (o Sistema Solar e al\u00e9m est\u00e3o inundados de \u00e1gua, em tradu\u00e7\u00e3o livre). O texto tra\u00e7a um panorama da presen\u00e7a da \u00e1gua no cosmos, e como ela cria pontes entre mundos que n\u00e3o parecem ter rela\u00e7\u00e3o alguma entre si.<\/p>\n<p>Agora mesmo, ao que tudo indica, oceanos salgados como os nossos podem estar fluindo sob a superf\u00edcie congelada de luas como Enc\u00e9lado e Tit\u00e3, de Saturno, e tamb\u00e9m por baixo da crosta de tr\u00eas sat\u00e9lites de J\u00fapiter: Gan\u00edmedes, Calisto e Europa. Estes surpreendentes mundos aqu\u00e1ticos podem at\u00e9 conter organismos vivos em seus mares subterr\u00e2neos. \u201cDurante nossas vidas, podemos muito bem <a href=\"http:\/\/revistagalileu.globo.com\/Ciencia\/Espaco\/noticia\/2015\/04\/vida-alienigena-deve-ser-encontrada-em-uma-decada-preve-cientista-chefe-da-nasa.html\">finalmente responder se estamos sozinhos<\/a> ou n\u00e3o no Sistema Solar e al\u00e9m\u201d, disse Ellen. Em fevereiro fizemos um v\u00eddeo sobre Europa, que voc\u00ea pode assistir no fim do post.<\/p>\n<p>Mas como as preciosas mol\u00e9culas de H2O vieram parar na Terra? Os pesquisadores acreditam que elas vieram de carona em asteroides e cometas, j\u00e1 que na inf\u00e2ncia do Sistema Solar os planetas rochosos eram quentes demais para abrigar a \u00e1gua em estado l\u00edquido ou s\u00f3lido. Mas, com o passar das eras, elas foram sendo trazidas, e sondas j\u00e1 comprovaram sua presen\u00e7a em lugares t\u00e3o in\u00f3spitos quanto crateras de Merc\u00fario e da Lua.<\/p>\n<p>Hoje tamb\u00e9m sabemos que, em um passado distante, Marte foi um mundo repleto de \u00e1gua l\u00edquida em sua superf\u00edcie, e as condi\u00e7\u00f5es ideais para a vida podiam ser encontradas ali. \u00c9 imposs\u00edvel n\u00e3o se perguntar: para onde foi toda a \u00e1gua? Um pouco dela est\u00e1 congelado nas calotas polares do Planeta Vermelho, e uma outra parcela no subsolo, segundo os cientistas. Eles acham que a antiga atmosfera marciana foi desmanchada pelo vento solar, e que por isso o planeta secou.<\/p>\n<p>Telesc\u00f3pios cada vez mais potentes conseguem observar como a \u00e1gua se comporta em sistemas solares que est\u00e3o se formando \u2013 \u00e9 um pouco como olhar para os primeiros tempos da nossa pr\u00f3pria vizinhan\u00e7a. O telesc\u00f3pio espacial Spitzer, da NASA, flagrou cometas ricos em \u00e1gua bombardeando planetas jovens. A hist\u00f3ria se repete. A busca por exoplanetas pode levar, muito em breve, \u00e0 descoberta de mundos cheios de \u00e1gua, como o nosso. Ou como conclui o excelente artigo da NASA, <a href=\"http:\/\/www.jpl.nasa.gov\/news\/news.php?release=2015-119&amp;rn=news.xml&amp;rst=4541\">que pode ser lido na \u00edntegra, em ingl\u00eas<\/a>:<\/p>\n<p><em>\u201c\u00c9 f\u00e1cil se esquecer que a hist\u00f3ria da \u00e1gua da Terra, de chuvas serenas a rios raivosos, est\u00e1 intimamente conectada com a hist\u00f3ria maior do nosso Sistema Solar e al\u00e9m. Mas nossa \u00e1gua veio de algum lugar \u2013 todos os mundos do nosso Sistema Solar receberam suas \u00e1guas da mesma fonte compartilhada. Ent\u00e3o vale a pena considerar que o pr\u00f3ximo copo de \u00e1gua que voc\u00ea tomar pode, facilmente, ter sido parte de um cometa, ou do oceano de uma lua, ou de um mar na superf\u00edcie de Marte que desapareceu h\u00e1 muito tempo. E note que o c\u00e9u noturno pode estar cheio de exoplanetas formados por processos similares aos do nosso mundo natal, onde ondas suaves banham as praias de mares alien\u00edgenas\u201d.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dois \u00e1tomos de hidrog\u00eanio, um de oxig\u00eanio \u2013 elementos qu\u00edmicos que est\u00e3o entre os mais<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":19342,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/aguacosmos.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/aguacosmos-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/aguacosmos-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/aguacosmos.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/aguacosmos.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/aguacosmos.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/aguacosmos.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/aguacosmos.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/aguacosmos.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/aguacosmos.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Dois \u00e1tomos de hidrog\u00eanio, um de oxig\u00eanio \u2013 elementos qu\u00edmicos que est\u00e3o entre os mais","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19341"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19341"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19341\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19342"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19341"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19341"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19341"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}