{"id":19208,"date":"2015-04-12T12:00:10","date_gmt":"2015-04-12T12:00:10","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=19208"},"modified":"2015-04-11T23:12:02","modified_gmt":"2015-04-11T23:12:02","slug":"pastelaria-chinesa-no-rj-usou-carne-de-cachorro-como-recheio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/pastelaria-chinesa-no-rj-usou-carne-de-cachorro-como-recheio\/","title":{"rendered":"Pastelaria chinesa no RJ usou carne de cachorro como recheio"},"content":{"rendered":"<p class=\"text\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/pastel.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-19210\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/pastel-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/pastel-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/pastel.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Uma investiga\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho do Rio de Janeiro identificou uma pastelaria no Rio de Janeiro onde cachorros que haviam sido mortos a pauladas eram congelados para a produ\u00e7\u00e3o de recheios para past\u00e9is e outros salgados. A lanchonete ficava em Parada de Lucas, na zona norte da capital fluminense, e era comandada por chineses. De acordo com o depoimento do dono do estabelecimento, que j\u00e1 cumpre pena no Complexo de Gericin\u00f3, o uso de carne de c\u00e3es na produ\u00e7\u00e3o de past\u00e9is \u00e9 pr\u00e1tica comum em lanchonetes chinesas espalhadas pela cidade. As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do jornal O Globo.<\/p>\n<p class=\"text\">Em depoimento, o dono da lanchonete chegou a dizer que n\u00e3o sabia que o abate de cachorro era proibido no Brasil. Mais tarde, por\u00e9m, ele admitiu que sabia da ilegalidade e que recolhia os animais nas ruas da zona norte.<\/p>\n<p class=\"text\">Segundo a procuradora Guadalupe Louro Couto, a descoberta foi em 2013 e causou ang\u00fastia em toda equipe de fiscaliza\u00e7\u00e3o. &#8220;J\u00e1 vi muita coisa ruim, principalmente em trabalho que realizei em fazendas do Mato Grosso. Mas o que eu encontrei naquela pastelaria foi o pior de tudo. Para come\u00e7ar, havia uma cela, como se fosse uma cadeia, com grades e cadeado, montada dentro da lanchonete, onde o trabalhador ficava encarcerado. Al\u00e9m disso, ele convivia com o cheiro dos cachorros mortos, que ficavam ao lado dele. Eu n\u00e3o aguentei. Quando senti o cheiro, comecei a passar mal e pedi para sair do estabelecimento. Ao abrirmos as caixas de isopor, vimos os cachorros congelados. Ficamos perplexos. Foram v\u00e1rios crimes cometidos ali&#8221;, disse a procuradora ao jornal.<\/p>\n<p class=\"text\">A pastelaria foi descoberta durante uma opera\u00e7\u00e3o contra o trabalho escravo envolvendo chineses no Rio de Janeiro. A quadrilha investigada \u00e9 acusada de aliciar pessoas na prov\u00edncia de Guagdong e traz\u00ea-las para o Brasil, onde s\u00e3o exploradas em regime de trabalho escravo. Ao todo, tr\u00eas inqu\u00e9ritos que investigam a pr\u00e1tica foram abertos em 2013 e encaminhados \u00e0 Justi\u00e7a Federal. Segundo o jornal, os chineses s\u00e3o convencidos a vir com propostas de sal\u00e1rios de R$ 2 mil, moradia e alimenta\u00e7\u00e3o de gra\u00e7a. Ao chegar, por\u00e9m, eles recebem a not\u00edcia de que v\u00e3o trabalhar por tr\u00eas anos sem receber pagamentos em pastelarias da cidade para cobrir as despesas das passagens a\u00e9reas.<\/p>\n<p class=\"text\">Os chineses que foram libertados devem receber indeniza\u00e7\u00f5es dos ex-patr\u00f5es ap\u00f3s acordo feito com o Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho. Algumas v\u00edtimas, por\u00e9m, foram inclu\u00eddas em programas de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 testemunha por causa de amea\u00e7as.<\/p>\n<p class=\"text\"><strong> Atua\u00e7\u00e3o no aeroporto <\/strong><br \/>\nSegundo a den\u00fancia, a quadrilha tem acesso a \u00e1reas privativas do Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Gale\u00e3o. A Pol\u00edcia Federal, respons\u00e1vel pelo setor de imigra\u00e7\u00e3o, disse que n\u00e3o comenta investiga\u00e7\u00f5es em andamento. Segundo uma das v\u00edtimas, um int\u00e9rprete do consulado chin\u00eas seria um dos comerciantes do esquema. Questionado, o consulado disse que n\u00e3o disponibiliza tradutores para depoimentos \u00e0 pol\u00edcia ou \u00e0 Justi\u00e7a.<\/p>\n<p class=\"text\">O caso da pastelaria em Parada de Lucas foi o que deu in\u00edcio \u00e0s investiga\u00e7\u00f5es em 2013, quando o MPT denunciou o chin\u00eas Van Ruilonc, de 32 anos, dono do estabelecimento. Segundo a v\u00edtima de Ruilonc, ao chegar ao Rio, um homem pegou seus documentos e &#8220;superando as restri\u00e7\u00f5es de imigra\u00e7\u00e3o, promoveu-lhe a entrada em territ\u00f3rio nacional&#8221;. Al\u00e9m de ficar presa, a v\u00edtima recebia pauladas e chibatadas, al\u00e9m de queimaduras com cigarros. Atualmente, o trabalhador est\u00e1 no programa especial de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 testemunha e seu algoz foi condenado a oito anos e seis meses de pris\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"text\">O segundo inqu\u00e9rito foi aberto em 2014, quando o MPT foi informado de que um adolescente chin\u00eas havia fugido de uma pastelaria em Itagua\u00ed. O dono do estabelecimento investigado possuiu mais dez lojas no estado. J\u00e1 a terceira investiga\u00e7\u00e3o, iniciada em abril deste ano, apura suposto caso de trabalho escravo em uma pastelaria de Copacabana. &#8220;O estabelecimento tinha 12 funcion\u00e1rios, dos quais tr\u00eas eram chineses. Eles recebiam tratamento diferente. Ao contr\u00e1rio dos brasileiros, n\u00e3o tinham sal\u00e1rio e trabalhavam todos os dias&#8221;, disse a procuradora Juliana Mobelli.<\/p>\n<p class=\"text\">Os donos dos estabelecimentos devolveram os passaportes dos empregados e se comprometeram a regularizar a situa\u00e7\u00e3o trabalhista.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma investiga\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho do Rio de Janeiro identificou uma pastelaria no<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":19210,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/pastel.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/pastel-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/pastel-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/pastel.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/pastel.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/pastel.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/pastel.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/pastel.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/pastel.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/pastel.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Uma investiga\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho do Rio de Janeiro identificou uma pastelaria no","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19208"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19208"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19208\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19210"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19208"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19208"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19208"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}