{"id":18970,"date":"2015-04-07T18:00:17","date_gmt":"2015-04-07T18:00:17","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=18970"},"modified":"2015-04-06T23:55:24","modified_gmt":"2015-04-06T23:55:24","slug":"quais-efeitos-o-incendio-em-santos-pode-causar-na-saude-e-no-meio-ambiente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/quais-efeitos-o-incendio-em-santos-pode-causar-na-saude-e-no-meio-ambiente\/","title":{"rendered":"Quais efeitos o inc\u00eandio em Santos pode causar na sa\u00fade e no meio ambiente"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/incendio_santos.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-18976\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/incendio_santos-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/incendio_santos-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/incendio_santos.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Por D\u00e9bora Ely<\/p>\n<p>A cortina de fuma\u00e7a preta que cobre parte do c\u00e9u de Santos (SP) deixa apreensivo quem a testemunha. Moradores de bairros vizinhos ao dep\u00f3sito da empresa Ultracargo, cujos tanques com 6 milh\u00f5es de litros de combust\u00edveis cada est\u00e3o em chamas desde quinta-feira, temem os efeitos do inc\u00eandio na sa\u00fade e no meio ambiente. Enquanto isso, a fuligem mancha paredes, e a qualidade do ar se deteriora.<\/p>\n<p>A Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) classificou, nesta segunda-feira, a qualidade do ar na regi\u00e3o do inc\u00eandio como N3-Ruim, em uma escala que vai de N1-Boa a N5-P\u00e9ssima. A libera\u00e7\u00e3o de gases poluentes, resultado da queima de combust\u00edveis como gasolina e etanol, pode causar efeitos imediatos no sistema respirat\u00f3rio. S\u00e3o subst\u00e2ncias que est\u00e3o diariamente na atmosfera em fun\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio uso de ve\u00edculos, por exemplo, mas que apresentam riscos maiores quando a exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 em quantidades expressivas e por longos per\u00edodos.<\/p>\n<p>\u2014 Um acidente deste tipo tem consequ\u00eancias imprevis\u00edveis. N\u00e3o sabemos, por exemplo, quanto tempo essa fuma\u00e7a ficar\u00e1 no ar. Provavelmente, a longo prazo, haver\u00e1 consequ\u00eancia principalmente para quem j\u00e1 tem alguma doen\u00e7a respirat\u00f3ria \u2014 aponta a diretora do Instituto de Toxicologia e Farmacologia da PUCRS, Maria Martha Campos.<\/p>\n<p>O contato com o di\u00f3xido de enxofre \u2014 subst\u00e2ncia resultante da queima de gasolina \u2014 pode causar, de imediato, tosse seca, irrita\u00e7\u00e3o e ard\u00eancia nos olhos, nariz e boca em quem est\u00e1 mais pr\u00f3ximo ao foco do inc\u00eandio. Conforme a pneumologista do Hospital de Cl\u00ednicas Marli Maria Knorsd, o efeito seguinte seria a inflama\u00e7\u00e3o das vias a\u00e9reas e at\u00e9 mesmo falta de ar. Por\u00e9m, ela alerta que as consequ\u00eancias dependem diretamente da intensidade da exposi\u00e7\u00e3o aos gases poluentes. Marli diz, ainda, que estudos mostram o agravamento de problemas cardiovasculares em momentos de picos de polui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u2014 Se a concentra\u00e7\u00e3o (<em>de gases poluentes, como di\u00f3xido de enxofre<\/em>) \u00e9 alta, pode tanto causar doen\u00e7as em quem n\u00e3o tem, quanto novos sintomas em quem j\u00e1 sofre de alguma, como asma ou bronquite. Se a pessoa j\u00e1 tem uma doen\u00e7a respirat\u00f3ria ou card\u00edaca, ela faz parte de um grupo mais suscet\u00edvel \u2014 diz Marli.<\/p>\n<p>Em casos de alta exposi\u00e7\u00e3o, a inala\u00e7\u00e3o dos poluentes pode evoluir para um edema pulmonar e, em quem sofre de doen\u00e7a cardiovascular, causar at\u00e9 um infarto.<\/p>\n<p><strong>Inc\u00eandio causa tamb\u00e9m danos ambientais<\/strong><\/p>\n<p>Conforme a Cetesb, as condi\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas de Santos favorecem a dispers\u00e3o de part\u00edculas \u2014 ou seja, as correntes tamb\u00e9m podem prejudicar o ar de localidades vizinhas. Especialistas alertam que, caso a qualidade piore, moradores mais pr\u00f3ximos devem ser orientados a deixarem as suas casas.<\/p>\n<p>Outro risco diz respeito ao dano ambiental. Um relat\u00f3rio preliminar da Ultracargo aponta que o inc\u00eandio provocou a contamina\u00e7\u00e3o da \u00e1gua do canal do estu\u00e1rio de Santos e pode ser a causa da morte de milhares peixes. &#8220;A \u00e1gua usada para conter as chamas foi despejada no estu\u00e1rio pelo sistema de escoamento da Ultracargo contaminada com combust\u00edvel, provocando altera\u00e7\u00e3o da temperatura e satura\u00e7\u00e3o do oxig\u00eanio, provavelmente causando a morte dos peixes&#8221;, divulgou a Cetesb. Para o coordenador do curso de Engenharia Ambiental da Unisinos, Carlos Alberto Moraes, esse \u00e9 o primeiro de uma s\u00e9rie de poss\u00edveis efeitos decorrentes do acidente.<\/p>\n<p>\u2014 O hidrocarboneto (<em>combust\u00edvel com base no petr\u00f3leo<\/em>) atinge a \u00e1gua, dificulta a luminosidade do c\u00e9u e a transfer\u00eancia de oxig\u00eanio, o que leva rapidamente \u00e0 mortandade de peixes por sufocamento e, tamb\u00e9m, por ficar com o \u00f3leo impregnado na pele \u2014 explica. \u2014 J\u00e1 a quest\u00e3o da fuligem, que com o vento \u00e9 disseminada, pode gerar um aceleramento de corros\u00e3o das esp\u00e9cies nativas, queima das folhas das \u00e1rvores e a pr\u00f3pria gera\u00e7\u00e3o de chuva \u00e1cida decorrente do contato desses gases com a umidade.<\/p>\n<p>O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama) afirmou, por meio de nota, que analistas da equipe de emerg\u00eancias ambientais de S\u00e3o Paulo v\u00eam acompanhando diariamente o acidente, mas que ainda \u00e9 muito cedo para fazer qualquer avalia\u00e7\u00e3o sobre impactos ambientais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por D\u00e9bora Ely A cortina de fuma\u00e7a preta que cobre parte do c\u00e9u de Santos<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":18976,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/incendio_santos.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/incendio_santos-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/incendio_santos-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/incendio_santos.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/incendio_santos.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/incendio_santos.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/incendio_santos.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/incendio_santos.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/incendio_santos.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/incendio_santos.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Por D\u00e9bora Ely A cortina de fuma\u00e7a preta que cobre parte do c\u00e9u de Santos","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18970"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18970"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18970\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18976"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18970"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18970"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18970"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}