{"id":18948,"date":"2015-04-07T13:00:30","date_gmt":"2015-04-07T13:00:30","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=18948"},"modified":"2015-04-06T23:29:53","modified_gmt":"2015-04-06T23:29:53","slug":"cheia-e-desmatamento-fazem-animais-silvestres-migrarem-para-areas-urbanas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/cheia-e-desmatamento-fazem-animais-silvestres-migrarem-para-areas-urbanas\/","title":{"rendered":"Cheia e desmatamento fazem animais silvestres migrarem para \u00e1reas urbanas"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/animais_silvestres.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-18949\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/animais_silvestres-300x191.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"191\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/animais_silvestres-300x191.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/animais_silvestres.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O Instituto de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental do Estado do Amazonas (Ipaam) chega a recolher at\u00e9 70 animais silvestres em \u00e1reas residenciais, por m\u00eas, em diversos bairros da capital. S\u00e3o cobras, jacar\u00e9s, tamandu\u00e1s, macacos, em especial os sauins-de-coleira e pregui\u00e7as, que saem da mata sob o risco de serem atropelados, agredidos ou feridos por algu\u00e9m.<\/p>\n<p>Na Rua 89 do conjunto Nova Cidade, zona norte, a apari\u00e7\u00e3o de cobras dentro das casas tem assustados os moradores. A recepcionista Elizabeth dos Santos conta que, na ter\u00e7a-feira passada, a filha dela, uma adolescente de 15 anos, acordou \u00e0 1h da madrugada com uma picada na testa. A fam\u00edlia tentou matar a cobra, mas o animal fugiu. \u201cFoi um susto horr\u00edvel. Minha filha passou tr\u00eas dias internada no hospital\u201d, disse.<\/p>\n<p>Na casa da comerciante D\u00e9bora Duarte, tamb\u00e9m na Rua 89, a entrada de cobras, aranhas caranguejeiras e macacos j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 novidade, mas a fam\u00edlia avalia que a apari\u00e7\u00e3o dos animas est\u00e1 aumentando gradativamente. Neste endere\u00e7o h\u00e1 dez anos, D\u00e9bora afirma que a aproxima\u00e7\u00e3o de cobras e macacos est\u00e1 mais frequente. \u201cAntes, aparecia uma cobra no quintal a cada tr\u00eas ou quatro meses. Agora, acontece at\u00e9 mais de uma vez em uma mesma semana\u201d.<\/p>\n<p>No bairro Francisca Mendes, \u00e0s margens de uma \u00c1rea de Preserva\u00e7\u00e3o Permanente (APP), moradores relatam que houve cinco incidentes com jiboias em pouco mais de uma semana. O pedreiro Jailson Alexandre Santana, 43, afirma que orienta seus vizinhos a matarem as cobras sempre que poss\u00edvel. \u201cQuando aparecem macacos a gente at\u00e9 d\u00e1 comida, mas cobra \u00e9 muito perigoso\u201d, disse.<\/p>\n<p>Os animais silvestres que ultrapassam as \u00e1reas de fragmentos de florestas enfrentam o perigo de agress\u00e3o e atropelamento na cidade. O marceneiro Luis Cl\u00e1udio dos Santos, morador do conjunto \u00c1guas Claras, relata que pelo menos uma vez por semana os vizinhos encontram pregui\u00e7as, periquitos ou macacos atropelados na Avenida das Torres. \u201cQuando o animal ainda est\u00e1 vivo chamamos o resgate, mas nem sempre \u00e9 poss\u00edvel salvar\u201d.<\/p>\n<p>A gerente de Fauna do Ipaam, S\u00f4nia Canto, afirma que existem motivos diversos para o aumento da aproxima\u00e7\u00e3o dos animais silvestres do per\u00edmetro urbano, como o per\u00edodo de cheia e a press\u00e3o do desmatamento, sobretudo em \u00e1reas de invas\u00e3o. A orienta\u00e7\u00e3o mais comum \u00e9 a devolu\u00e7\u00e3o do animal para a mata. \u201cEstamos muito pr\u00f3ximos da floresta, muito perto do habitat desses animais. Conforme o espa\u00e7o deles diminui, seja pela cheia ou pelo desmatamento, \u00e9 natural que eles busquem novos espa\u00e7os\u201d, informou.<\/p>\n<p>Para o professor S\u00e9rgio Luis Gianizella, do laborat\u00f3rio de zoologia da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), \u00e9 preciso redobrar o cuidado no manuseio dos animais silvestres e limpeza do c\u00f4modo onde ele passou. Ele destaca que a conviv\u00eancia com os animais silvestres pode n\u00e3o ser saud\u00e1vel nem para os animais, nem para a comunidade. \u201cMuitas vezes, esses animais v\u00eam da mata trazendo carrapatos, pulgas ou microrganismos que podem ser prejudiciais aos homem\u201d. Gianizella afirma que o mais correto \u00e9 n\u00e3o tocar o animal diretamente e usar uma luva ou pano para fazer o isolamento caso seja necess\u00e1rio fazer a retirada.<\/p>\n<p>O Batalh\u00e3o Ambiental da Pol\u00edcia Militar informou que recebe, em m\u00e9dia, quatro pedidos de resgates de animas silvestres por semana. O tenente Torres chama aten\u00e7\u00e3o para o aumento da apari\u00e7\u00e3o de tamandu\u00e1s: foram dez, nos \u00faltimos quatro meses. \u201cEssa eleva\u00e7\u00e3o dos n\u00fameros se deve ao fato das invas\u00f5es e desmatamentos das \u00e1reas onde esses animais vivem. Sem ter para onde ir, os tamandu\u00e1s acabam indo parar em avenidas ou \u00e1reas residenciais de Manaus\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>O Ipaam atende pedidos de resgate de animais pelo n\u00famero 2123-6761. O Batalh\u00e3o Ambiental tamb\u00e9m atende este tipo de chamadas, por meio do 98118-1414. O Corpo de Bombeiros tamb\u00e9m tem compet\u00eancia para atuar, por meio do 193, e o Ibama, pelo telefone 3878-7100\/7124.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Instituto de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental do Estado do Amazonas (Ipaam) chega a recolher at\u00e9 70<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":18949,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/animais_silvestres.jpg",415,264,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/animais_silvestres-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/animais_silvestres-300x191.jpg",300,191,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/animais_silvestres.jpg",415,264,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/animais_silvestres.jpg",415,264,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/animais_silvestres.jpg",415,264,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/animais_silvestres.jpg",415,264,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/animais_silvestres.jpg",415,264,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/animais_silvestres.jpg",415,264,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/animais_silvestres.jpg",415,264,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O Instituto de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental do Estado do Amazonas (Ipaam) chega a recolher at\u00e9 70","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18948"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18948"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18948\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18949"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18948"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18948"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18948"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}