{"id":18802,"date":"2015-04-04T17:25:13","date_gmt":"2015-04-04T17:25:13","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=18802"},"modified":"2015-04-04T17:25:13","modified_gmt":"2015-04-04T17:25:13","slug":"absorventes-sustentaveis-ajudam-meninas-africanas-a-ficarem-na-escola","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/absorventes-sustentaveis-ajudam-meninas-africanas-a-ficarem-na-escola\/","title":{"rendered":"Absorventes sustent\u00e1veis ajudam meninas africanas a ficarem na escola"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/absolvente_natural.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-18803\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/absolvente_natural-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/absolvente_natural-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/absolvente_natural.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Sue Barnes nunca teve problemas para conseguir absorventes higi\u00eanicos enquanto crescia na \u00c1frica do Sul. Mas nem toda garota &#8211; ela percebeu depois &#8211; tinha tanta sorte quanto ela e o simples fato de menstruar tornava suas vidas cotidianas mais dif\u00edceis.<\/p>\n<p>Em 2010, Sue descobriu que garotas de fam\u00edlias pobres estavam faltando na escola a cada menstrua\u00e7\u00e3o porque n\u00e3o podiam comprar absorventes. &#8220;As garotas estavam perdendo uma semana de escola por m\u00eas&#8221;, diz Sue, de 49 anos.<\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o, ela come\u00e7ou a se dedicar \u00e0 causa de que nenhuma garota sul-africana tenha que perder aulas por causa da menstrua\u00e7\u00e3o. Sue, que antes trabalhava na ind\u00fastria de roupas, desenvolveu um kit reutiliz\u00e1vel de absorventes e calcinhas.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"Alunas de escola na \u00c1frica do Sul recebem kits de absoerventes reutiliz\u00e1veis &quot;Subz&quot; (Foto: Stefan Heunis\/AFP)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/JfPfYWdvHRJFIlaF1nZDPT75RKc=\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2015\/04\/03\/sanitary-pads1.jpg\" alt=\"Alunas de escola na \u00c1frica do Sul recebem kits de absoerventes reutiliz\u00e1veis &quot;Subz&quot; (Foto: Stefan Heunis\/AFP)\" width=\"640\" height=\"425\" \/><strong>Alunas de escola na \u00c1frica do Sul recebem kits de absoerventes reutiliz\u00e1veis &#8220;Subz&#8221; (Foto: Stefan Heunis\/AFP)<\/strong><\/div>\n<p>Por US$ 16, \u00e9 poss\u00edvel comprar um kit com tr\u00eas calcinhas e nove absorventes reutiliz\u00e1veis. Os produtos s\u00e3o consideravelmente mais baratos do que os absorventes vendidos nas farm\u00e1cia, pois podem ser usados durante anos.<\/p>\n<div id=\"entenda_o_caso_143\" class=\"entenda-o-caso componente_materia\">Na \u00c1frica do Sul, um pacote com 10 absorventes descart\u00e1veis \u00e9 vendido por US$ 1,80. \u00c9 um valor muito alto para o sal\u00e1rio de US$ 183 mensais recebido pelo trabalhador negro m\u00e9dio no pa\u00eds.<\/div>\n<p>&#8220;As garotas estavam usando areia, folhas, pl\u00e1stico e jornal para conter o sangue&#8221;, diz Sue. Agora, ela est\u00e1 fabricando absorventes reutiliz\u00e1veis e calcinhas para distribuir em escolas de Lesotho e Swazil\u00e2ndia.<\/p>\n<p>Os absorventes s\u00e3o lav\u00e1veis e se encaixam nas calcinhas com clipes. Duram aproximadamente cinco anos. Sue arrecada doa\u00e7\u00f5es por meio de sua ONG &#8220;Project Dignity&#8221; (Projeto Dignidade) e fabrica kits para serem distribu\u00eddos nas escolas. &#8220;Minha vis\u00e3o \u00e9 que todas as meninas recebam educa\u00e7\u00e3o. N\u00e3o apenas isso, mas dar a elas dignidade e respeito pr\u00f3prio&#8221;, diz.<\/p>\n<p><strong>Problema em toda a \u00c1frica<\/strong><\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"Funcion\u00e1ria trabalha na fabrica\u00e7\u00e3o de absorventes em Ruanda, parte da associa\u00e7\u00e3o Sustainable Health Enterprises (SHE)  (Foto: Stephanie Aglietti\/AFP)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/f3k_7ak2XLB_9msCsTTVA10BD4c=\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2015\/04\/03\/sanitary-pads2.jpg\" alt=\"Funcion\u00e1ria trabalha na fabrica\u00e7\u00e3o de absorventes em Ruanda, parte da associa\u00e7\u00e3o Sustainable Health Enterprises (SHE)  (Foto: Stephanie Aglietti\/AFP)\" width=\"640\" height=\"426\" \/><strong>Funcion\u00e1ria trabalha na fabrica\u00e7\u00e3o de absorventes em Ruanda, parte da associa\u00e7\u00e3o Sustainable Health Enterprises (SHE) (Foto: Stephanie Aglietti\/AFP)<\/strong><\/div>\n<p>O problema menstrual ocorre em v\u00e1rios pa\u00edses. A Unicef estima que 1 a cada 10 meninas africanas deixa e frequentar a escola durante o per\u00edodo menstrual. Mas, em alguns pa\u00edses, como a Uganda, esse n\u00famero \u00e9 estimado em 60%.<\/p>\n<p>Mas pessoas como Sue est\u00e3o come\u00e7ando a fazer a diferen\u00e7a, liderando iniciativas pelo continente para ajudar as garotas a permanecerem na escola ao fornecer absorventes higi\u00eanicos.<\/p>\n<p>A entidade African Water Facility anunciou, em fevereiro, que vai dar US$ 1 milh\u00e3o para ajudar a melhorar a higiene menstrual na prov\u00edncia de Eastern Cape, na \u00c1frica do Sul. O objetivo \u00e9 melhorar a frequ\u00eancia na escola, com &#8220;aten\u00e7\u00e3o particular \u00e0s necessidades das meninas&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Fibra do caule da banana<\/strong><br \/>\nNo Qu\u00eania, o empreendedor Barlay Paul Okari est\u00e1 produzindo absorventes baratos e reutiliz\u00e1veis para o mercado da \u00e1frica oriental. Em Ruanda, a ONG Sustainable Health Enterprises (SHE) est\u00e1 produzindo absorventes baratos com o uso da fibra do caule da banana.<\/p>\n<p>O governo da Uganda, enquanto isso, ordenou que as escolas forne\u00e7am o que eles chamam de &#8220;absorventes de emerg\u00eancia&#8221;, al\u00e9m de uniformes extras, calcinhas e analg\u00e9sicos para as garotas menstruadas. Mas sem dinheiro para pagar pelos \u00edtens, os administradores das escolas dizem que n\u00e3o podem seguir a recomenda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"Fibra do caule da banana \u00e9 usada na fabrica\u00e7\u00e3o de absorventes sustent\u00e1veis em Ruanda (Foto: Stephanie Aglietti\/AFP)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/e-Gv1VnQbmre8Uuuhci-qKtQGfg=\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2015\/04\/03\/sanitary-pads3.jpg\" alt=\"Fibra do caule da banana \u00e9 usada na fabrica\u00e7\u00e3o de absorventes sustent\u00e1veis em Ruanda (Foto: Stephanie Aglietti\/AFP)\" width=\"640\" height=\"426\" \/><strong>Fibra do caule da banana \u00e9 usada na fabrica\u00e7\u00e3o de absorventes sustent\u00e1veis em Ruanda (Foto: Stephanie Aglietti\/AFP)<\/strong><\/div>\n<p>Apesar de ser a economia mais desenvolvida da \u00c1frica, a \u00c1frica do Sul ainda tem dificuldade de fornecer servi\u00e7os b\u00e1sicos para suas escolas. Em 2011, o presidente Jacob Zuma prometeu absorventes gratuitos para mulheres de baixa renda. Mas professores na ativa dizem que o governo n\u00e3o cumpre a promessa.<\/p>\n<p>Todo m\u00eas, a professora Florence Radebe v\u00ea v\u00e1rias garotas faltarem nas aulas porque est\u00e3o menstruadas. \u00c9\u00a0 amesma situa\u00e7\u00e3o observada pelo professor Moses Odongo, na Uganda.<\/p>\n<p>A estudante Violet Nalubyayi, de 14 anos, da Uganda, lembra de sua primeira menstrua\u00e7\u00e3o, no ano passado, quando ela faltou da escola por cinco dias. Sem poder comprar absorventes, ela tinha medo de ser humilhada na frente de seus colegas. Usando um trapo velho para conter o sangue, ela temia que um vazamento de sangue fizesse seus colegas rirem dela.<\/p>\n<p>A professora Florence Radebe ficou feliz quando soube que os kits produzidos por Sue seriam distribu\u00eddos na escola onde ela leciona. &#8220;Eles far\u00e3o eu me sentir muito mais confort\u00e1vel, e \u00e9 muito mais barato&#8221;, disse Mbali Nhlapo, garota de 15 anos que recebeu um dos kits.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sue Barnes nunca teve problemas para conseguir absorventes higi\u00eanicos enquanto crescia na \u00c1frica do Sul.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":18803,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/absolvente_natural.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/absolvente_natural-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/absolvente_natural-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/absolvente_natural.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/absolvente_natural.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/absolvente_natural.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/absolvente_natural.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/absolvente_natural.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/absolvente_natural.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/absolvente_natural.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Sue Barnes nunca teve problemas para conseguir absorventes higi\u00eanicos enquanto crescia na \u00c1frica do Sul.","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18802"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18802"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18802\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18803"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18802"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18802"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18802"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}