{"id":18661,"date":"2015-04-02T16:00:45","date_gmt":"2015-04-02T16:00:45","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=18661"},"modified":"2015-04-01T21:26:27","modified_gmt":"2015-04-01T21:26:27","slug":"albatroz-de-sobrancelha-deixa-lista-de-especies-da-fauna-brasileira-ameacadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/albatroz-de-sobrancelha-deixa-lista-de-especies-da-fauna-brasileira-ameacadas\/","title":{"rendered":"Albatroz-de-sobrancelha deixa lista de Esp\u00e9cies da Fauna Brasileira amea\u00e7adas"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/albatroz.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-18662\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/albatroz-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/albatroz-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/albatroz.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Depois de esfor\u00e7os do Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade (ICMBio) em parceria com o Projeto Albatroz, o albatroz-de-sobrancelha saiu da Lista de Esp\u00e9cies da Fauna Brasileira Amea\u00e7adas de Extin\u00e7\u00e3o, divulgada em dezembro de 2014. Atualmente, a esp\u00e9cie est\u00e1 na categoria Quase Amea\u00e7ada (NT).<\/p>\n<p>A esp\u00e9cie Thalassarche melanophris \u00e9 uma ave migrat\u00f3ria cujas asas negras se destacam em meio \u00e0 plumagem brancas. Possui olhos bem marcantes. O albatroz-de-sobrancelha viaja pelos mares do hemisf\u00e9rio sul.<\/p>\n<p>Desde 2003, ele era apontado como esp\u00e9cie amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o (na categoria Vulner\u00e1vel \u2013 VU), com uma popula\u00e7\u00e3o global de aproximadamente 600 mil casais.<\/p>\n<p>Segundo a analista ambiental do Centro Nacional de Pesquisa e Conserva\u00e7\u00e3o de Aves Silvestres (Ce,ave\/ICMBio), Patr\u00edcia Serafini, a boa not\u00edcia \u00e9 fruto de um conjunto de fatores, que incluem o Plano de A\u00e7\u00e3o Nacional para a Conserva\u00e7\u00e3o de Albatrozes e Petr\u00e9is (Planacap), lan\u00e7ado em 2006, e um grande esfor\u00e7o internacional.<\/p>\n<p>\u201cO Brasil \u00e9 signat\u00e1rio da Conven\u00e7\u00e3o Internacional sobre Esp\u00e9cies Migrat\u00f3rias desde 2008 e tamb\u00e9m participa do Acordo Internacional para a Conserva\u00e7\u00e3o de Albatrozes e Petr\u00e9is (ACAP)\u201d, destaca a analista.<\/p>\n<p>Segundo ela, o albatroz-de-sobrancelha, por ser uma ave oce\u00e2nica, interage fortemente com a pesca industrial. \u201cAo buscarem alimento, eles s\u00e3o v\u00edtimas de captura acidental, sendo arrastados para o fundo do mar e morrendo afogados\u201d, destaca Serafini, coordenadora do Plano de A\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Trabalho pela conserva\u00e7\u00e3o continua<\/strong><\/p>\n<p>Embora tenha sa\u00eddo da Lista de Esp\u00e9cies Amea\u00e7adas de Extin\u00e7\u00e3o, a esp\u00e9cie continua contemplada pelo Planacap por persistir a press\u00e3o de captura incidental na pesca industrial. Para combater isso, o ICMBio conta com uma Instru\u00e7\u00e3o Normativa de 2014, elaborada pelos Minist\u00e9rios do Meio Ambiente (MMA) e da Pesca e Aquicultura (MPA), que regula uma s\u00e9rie de medidas mitigadoras para reduzir esse tipo de captura.<\/p>\n<p>As principais medidas estabelecidas na Instru\u00e7\u00e3o s\u00e3o a utiliza\u00e7\u00e3o do espantador de aves, conhecido como Toriline, nas embarca\u00e7\u00f5es, bem como o posicionamento adequado de pesos nas linhas de pesca para que afundem mais rapidamente.<\/p>\n<p>Outro ponto \u00e9 a determina\u00e7\u00e3o de que os anz\u00f3is sejam lan\u00e7ados no per\u00edodo noturno, quando as aves est\u00e3o menos ativas. Importante ressaltar, ainda, que as a\u00e7\u00f5es de fiscaliza\u00e7\u00e3o t\u00eam sido incisivas nos \u00faltimos anos, contribuindo para a melhoria do estado de conserva\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.anda.jor.br\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/21.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-515128 \" src=\"http:\/\/www.anda.jor.br\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/21.jpg\" alt=\"(Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Facebook)\" width=\"504\" height=\"354\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Projeto Albatroz<\/strong><\/p>\n<p>Desempenhando papel essencial nesse processo, a organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o-governamental Projeto Albatroz \u00e9 parceira do ICMBio e trabalha para reduzir a amea\u00e7a de captura incidental de albatrozes e petr\u00e9is desde 1991.<\/p>\n<p>Segundo a coordenadora do Projeto Albatroz, Tatiana Neves, a rela\u00e7\u00e3o entre as aves e os pescadores sempre foi de parceria, afinal elas indicam onde est\u00e3o os cardumes.<\/p>\n<p>\u201cNosso o projeto \u00e9 bem aceito por eles. Os observadores de bordo v\u00e3o junto com os pescadores at\u00e9 o alto-mar para coletar dados e desenvolver novas tecnologias que diminuam a pesca incidental\u201d, explica Neves.<\/p>\n<p>O Projeto se faz presente, ainda, nos terminais de pesca, onde seus profissionais realizam atividades de educa\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n<p><strong>Sobre a esp\u00e9cie<\/strong><\/p>\n<p>Monog\u00e2micos e longevos (chegando a atingir mais de 30 anos de idade), os albatrozes-de-sobrancelha se deslocam de ilhas distantes durante o inverno para buscar alimento no Brasil. Crust\u00e1ceos, peixes e lulas s\u00e3o as refei\u00e7\u00f5es prediletas.<\/p>\n<p>Nesse per\u00edodo, eles s\u00e3o encontrados sobretudo no sul e sudeste brasileiros, com diversos registros da presen\u00e7a dessas aves em Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o (UCs), a exemplo da Reserva Biol\u00f3gica Marinha do Arvoredo (SC), do Parque Nacional da Lagoa do Peixe (RS) e das \u00c1reas de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental de Guaraque\u00e7aba (PR) e Fernando de Noronha (PE).<\/p>\n<p>O albatroz-de-sobrancelha procura a terra firme apenas durante a \u00e9poca de reprodu\u00e7\u00e3o, que acontece anualmente. A esp\u00e9cie atinge maturidade sexual entre 7 e 9 anos de idade, colocando um \u00fanico ovo por ano.<\/p>\n<p>Estudos populacionais recentes indicam tend\u00eancia de crescimento na maior col\u00f4nia reprodutiva do albatroz-de-sobrancelha, as Ilhas Malvinas, de onde prov\u00eam a maior parte da popula\u00e7\u00e3o que visita o Brasil.<\/p>\n<p><strong>Esp\u00e9cies amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O processo de extin\u00e7\u00e3o est\u00e1 relacionado ao desaparecimento de esp\u00e9cies ou grupos de esp\u00e9cies em um determinado ambiente ou ecossistema.<\/p>\n<p>Semelhante ao surgimento de novas esp\u00e9cies, a extin\u00e7\u00e3o \u00e9 um evento natural: esp\u00e9cies surgem por meio de eventos de especia\u00e7\u00e3o (longo isolamento geogr\u00e1fico, seguido de diferencia\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica) e desaparecem devido a eventos de extin\u00e7\u00e3o (cat\u00e1strofes naturais, surgimento de competidores mais eficientes).<\/p>\n<p>Normalmente, por\u00e9m, o surgimento e a extin\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies s\u00e3o eventos extremamente lentos, demandando milhares ou mesmo milh\u00f5es de anos para ocorrer.<\/p>\n<p>Um exemplo disso foi a extin\u00e7\u00e3o dos dinossauros, ocorrida naturalmente h\u00e1 milh\u00f5es de anos, muito antes do surgimento da esp\u00e9cie humana, ao que tudo indica devido \u00e0 altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas decorrentes da queda de um grande meteorito.<\/p>\n<p>Ao longo do tempo, por\u00e9m, o homem vem acelerando muito a taxa de extin\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies, a ponto de ter-se tornado, atualmente, o principal agente do processo de extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em parte, essa situa\u00e7\u00e3o deve-se ao mau uso dos recursos naturais, o que tem provocado um novo ciclo de extin\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies, agora sem precedentes na hist\u00f3ria geol\u00f3gica da terra.<\/p>\n<p>Atualmente, as principais causas de extin\u00e7\u00e3o s\u00e3o a degrada\u00e7\u00e3o e a fragmenta\u00e7\u00e3o de ambientes naturais, resultado da abertura de grandes \u00e1reas para implanta\u00e7\u00e3o de pastagens ou agricultura convencional, extrativismo desordenado, expans\u00e3o urbana, amplia\u00e7\u00e3o da malha vi\u00e1ria, polui\u00e7\u00e3o, inc\u00eandios florestais, forma\u00e7\u00e3o de lagos para hidrel\u00e9tricas e minera\u00e7\u00e3o de superf\u00edcie.<\/p>\n<p>Estes fatores reduzem o total de habitats dispon\u00edveis \u00e0s esp\u00e9cies e aumentam o grau de isolamento entre suas popula\u00e7\u00f5es, diminuindo o fluxo g\u00eanico entre estas, o que pode acarretar perdas de variabilidade gen\u00e9tica e, eventualmente, a extin\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois de esfor\u00e7os do Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade (ICMBio) em parceria 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