{"id":18656,"date":"2015-04-02T15:00:49","date_gmt":"2015-04-02T15:00:49","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=18656"},"modified":"2015-04-01T21:19:50","modified_gmt":"2015-04-01T21:19:50","slug":"pesquisadores-tentam-salvar-uma-das-aves-mais-ameacadas-de-extincao-da-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/pesquisadores-tentam-salvar-uma-das-aves-mais-ameacadas-de-extincao-da-amazonia\/","title":{"rendered":"Pesquisadores tentam salvar uma das aves mais amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/Mutum-piuri.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-18657\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/Mutum-piuri-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/Mutum-piuri-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/Mutum-piuri.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Vigiar para preservar. Essa \u00e9 a ideia do Instituto Piaga\u00e7u (IPi) ao desenvolver um estudo sobre a ecologia de uma das aves mais amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia, o mutum-piuri (Crax glgabulosa). Na regi\u00e3o do Baixo Purus, na Reserva de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel Piaga\u00e7u-Purus (RDS-PP), o trabalho monitora a frequ\u00eancia com que a ave \u00e9 ca\u00e7ada e busca entender quais \u00e1reas s\u00e3o importantes para a alimenta\u00e7\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o dos mutuns.<\/p>\n<p>Trata-se de uma das maiores aves da Amaz\u00f4nia. Elas podem ter quase um metro de comprimento e pesam mais de cinco quilos. Os mutuns-piuri fazem parte da fam\u00edlia dos Crac\u00eddeos, que s\u00f3 existem no continente americano.<\/p>\n<p>Desde 2012, o trabalho \u00e9 desenvolvido com o objetivo de preservar a esp\u00e9cie e de conhecer dados cient\u00edficos que ajudem outras regi\u00f5es na conserva\u00e7\u00e3o da ave. Segundo a pesquisadora Carolina Bertsch, o mutum-piuri \u00e9 um morador das florestas de v\u00e1rzea e \u00e9 um dos poucos que vive unicamente neste ambiente, o que se torna um problema. \u201cAs florestas de v\u00e1rzea est\u00e3o diminuindo rapidamente em extens\u00e3o e isso prejudica a esp\u00e9cie porque esse \u00e9 o habitat deles\u201d.<\/p>\n<p>As comunidades que est\u00e3o na reserva s\u00e3o os principais alvos para do alerta sobre o perigo de extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cNessa regi\u00e3o as pessoas n\u00e3o est\u00e3o ca\u00e7ando, o que \u00e9 \u00f3timo porque j\u00e1 \u00e9 uma forma de preservar. Em outras \u00e1reas os mutuns chamam a aten\u00e7\u00e3o por seu tamanho. Nosso objetivo com essas comunidades \u00e9 fazer com que elas continuem nesse caminho e n\u00e3o vejam o mutum-piuri como uma alternativa de ca\u00e7a\u201d, lembra.<\/p>\n<p>Palestras de educa\u00e7\u00e3o ambiental s\u00e3o uma das formas que podem ajudar a sensibilizar a popula\u00e7\u00e3o para a necessidade de conhecer as aves, tanto que ao longo da pesquisa os moradores t\u00eam sido capacitados como monitores. \u201cTrata-se de um monitoramento comunit\u00e1rio da ca\u00e7a na reserva\u201d, explica Carolina.<\/p>\n<p><strong>Telemetria<\/strong><\/p>\n<p>Dando continuidade ao estudo, Carolina pretende iniciar o monitoramento com telemetria em quatro aves. \u201cA ideia \u00e9 ver como ele est\u00e1 se movimentando na \u00e1rea e entender como eles se comportam\u201d.<\/p>\n<p>Carolina ressalta que todos podem fazer sua parte para evitar que a ave seja extinta. \u201c\u00c9 muito simples ajudar. \u00c9 algo cient\u00edfico que pode ser complementado com a conserva\u00e7\u00e3o de manejo dos recursos, ca\u00e7ar menos estas aves, evitar jogar lixo no rio e matas, assim como evitar o desmatamento das florestas de v\u00e1rzea\u201d.<\/p>\n<p>No Amazonas, segundo Carolina, os mutuns-piuri, s\u00e3o encontrados na regi\u00e3o da calha do Juru\u00e1, no M\u00e9dio Solim\u00f5es e em Mamirau\u00e1.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vigiar para preservar. 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