{"id":18629,"date":"2015-04-01T19:00:26","date_gmt":"2015-04-01T19:00:26","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=18629"},"modified":"2015-04-01T00:14:39","modified_gmt":"2015-04-01T00:14:39","slug":"modelo-matematico-reconstroi-provavel-caminho-percorrido-por-detritos-jogados-nos-oceanos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/modelo-matematico-reconstroi-provavel-caminho-percorrido-por-detritos-jogados-nos-oceanos\/","title":{"rendered":"Modelo matem\u00e1tico reconstr\u00f3i prov\u00e1vel caminho percorrido por detritos jogados nos oceanos"},"content":{"rendered":"<div id=\"parent-fieldname-text\" class=\"plain\">\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/lixo_marinho.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-18631\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/lixo_marinho-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/lixo_marinho-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/lixo_marinho.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A famosa grande mancha de lixo do Pac\u00edfico foi <span class=\"link-external\"><a class=\"external-link\" href=\"http:\/\/www.ted.com\/talks\/capt_charles_moore_on_the_seas_of_plastic\" target=\"_blank\">descrita pelo ocean\u00f3grafo Charles Moore<\/a><\/span> como um verdadeiro lix\u00e3o em mar aberto, duas vezes maior do que o estado norte-americano do Texas. No entanto, mais do que uma ilha flutuante de detritos, sua parte principal e mais perigosa \u00e9 composta, na verdade, por milim\u00e9tricas part\u00edculas de pl\u00e1stico que formam uma <a class=\"internal-link\" title=\"Oceanos de pl\u00e1stico\" href=\"http:\/\/cienciahoje.uol.com.br\/blogues\/bussola\/2012\/03\/oceanos-de-plastico\">esp\u00e9cie de sopa t\u00f3xica<\/a> quase invis\u00edvel a olho nu, mas muito prejudicial \u00e0 vida marinha. Agora cientistas australianos desenvolveram um m\u00e9todo matem\u00e1tico que rastreou em detalhes como se formam essa e outras quatro \u2018manchas\u2019 similares e que pode ser capaz de apontar \u2018culpados\u2019 pelo ac\u00famulo de lixo no mar.<\/p>\n<div class=\"pullquote\">Sebille: \u201cEssas part\u00edculas de pl\u00e1stico acabam sendo ingeridas por peixes e aves e podem ser t\u00f3xicas, levando-os \u00e0 morte\u201d<\/div>\n<p>A exist\u00eancia de grandes manchas oce\u00e2nicas de lixo \u00e9 hoje fonte de preocupa\u00e7\u00e3o de muitos ambientalistas e ocean\u00f3grafos. O modelo matem\u00e1tico rec\u00e9m-desenvolvido confirmou sua localiza\u00e7\u00e3o e associou sua forma\u00e7\u00e3o aos chamados giros oce\u00e2nicos, correntes marinhas rotativas, como redemoinhos, criadas a partir do movimento de rota\u00e7\u00e3o da Terra e do fluxo global de ventos e que acabam acumulando em seu centro as pequenas part\u00edculas de pl\u00e1stico, formando, com o passar do tempo, grandes aglomerados. Al\u00e9m do Pac\u00edfico Norte, as manchas est\u00e3o localizadas a leste das Bahamas, leste do Rio de Janeiro (Brasil), leste de Madagascar e no Pac\u00edfico Sul, na altura do Chile.<\/p>\n<p>\u201cAs correntes marinhas carregam o pl\u00e1stico, que pode demorar at\u00e9 10 anos para chegar a um desses locais de concentra\u00e7\u00e3o, e nesse meio tempo o sol e as ondas quebram o lixo macrosc\u00f3pico at\u00e9 reduzi-lo a pequenas part\u00edculas\u201d, explica o bi\u00f3logo Erik Van Sebille, um dos participantes do estudo na Universidade de Nova Gales do Sul, na Austr\u00e1lia. \u201cEssas part\u00edculas de pl\u00e1stico acabam sendo ingeridas por peixes e aves e podem ser t\u00f3xicas, levando-os \u00e0 morte; por isso, \u00e9 essencial que n\u00e3o pioremos o problema.\u201d<\/p>\n<dl class=\"image-inline captioned image-inline\">\n<dt><a href=\"http:\/\/cienciahoje.uol.com.br\/noticias\/2015\/03\/imagens\/rastrolixo02.jpg\" rel=\"lightbox\"><img loading=\"lazy\" class=\"link-overlay\" title=\"Pl\u00e1stico no oceano\" src=\"http:\/\/cienciahoje.uol.com.br\/noticias\/2015\/03\/imagens\/rastrolixo02.jpg\/image_preview\" alt=\"Pl\u00e1stico no oceano\" width=\"400\" height=\"268\" \/><\/a><\/dt>\n<dd class=\"image-caption\">Um dos principais problemas das manchas de lixo dos oceanos \u00e9 que elas s\u00e3o compostas em grande parte por milim\u00e9tricas part\u00edculas de pl\u00e1stico, que formam uma esp\u00e9cie de sopa t\u00f3xica quase invis\u00edvel a olho nu, mas muito prejudicial \u00e0 vida marinha. (foto: Plastic Oceans Foundation)<\/dd>\n<\/dl>\n<p>O estudo australiano partiu de outros modelos matem\u00e1ticos complexos que estudam e simulam a din\u00e2mica das correntes mar\u00edtimas. \u201cPegamos dados desses modelos e aplicamos nossa matem\u00e1tica probabil\u00edstica para estudar o processo de acumula\u00e7\u00e3o do lixo\u201d, conta o matem\u00e1tico Gary Froyland, pesquisador da Universidade de Nova Gales do Sul que tamb\u00e9m participou do estudo.<\/p>\n<p>Esses sistemas acumulam dados sobre a trajet\u00f3ria de objetos largados em \u00e1reas costeiras de todo o mundo e levados pelas correntes mar\u00edtimas a destinos long\u00ednquos. Ao longo dos anos, essa an\u00e1lise permite visualizar o funcionamento da corrente e entender a din\u00e2mica dos objetos carregados por elas. Com base nessas informa\u00e7\u00f5es, os pesquisadores criaram um modelo probabil\u00edstico que pudesse prever as chances de um objeto, como uma garrafa, por exemplo, ser levado de uma \u00e1rea X para Y ou de Y para Z.<\/p>\n<p>A partir dos dados brutos, o modelo foi capaz de descrever com sucesso a forma\u00e7\u00e3o das grandes manchas existentes nos oceanos, o que confirma sua efici\u00eancia. Ele poder\u00e1, agora, ser usado para estudar o pr\u00f3prio processo de forma\u00e7\u00e3o dessas grandes concentra\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m disso, os pesquisadores imaginam que o m\u00e9todo possa ser usado para outras situa\u00e7\u00f5es. \u201cEm escalas menores, podemos us\u00e1-lo para rastrear vazamentos de \u00f3leo ou outros detritos\u201d, ressalta Froyland.<\/p>\n<h3>De olho nos poluidores<\/h3>\n<p>Para Sebille, localizar as manchas \u00e9 apenas o primeiro passo. A meta, para ele, \u00e9 ser capaz de, em cinco a 10 anos, descobrir de onde veio o lixo. \u201c\u00c9 imposs\u00edvel limparmos o oceano, o lixo que est\u00e1 l\u00e1 permanecer\u00e1 l\u00e1, ent\u00e3o precisamos identificar a origem do lixo para que os respons\u00e1veis possam criar estrat\u00e9gias para parar de poluir\u201d, destaca.<\/p>\n<div class=\"pullquote\">Sebille: \u201c\u00c9 imposs\u00edvel limparmos o oceano, o lixo que est\u00e1 l\u00e1 permanecer\u00e1 l\u00e1, ent\u00e3o precisamos identificar a origem do lixo para que os respons\u00e1veis possam criar estrat\u00e9gias para parar de poluir\u201d<\/div>\n<p>Para encontrar a origem do lixo, o modelo matem\u00e1tico australiano precisa ser rodado para tr\u00e1s, como se voltasse no tempo \u2013 \u00e9 o que explica o ocean\u00f3grafo brasileiro Andr\u00e9 Bel\u00e9m, professor da Universidade Federal Fluminense que estuda a circula\u00e7\u00e3o dos oceanos. \u201cEles pegam um dado atual, ou seja, a localiza\u00e7\u00e3o atual do lixo, e calculam as probabilidades das rotas\u201d, salienta. \u201c\u00c9 praticamente o mesmo m\u00e9todo utilizado em casos como aqueles em que se encontram apenas destro\u00e7os ou um bote salva-vidas ap\u00f3s um naufr\u00e1gio e, a partir da\u00ed, se tra\u00e7a uma rota que pode indicar onde o barco provavelmente afundou, diminuindo a \u00e1rea de busca.\u201d<\/p>\n<p>O ocean\u00f3grafo Paulo Calil, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, considera o m\u00e9todo dos australianos mais eficiente computacionalmente do que os modelos anteriores. No entanto, ele ressalta que a fun\u00e7\u00e3o de achar e punir culpados n\u00e3o \u00e9 do cientista. \u201cV\u00e1rios pa\u00edses possuem legisla\u00e7\u00e3o bastante complexa sobre a polui\u00e7\u00e3o de ambientes marinhos\u201d, observa. \u201cA raz\u00e3o pelo n\u00e3o cumprimento das leis existentes vai al\u00e9m da falta de modelos oce\u00e2nicos adequados.\u201d<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A famosa grande mancha de lixo do Pac\u00edfico foi descrita pelo ocean\u00f3grafo Charles Moore como<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":18631,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/lixo_marinho.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/lixo_marinho-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/lixo_marinho-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/lixo_marinho.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/lixo_marinho.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/lixo_marinho.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/lixo_marinho.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/lixo_marinho.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/lixo_marinho.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/lixo_marinho.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A famosa grande mancha de lixo do Pac\u00edfico foi descrita pelo ocean\u00f3grafo Charles Moore como","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18629"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18629"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18629\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18631"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18629"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18629"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18629"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}