{"id":18581,"date":"2015-03-31T21:00:50","date_gmt":"2015-03-31T21:00:50","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=18581"},"modified":"2015-03-31T00:05:00","modified_gmt":"2015-03-31T00:05:00","slug":"a-amazonia-esta-assombrada-por-previsoes-climaticas-catastroficas-mas-ha-saida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/a-amazonia-esta-assombrada-por-previsoes-climaticas-catastroficas-mas-ha-saida\/","title":{"rendered":"A Amaz\u00f4nia est\u00e1 assombrada por previs\u00f5es clim\u00e1ticas catastr\u00f3ficas, mas h\u00e1 sa\u00edda"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"by\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/amazonia_finita.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-18585\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/amazonia_finita-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/amazonia_finita-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/amazonia_finita.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Por Camilo Gomide<\/span><\/p>\n<div class=\"content\">\n<section class=\"common clearfix\">\n<article>\n<div class=\"context clearfix\">\n<div class=\"text clearfix\">\n<p>Quando ainda era estudante de ci\u00eancias biol\u00f3gicas, na Universidade\u00a0do Estado do Rio de Janeiro, h\u00e1 tr\u00eas d\u00e9cadas, o primeiro\u00a0contato com a fl oresta amaz\u00f4nica deixou Paulo Moutinho encantado.\u00a0Ap\u00f3s um est\u00e1gio em Parintins (AM), voltou decidido a trocar \u201ca\u00a0imensid\u00e3o do azul do oceano pelo verde da Amaz\u00f4nia\u201d.<\/p>\n<p>Em 1995, Moutinho ajudou a fundar em Bel\u00e9m o Instituto de Pesquisa\u00a0Ambiental da Amaz\u00f4nia (Ipam), uma das ONGs mais respeitadas\u00a0da regi\u00e3o, que promove campanhas e j\u00e1 produziu mais de mil artigos\u00a0cient\u00edficos sobre o desmatamento, a floresta, seus povos e a emiss\u00e3o\u00a0de gases de efeito estufa. O Ipam distingue-se por utilizar um m\u00e9todo de\u00a0\u201cpesquisa participativa\u201d que procura envolver a comunidade na produ\u00e7\u00e3o\u00a0do conhecimento.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s tr\u00eas anos como diretor-executivo do instituto, agora o bi\u00f3logo\u00a0vai se dedicar a um \u201cprojeto de educa\u00e7\u00e3o para cidadania clim\u00e1tica\u201d voltado\u00a0para os alunos do ensino fundamental. Para ele, trata-se de formatar\u00a0um programa que devolva aos jovens \u201ca esperan\u00e7a de um planeta minimamente\u00a0habit\u00e1vel no futuro&#8221;.<\/p>\n<p>H\u00e1 graves problemas e in\u00fameros impasses a resolver na Amaz\u00f4nia,\u00a0como se percebe nesta entrevista. Mas, para Moutinho, o desenvolvimento\u00a0sustent\u00e1vel est\u00e1 mais perto do que se pensa.<\/p>\n<p><strong>Muitos pa\u00edses com sociedades\u00a0civilizadas falharam em harmonizar\u00a0o desenvolvimento com a conserva\u00e7\u00e3o\u00a0dos recursos naturais.\u00a0Voc\u00ea acha que o Brasil poderia\u00a0ser bem-sucedido nesse desafio?\u00a0<\/strong><br \/>\nSim. O Brasil possui elementos fundamentais\u00a0para promover um novo desenvolvimento\u00a0com baixas emiss\u00f5es de\u00a0gases de efeito estufa, deixando de derrubar\u00a0fl orestas, aproveitando melhor as\u00a0terras e produzindo energias renov\u00e1veis.\u00a0Temos algumas vantagens: uma produ\u00e7\u00e3o\u00a0cient\u00edfica bastante ativa na previs\u00e3o\u00a0dos impactos e na mitiga\u00e7\u00e3o das mudan\u00e7as\u00a0clim\u00e1ticas, e uma sociedade suficientemente democr\u00e1tica para produzir informa\u00e7\u00e3o\u00a0independente e cobrar do governo.\u00a0Mas falta um elemento fundamental:\u00a0vontade pol\u00edtica. Existe vontade pol\u00edtica\u00a0em v\u00e1rias inst\u00e2ncias do pa\u00eds, mas o desenvolvimento\u00a0de baixa emiss\u00e3o precisa de\u00a0um projeto de longo prazo.<\/p>\n<p><strong>E o que impede esse projeto?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o h\u00e1 uma orienta\u00e7\u00e3o de Estado\u00a0voltada para esse novo rumo ao desenvolvimento.\u00a0O planeta est\u00e1 mudando drasticamente.\u00a0Precisamos gerar crescimento\u00a0econ\u00f4mico a partir de atividades que preservam\u00a0a natureza. O mundo em aquecimento\u00a0exige essa nova postura.<\/p>\n<p><strong>O que o sr. acha da senadora K\u00e1tia\u00a0Abreu no Minist\u00e9rio da Agricultura e\u00a0do deputado Aldo Rabelo no Minist\u00e9rio\u00a0da Ci\u00eancia e Tecnologia? Ele\u00a0n\u00e3o acredita no aquecimento global\u00a0como produto da civiliza\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/strong><br \/>\nO Brasil avan\u00e7ou bastante nos esfor\u00e7os para a redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de gases de efeito estufa, especialmente aqueles oriundos do desmatamento amaz\u00f4nico. H\u00e1 de se imaginar, por coer\u00eancia, que os novos ministros sigam a orienta\u00e7\u00e3o do governo. Aqueles que ainda duvidam da exist\u00eancia do aquecimento global, ter\u00e3o que ser mais cr\u00e9dulos quanto ao tema. Aqueles que, por miopia, ainda n\u00e3o consideram o problema clim\u00e1tico como parte de seus programas, ter\u00e3o de corrigir suas vis\u00f5es. O caldo entornar\u00e1 se a presidente abandonar a orienta\u00e7\u00e3o que mant\u00e9m o pa\u00eds entre as lideran\u00e7as mundiais de combate ao aquecimento do planeta.<\/p>\n<p><strong>O governo anunciou uma redu\u00e7\u00e3o\u00a0de 18% na taxa anual de desmatamento\u00a0de 2013-2014 e minimizou\u00a0os grandes aumentos mensais\u00a0apontado pelo Imazon em agosto,\u00a0setembro, outubro e novembro\u00a0passados. H\u00e1 uma nova onda de\u00a0desmatamento?<\/strong><br \/>\nO sistema Prodes, do Instituto Nacional\u00a0de Pesquisas Espaciais, registrou uma\u00a0redu\u00e7\u00e3o de 18% no desmatamento anual.\u00a0Mas medi\u00e7\u00f5es como as do sistema Deter\u00a0e o sistema Imazon, que aferem o desmatamento\u00a0mensalmente, indicam aumentos\u00a0recentes na derrubada da floresta, 427%\u00a0em novembro de 2014 comparado com\u00a0novembro de 2013. Avaliando os n\u00fameros\u00a0de todos, o que se pode dizer \u00e9 que\u00a0um grande sinal vermelho se acendeu. O\u00a0conjunto de dados indica que o governo\u00a0enfrenta difi culdades para continuar reduzindo\u00a0as taxas de desmatamento ilegal.\u00a0\u00c9 preciso avaliar seriamente se a tend\u00eancia\u00a0de queda, reafirmada desde 2006, n\u00e3o\u00a0foi quebrada. H\u00e1 motivos de sobra para\u00a0suspeitar disso, tais como investimentos\u00a0regionais em infraestrutura sem salvaguardas\u00a0socioambientais e dificuldades na implementa\u00e7\u00e3o do C\u00f3digo Florestal.<\/p>\n<p><strong>Em termos de infraestrutrura, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel fazer hidrel\u00e9tricas \u201cjustas\u201d, respeitando e indenizando os direitos das popula\u00e7\u00f5es atingidas?<\/strong><br \/>\nClaro que \u00e9. \u00c9 tudo uma quest\u00e3o de\u00a0processo. O que algumas \u00e1reas governamentais\u00a0colocam \u00e9 que os cr\u00edticos dos\u00a0movimentos sociais e ambientais t\u00eam\u00a0empurrado o pa\u00eds para as termoel\u00e9tricas,\u00a0que produzem mais polui\u00e7\u00e3o e agravam o\u00a0aquecimento do planeta. Isso \u00e9 bastante\u00a0falacioso. Se hoje as hidrel\u00e9tricas s\u00e3o demonizadas,\u00a0especialmente na Amaz\u00f4nia,\u00a0a culpa \u00e9 do pr\u00f3prio setor el\u00e9trico, que\u00a0n\u00e3o faz os processos com o devido planejamento.\u00a0Eles n\u00e3o promovem as devidas\u00a0consultas, n\u00e3o distribuem compensa\u00e7\u00f5es\u00a0eficientemente e n\u00e3o escutam a sociedade.\u00a0D\u00e1 para fazer perfeitamente, mas leva um\u00a0pouco mais de tempo. N\u00e3o ser\u00e1 com audi\u00eancias\u00a0p\u00fablicas isoladas e conversas de\u00a0bastidores que vamos ter consultas e participa\u00e7\u00e3o da sociedade a contento. O governo n\u00e3o faz porque quer construir essas obras a toque de caixa.<\/p>\n<p><strong>Os ambientalistas condenam a pecu\u00e1ria extensiva na Amaz\u00f4nia como atividade tosca, imediatista e de m\u00ednimo investimento. Mas ela continua a existir e a dar lucro. Voc\u00ea acha que a atividade evoluiu?<\/strong><br \/>\nEst\u00e1 evoluindo e a gente n\u00e3o pode confundir o pecuarista com o grileiro. O setor est\u00e1 cada vez mais aberto a algo fundamental para se livrar da fama de desmatador: aproveitar melhor as pastagens e intensificar a produ\u00e7\u00e3o de carne. Se tivermos mais bois por hectares, teremos mais \u00e1rea para a agricultura e n\u00e3o ser\u00e1 necess\u00e1rio desmatar. Ter\u00edamos produtos mais saud\u00e1veis do ponto de vista \u00a0\u00f3cioambiental. Isso \u00e9 perfeitamente poss\u00edvel. Se aument\u00e1ssemos a carga de cabe\u00e7as por hectares de 0,9 para 1,5, liberar\u00edamos 30 milh\u00f5es de hectares de pastagens que poderiam ser incorporadas \u00e0 agricultura.<\/p>\n<p><strong>H\u00e1 muita \u00e1rea subutilizada.<\/strong><br \/>\nEsse \u00e9 o problema. Voc\u00ea tem quase\u00a0150 mil quil\u00f4metros quadrados subutilizados\u00a0na Amaz\u00f4nia, talvez mais. Em\u00a0grande parte, s\u00e3o pastos degradados que foram usados de forma errada, depois abandonados e substitu\u00eddos por novas \u00e1reas de florestas desmatadas. N\u00f3s vamos deixando um rastro de pastagens degradadas que podem voltar a ser produtivas se forem recuperadas.<\/p>\n<p><strong>Produtores que cumprem\u00a0as leis na Amaz\u00f4nia\u00a0reclamam do C\u00f3digo\u00a0Florestal. Qual \u00e9 a principal\u00a0distor\u00e7\u00e3o da lei?\u00a0<\/strong><br \/>\nPara quem cumpriu a lei\u00a0o C\u00f3digo resulta numa puni\u00e7\u00e3o.\u00a0Aqueles que desmataram\u00a0ilegalmente at\u00e9 2008 foram\u00a0anistiados e agora possuem mais \u00e1rea para produ\u00e7\u00e3o. Enquanto isso quem n\u00e3o\u00a0desmatou possui \u00e1rea menor.\u00a0Na Amaz\u00f4nia, a reserva\u00a0obrigat\u00f3ria de floresta \u00e9 de\u00a020% da propriedade. Colocar\u00a0o produtor que cumpriu\u00a0a lei como \u201cbobo da corte\u201d \u00e9\u00a0um das pervers\u00f5es do C\u00f3digo.\u00a0Ele precisa ser atualizado para que o\u00a0produtor rural que n\u00e3o desmatou receba\u00a0incentivos, e n\u00e3o puni\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Fala-se muito sobre a riqueza da\u00a0<\/strong><strong>biodiversidade, mas n\u00e3o aproveitamos\u00a0<\/strong><strong>essa vantagem competitiva.\u00a0<\/strong><strong>A cria\u00e7\u00e3o do Conselho de\u00a0<\/strong><strong>Gest\u00e3o do Patrim\u00f4nio Gen\u00e9tico,\u00a0<\/strong><strong>em 2001, para regulamentar o uso\u00a0<\/strong><strong>dos recursos, parece ter criado\u00a0<\/strong><strong>mais entraves do que est\u00edmulos.\u00a0<\/strong><strong>Dormimos em ber\u00e7o espl\u00eandido?\u00a0<\/strong><br \/>\nAcho que h\u00e1 dois fatores fundamentais que explicam a morosidade nesse processo. O primeiro \u00e9 que aqueles que teriam interesse no uso da biodiversidade n\u00e3o foram ouvidos. Existem muitos interesses em termos de regulamenta\u00e7\u00e3o das comunidades tradicionais, da ind\u00fastria e do governo, o que torna a negocia\u00e7\u00e3o complicada demais. Em grande parte, o peso precisa cair mais naqueles que produzem a informa\u00e7\u00e3o de biodiversidade que pode ser aproveitada economicamente. O segundo ponto \u00e9 que os servi\u00e7os ambientais da Amaz\u00f4nia precisam ser entendidos como um todo. A biodiversidade \u00e9 fundamental para manter a produ\u00e7\u00e3o de chuvas da regi\u00e3o. A Amaz\u00f4nia \u00e9 uma grande bomba de \u00e1gua que transfere umidade para a atmosfera e distribui chuvas. As discuss\u00f5es dos anos 70 a 90 eram em fun\u00e7\u00e3o do valor das esp\u00e9cies para a medicina, a ind\u00fastria, a alimenta\u00e7\u00e3o etc. Mas o grande valor da biodiversidade \u00e9 a sinergia com as fun\u00e7\u00f5es que o ecossistema proporciona \u00e0 sociedade.<\/p>\n<p><strong>Muitos acreditavam ser mais f\u00e1cil\u00a0<\/strong><strong>controlar a infla\u00e7\u00e3o do que controlar\u00a0<\/strong><strong>o desmatamento na Amaz\u00f4nia.\u00a0<\/strong><strong>Ambos j\u00e1 foram controlados,\u00a0<\/strong><strong>mas ambos teimam em fugir do\u00a0<\/strong><strong>controle. H\u00e1 um paralelo entre os\u00a0<\/strong><strong>dois?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o vi nenhum pa\u00eds, por mais quebrado\u00a0que fosse, mesmo com infla\u00e7\u00e3o de\u00a080% por m\u00eas, como o Brasil viveu, que\u00a0tenha entrado em colapso. As sociedades\u00a0passam por crises, a pobreza pode\u00a0aumentar, mas o processo social continua.\u00a0Por\u00e9m, no caso do desmatamento,\u00a0a floresta \u00e9 finita. A Amaz\u00f4nia \u00e9 finita.\u00a0Mesmo com perdas reduzidas como as\u00a0de hoje, de 4,5 mil quil\u00f4metros quadrados\u00a0por ano, o desmatamento \u00e9 muito\u00a0grande. Se mantivermos essas taxas vamos\u00a0comer a floresta de maneira lenta, e\u00a0ela vai acabar um dia.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 poss\u00edvel explorar a madeira da\u00a0Amaz\u00f4nia de forma sustent\u00e1vel?<\/strong><br \/>\nV\u00e1rios estudos mostram que o manejo\u00a0florestal sustent\u00e1vel funciona usando ciclos\u00a0de 30 anos de corte de \u00e1rvores, o suficiente\u00a0para a floresta se regenerar. Mas\u00a0uma mudan\u00e7a no clima pode abalar essa\u00a0regenera\u00e7\u00e3o. A floresta pode n\u00e3o conseguir\u00a0se recuperar dentro desse per\u00edodo.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/article>\n<\/section>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Camilo Gomide Quando ainda era estudante de ci\u00eancias biol\u00f3gicas, na Universidade\u00a0do Estado do Rio<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":18585,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/amazonia_finita.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/amazonia_finita-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/amazonia_finita-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/amazonia_finita.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/amazonia_finita.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/amazonia_finita.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/amazonia_finita.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/amazonia_finita.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/amazonia_finita.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/amazonia_finita.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Por Camilo Gomide Quando ainda era estudante de ci\u00eancias biol\u00f3gicas, na Universidade\u00a0do Estado do Rio","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18581"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18581"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18581\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18585"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18581"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18581"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18581"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}