{"id":18480,"date":"2015-03-29T14:17:25","date_gmt":"2015-03-29T14:17:25","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=18480"},"modified":"2015-03-29T14:17:25","modified_gmt":"2015-03-29T14:17:25","slug":"mudancas-climaticas-ameacam-preservacao-de-mumias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/mudancas-climaticas-ameacam-preservacao-de-mumias\/","title":{"rendered":"Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas amea\u00e7am preserva\u00e7\u00e3o de m\u00famias"},"content":{"rendered":"<div class=\"hfeed hentry\">\n<h2 class=\"materia-subtitulo\">Deteriora\u00e7\u00e3o causada por micr\u00f3bios presentes nas cole\u00e7\u00f5es desafiam pesquisadores<\/h2>\n<div class=\"materia-foto\"><img title=\"Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas amea\u00e7am preserva\u00e7\u00e3o de m\u00famias Vivien Standen\/Divulga\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/zh.rbsdirect.com.br\/imagesrc\/17287674.jpg?w=640\" alt=\"Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas amea\u00e7am preserva\u00e7\u00e3o de m\u00famias Vivien Standen\/Divulga\u00e7\u00e3o\" \/><\/p>\n<div class=\"legenda\">As cerca de 120 m\u00famias Chinchorro do museu de Arica t\u00eam 7 mil anos<span class=\"credito\"> Foto: Vivien Standen \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/span><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"materia-corpo entry-content\">\n<p>M\u00famias da cole\u00e7\u00e3o do museu arqueol\u00f3gico da Universidade de Tarapac\u00e1 em Arica, no Chile, come\u00e7aram a se deteriorar em ritmo alarmante na \u00faltima d\u00e9cada, depois de bem-preservadas por mil\u00eanios. Em alguns casos, transformaram-se em gosma negra. O fato levou os chilenos a procurar, na Europa e na Am\u00e9rica do Norte, especialistas em resolver mist\u00e9rios em torno de artefatos culturais amea\u00e7ados.<\/p>\n<p>Professor em\u00e9rito de biologia aplicada na Escola de Engenharia e Ci\u00eancias Aplicadas de Harvard, nos EUA, Ralph Mitchell usou seu conhecimento da microbiologia ambiental para identificar as causas da decad\u00eancia. Amostras \u2014 tanto de pele danificada quanto sem danos \u2014 foram enviadas pela professora de arqueologia no departamento de antropologia e de an\u00e1lises arqueom\u00e9tricas e laboratoriais de pesquisa da Universidade de Tarapac\u00e1, Marcela Sepulveda.<\/p>\n<p>\u2014 Sab\u00edamos que as m\u00famias se deterioram, mas ningu\u00e9m entendia por que. Esse tipo de degrada\u00e7\u00e3o nunca foi estudado antes. Quer\u00edamos responder a duas perguntas: o que estava causando isso e o que poder\u00edamos fazer para evitar um maior dano \u2014 disse Mitchell em entrevista ao site da universidade americana.<\/p>\n<p>Tornou-se evidente que a degrada\u00e7\u00e3o foi microbiana. Mas era necess\u00e1rio determinar se um microbioma da pele foi o respons\u00e1vel. Isolaram micr\u00f3bios de pele degradada e preservada e colocaram em pele de porco, submetendo \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o de diferentes n\u00edveis de umidade. A pele do animal come\u00e7ou a se deteriorar 21 dias ap\u00f3s ter sido exposta \u00e0 alta umidade.<\/p>\n<p>\u2014 Em muitas doen\u00e7as que encontramos, o micr\u00f3bio est\u00e1 presente desde sempre nosso corpo. Quando o ambiente muda \u00e9 que ele se torna um oportunista \u2014 explicou Mitchell.<\/p>\n<p>A descoberta faz sentido levando em considera\u00e7\u00e3o os relatos de Marcela sobre o aumento dos n\u00edveis de umidade em Arica.<\/p>\n<p>As an\u00e1lises da pesquisa sugerem que a faixa de umidade ideal para m\u00famias mantidas no museu ficou entre 40% e 60%. Mais testes ainda s\u00e3o necess\u00e1rios para avaliar o impacto da temperatura e da luz. Os resultados ajudar\u00e3o a ajustar a temperatura do museu chileno, a umidade e a luz para preservar as m\u00famias de sua extensa cole\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Uma das preocupa\u00e7\u00f5es de Mitchell, a partir do estudo \u00e9: &#8220;Como preservar aqueles ainda fora do museu? Existe uma resposta cient\u00edfica para proteger esses importantes objetos hist\u00f3ricos dos efeitos devastadores das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas?&#8221;<\/p>\n<p>Fonte: Zero Hora<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Deteriora\u00e7\u00e3o causada por micr\u00f3bios presentes nas cole\u00e7\u00f5es desafiam pesquisadores As cerca de 120 m\u00famias Chinchorro<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Deteriora\u00e7\u00e3o causada por micr\u00f3bios presentes nas cole\u00e7\u00f5es desafiam pesquisadores As cerca de 120 m\u00famias Chinchorro","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18480"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18480"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18480\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18480"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18480"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18480"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}