{"id":18148,"date":"2015-03-24T12:00:24","date_gmt":"2015-03-24T12:00:24","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=18148"},"modified":"2015-03-23T22:01:27","modified_gmt":"2015-03-23T22:01:27","slug":"estudo-aponta-que-70-das-florestas-remanescentes-do-planeta-correm-risco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/estudo-aponta-que-70-das-florestas-remanescentes-do-planeta-correm-risco\/","title":{"rendered":"Estudo aponta que 70% das florestas remanescentes do planeta correm risco"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/floresta_risco.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-18149\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/floresta_risco-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/floresta_risco-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/floresta_risco.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Que as florestas de todo o mundo est\u00e3o em decl\u00ednio e a perda de biodiversidade \u00e9 constante, isso n\u00e3o \u00e9 novidade. Mas um extenso estudo global rec\u00e9m-publicado sobre a fragmenta\u00e7\u00e3o florestal no mundo constatou, a partir de um mapa de alta resolu\u00e7\u00e3o, que 70% das florestas existentes na Terra est\u00e3o sob grande amea\u00e7a por estarem posicionadas em \u00e1reas vulner\u00e1veis que amea\u00e7am a sua prote\u00e7\u00e3o. A pesquisa foi divulgada no \u00faltimo dia 20, pela revista Science Advances.<\/p>\n<p>O estudo tem 24 autores de v\u00e1rios pa\u00edses, que acompanharam os resultados de 35 anos de pesquisa de sete grandes experimentos sobre fragmenta\u00e7\u00e3o de habitats, realizados em biomas dos cinco continentes. A an\u00e1lise originou o primeiro mapa global em alta resolu\u00e7\u00e3o que aponta onde est\u00e3o esses remanescentes florestais e como eles est\u00e3o sofrendo com os efeitos da fragmenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os pesquisadores afirmam que a maior parte das \u00e1reas florestais que ainda existem no mundo possuem uma caracter\u00edstica comum: localizam-se, em m\u00e9dia, a um quil\u00f4metro da borda da floresta, dentro de uma faixa onde existem as atividades humanas e amea\u00e7as naturais que podem influenciar e degradar esses ecossistemas. Outra conclus\u00e3o dos autores do estudo \u00e9 a de que os habitats fragmentados t\u00eam reduzido a diversidade de plantas e animais de 13 a 75 por cento e os efeitos mais negativos se encontram nos menores e mais isolados fragmentos de habitat.<\/p>\n<p>As an\u00e1lises foram lideradas por Nick Haddad, da Universidade Estadual da Carolina do Norte (EUA), que conta com a participa\u00e7\u00e3o do pesquisador americano Clinton Jenkins que, no Brasil, atua como pesquisador do IP\u00ca \u2013 Instituto de Pesquisas Ecol\u00f3gicas. Segundo Jenkins, o Brasil vive os dois extremos, com uma floresta bastante conservada, a Amaz\u00f4nia, e uma que est\u00e1 em vias de desaparecer, a Mata Atl\u00e2ntica.<\/p>\n<p>\u201cO Brasil det\u00e9m dois dos exemplos mais extremos para as florestas. De um lado do pa\u00eds, a Amaz\u00f4nia, a maior floresta tropical e a menos fragmentada do mundo, um bioma que ainda pode ser considerado bem conservado, mas que vive sob grande amea\u00e7a. Do outro lado do pa\u00eds \u00e9 a Mata Atl\u00e2ntica, uma das florestas mais devastadas e fragmentadas do planeta, que, para sobrevier, precisa salvar suas pequenas partes e tentar reconstruir um ecossistema maci\u00e7amente danificado. O que vemos, entretanto, \u00e9 que a Amaz\u00f4nia est\u00e1 seguindo o mesmo caminho da Mata Atl\u00e2ntica, caso n\u00e3o houver medidas eficazes de combate ao desmatamento\u201d, afirma Jenkins, que \u00e9 tamb\u00e9m professor convidado pela ESCAS \u2013 Escola Superior de Conserva\u00e7\u00e3o Ambiental e Sustentabilidade, no Brasil.<\/p>\n<p>Abrangendo diversos tipos de ecossistemas, das florestas de savanas a pastagens, as experi\u00eancias de fragmenta\u00e7\u00e3o agrupadas e analisadas no estudo mostram uma tend\u00eancia desanimadora: a fragmenta\u00e7\u00e3o causa perdas de plantas e animais, muda a forma como funcionam os ecossistemas, reduz as quantidades de nutrientes acumulados e a quantidade de carbono sequestrado, e tem outros efeitos prejudiciais.<\/p>\n<p>\u201cOs efeitos iniciais foram negativamente surpreendentes\u201d, diz Haddad. \u201cMas eu fiquei admirado com o fato de que esses efeitos negativos tornam-se ainda mais negativos com o passar do tempo. Alguns resultados mostraram uma redu\u00e7\u00e3o de 50 por cento ou mais de esp\u00e9cies vegetais e animais durante uma m\u00e9dia de apenas 20 anos, por exemplo. E a trajet\u00f3ria ainda \u00e9 uma espiral descendente\u201d, alerta. O pesquisador ainda afirma que a fragmenta\u00e7\u00e3o de habitats tem efeitos nocivos que tamb\u00e9m ir\u00e3o prejudicar as pessoas. \u201cEste estudo \u00e9 uma chamada para acordarmos para o quanto estamos afetando ecossistemas \u2013 incluindo \u00e1reas que pensamos estarem conservadas\u201d, diz.<\/p>\n<p>Os autores apontam para poss\u00edveis formas de mitigar os efeitos negativos da fragmenta\u00e7\u00e3o: conserva\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o de \u00e1reas maiores de habitat; utiliza\u00e7\u00e3o de corredores paisagem que conectam fragmentos; e aumento da efici\u00eancia da agricultura para reduzir as demandas por mais terras. S\u00e3o medidas urgentes de conserva\u00e7\u00e3o e restaura\u00e7\u00e3o para melhorar a conectividade da paisagem, o que reduzir\u00e1 as taxas de extin\u00e7\u00e3o e ajudar\u00e3o a manter os servi\u00e7os ecossist\u00eamicos.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s sabemos o que \u00e9 necess\u00e1rio para recuperar os ecossistemas se tivermos essa chance. Proteger habitats remanescentes e conect\u00e1-los com corredores \u00e9 uma maneira cientificamente v\u00e1lida para reduzir os efeitos negativos da fragmenta\u00e7\u00e3o\u201d, conclui Jenkins. (IP\u00ca\/ #Envolverde)<\/p>\n<p>Para acessar o estudo\u00a0clique <a href=\"http:\/\/advances.sciencemag.org\/content\/1\/2\/e1500052\" target=\"_blank\">aqui<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Que as florestas de todo o mundo est\u00e3o em decl\u00ednio e a perda de biodiversidade<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":18149,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/floresta_risco.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/floresta_risco-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/floresta_risco-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/floresta_risco.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/floresta_risco.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/floresta_risco.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/floresta_risco.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/floresta_risco.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/floresta_risco.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/floresta_risco.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Que as florestas de todo o mundo est\u00e3o em decl\u00ednio e a perda de biodiversidade","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18148"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18148"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18148\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18149"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18148"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18148"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18148"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}