{"id":18070,"date":"2015-03-22T16:04:59","date_gmt":"2015-03-22T16:04:59","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=18070"},"modified":"2015-03-22T16:04:59","modified_gmt":"2015-03-22T16:04:59","slug":"trabalho-coletivo-muda-a-rotina-de-beneficiadores-de-castanha-em-sergipe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/trabalho-coletivo-muda-a-rotina-de-beneficiadores-de-castanha-em-sergipe\/","title":{"rendered":"Trabalho coletivo muda a rotina de beneficiadores de castanha em Sergipe"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-18071\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/castanheiras-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/castanheiras-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/castanheiras.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>O trabalho coletivo mudou a rotina dos beneficiadores de castanha de caju de Sergipe. Com a cria\u00e7\u00e3o de uma cooperativa, eles melhoraram as condi\u00e7\u00f5es de trabalho e agora apostam no aumento da produtividade.<\/p>\n<p>Nem a chuva \u00e9 capaz de mudar a rotina do castanheiro Jos\u00e9 dos Santos de Jesus.\u00a0 Todos os dias ele sai\u00a0 de casa, bem cedo para a lida. Em dez minutos chega ao trabalho, no povoado Carrilho, no munic\u00edpio de Itabaiana, agreste de Sergipe.<\/p>\n<p>H\u00e1 um ano Jos\u00e9 se uniu a outros 20 trabalhadores em uma cooperativa que beneficia a castanha de caju. \u201cPra mim foi bom demais porque mudamos o estilo de trabalho, a higiene\u201d, fala o castanheiro Jos\u00e9 dos Santos de Jesus.<\/p>\n<p>\u201cTodos que trabalham faturam igual, divide o rendimento deles. Eles compram, a cooperativa compra para todos. Eles beneficiam, a cooperativa comercializa e a divis\u00e3o \u00e9 para eles, para a renda familiar\u201d, fala Ant\u00f4nio Cardoso Lisboa, gerente Regional do Sebrae.<\/p>\n<p>Os castanheiros entraram com a for\u00e7a de trabalho. O Sebrae com a qualifica\u00e7\u00e3o. O dinheiro para compra das m\u00e1quinas veio do governo do estado e o capital de giro de uma empresa privada. Um investimento de US$ 414 mil, em valores atuais, cerca de R$ 1,2 milh\u00e3o.<\/p>\n<p>A ideia da cooperativa demorou 14 anos para ser colocada em pr\u00e1tica, nesse per\u00edodo, foi preciso capacitar os trabalhadores, buscar financiamento e o mais dif\u00edcil: convencer a comunidade que esse modelo de trabalho poderia dar certo.<\/p>\n<p>O beneficiamento da castanha era feito de forma artesanal e os agricultores ficavam expostos a fuma\u00e7a e ao calor intenso. A castanha era assada, quebrada e limpa manualmente numa jornada de 14 horas que come\u00e7ava ainda na madrugada.<\/p>\n<p>Agora, a castanha que chega in natura \u00e9 assada em um forno semi-industrial. Depois s\u00e3o quebradas uma a uma, em outra m\u00e1quina. E, por fim, descascadas.<\/p>\n<p>Hoje, os cooperados beneficiam cerca de uma tonelada e meia de castanha por m\u00eas. E conseguem receber, por isso, um sal\u00e1rio m\u00ednimo. A renda \u00e9 quase igual \u00e0 alcan\u00e7ada no beneficiamento artesanal, mas o ganho nas condi\u00e7\u00f5es de trabalho deixa o m\u00e9todo antigo bem para tr\u00e1s.<\/p>\n<p>Quase toda castanha beneficiada em Sergipe \u00e9 produzida em outros estados. Uma das mudan\u00e7as, com a chegada da cooperativa foi o fim da depend\u00eancia dos atravessadores, o que aumentava o custo da atividade. Hoje, juntos, os cooperados conseguem buscar a mat\u00e9ria-prima diretamente da fonte. Dos estados da Bahia, Rio Grande do Norte, Cear\u00e1, e Piau\u00ed.<\/p>\n<p>A maior parte da produ\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 vendida a granel. Para aumentar os lucros, os cooperados est\u00e3o embalando as castanhas em pacotes menores, o que facilita a venda.<\/p>\n<p>\u201cSomos independentes. Melhora a autoestima, as condi\u00e7\u00f5es de pre\u00e7o, agente tem autonomia para negociar a compra, a venda, as vantagens s\u00e3o in\u00fameras\u201d, fala a presidente da cooperativa Maria Cristina da Silva.<\/p>\n<p>At\u00e9 o final do ano, a meta \u00e9 beneficiar tr\u00eas toneladas de castanhas por m\u00eas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O trabalho coletivo mudou a rotina dos beneficiadores de castanha de caju de Sergipe. 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