{"id":18064,"date":"2015-03-22T18:00:18","date_gmt":"2015-03-22T18:00:18","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=18064"},"modified":"2015-03-22T15:55:20","modified_gmt":"2015-03-22T15:55:20","slug":"dia-mundial-da-agua-sociedade-civil-se-mobiliza-para-torneira-nao-secar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/dia-mundial-da-agua-sociedade-civil-se-mobiliza-para-torneira-nao-secar\/","title":{"rendered":"Dia Mundial da \u00c1gua: sociedade civil se mobiliza para torneira n\u00e3o secar"},"content":{"rendered":"<div id=\"materia-letra\" class=\"materia-conteudo entry-content\">\n<div>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/agua_conscientizacao.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-18065\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/agua_conscientizacao-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/agua_conscientizacao-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/agua_conscientizacao.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Edison Urbano ainda estranha ser chamado de professor, mesmo quando est\u00e1 diante de uma turma em uma sala de aula em um centro cultural na zona norte de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Na quinta-feira (19), ele ensinava moradores da regi\u00e3o a captar \u00e1gua da chuva para usar se a torneira secar &#8211; algo comum em muitas partes da capital paulista desde meados do ano passado, quando foi aplicada uma diminui\u00e7\u00e3o da press\u00e3o na rede de abastecimento.<\/p>\n<p>Urbano aprendeu por conta pr\u00f3pria a fazer uma minicisterna com ton\u00e9is, tubos de PVC e telas de mosquito para coletar, filtrar e armazenar a \u00e1gua da chuva.<\/p>\n<p>H\u00e1 cinco meses, dedica-se quase integralmente a ensinar como montar este sistema como um dos coordenadores do Movimento Cisterna J\u00e1, uma das v\u00e1rias organiza\u00e7\u00f5es sociais criadas em S\u00e3o Paulo desde que a \u00e1gua come\u00e7ou a faltar, no ano passado.<\/p>\n<p>Os reservat\u00f3rios baixaram a n\u00edveis in\u00e9ditos e, neste domingo (22), o estado passa pelo segundo Dia Mundial da \u00c1gua &#8211; celebrado todo 22 de mar\u00e7o &#8211; consecutivo em meio a uma crise h\u00eddrica sem precedentes.<\/p>\n<p>&#8220;Quis agir para reverter ou amenizar a situa\u00e7\u00e3o. Temo que, sem \u00e1gua, a gente acabe em uma guerra civil, porque vai faltar alimento tamb\u00e9m. \u00c9 esse medo que me move&#8221;, afirma Urbano.<\/p>\n<p>&#8220;J\u00e1 o que me move \u00e9 o desespero&#8221;, diz a psic\u00f3loga Camila Pavanelli, autora do Boletim da Falta D\u2019\u00c1gua, um blog em que ela re\u00fane e comenta em postagens semanais as mais recentes informa\u00e7\u00f5es sobre a crise h\u00eddrica.<\/p>\n<p>Esse trabalho come\u00e7ou em outubro passado, quando Pavanelli decidiu listar em um post no Facebook o que havia lido sobre o assunto. Em meio a curtidas e compartilhamentos, tamb\u00e9m vieram pedidos para que disponibilizasse a pesquisa de uma forma que fosse mais f\u00e1cil encontr\u00e1-la. Para quem j\u00e1 tinha um blog pessoal, fazer outro sobre a falta de \u00e1gua foi natural.<\/p>\n<p>&#8220;Fazer o blog me faz sentir viva. N\u00e3o cogito morar em S\u00e3o Paulo e n\u00e3o discutir este problema&#8221;, diz Pavanelli.<\/p>\n<p><strong>Sinal de alerta<\/strong><br \/>\nEstas iniciativas s\u00e3o recentes em S\u00e3o Paulo. A cidade j\u00e1 tinha ONGs voltadas para temas como moradia, combate \u00e0 viol\u00eancia, mobilidade, educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade, entre outros.<\/p>\n<p>Mas tamanha mobiliza\u00e7\u00e3o social em torno da \u00e1gua \u00e9 novidade, porque \u201cs\u00f3 agora se faz necess\u00e1ria\u201d, como explicou Pablo Ortellado, professor de Gest\u00e3o de Pol\u00edticas P\u00fablicas da USP, em aula sobre a crise h\u00eddrica realizada no fim de fevereiro no v\u00e3o do Museu de Arte de S\u00e3o Paulo (Masp), palco de nove em cada dez manifesta\u00e7\u00f5es na regi\u00e3o central da cidade.<\/p>\n<p>O primeiro alerta soou em dezembro de 2013, quando choveu 72% abaixo do normal. Aquele foi o ver\u00e3o mais quente desde 1943, quando come\u00e7aram as medi\u00e7\u00f5es. Nos dois meses seguintes, a m\u00e9dia de chuvas foi 66% e 64% menor, respectivamente, fazendo com que S\u00e3o Paulo enfrentasse a estiagem mais intensa desde o in\u00edcio do registro de chuvas, em 1930.<\/p>\n<p>Em fevereiro de 2014, o n\u00edvel do Sistema <a class=\"premium-tip\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/topico\/sistema-cantareira.html\">Cantareira<\/a>, que abastece 6,2 milh\u00f5es de pessoas na regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo, atingiu 14,6%, o mais baixo desde sua cria\u00e7\u00e3o, em 1974.<\/p>\n<p>A Sabesp, empresa de abastecimento de S\u00e3o Paulo, informou \u00e0 BBC Brasil que vem realizando uma s\u00e9rie de medidas para ampliar a disponibilidade de \u00e1gua e reduzir a depend\u00eancia da regi\u00e3o metropolitana do Cantareira. Em comunicado, a empresa ainda afirma &#8220;seguir rigorosamente as determina\u00e7\u00f5es de \u00f3rg\u00e3os reguladores&#8221;.<\/p>\n<p>Uma destas medidas foi a autoriza\u00e7\u00e3o para usar duas cotas do volume morto do Cantareira, nome dado \u00e0 \u00e1gua que ficava abaixo do n\u00edvel de capta\u00e7\u00e3o. Mas, na aus\u00eancia de chuvas capazes de recompor o sistema, seu n\u00edvel continuou a baixar a patamares in\u00e9ditos.<\/p>\n<p><strong>Mobiliza\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nNo entanto, para Ortellado, existe uma percep\u00e7\u00e3o por parte de alguns de que as autoridades n\u00e3o agiram de modo adequado em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 crise, o que teria catalisado a mobiliza\u00e7\u00e3o social em torno da \u00e1gua.<\/p>\n<p>&#8220;Se as pessoas acreditam que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel contar com o governo, isso cria um sentimento de urg\u00eancia que faz a sociedade civil agir por conta pr\u00f3pria, usando suas habilidades em prol desta causa&#8221;, afirma Ortellado.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"Marussia Whately coordena a Alian\u00e7a pela \u00c1gua, organiza\u00e7\u00e3o que re\u00fane mais de 40 ONGs (Foto: BBC Brasil)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/5Z2MzwQnuYLZotqOs0rdGIQu1WY=\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2015\/03\/22\/marussia_.jpg\" alt=\"Marussia Whately coordena a Alian\u00e7a pela \u00c1gua, organiza\u00e7\u00e3o que re\u00fane mais de 40 ONGs (Foto: BBC Brasil)\" width=\"640\" height=\"480\" \/><\/div>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><strong>Marussia Whately coordena a Alian\u00e7a pela \u00c1gua, organiza\u00e7\u00e3o que re\u00fane mais de 40 ONGs (Foto: BBC Brasil)<\/strong><\/div>\n<p>Para a urbanista Marussia Whately, isso significa coordenar o trabalho de mais de 40 ONGs reunidas pela Alian\u00e7a pela \u00c1gua, organiza\u00e7\u00e3o criada em outubro passado para cobrar a\u00e7\u00f5es do governo, elaborar projetos para atenuar o impacto da falta de \u00e1gua e informar a popula\u00e7\u00e3o de seus desdobramentos.<\/p>\n<p>Especializada em gest\u00e3o de recursos h\u00eddricos, ela j\u00e1 atuou como consultora de ONGs, como a Imazon e o <a class=\"premium-tip\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/topico\/instituto-socioambiental\/\">Instituto Socioambiental<\/a>, e \u00e0 frente da Alian\u00e7a Pela \u00c1gua tornou-se uma das principais vozes da mobiliza\u00e7\u00e3o da sociedade civil em torno da crise.<\/p>\n<p>&#8220;T\u00ednhamos organiza\u00e7\u00f5es muito dispersas. A Alian\u00e7a cria o espa\u00e7o para elas interagirem e criarem uma agenda m\u00ednima de a\u00e7\u00f5es e propostas, al\u00e9m de uma for\u00e7a-tarefa para monitorar o respeito aos direitos dos cidad\u00e3os e impedir um retrocesso das conquistas&#8221;, diz Whately.<\/p>\n<p>Para ela, o fato de S\u00e3o Paulo passar por uma situa\u00e7\u00e3o sem precedentes torna a solu\u00e7\u00e3o ainda mais complexa, na qual a participa\u00e7\u00e3o de cidad\u00e3os \u00e9 imprescind\u00edvel.<\/p>\n<p>&#8220;O debate n\u00e3o pode ficar restrito ao que a Sabesp planeja fazer. O problema vai muito al\u00e9m das represas\u201d, diz Whately. &#8220;Temos que engajar a sociedade e fazer com que as pessoas revejam sua postura pol\u00edtica e seus h\u00e1bitos. Por ser uma crise grave, a solu\u00e7\u00e3o n\u00e3o vir\u00e1 de um \u00fanico ator.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Minicisterna<\/strong><br \/>\nUrbano diz acreditar que est\u00e1 fazendo sua parte com os cursos sobre a minicisterna. Nesta semana, ele deu dois dias de aula para uma turma de 20 pessoas, entre jovens, adultos e idosos, que moram na Zona Norte de S\u00e3o Paulo, uma das regi\u00f5es mais afetadas pela falta de \u00e1gua.<\/p>\n<p>Primeiro, Urbano ensina a teoria, que inclui conceitos de sustentabilidade, sa\u00fade p\u00fablica e hidrologia, enquanto vai construindo a minicisterna diante dos alunos. \u201cN\u00e3o fiquem esperando uma a\u00e7\u00e3o do governo. Tomem uma atitude, porque \u00e9 nossa sa\u00fade que est\u00e1 em risco&#8221;, diz para a turma.<\/p>\n<p>Urbano criou este sistema por necessidade. T\u00e9cnico em eletr\u00f4nica, ele viu seu trabalho minguar com a &#8220;chegada dos aparelhos da China&#8221;. Acabou demitido e, com dificuldade para conseguir um emprego, decidiu criar formas de economizar dinheiro.<\/p>\n<p>Inventou um aquecedor de \u00e1gua com energia solar, um sistema de horta caseira e uma s\u00e9rie de outros projetos que passou a divulgar por meio do site Sempre Sustent\u00e1vel, enquanto tamb\u00e9m dava cursos.<\/p>\n<p>No ano passado, aceitou a sugest\u00e3o de um amigo, o engenheiro Guilherme Castagna, de adaptar a minicisterna de acordo com as normas t\u00e9cnicas de reuso de \u00e1gua e ensinar como constru\u00ed-la. Cinco meses depois, exibe com orgulho as fotos enviadas por ex-participantes do curso com suas pr\u00f3prias minicisternas.<\/p>\n<p>&#8220;Fico muito grato. Sinto que estou fazendo alguma coisa. Se voc\u00ea reunir todas as minicisternas j\u00e1 feitas, vira uma cisterna gigante que eu n\u00e3o conseguiria construir sozinho&#8221;, diz ele.<\/p>\n<p>J\u00e1 Camila Pavanelli diz que contribui para sanar a crise ao organizar a &#8220;loucura de informa\u00e7\u00f5es&#8221; em torno da crise h\u00eddrica. No in\u00edcio, ela publicava seu boletim diariamente, mas, desde o in\u00edcio do ano, mudou a t\u00e1tica. Passou a reunir reportagens e documentos por meio de uma conta no Twitter e a dedicar o domingo e parte da segunda-feira a escrever um post semanal.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o existe um interesse em se informar e h\u00e1 uma dificuldade em perceber que faltam pol\u00edticas p\u00fablicas para a \u00e1gua,assim como ocorre com a viol\u00eancia, por exemplo. Quero que as pessoas se mobilizem mais&#8221;, afirma Pavanelli.<\/p>\n<p>&#8220;Seria arrogante pensar que vou conseguir fazer isso. Tem quem me critique. Mas tamb\u00e9m h\u00e1 muita gente que me agradece por usar meu tempo para fazer este trabalho.&#8221;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"A psic\u00f3loga Camila Pavanelli publica semanalmente um boletim com as informa\u00e7\u00f5es mais recentes da crise (Foto: BBC Brasil)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/EOASL35TXxorEVruLJgjnA_4cWA=\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2015\/03\/22\/camila.jpg\" alt=\"A psic\u00f3loga Camila Pavanelli publica semanalmente um boletim com as informa\u00e7\u00f5es mais recentes da crise (Foto: BBC Brasil)\" width=\"640\" height=\"480\" \/><\/div>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><strong>A psic\u00f3loga Camila Pavanelli publica semanalmente um boletim com as informa\u00e7\u00f5es mais recentes da crise (Foto: BBC Brasil)<\/strong><\/div>\n<p><strong>Desafios<\/strong><br \/>\nPablo Ortellado, da USP, diz que a mobiliza\u00e7\u00e3o social \u00e9 importante para canalizar a insatisfa\u00e7\u00e3o da sociedade civil e impedir que ela gere uma &#8220;selvageria, com quebra-quebra e saque de \u00e1gua&#8221;, como ocorreu em Itu, no interior de S\u00e3o Paulo, no ano passado. No entanto, tamb\u00e9m afirma que as organiza\u00e7\u00f5es criadas em torno da crise h\u00eddrica enfrentam algumas dificuldades.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 dif\u00edcil mobilizar a popula\u00e7\u00e3o quando a insatisfa\u00e7\u00e3o est\u00e1 mal distribu\u00edda pela cidade, j\u00e1 que falta \u00e1gua em alguns bairros e em outros n\u00e3o. E, como nunca vivemos uma crise assim, falta um grupo de refer\u00eancia, com legitimidade para mobilizar, como ocorre com outras quest\u00f5es sociais&#8221;, afirma o especialista.<\/p>\n<p>&#8220;As pessoas s\u00f3 v\u00e3o para rua quando confiam nas organiza\u00e7\u00f5es que se manifestam por isso. \u00c9 importante que estes grupos comecem a construir essa legitimidade para representar a insatisfa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>Em meio \u00e0 crise e a mobiliza\u00e7\u00e3o provocada por ela, surgiram boas not\u00edcias. Chuvas acima da m\u00e9dia hist\u00f3rica em fevereiro fizeram o n\u00edvel dos principais sistemas que abastecem S\u00e3o Paulo voltar a subir. Atualmente, os reservat\u00f3rios do Cantareira est\u00e3o em 16%. Com isso, a <a class=\"premium-tip\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/topico\/sabesp.html\">Sabesp<\/a> afirmou que a regi\u00e3o metropolitana est\u00e1 livre de racionamento at\u00e9 o segundo semestre.<\/p>\n<p>No entanto, Urbano, do Cisterna J\u00e1, diz ter &#8220;plena consci\u00eancia de que a situa\u00e7\u00e3o vai piorar\u201d &#8211; opini\u00e3o compartilhada por Whately, da Alian\u00e7a pela \u00c1gua. &#8220;Vamos chegar \u00e0 esta\u00e7\u00e3o da seca numa situa\u00e7\u00e3o igual ou pior do que no ano passado, porque as represas estar\u00e3o com um n\u00edvel mais baixo\u201d, diz Whately.<\/p>\n<p>O desafio para estas organiza\u00e7\u00f5es agora \u00e9 conseguir mobilizar a popula\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que o interesse pelo tema diminui diante de um aparente risco menor de restri\u00e7\u00e3o no abastecimento. O Movimento Cisterna J\u00e1 teve de cancelar um curso, porque o n\u00famero de inscritos foi insuficiente. Por sua vez, o Boletim da Falta D\u2019\u00c1gua, que chegou a ter posts compartilhados 1,5 mil vezes, hoje n\u00e3o atinge 200.<\/p>\n<p>&#8220;Ningu\u00e9m mais quer saber de falta de \u00e1gua. N\u00e3o consegui nem convencer meus vizinhos a instalar uma cisterna no pr\u00e9dio&#8221;, diz Pavanelli, que ainda assim n\u00e3o pretende abandonar o blog.<\/p>\n<p>&#8220;Sinto-me um fracasso completo, mas isso me motiva. Outro dia, encontrei um v\u00eddeo dizendo que o Cantareira est\u00e1 cheio e que a crise \u00e9 uma farsa. Foi visto por mais de 1 milh\u00e3o de pessoas. Enquanto isso existir, \u00e9 sinal de que preciso continuar. Se eu n\u00e3o fizer, quem vai fazer?&#8221;<\/p>\n<p>Urbano planeja aumentar o n\u00famero de cursos gratuitos para driblar a falta de interesse e aumentar a divulga\u00e7\u00e3o do projeto.<\/p>\n<p>Por sua vez, Whately se diz otimista: &#8220;Trabalho h\u00e1 v\u00e1rios anos com a quest\u00e3o da \u00e1gua e finalmente come\u00e7o a ver pessoas sabendo que Cantareira n\u00e3o \u00e9 apenas o nome de uma serra, revendo seus h\u00e1bitos e mais ligadas em um assunto t\u00e3o importante. Ainda temos mais dois anos de crise pela frente pelo menos. A mobiliza\u00e7\u00e3o s\u00f3 come\u00e7ou.&#8221;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"lista-de-entidades\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Edison Urbano ainda estranha ser chamado de professor, mesmo quando est\u00e1 diante de uma turma<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":18065,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/agua_conscientizacao.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/agua_conscientizacao-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/agua_conscientizacao-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/agua_conscientizacao.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/agua_conscientizacao.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/agua_conscientizacao.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/agua_conscientizacao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/agua_conscientizacao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/agua_conscientizacao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/agua_conscientizacao.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Edison Urbano ainda estranha ser chamado de professor, mesmo quando est\u00e1 diante de uma turma","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18064"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18064"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18064\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18065"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18064"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18064"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18064"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}