{"id":18018,"date":"2015-03-21T15:19:09","date_gmt":"2015-03-21T15:19:09","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=18018"},"modified":"2015-03-21T15:21:52","modified_gmt":"2015-03-21T15:21:52","slug":"de-olho-no-genesis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/de-olho-no-genesis\/","title":{"rendered":"De olho no Genesis"},"content":{"rendered":"<section class=\"common clearfix\">\n<article>\n<div class=\"context clearfix\">\n<div id=\"gallery\" class=\"clearfix\">\n<div id=\"image-wrapper\" class=\"\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/revistaplaneta.terra.com.br\/media\/images\/large\/2014\/04\/17\/img-357233-de-olho-no-genesis.png\" alt=\"De olho no Genesis\" width=\"640\" height=\"459\" \/><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"clearfix\"><\/div>\n<div class=\"clearfix\"><strong>No fim do mundo, na Ant\u00e1rtica, Sebasti\u00e3o Salgado fotografou-se refletido no olho\u00a0de um elefante-marinho beb\u00ea (veja acima). Foi como se um elo da cadeia da\u00a0evolu\u00e7\u00e3o se fechasse diante do fot\u00f3grafo brasileiro.<\/strong><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a title=\"De olho no Genesis\" href=\"http:\/\/revistaplaneta.terra.com.br\/media\/images\/large\/2014\/04\/17\/img-357236-de-olho-no-genesis.png\" data-legend=\"Sebast\u00e3o e L\u00e9lia: parceria duradoura.\" data-credit=\"\"> <img class=\" alignleft\" title=\"Sebast\u00e3o e L\u00e9lia: parceria duradoura.\" src=\"http:\/\/revistaplaneta.terra.com.br\/media\/images\/thumb\/2014\/04\/17\/img-357236-de-olho-no-genesis.png\" alt=\"De olho no Genesis\" data-credit=\"\" \/> <\/a>O mineiro Sebasti\u00e3o Salgado \u00e9 um dos fot\u00f3grafos mais\u00a0famosos do mundo, celebrado pelo virtuosismo dram\u00e1tico\u00a0das suas fotos em preto e branco, como em Genesis,\u00a0seu \u00faltimo trabalho, de 2013, que aborda a natureza intocada\u00a0nos lugares mais remotos do planeta.\u00a0Em 1969, esse mineiro de Aimor\u00e9s, ex-militante do movimento\u00a0estudantil, emigrou desgostoso para a Fran\u00e7a com a mulher,\u00a0a ent\u00e3o estudante de arquitetura L\u00e9lia Wanick Salgado, a\u00a0fim de fazer uma tese de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em economia. Na Europa,\u00a0trabalhou como economista na Organiza\u00e7\u00e3o Internacional\u00a0do Caf\u00e9 e participou de miss\u00f5es do Banco Mundial. Fez suas primeiras\u00a0fotos a trabalho, na \u00c1frica.<\/p>\n<p>Em 1973, Salgado virou fot\u00f3grafo independente e construiu\u00a0uma reputa\u00e7\u00e3o s\u00f3lida nas ag\u00eancias Sygma, Gamma e Magnum,\u00a0na Fran\u00e7a. Hoje, dirige sua pr\u00f3pria ag\u00eancia, a Imagens da Amaz\u00f4nia.O casal, que tem dois filhos, continua a viver em Paris.\u00a0Na abertura da exposi\u00e7\u00e3o Genesis,\u00a0na casa Tre Oci, em Veneza,\u00a0Salgado e L\u00e9lia conversaram com\u00a0a PLANETA sobre a inspira\u00e7\u00e3o\u00a0de seu trabalho, a prepara\u00e7\u00e3o das\u00a0reportagens, as dificuldades enfrentadas\u00a0em viagens e o sempre\u00a0delicado momento de escolher as\u00a0melhores entre milhares de fotos.\u00a0Para al\u00e9m das imagens, o casal\u00a0est\u00e1 empenhado na obra do Instituto\u00a0Terra e no Projeto Terrinha,\u00a0desenvolvidos na fazenda da fam\u00edlia, no Vale do Rio Doce, em \u00a0Minas, onde est\u00e3o sendo plantados 2,5 milh\u00f5es de \u00e1rvores nativas\u00a0da Mata Atl\u00e2ntica em terrras devastadas. Ambos os projetos promovem\u00a0a silvicultura e a educa\u00e7\u00e3o ambiental na comunidade.<\/p>\n<p><strong>Como a fotografia nasceu para voc\u00ea?<\/strong><br \/>\nSebasti\u00e3o: A minha fotografi a nasceu\u00a0l\u00e1 pelo interior de Minas Gerais, com as\u00a0colinas e as montanhas fant\u00e1sticas da minha\u00a0regi\u00e3o. Seguramente, foram aquelas\u00a0luzes do per\u00edodo anterior \u00e0s chuvas, as\u00a0nuvens fabulosas, \u00a0os raios fant\u00e1sticos, as\u00a0montanhas sem fim. Eu tinha o sonho de\u00a0ir ver mais longe. Acho que foram a luz e\u00a0o relevo de Minas que entraram na minha\u00a0fotografi a. Quando olho uma fotografi a<br \/>\nminha, vejo um pouco dessa luz por tudo.<\/p>\n<p><strong>Como \u00e9 viver longe do Brasil?<\/strong><br \/>\nSebasti\u00e3o: Foi dif\u00edcil morar tanto tempo\u00a0fora. Quando eu sa\u00ed, em 1969, havia\u00a0um Brasil, e hoje h\u00e1 outro. As cidades tinham \u00a0se modificado e as pessoas tinham\u00a0envelhecido. Deixei os meus pais ainda\u00a0fortes, jovens, e reencontrei-os envelhecidos.\u00a0Foi muito dif\u00edcil. A sina de refugiado\u00a0\u00e9 dif\u00edcil. Acho que os pa\u00edses que recebem\u00a0refugiados e imigrantes t\u00eam que respeit\u00e1los\u00a0porque eles deixam muito para tr\u00e1s\u00a0quando saem, perdem muito.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 dif\u00edcil se destacar como fot\u00f3grafo\u00a0estrangeiro em outro pa\u00eds?<\/strong><br \/>\nSebasti\u00e3o: N\u00e3o, n\u00e3o foi. Os franceses\u00a0t\u00eam um grande sentido de solidariedade.\u00a0Fui bem-aceito e respeitado, tive a possibilidade\u00a0de trabalhar. A minha base de trabalho \u00e9 a Fran\u00e7a, mas o meu trabalho\u00a0\u00e9 o mundo. Eu viajo sempre. No projeto\u00a0Genesis eu voltava \u00e0 Fran\u00e7a para fazer\u00a0edi\u00e7\u00e3o, reabastecer a energia vital com a\u00a0fam\u00edlia e continuar correndo o planeta.<\/p>\n<p><strong>Como nasceu o projeto Genesis?<\/strong><br \/>\nSebasti\u00e3o: O projeto nasceu em Aimor\u00e9s,\u00a0no Vale do Rio Doce, em Minas\u00a0Gerais. Quando come\u00e7amos a plantar\u00a0uma floresta na fazenda dos meus pais,\u00a0voltou a vontade de fotografar. Naquele\u00a0momento eu tinha \u00a0 praticamente abandonado\u00a0a fotografi a. Voltei fotografando\u00a0a natureza. Acho que a natureza \u00e9 uma prioridade global. Temos de priorizar o\u00a0ambiente como fazemos com a redistribui\u00e7\u00e3o\u00a0da riqueza e o fim da pobreza. O\u00a0ambiente \u00e9 uma necessidade suprema.<\/p>\n<p><strong>Qual \u00e9 o crit\u00e9rio para escolher os\u00a0lugares visitados no Genesis?<\/strong><br \/>\nL\u00e9lia: Fizemos pesquisas durante dois\u00a0anos e elegemos 32 destinos. S\u00e3o lugares\u00a0ainda puros, que n\u00e3o sofreram transforma\u00e7\u00f5es.\u00a0Procuramos animais selvagens,\u00a0n\u00e3o domestic\u00e1veis, e comunidades que\u00a0vivem de maneira original, distantes das\u00a0sociedades de consumo em que vivemos.\u00a0Organizar o acesso a esses lugares \u00e9 sempre complicado. Por exemplo, no Pantanal,\u00a0para chegar a alguns lugares tivemos\u00a0de contar com funda\u00e7\u00f5es, ONGs, procurar\u00a0guias, etc.<\/p>\n<p><strong>E a log\u00edstica, a alimenta\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nL\u00e9lia: Levamos alimenta\u00e7\u00e3o para onde\u00a0vamos. At\u00e9 porque nesses lugares n\u00e3o h\u00e1\u00a0lugar para comprar comida. Na Amaz\u00f4nia,\u00a0os \u00edndios ca\u00e7am para eles e, logicamente,\u00a0n\u00e3o t\u00eam a obriga\u00e7\u00e3o de ca\u00e7ar para\u00a0n\u00f3s. Tamb\u00e9m n\u00e3o podemos dar-lhes a\u00a0nossa alimenta\u00e7\u00e3o, para n\u00e3o interferir na\u00a0sua cultura. Em algumas expedi\u00e7\u00f5es,\u00a0havia 20 mulas para carregar\u00a0tudo e forragem para alimentar\u00a0os animais. Organizar a\u00a0equipe, decidir o n\u00famero de pessoas \u00a0que viaja conosco, tamb\u00e9m\u00a0n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Em Gal\u00e1pagos, no Equador,\u00a0alugamos um barco durante dois meses.\u00a0Eram o capit\u00e3o e mais tr\u00eas pessoas. Dois\u00a0caminhavam conosco, um guia e um ajudante\u00a0com as mochilas. \u00c0s vezes, o barco\u00a0nos deixava em um lugar, pass\u00e1vamos dois\u00a0ou tr\u00eas dias sozinhos e ele ia nos pegar em\u00a0outro ponto.<\/p>\n<p><strong>Como conseguir transporte?<\/strong><br \/>\nL\u00e9lia: O mais dif\u00edcil \u00e9 caminhar, subir e\u00a0descer dentro da floresta. Foi muito complicado\u00a0caminhar na \u00c1frica quando Sebasti\u00e3o\u00a0foi fotografar os gorilas das montanhas\u00a0de Ruanda e do Congo. \u00c9 bem\u00a0dif\u00edcil caminhar atr\u00e1s de gorilas. Temos\u00a0de caminhar muito r\u00e1pido entre aclives e\u00a0declives e h\u00e1 v\u00e1rias plantas que se enredam\u00a0nos p\u00e9s. Voc\u00ea cai bastante.<\/p>\n<p><strong>Como se faz a edi\u00e7\u00e3o em meio a\u00a0tantas fotografias do Genesis?<\/strong><br \/>\nL\u00e9lia: Cada vez que voltamos de uma\u00a0reportagem, fazemos um recorte de uma\u00a0quantidade de imagens. Essas imagens\u00a0s\u00e3o as que v\u00e3o para as revistas. Em seguida,\u00a0fazemos amplia\u00e7\u00f5es grandes das melhores\u00a0e guardamos. No fim, escolhemos\u00a0as mais representativas para o projeto. A\u00a0quantidade fi nal, eu escolho. Eu fiz o livro.\u00a0O Genesis tem mais de 500 fotos e\u00a0a exposi\u00e7\u00e3o, quase 250. H\u00e1 duas vers\u00f5es\u00a0do livro, o livro grande e o menor, que\u00a0s\u00e3o completamente diferentes. O livro\u00a0menor \u00e9 como a exposi\u00e7\u00e3o, dividido em\u00a0cinco se\u00e7\u00f5es. J\u00e1 o grande \u00e9 mais est\u00e9tico,\u00a0com uma foto atr\u00e1s da outra seguindo\u00a0certo caminho. Como era um livro para\u00a0ser vendido no Hemisf\u00e9rio Norte, fiz para\u00a0ser vista uma foto por dia. Come\u00e7a com\u00a0fotos do inverno, com lugares frios, vai\u00a0esquentando de acordo com o passar do\u00a0ano e termina voltando para o frio.<\/p>\n<p><strong>Como foi a mudan\u00e7a das c\u00e2meras\u00a0anal\u00f3gicas para digital?<\/strong><br \/>\nL\u00e9lia: Depois dos atentados de 11 de\u00a0Setembro, ficou complicado passar pelos\u00a0radares dos aeroportos com filmes. Como\u00a0o Sebasti\u00e3o viajava com 500 filmes, tinha\u00a0de abrir a bolsa e mostr\u00e1-los \u00e0 pol\u00edcia para\u00a0eles n\u00e3o passarem pelo raio X, que estraga\u00a0a qualidade dos filmes. Isso era muito\u00a0complicado, uma cena em cada aeroporto.\u00a0Era assim at\u00e9 ele fazer uns testes com\u00a0algumas c\u00e2meras novas e resolver passar\u00a0a fotografar no modo \u00a0digital. Facilitou\u00a0muito! Antes carregava uma mala com\u00a0quilos de filmes e agora carrega uma caixinha\u00a0cheia de cart\u00f5es de mem\u00f3ria.<\/p>\n<p><strong>O que voc\u00ea sentiu quando fotografou\u00a0um gorila que se viu refletido\u00a0na lente da c\u00e2mera?<\/strong><br \/>\nSebasti\u00e3o: Foi uma coisa muito forte,\u00a0muito importante. Eu estava fotografando\u00a0no Parque Virunga, em Ruanda, e um\u00a0jovem gorila veio na minha dire\u00e7\u00e3o. Eu\u00a0estava com c\u00e2meras de m\u00e9dio formato,\u00a0que s\u00e3o c\u00e2meras grandes com lentes planas\u00a0na frente. Quando voc\u00ea olha direto\u00a0numa lente, \u00e9 como um espelho. Ele fez\u00a0um movimento e identificou o movimento.\u00a0Ele estava se vendo no espelho!\u00a0Chegou pertinho de mim e come\u00e7ou\u00a0a colocar o dedo na boca e a retirar, e a\u00a0identificar que era o dedo dele. Estava se\u00a0vendo pela primeira vez e tendo a consci\u00eancia\u00a0da imagem vista em reflexo. Eu\u00a0fiquei emocionado. Senti-me dentro da\u00a0minha esp\u00e9cie, h\u00e1 50 mil anos, tomando\u00a0\u00e1gua num riacho e vendo minha imagem\u00a0pela primeira vez. Eu estava presenciando\u00a0um dos elos da cadeia da evolu\u00e7\u00e3o na\u00a0minha frente.<\/p>\n<p><strong>Na Ant\u00e1rtica, voc\u00ea surge refletido\u00a0no olho de um elefante-marinho.<\/strong><br \/>\nSebasti\u00e3o: Exatamente. Nessa foto eu\u00a0estou refletido no olho desse beb\u00ea de\u00a0elefante-marinho na Ilha Ge\u00f3rgia do\u00a0Sul, dentro do C\u00edrculo Polar Ant\u00e1rtico. \u00c9\u00a0uma volta completa, n\u00e3o?\u00a0Qual \u00e9 a mensagem de Genesis?\u00a0Sebasti\u00e3o: Gostaria que as pessoas vissem\u00a0nessa exposi\u00e7\u00e3o uma compreens\u00e3o\u00a0do planeta. Gostaria que respeitassem\u00a0o planeta, admirassem-no e compreendessem\u00a0que tamb\u00e9m s\u00e3o parte dele. N\u00f3s\u00a0tamb\u00e9m somos natureza.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea elogia os parques naturais\u00a0dos Estados Unidos. E a Amaz\u00f4nia?<\/strong><br \/>\nSebasti\u00e3o: Os americanos realmente\u00a0conseguiram guardar, desde o s\u00e9culo XIX,\u00a0uma grande quantidade de terras convertida\u00a0em parques nacionais. S\u00e3o territ\u00f3rios\u00a0realmente protegidos, inclusive no Alasca.\u00a0O Brasil precisa tomar essa posi\u00e7\u00e3o. O\u00a0tratamento que americanos, canadenses e\u00a0australianos deram \u00e0s popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas\u00a0foi uma barbaridade, uma chacina. O\u00a0Brasil n\u00e3o. Temos uma institui\u00e7\u00e3o chamada\u00a0Funai que consegue proteger boa\u00a0parte das tribos ind\u00edgenas. O Brasil \u00e9 o\u00a0\u00fanico pa\u00eds do mundo que possui 12,5%\u00a0do territ\u00f3rio com popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena.<\/p>\n<p><strong>Temos comunidades ainda sem contato\u00a0com a civiliza\u00e7\u00e3o. A Funai trata de proteg\u00ea-\u00a0las da melhor maneira poss\u00edvel.\u00a0Como nasceu o Instituto Terra?<\/strong><br \/>\nL\u00e9lia: Quando fotografamos Os Imigrantes,\u00a0houve momentos dif\u00edceis, duros,\u00a0como o massacre dos hutus contra os\u00a0tutsis, em Ruanda. A gente saiu abalada.\u00a0Nessa \u00e9poca, os meus sogros, idosos, donos\u00a0de uma fazenda no Vale do Rio Doce,\u00a0em Minas, quiseram que a gente a comprasse.\u00a0Compramos, mas n\u00e3o sab\u00edamos o\u00a0que fazer com ela. Ent\u00e3o, come\u00e7amos a\u00a0observar que a terra estava degradada, e\u00a0tive a ideia de replantar a floresta. O Sebasti\u00e3o\u00a0adorou e come\u00e7amos a trabalhar.\u00a0Temos um amigo, engenheiro florestal,\u00a0que fez um projeto. Ele viu quais esp\u00e9cies\u00a0da Mata Atl\u00e2ntica existiam antes. Estamos\u00a0plantando 2,5 milh\u00f5es de \u00e1rvores em\u00a0700 hectares. Come\u00e7amos com o nosso\u00a0dinheiro, montamos o projeto e sa\u00edmos\u00a0atr\u00e1s de patrocinadores. Recebemos ajuda\u00a0da administra\u00e7\u00e3o da Emilia Romagna, da\u00a0prov\u00edncia de Roma, do Friuli, de Veneza\u00a0e da cidade de Parma. Tamb\u00e9m dos EUA,\u00a0Fran\u00e7a e Espanha. Quinze anos depois,\u00a0temos dois milh\u00f5es de \u00e1rvores, uma floresta\u00a0\u201ccrian\u00e7a\u201d, maravilhosa.\u00a0E o Projeto Terrinha?\u00a0L\u00e9lia: A implanta\u00e7\u00e3o da floresta trouxe\u00a0ideias. T\u00ednhamos que difundir a silvicultura\u00a0que est\u00e1vamos implantando na\u00a0regi\u00e3o. Ent\u00e3o, focamos na educa\u00e7\u00e3o ambiental.\u00a0Isso significa pensar nas crian\u00e7as.\u00a0O Terrinha \u00e9 um projeto de conscientiza\u00e7\u00e3o\u00a0ambiental para crian\u00e7as nas escolas.<\/p>\n<p>Fonte: Revista Planeta<\/p>\n<\/div>\n<\/article>\n<\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No fim do mundo, na Ant\u00e1rtica, Sebasti\u00e3o Salgado fotografou-se refletido no olho\u00a0de um elefante-marinho beb\u00ea<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"No fim do mundo, na Ant\u00e1rtica, Sebasti\u00e3o Salgado fotografou-se refletido no olho\u00a0de um elefante-marinho beb\u00ea","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18018"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18018"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18018\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18018"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18018"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18018"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}