{"id":18009,"date":"2015-03-21T18:00:38","date_gmt":"2015-03-21T18:00:38","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=18009"},"modified":"2015-03-21T13:59:17","modified_gmt":"2015-03-21T13:59:17","slug":"recuperar-florestas-nas-areas-de-mananciais-pode-garantir-nossa-agua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/recuperar-florestas-nas-areas-de-mananciais-pode-garantir-nossa-agua\/","title":{"rendered":"Recuperar florestas nas \u00e1reas de mananciais pode garantir nossa \u00e1gua"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/nascentes.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-18010\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/nascentes-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/nascentes-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/nascentes.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Nestes \u00faltimos meses, a \u00e1gua que parecia algo simples e abundante virou motivo de preocupa\u00e7\u00e3o para todos. Especialmente na Regi\u00e3o Sudeste do Brasil, a escassez h\u00eddrica tem impactado o cotidiano das pessoas nas cidades e as atividades econ\u00f4micas como a gera\u00e7\u00e3o de energia, a agricultura e a ind\u00fastria.<\/p>\n<p>Os motivos desta situa\u00e7\u00e3o s\u00e3o v\u00e1rios. N\u00e3o apenas os problemas de gest\u00e3o dos recursos h\u00eddricos e de desperd\u00edcios, mas tivemos uma menor quantidade de chuvas\u00a0 que, provavelmente, foi provocada por fatores de escala global como as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e a degrada\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>De qualquer forma, um consenso \u00e9 a necessidade de se cuidar melhor dos mananciais. Al\u00e9m de evitar a polui\u00e7\u00e3o dos rios e das represas, \u00e9 preciso preservar o solo e a vegeta\u00e7\u00e3o nas bacias produtoras de \u00e1gua. \u00c1rvores n\u00e3o produzem \u00e1gua, mas garantem a sua quantidade e qualidade. Elas ajudam a regular a vaz\u00e3o atenuando as enxurradas maiores e freando o fluxo das \u00e1guas.<\/p>\n<p>Com as \u00e1rvores, a maior parte das \u00e1guas fica no solo e na vegeta\u00e7\u00e3o, sendo liberada aos poucos para as represas. Por isso, n\u00e3o dependemos somente da chuva que cai sobre as represas para ench\u00ea-las, toda a bacia acima delas \u00e9 importante para se regularizar a vaz\u00e3o. A \u00e1rea total dos lagos, mesmo os maiores, \u00e9 muito pequena em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 bacia hidrogr\u00e1fica, que \u00e9 todo o territ\u00f3rio que recebe as \u00e1guas de chuva e de onde, depois, elas fluem.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos meses, al\u00e9m das informa\u00e7\u00f5es sobre temperaturas e chuvas virou rotina falar dos n\u00edveis dos reservat\u00f3rios na imprensa, com ou sem volume morto. Muitas vezes tem acontecido desses n\u00edveis aumentarem sem ter chovido no dia. Isso \u00e9 uma evid\u00eancia do papel do solo e da vegeta\u00e7\u00e3o acima das represas no armazenamento das \u00e1guas, que demora alguns dias para chegar aos reservat\u00f3rios.<\/p>\n<p>A vegeta\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m contribui para a qualidade das \u00e1guas, pois funciona como filtro retendo o solo arrastado pelas enxurradas e poluentes diversos. O assoreamento e a diminui\u00e7\u00e3o do volume \u00fatil dos reservat\u00f3rios s\u00e3o amenizados quando se tem matas ciliares.<br \/>\nA recupera\u00e7\u00e3o florestal, apesar de necess\u00e1ria para toda a sociedade como para os moradores e propriet\u00e1rios no meio rural, ainda n\u00e3o \u00e9 feita em grande escala.<\/p>\n<p>Isso se deve a diversos motivos: sociais, culturais, t\u00e9cnicos e econ\u00f4micos. Os custos, \u00e0s vezes, s\u00e3o elevados e h\u00e1 uma resist\u00eancia do agricultor em perder \u00e1reas que seriam destinadas \u00e0 produ\u00e7\u00e3o. Por isso, cada vez mais se pensa na ideia de incentivos econ\u00f4micos para quem preserva recupera o meio ambiente em benef\u00edcio de todos. Ressalta-se que isto n\u00e3o se aplica quando o corte da vegeta\u00e7\u00e3o foi feito de forma ilegal, nestes casos a recupera\u00e7\u00e3o \u00e9 de responsabilidade de quem degradou.Precisamos, cada vez mais, de a\u00e7\u00f5es de recupera\u00e7\u00e3o ambiental onde os custos da recupera\u00e7\u00e3o s\u00e3o compartilhados entre agricultores e a sociedade, por meio do governo, mas tamb\u00e9m de a\u00e7\u00f5es volunt\u00e1rias.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da recupera\u00e7\u00e3o das matas ciliares, estes projetos devem ter a conserva\u00e7\u00e3o dos solos agr\u00edcolas, a melhoria da irriga\u00e7\u00e3o, a diminui\u00e7\u00e3o da polui\u00e7\u00e3o no meio rural e o saneamento ambiental com tratamento de esgoto e lixo de forma adequada para estas comunidades. A\u00e7\u00f5es desse tipo s\u00f3 acontecem com uma s\u00e9rie de parcerias, de ONGs a empresas do poder p\u00fablico de v\u00e1rios n\u00edveis e, principalmente, dos agricultores e suas associa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Projetos como o Plantando \u00c1guas, que desenvolvemos na Iniciativa Verde, \u00e9 um exemplo daqueles que combinam diferentes abordagens ao promover a recupera\u00e7\u00e3o de florestas nativas, implanta\u00e7\u00e3o de sistemas agroflorestais produtivos e o saneamento com tecnologias sociais (como fossas biodigestoras e jardins filtrantes). Com esses tipos de projetos, estamos fazendo a nossa parte plantando, at\u00e9 agora, um milh\u00e3o de \u00e1rvores nativas ou o equivalente a 600 hectares de florestas. Destes, mais de 50 hectares est\u00e3o nas cabeceiras do Sistema Cantareira, respons\u00e1vel por parte da \u00e1gua da Regi\u00e3o Metropolitana de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nestes \u00faltimos meses, a \u00e1gua que parecia algo simples e abundante virou motivo de preocupa\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":18010,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/nascentes.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/nascentes-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/nascentes-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/nascentes.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/nascentes.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/nascentes.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/nascentes.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/nascentes.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/nascentes.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/nascentes.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Nestes \u00faltimos meses, a \u00e1gua que parecia algo simples e abundante virou motivo de preocupa\u00e7\u00e3o","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18009"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18009"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18009\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18010"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18009"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18009"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18009"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}