{"id":1795,"date":"2014-06-28T00:00:30","date_gmt":"2014-06-28T00:00:30","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=1795"},"modified":"2014-06-22T14:01:25","modified_gmt":"2014-06-22T14:01:25","slug":"os-cacadores-do-lixo-maritimo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/os-cacadores-do-lixo-maritimo\/","title":{"rendered":"Os ca\u00e7adores do lixo mar\u00edtimo"},"content":{"rendered":"<div id=\"materiaTopo\">\n<h3>Por que cientistas querem estudar as &#8220;ilhas de pl\u00e1stico&#8221;, grandes concentra\u00e7\u00f5es de detritos no oceano que exp\u00f5em o grave problema da destina\u00e7\u00e3o incorreta de res\u00edduos<\/h3>\n<p>Ana Carolina Nunes (acarol@istoe.com.br)<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">No dia 7 de junho, um navio partir\u00e1 das Bermudas para estudar uma das paisagens mais feias da Terra: um enorme amontoado de lixo flutuante. O grupo de pesquisadores, bancado pelo instituto americano 5 Gyres, vai coletar, registrar e analisar durante tr\u00eas semanas partes de uma extensa massa pl\u00e1stica que boia no Atl\u00e2ntico Norte. Resultado da polui\u00e7\u00e3o e do encontro de diferentes correntes mar\u00edtimas (confira quadro), os chamados \u201cgiros\u201d se formam tamb\u00e9m no \u00cdndico, Atl\u00e2ntico Sul, Pac\u00edfico Sul e Pac\u00edfico Norte. Nesses pontos, a concentra\u00e7\u00e3o de lixo \u00e9 t\u00e3o alta que ganhou o apelido de \u201cilhas de pl\u00e1stico\u201d. Estima-se que os cinco giros re\u00fanam 37 mil toneladas de detritos.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img title=\"Credito: \" src=\"http:\/\/content-portal.istoe.com.br\/istoeimagens\/imagens\/mi_14006680417901430.jpg\" alt=\"abre.jpg\" \/><br \/>\n<strong>MERGULHO NO PROBLEMA<br \/>\nPesquisador nada entre lixo. Ao menos 10% do<br \/>\npl\u00e1stico produzido no mundo vai parar no mar<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Marcus Eriksen, diretor-executivo do 5 Gyres, diz que o objetivo da expedi\u00e7\u00e3o \u00e9 entender o problema em detalhes para propor solu\u00e7\u00f5es. Em primeira inst\u00e2ncia, ele defende que as empresas produtoras de embalagens assumam a responsabilidade pelos res\u00edduos, j\u00e1 que limpar os mares \u00e9 caro e, em \u00faltimo caso, tecnicamente invi\u00e1vel. \u201cSe uma empresa n\u00e3o \u00e9 capaz de recolher seus res\u00edduos de volta do consumidor, ela deveria come\u00e7ar a usar outros materiais, e n\u00e3o o pl\u00e1stico\u201d, afirma. Essas manchas de sujeira s\u00f3lida s\u00e3o o s\u00edmbolo de um problema que tem o pl\u00e1stico como grande vil\u00e3o. \u201cSe colhermos amostras em qualquer ponto do mar, vamos encontrar vest\u00edgios pl\u00e1sticos\u201d, afirma Alexandre Turra, ocean\u00f3grafo e professor da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP).<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">O problema \u00e9 ainda pior porque garrafas e sacolas se fragmentam e se espalham pela \u00e1gua, formando os chamados micropl\u00e1sticos. O material funciona tamb\u00e9m como vetor de pesticidas e \u00f3leos. Os pesquisadores querem saber como essas subst\u00e2ncias contaminam tecidos e sangue dos animais marinhos e se essa contamina\u00e7\u00e3o pode atingir quem os consome \u2013 incluindo os seres humanos. Segundo o 5 Gyres, em torno de 44% de todas as aves marinhas e 22% dos cet\u00e1ceos, tartarugas e peixes possuem pl\u00e1stico ao redor ou dentro do corpo. \u201cQuando um animal confunde pl\u00e1stico com alimento, ele pode sofrer bloqueios internos, desidrata\u00e7\u00e3o, inani\u00e7\u00e3o e morrer\u201d, explica Eriksen.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img title=\"Credito: \" src=\"http:\/\/content-portal.istoe.com.br\/istoeimagens\/imagens\/mi_14006694750874526.jpg\" alt=\"Sustenta02.jpg\" \/><br \/>\n<strong>AMPLAS CONSEQU\u00caNCIAS<br \/>\nDetritos no mar prejudicam as buscas pelo<br \/>\navi\u00e3o da Malaysia Airlines desaparecido no \u00cdndico<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Aproximadamente 10% dos mais de 200 milh\u00f5es de toneladas de pl\u00e1stico produzidos por ano no mundo s\u00e3o descartados no ambiente marinho. Cerca de 80% do lixo chega \u00e0s \u00e1guas levado por ventos, chuvas e rios. Outros 20% v\u00eam de navios ou plataformas, inclusive da ind\u00fastria pesqueira. Recentemente, o lixo resultante da pesca dificultou a procura pelo voo da Malaysia Airlines que desapareceu no Oceano \u00cdndico. Madeira, isopor, redes de n\u00e1ilon e sinalizadores foram confundidos com destro\u00e7os e resultaram em dias de buscas infrut\u00edferas.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">O problema n\u00e3o est\u00e1 restrito ao alto-mar. Pesquisadores do Instituto Oceanogr\u00e1fico Woods Hole, de Massachusetts, nos Estados Unidos, revelaram o surgimento de um novo tipo de biodiversidade marinha batizado de \u201cplastisfera\u201d. S\u00e3o micro-organismos, moluscos e at\u00e9 peixes que se associam ao pl\u00e1stico e transformam o material em um ve\u00edculo de migra\u00e7\u00e3o e invas\u00e3o de esp\u00e9cies, da mesma forma que ocorria no passado com cascos de navios.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img title=\"Credito: \" src=\"http:\/\/content-portal.istoe.com.br\/istoeimagens\/imagens\/mi_14006704947926567.jpg\" alt=\"01.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: smaller;\"><strong>Foto: Eyevine\/Shen Ling Xinhua<\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por que cientistas querem estudar as &#8220;ilhas de pl\u00e1stico&#8221;, grandes concentra\u00e7\u00f5es de detritos no oceano<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Por que cientistas querem estudar as &#8220;ilhas de pl\u00e1stico&#8221;, grandes concentra\u00e7\u00f5es de detritos no oceano","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1795"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1795"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1795\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1795"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1795"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1795"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}