{"id":1787,"date":"2014-06-22T13:44:12","date_gmt":"2014-06-22T13:44:12","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=1787"},"modified":"2014-06-22T13:44:57","modified_gmt":"2014-06-22T13:44:57","slug":"tratamento-mais-sofisticado-durante-e-depois-do-coma-permite-que-pacientes-retome-suas-atividades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/tratamento-mais-sofisticado-durante-e-depois-do-coma-permite-que-pacientes-retome-suas-atividades\/","title":{"rendered":"Tratamento mais sofisticado durante e depois do coma permite que pacientes retomem atividades"},"content":{"rendered":"<div id=\"materiaTopo\">Cilene Pereira, Mariana Brugger e M\u00f4nica Tarantino*<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a title=\"Credito: \"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/content-portal.istoe.com.br\/istoeimagens\/R\/videos\/mv_795733566318132.jpg\" alt=\"IstoE_AtletaComa_640.jpg\" width=\"255\" height=\"160\" border=\"0\" \/><\/a><\/p>\n<div style=\"font-size: 10px; text-align: center;\">Conhe\u00e7a a hist\u00f3ria do ex-atleta Marcelo Didier, que ficou 15 dias em coma ap\u00f3s um acidente de autom\u00f3vel.<\/div>\n<p style=\"text-align: left;\">Na segunda-feira 16, o mundo foi surpreendido com uma \u00f3tima not\u00edcia. Os m\u00e9dicos respons\u00e1veis pelo atendimento do ex-piloto alem\u00e3o de F\u00f3rmula 1 Michael Schumacher anunciaram que ele finalmente come\u00e7ou a sair do coma \u2013 estado no qual se encontrava desde 29 de dezembro do ano passado, quando sofreu um traumatismo craniano ap\u00f3s bater a cabe\u00e7a em uma pedra quando esquiava nos Alpes franceses. O heptacampe\u00e3o mundial j\u00e1 responde a est\u00edmulos sonoros, principalmente quando ouve a voz da mulher, Corinna, dos filhos e dos m\u00e9dicos. Ele reage por meio de gestos com a cabe\u00e7a e, aparentemente, \u00e9 capaz de enxergar tamb\u00e9m. A evolu\u00e7\u00e3o positiva permitiu que Schumacher deixasse o hospital onde estava internado, em Grenoble, na Fran\u00e7a, e fosse transferido para uma cl\u00ednica de reabilita\u00e7\u00e3o em Lausanne, na Su\u00ed\u00e7a. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel dizer ainda quais ser\u00e3o seus progressos daqui para a frente, mas a torcida por \u201cSchumi\u201d, como ele \u00e9 carinhosamente chamado, \u00e9 grande. \u201cFique bem logo, Schumi\u201d, escreveu em seu Twitter o jogador de futebol Lukas Podolski, integrante da sele\u00e7\u00e3o alem\u00e3 e amigo pessoal do piloto.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img title=\"Credito: \" src=\"http:\/\/content-portal.istoe.com.br\/istoeimagens\/imagens\/mi_1389275439233158.jpg\" alt=\"10.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">O caso de Schumacher \u00e9 o exemplo mais famoso e recente dos resultados de um tratamento cada vez mais eficaz oferecido pela medicina a pacientes que entram em coma. At\u00e9 pouco tempo atr\u00e1s, indiv\u00edduos nas mesmas condi\u00e7\u00f5es que o ex-piloto tinham progn\u00f3stico ruim. Hoje, felizmente, multiplicam-se os relatos de pessoas que regressam \u00e0 vida depois de acidentes traum\u00e1ticos. E muitas delas voltam em condi\u00e7\u00f5es de retomar o cotidiano de forma plena, como ilustram as hist\u00f3rias contadas ao longo desta reportagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img title=\"Credito: \" src=\"http:\/\/content-portal.istoe.com.br\/istoeimagens\/imagens\/mi_1389146893262220.jpg\" alt=\"COMA-01-IE-2326.jpg\" \/><br \/>\n<strong>RECUPERA\u00c7\u00c3O<br \/>\nSchumacher come\u00e7a a sair do coma. J\u00e1 responde a est\u00edmulos<br \/>\nsonoros, principalmente \u00e0 voz da mulher, Corinna<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">O primeiro avan\u00e7o decisivo que contribuiu para que isso fosse poss\u00edvel foi o melhor entendimento do que \u00e9 o coma. A palavra vem do grego k\u00f3me, que significa sono profundo. E \u00e9 exatamente isso o que acontece. O coma se caracteriza por um rebaixamento do n\u00edvel de consci\u00eancia, que varia de acordo com a causa que o originou. H\u00e1 uma escala para medir sua gravidade, chamada de Escala de Glasgow. Ela vai de 3 a 15. Quanto menor, pior o estado do paciente.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img title=\"Credito: \" src=\"http:\/\/content-portal.istoe.com.br\/istoeimagens\/imagens\/mi_1389159364627936.jpg\" alt=\"01.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">O processo do coma consiste, na verdade, em um mecanismo de defesa do pr\u00f3prio organismo para desacelerar o metabolismo cerebral e dar uma chance ao corpo para se recuperar da agress\u00e3o. E elas s\u00e3o diversas. \u201cEntre as causas do coma est\u00e3o traumatismos cranioencef\u00e1licos, tumores cerebrais, acidentes vasculares cerebrais, uso de subst\u00e2ncias t\u00f3xicas, sedativos, altera\u00e7\u00f5es das fun\u00e7\u00f5es hep\u00e1ticas e renal e at\u00e9 da glicemia\u201d, explica a m\u00e9dica intensivista Viviane Cordeiro Veiga, da UTI Neurol\u00f3gica do Hospital Benefic\u00eancia Portuguesa, de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">O tratamento se d\u00e1 em duas frentes. A primeira \u00e9 preservar imediatamente o c\u00e9rebro \u2013 o que foi feito, por exemplo, assim que o piloto Schumacher deu entrada no hospital franc\u00eas. \u201cDurante a fase aguda s\u00e3o tomadas medidas de prote\u00e7\u00e3o para reduzir ainda mais a atividade do \u00f3rg\u00e3o e, consequentemente, suas necessidades metab\u00f3licas e de aporte sangu\u00edneo\u201d, afirma o neurocirurgi\u00e3o Paulo Niemeyer Filho, diretor do Instituto Estadual do C\u00e9rebro Paulo Niemeyer, no Rio de Janeiro. \u201cCom isso, evita-se ou reduz-se o aparecimento de les\u00f5es secund\u00e1rias, decorrentes de m\u00e1 oxigena\u00e7\u00e3o e da eleva\u00e7\u00e3o da press\u00e3o intracraniana, entre outros fatores.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img title=\"Credito: \" src=\"http:\/\/content-portal.istoe.com.br\/istoeimagens\/imagens\/mi_1389172241209380.jpg\" alt=\"02.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">As interven\u00e7\u00f5es nesse sentido s\u00e3o realizadas com o aux\u00edlio de recursos sofisticados. Um deles \u00e9 a hipotermia. Por meio de um colch\u00e3o t\u00e9rmico, baixa-se a temperatura corporal do paciente, o que reduz ainda mais o metabolismo, contribuindo para a preserva\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas. Ao mesmo tempo, todo o comportamento fisiol\u00f3gico \u00e9 acompanhado com ferramentas precisas. Cateteres monitoram a press\u00e3o intracraniana, a temperatura e o fluxo sangu\u00edneo cerebral e at\u00e9 a eventual presen\u00e7a de subst\u00e2ncias cujos n\u00edveis podem indicar o surgimento de les\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Exames de imagem, como os aplicados em Schumacher, tamb\u00e9m s\u00e3o usados para que os m\u00e9dicos tenham informa\u00e7\u00f5es mais claras da evolu\u00e7\u00e3o do quadro. \u201cO diagn\u00f3stico feito pela resson\u00e2ncia magn\u00e9tica nos auxilia na identifica\u00e7\u00e3o de les\u00f5es importantes\u201d, diz o neurocirurgi\u00e3o Paulo Henrique Aguiar, presidente da Academia Brasileira de Neurocirurgia e diretor-t\u00e9cnico de neurocirurgia do Hospital Santa Paula, de S\u00e3o Paulo. Outro equipamento, o Doppler transcraniano, oferece um retrato do fluxo sangu\u00edneo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img title=\"Credito: \" src=\"http:\/\/content-portal.istoe.com.br\/istoeimagens\/imagens\/mi_1389182161489084.jpg\" alt=\"03.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Simultaneamente, trata-se a origem do problema que levou ao coma. \u201cPodemos recorrer ao uso de drogas que dissolvem co\u00e1gulos dentro de art\u00e9rias cerebrais em v\u00edtimas de determinados tipos de acidente vascular cerebral isqu\u00eamico\u201d, explica o m\u00e9dico intensivista F\u00e1bio Guimar\u00e3es de Miranda, coordenador do Centro de Terapia Intensiva do Instituto Estadual do C\u00e9rebro Paulo Niemeyer.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">O uso de todos esses recursos impulsiona os casos de sucesso no tratamento, como a hist\u00f3ria do jovem Marcelo Didier, de volta \u00e0 vida ap\u00f3s um grave acidente de carro (leia mais na p\u00e1g. 82). \u201cAs ferramentas de que dispomos est\u00e3o permitindo a melhora do progn\u00f3stico de pacientes com doen\u00e7as neurol\u00f3gicas agudas\u201d, afirma a m\u00e9dica Gisele Sampaio Silva, coordenadora-m\u00e9dica do Programa de Neurologia do Hospital Albert Einstein, em S\u00e3o Paulo. De fato, de acordo com o neurologista Antonio Falc\u00e3o, coordenador do curso de terapia intensiva neurol\u00f3gica da Associa\u00e7\u00e3o de Medicina Intensiva Brasileira, os progressos s\u00e3o vis\u00edveis. Em especial, no que diz respeito aos pacientes que entraram em coma ap\u00f3s traumatismo craniano. \u201cNos \u00faltimos dez anos est\u00e1 havendo redu\u00e7\u00e3o da mortalidade desses doentes\u201d, assegura.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img title=\"Credito: \" src=\"http:\/\/content-portal.istoe.com.br\/istoeimagens\/imagens\/mi_1389197206050877.jpg\" alt=\"04.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">O regresso ao n\u00edvel normal de consci\u00eancia \u00e9 algo que ir\u00e1 acontecer dependendo do sucesso no tratamento do problema que originou o coma, de sua profundidade e tamb\u00e9m do atendimento prestado durante sua instala\u00e7\u00e3o. H\u00e1, por\u00e9m, alguns indicativos que d\u00e3o pistas de quem ter\u00e1 melhor ou pior progn\u00f3stico. \u201cJovens saud\u00e1veis, pacientes v\u00edtimas de traumatismos cerebrais e aqueles em coma secund\u00e1rio a intoxica\u00e7\u00e3o medicamentosa t\u00eam chance maior de boa recupera\u00e7\u00e3o do que idosos e portadores de outras doen\u00e7as graves associadas, como enfermidades card\u00edacas e pulmonares\u201d, explica o intensivista Miranda. Conta tamb\u00e9m o condicionamento f\u00edsico do paciente. Na opini\u00e3o do neurologista brasileiro Felipe Fregni, diretor do Centro de Neuromodula\u00e7\u00e3o do Hospital de Reabilita\u00e7\u00e3o Spaulding, da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, o campe\u00e3o Schumacher, por exemplo, tem seu hist\u00f3rico a seu favor. \u201cSua recupera\u00e7\u00e3o certamente ser\u00e1 auxiliada pelo fato de ele ter sido esportista, de ter mantido uma vida ativa mesmo depois da aposentadoria e de ainda ser relativamente novo\u201d, afirmou.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img title=\"Credito: \" src=\"http:\/\/content-portal.istoe.com.br\/istoeimagens\/imagens\/mi_1389209676033665.jpg\" alt=\"05.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Outro fator importante para estimar o futuro dos pacientes \u00e9 o tempo de perman\u00eancia em coma. \u201cQuanto maior o tempo, maior a probabilidade de existirem les\u00f5es graves com repercuss\u00e3o funcional ap\u00f3s o despertar\u201d, diz o m\u00e9dico Daniel da Cruz Bezerra, coordenador da Neurologia do Hospital Pr\u00f3-Card\u00edaco, do Rio de Janeiro. Alguns testes s\u00e3o realizados para medir a capacidade do paciente de interagir com o ambiente. Entre eles est\u00e1 a resposta a est\u00edmulos sonoros ou dolorosos. E o crit\u00e9rio para determinar que ele realmente deixou o coma \u00e9 poder dar uma resposta clara e consciente \u00e0s instru\u00e7\u00f5es externas.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Mas ter um pouco mais de certeza de quais pacientes apresentam, de fato, potencial para se recuperar \u2013 em especial aqueles com danos severos \u2013 \u00e9 um dos aspectos que mais inquieta os m\u00e9dicos. Pesquisadores da Universidade de Li\u00e9ge, na B\u00e9lgica, apresentaram recentemente uma solu\u00e7\u00e3o promissora. Em um artigo publicado na revista cient\u00edfica \u201cThe Lancet\u201d, uma das mais respeitadas do mundo, descreveram uma experi\u00eancia na qual demonstraram que o exame de imagem de tomografia por emiss\u00e3o de p\u00f3sitron, o PET, prev\u00ea com 74% de efic\u00e1cia a extens\u00e3o da recupera\u00e7\u00e3o de um paciente em coma grave ao longo do ano seguinte. \u201cVimos que esse exame pode revelar um grau de evolu\u00e7\u00e3o que n\u00e3o \u00e9 vis\u00edvel nos testes convencionais. Isso pode contribuir substancialmente na identifica\u00e7\u00e3o de pacientes graves com potencial para uma recupera\u00e7\u00e3o de longo prazo\u201d, afirmou o m\u00e9dico Steven Laureys, coordenador do estudo. Foram analisadas as respostas de 126 pacientes com les\u00f5es cerebrais importantes. Um ter\u00e7o dos 36 doentes diagnosticados como \u201cn\u00e3o responsivos\u201d pelos testes tradicionais, na verdade, manifestavam atividade cerebral consistente com a presen\u00e7a de alguma consci\u00eancia, o que os habilitava com mais for\u00e7a a uma evolu\u00e7\u00e3o positiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img title=\"Credito: \" src=\"http:\/\/content-portal.istoe.com.br\/istoeimagens\/imagens\/mi_1389221187330617.jpg\" alt=\"06.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Uma revolu\u00e7\u00e3o importante no socorro aos doentes se deu na compreens\u00e3o e maior aten\u00e7\u00e3o justamente ao per\u00edodo em que eles come\u00e7am a deixar o estado de coma em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 vida normal. \u201cOs pacientes come\u00e7am a acordar aos poucos quando se restabelecem das les\u00f5es. Levam dias para voltar a falar, recuperar os movimentos, a no\u00e7\u00e3o do que se passou\u201d, diz o neurologista Eduardo Mutarelli, do Hospital S\u00edrio-Liban\u00eas, em S\u00e3o Paulo. Foi dessa maneira que acordou a mission\u00e1ria Bianca Heiderich, do Rio de Janeiro, que nem sequer se lembrava de seu nome (leia mais na p\u00e1g. 85).<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Recentemente, tornou-se consenso que esses pacientes se beneficiam muito do aux\u00edlio multiprofissional para que, gradativamente, retomem fun\u00e7\u00f5es cerebrais eventualmente perdidas ou limitadas por causa dos traumas sofridos. A partir dessa constata\u00e7\u00e3o, come\u00e7aram a surgir no mundo equipes formadas com esse objetivo. Um dos centros que contam com esse apoio \u00e9 o Hospital Samaritano, em S\u00e3o Paulo. L\u00e1, um time formado por neuropsic\u00f3logos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e fonoaudi\u00f3logos, entre outros especialistas, presta o atendimento necess\u00e1rio. \u201cTemos, inclusive, oftalmologista especialista em trauma\u201d, informa o m\u00e9dico Renato Anghinah, coordenador do Centro de Aten\u00e7\u00e3o e Reabilita\u00e7\u00e3o em Trauma Cranioencef\u00e1lico e do N\u00facleo de Neurologia do hospital paulistano. Foi com esse aux\u00edlio que o jovem Vin\u00edcius Jeronymo conseguiu retomar a vida e as aulas de dan\u00e7a ap\u00f3s um m\u00eas em coma (leia mais na p\u00e1g. 86).<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img title=\"Credito: \" src=\"http:\/\/content-portal.istoe.com.br\/istoeimagens\/imagens\/mi_1389235656563122.jpg\" alt=\"07.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Um dos alvos de maior preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 devolver as habilidades cognitivas aos pacientes. \u201cO mais dif\u00edcil \u00e9 recuperar os processos cerebrais, como fazer uma opera\u00e7\u00e3o matem\u00e1tica ou entender o significado de conceitos abstratos\u201d, afirma o neurologista Felipe Fregni, de Harvard. No entanto, ter de volta a capacidade de mem\u00f3ria e de racioc\u00ednio \u00e9 fundamental para retornar, por exemplo, \u00e0 carreira profissional. Por isso, o investimento para melhorar essa capacidade \u00e9 grande. \u201cTrabalhamos muito para conseguir manter a reserva cognitiva do paciente por meio do uso de t\u00e9cnicas especiais\u201d, afirma o neurocirurgi\u00e3o Jorge Pagura, chefe do Departamento de Neuroci\u00eancia da Faculdade de Medicina do ABC, em S\u00e3o Paulo, e m\u00e9dico do Hospital S\u00e3o Luiz, de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img title=\"Credito: \" src=\"http:\/\/content-portal.istoe.com.br\/istoeimagens\/imagens\/mi_1389250452846726.jpg\" alt=\"08.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">De acordo com o especialista, a ci\u00eancia promete aumentar o arsenal de ferramentas. Um dos caminhos em teste \u00e9 o uso da estimula\u00e7\u00e3o el\u00e9trica dos neur\u00f4nios. O m\u00e9todo vem sendo aplicado com sucesso no tratamento de algumas enfermidades cerebrais. O objetivo \u00e9 fazer com que haja o reequil\u00edbrio do funcionamento el\u00e9trico das regi\u00f5es associadas \u00e0 mem\u00f3ria e ao racioc\u00ednio. H\u00e1 outras alternativas tamb\u00e9m. \u201cHoje estamos tentando usar outras t\u00e9cnicas para acelerar novas conex\u00f5es no c\u00e9rebro. Entre elas, aparelhos de realidade virtual e de medicamentos\u201d, informa o m\u00e9dico Felipe Fregni.\b<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img title=\"Credito: \" src=\"http:\/\/content-portal.istoe.com.br\/istoeimagens\/imagens\/mi_1389262658418145.jpg\" alt=\"09.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: smaller;\"><strong>Colaborou Raul Montenegro <\/strong><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: smaller;\"><strong>Fotos: Pedro Dias\/Ag. Isto\u00e9; Paul Gilham\/Getty Images, Adriano Machado; Eduardo Xappia\/Ag. Isto\u00e9, Gabriel Chiarastelli; Airam Asli\/Ag. Isto\u00e9; Guilherme Pupo<\/strong><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: smaller;\"><strong>* Cilene Pereira (cilene@istoe.com.br), Mariana Brugger (marianabrugger@istoe.com.br), M\u00f4nica Tarantino (monica@istoe.com.br)<\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cilene Pereira, Mariana Brugger e M\u00f4nica Tarantino* &nbsp; Conhe\u00e7a a hist\u00f3ria do ex-atleta Marcelo Didier,<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":1788,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/marcelo.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/marcelo.jpg",150,96,false],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/marcelo.jpg",300,192,false],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/marcelo.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/marcelo.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/marcelo.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/marcelo.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/marcelo.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/marcelo.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/marcelo.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Cilene Pereira, Mariana Brugger e M\u00f4nica Tarantino* &nbsp; Conhe\u00e7a a hist\u00f3ria do ex-atleta Marcelo Didier,","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1787"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1787"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1787\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1788"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1787"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1787"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1787"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}