{"id":17762,"date":"2015-03-16T23:21:28","date_gmt":"2015-03-16T23:21:28","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=17762"},"modified":"2015-03-16T23:21:28","modified_gmt":"2015-03-16T23:21:28","slug":"febre-do-ouro-acelera-desmatamento-na-america-do-sul-afirma-estudo-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/febre-do-ouro-acelera-desmatamento-na-america-do-sul-afirma-estudo-2\/","title":{"rendered":"Febre do ouro acelera desmatamento na Am\u00e9rica do Sul, afirma estudo"},"content":{"rendered":"<div class=\"materia-titulo\">\n<h2>Em 12 anos, 1.680 km\u00b2 de florestas foram derrubados para minera\u00e7\u00e3o.<br \/>\nBrasil est\u00e1 entre as regi\u00f5es mais afetadas, de acordo com os cientistas.<\/h2>\n<\/div>\n<div class=\"materia-assinatura-letra\">\n<div class=\"materia-assinatura\">\n<div class=\"vcard author\"><span class=\"adr\"> <span class=\"locality\">Da France Presse<\/span><\/span><\/div>\n<div class=\"svg-size\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"materia-letra\" class=\"materia-conteudo entry-content\">\n<div>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"Garimpo ilegal localizado no meio da floresta amaz\u00f4nica, na fronteira entre a Bol\u00edvia e Brasil (Foto: Jorge Silva\/Reuters)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/zUOL5RXqFVh0yLteKGl_XvR2mF0=\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2012\/12\/13\/garimpo-amazonia.jpg\" alt=\"Garimpo ilegal localizado no meio da floresta amaz\u00f4nica, na fronteira entre a Bol\u00edvia e Brasil (Foto: Jorge Silva\/Reuters)\" width=\"639\" height=\"479\" \/><strong>Garimpo ilegal localizado no meio da floresta amaz\u00f4nica, na fronteira entre a Bol\u00edvia e Brasil (Foto: Jorge Silva\/Reuters)<\/strong><\/div>\n<div class=\"saibamais componente_materia\"><\/div>\n<p>A prolifera\u00e7\u00e3o das minas de ouro, \u00e0s vezes ilegais, observada nos \u00faltimos anos em v\u00e1rias regi\u00f5es da Am\u00e9rica Latina acelera o desmatamento, amea\u00e7a a biodiversidade dessas \u00e1reas e contribui para a emiss\u00e3o de gases causadores do efeito estufa &#8211; alerta estudo publicado nesta quarta-feira (14) na revista &#8220;Environnemental Research Letters&#8221;.<br \/>\n&#8220;A febre do ouro mundial conduziu a um aumento significativo do desflorestamento das selvas tropicais na Am\u00e9rica do Sul&#8221;, escrevem os autores.<br \/>\nEntre 2001 e 2013, pelo menos 1.680 km\u00b2 de florestas tropicais foram derrubados para a explora\u00e7\u00e3o das minas de ouro, relatam os especialistas. Isso representa uma pequena parte dos milh\u00f5es de quil\u00f4metros quadrados de floresta tropical de todo o planeta, mas a riqueza biol\u00f3gica das \u00e1reas exploradas pelos garimpeiros \u00e9 excepcional.<br \/>\n&#8220;Embora a perda das florestas, devido \u00e0 explora\u00e7\u00e3o das minas, seja menos importante do que o desmatamento causado pela agricultura, ele acontece nas regi\u00f5es tropicais com a biodiversidade mais rica&#8221;, destaca Nora Alvarez-Berrios, uma das autoras do estudo.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-300\"><img loading=\"lazy\" title=\"Floresta Amaz\u00f4nica (Foto: AFP)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/9Lgr2nryOdfNjyOczQh5ost6X_Q=\/300x225\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2014\/02\/05\/floresta-editada-1.jpg\" alt=\"Floresta Amaz\u00f4nica (Foto: AFP)\" width=\"300\" height=\"225\" \/><\/div>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-300\"><strong>Trechos compartilhados entre Guiana, Venezuela,<br \/>\nSuriname, Guiana Francesa, Brasil e Col\u00f4mbia<br \/>\n\u00e9 o mais afetado (Foto: AFP)<\/strong><\/div>\n<p><strong>Brasil \u00e9 um dos pa\u00edses mais afetados<\/strong><br \/>\nNa regi\u00e3o de Madres de Dios, no Peru, por exemplo, um hectare de selva pode conter &#8220;at\u00e9 300 esp\u00e9cies de \u00e1rvores&#8221;, explica a pesquisadora da Universidade de Porto Rico. O agravante \u00e9 que 90% da destrui\u00e7\u00e3o detectada desde 2001 ocorre em apenas quatro regi\u00f5es que fazem ecossistemas e, com frequ\u00eancia, perto de zonas protegidas.<br \/>\nAs regi\u00f5es mais afetadas s\u00e3o os trechos compartilhados entre Guiana, Venezuela, Suriname, Guiana Francesa, Brasil, Col\u00f4mbia, sudoeste amaz\u00f4nico (Peru, Bol\u00edvia, Brasil), regi\u00e3o Tapaj\u00f3s-Xingu (Brasil) e regi\u00e3o do vale Magdalena-Uraba, no norte da Col\u00f4mbia.<br \/>\nEmbora os espa\u00e7os protegidos pare\u00e7am, em geral, em bom estado, os autores do estudo estimam que um ter\u00e7o do desflorestamento aconteceu a menos de 10 km dessas zonas, que est\u00e3o expostas \u00e0 contamina\u00e7\u00e3o qu\u00edmica.<br \/>\nEm fun\u00e7\u00e3o da alta demanda, a produ\u00e7\u00e3o mundial de ouro passou de 2.445 toneladas, em 2000, para 2.770 toneladas, em 2013.<br \/>\nO pre\u00e7o do ouro tamb\u00e9m registrou fortes altas nos \u00faltimos anos, de US$ 250 a US$ 1.300 a on\u00e7a (28,3 gramas), entre 2000 e 2013. Isso contribuiu para a abertura de novas minas no mundo inteiro, incluindo em plena selva, em \u00e1reas de dif\u00edcil acesso.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Fonte: Amaz\u00f4nia Informa<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 12 anos, 1.680 km\u00b2 de florestas foram derrubados para minera\u00e7\u00e3o. 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