{"id":17729,"date":"2015-03-16T16:00:19","date_gmt":"2015-03-16T16:00:19","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=17729"},"modified":"2015-03-16T14:25:38","modified_gmt":"2015-03-16T14:25:38","slug":"madeireiros-invadem-terras-de-indios-que-vivem-isolados-na-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/madeireiros-invadem-terras-de-indios-que-vivem-isolados-na-amazonia\/","title":{"rendered":"Madeireiros invadem terras de \u00edndios que vivem isolados na Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/indios_ameacados.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-17730\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/indios_ameacados-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/indios_ameacados-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/indios_ameacados.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Voc\u00ea sabia que o povo mais amea\u00e7ado de extin\u00e7\u00e3o em todo o mundo vive no Brasil? S\u00e3o \u00edndios, alguns deles vivem isolados na Floresta Amaz\u00f4nica e jamais tinham feito contato com o homem branco. Agora, imagine o susto, a sensa\u00e7\u00e3o de pavor desses \u00edndios, quando eles perceberam a presen\u00e7a de madeireiros invadindo o territ\u00f3rio deles, dando tiros, derrubando \u00e1rvores. S\u00f3 restou correr desesperadamente em busca de socorro.<\/p>\n<p>Ihoro conhece todos os sons da floresta. Mas aquele barulho ele nunca tinha escutado antes. Nem nunca tinha visto aquele tipo de pessoa. Homens brancos, invasores, dispostos a destruir e matar. Foi preciso fugir, abandonar a sua terra para sobreviver.<\/p>\n<p>O Fant\u00e1stico foi ao noroeste do estado do Maranh\u00e3o e seguiu para uma aldeia da tribo Aw\u00e1. Pela primeira vez uma equipe de televis\u00e3o foi autorizada a chegar t\u00e3o perto de um \u00edndio que at\u00e9 alguns dias atr\u00e1s nunca havia feito contato com a civiliza\u00e7\u00e3o. Ihoro, nome que na l\u00edngua tupi quer dizer &#8220;gavi\u00e3o real&#8221;, tem cerca de 20 anos.<\/p>\n<p>Uma apar\u00eancia rude, mas muita do\u00e7ura no olhar. Roupas ainda causam estranhamento. Ele vivia isolado em um peda\u00e7o da Floresta Amaz\u00f4nica, mas acabou encurralado por madeireiros. H\u00e1 tr\u00eas meses, foi resgatado por um grupo de \u00edndios ca\u00e7adores e levado para uma aldeia.<\/p>\n<p><strong>Cacique Macum\u00e3: <\/strong>O Ihoro contou a hist\u00f3ria assim: \u2018atirou tiro de espingarda atr\u00e1s de mim\u2019.<br \/>\n<strong>Fant\u00e1stico: <\/strong>Ihoro teve medo?<br \/>\n<strong>Cacique<\/strong>: Tem medo, medo. Ihoro tem medo.<\/p>\n<p>Namati\u00e1 passou pela mesma situa\u00e7\u00e3o. H\u00e1 seis anos, teve que deixar a vida n\u00f4made e morar em uma aldeia.<\/p>\n<p>\u201cEu morava com meus tr\u00eas irm\u00e3os na floresta. N\u00f3s fugimos dos forasteiros para as profundezas da floresta\u201d, conta Namati\u00e1.<\/p>\n<p>Os Aw\u00e1 est\u00e3o espalhados por quatro terras ind\u00edgenas: Alto Turia\u00e7u, Aw\u00e1, Caru e Ararib\u00f3ia. A mais devastada, a Aw\u00e1, perdeu mais de 35% do territ\u00f3rio de 2010 a 2013.<\/p>\n<p>\u201cSem a natureza, sem a mata, n\u00f3s tamb\u00e9m acaba\u201d, diz o \u00edndio Aw\u00e1 Tiparaj\u00e1.<\/p>\n<p>Eles t\u00eam uma depend\u00eancia profunda da floresta. Nela ca\u00e7am, colhem frutos. Sem as \u00e1rvores, a mata, passam fome. Segundo a ONG inglesa Survival International, defensora de tribos no mundo todo, o povo Aw\u00e1 \u00e9 o mais amea\u00e7ado de extin\u00e7\u00e3o do planeta.<\/p>\n<p>\u201cPrimeiro porque eles s\u00e3o n\u00f4mades e os povos n\u00f4mades s\u00e3o muito vulner\u00e1veis porque ningu\u00e9m realmente sabe o que est\u00e1 acontecendo porque eles est\u00e3o bem escondidos dentro da floresta. Ent\u00e3o \u00e9 muito f\u00e1cil derrubar a floresta e at\u00e9 matar eles. Est\u00e1 acontecendo. Tamb\u00e9m porque eles s\u00e3o muito poucos em n\u00famero\u201d, diz a historiadora da ONG, Fiona Watson.<\/p>\n<p>Hoje, de acordo com a Funda\u00e7\u00e3o Nacional do \u00cdndio, a Funai, existem apenas 400 Aw\u00e1s.<\/p>\n<p>\u201cSe a gente considerar que o Brasil \u00e9 um dos \u00faltimos dos pa\u00edses com a presen\u00e7a de povos ind\u00edgenas isolados, dentro do Brasil o povo Aw\u00e1-Guaj\u00e1 estaria no grau de alta vulnerabilidade, ou seja, amea\u00e7ado realmente de um crime de genoc\u00eddio, que est\u00e1 sendo perpetrado por essas atividades il\u00edcitas, de explora\u00e7\u00e3o de madeira\u201d, destaca Carlos Travassos, coordenador geral de \u00edndios isolados da Funai.<\/p>\n<p>Amea\u00e7ados e condenados ao desaparecimento, eles gritam por socorro. E um contra-ataque foi montado pelo Ibama e pela Funai. Durante alguns dias, nossa equipe acompanhou uma Opera\u00e7\u00e3o do Grupo Especial de Fiscaliza\u00e7\u00e3o do Ibama. E a equipe embarcou no helic\u00f3ptero.<\/p>\n<p>Do alto observa-se os danos, os madeireiros j\u00e1 n\u00e3o abrem grandes clareiras, apenas derrubam as \u00e1rvores que tem maior valor comercial. Assim, mesmo com as imagens de sat\u00e9lite, nem sempre \u00e9 poss\u00edvel estimar o tamanho real do desmatamento.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 que se endurecer as leis ambientais. Os crimes ambientais d\u00e3o no m\u00e1ximo quatro anos de pris\u00e3o, geralmente as pessoas que s\u00e3o condenadas, passam a entregar cestas b\u00e1sicas, a pagar servi\u00e7os comunit\u00e1rios\u201d, explica o diretor de prote\u00e7\u00e3o ambiental do Ibama, Luciano Evaristo de Menezes.<\/p>\n<p>Por uma estrada os madeireiros escoam boa parte das toras cortadas na floresta. Por isso, a equipe de fiscaliza\u00e7\u00e3o decidiu montar um acampamento e passar a noite para tentar interceptar os caminhoneiros. Choveu forte a noite toda. Essa e outras estradas viraram lama\u00e7ais. Caminhoneiros n\u00e3o arriscaram passar pelo local, mas outras trilhas revelam marcas recentes de pneus e levam os agentes aos cen\u00e1rios dos crimes. M\u00e1quinas, um acampamento inteiro na carroceria de um caminh\u00e3o. Em outro ponto, o acampamento foi abandonado \u00e0s pressas.<\/p>\n<p>As toras s\u00e3o transportadas num caminh\u00e3o caindo aos peda\u00e7os. N\u00e3o tem placa. O ve\u00edculo, segundo a equipe de fiscaliza\u00e7\u00e3o, est\u00e1 com o chassi adulterado &#8211; foi roubado em algum canto do pa\u00eds. E dentro da cabine, a gente v\u00ea uma curiosidade: o tanque de combust\u00edvel feito totalmente no improviso.<\/p>\n<p>At\u00e9 planta\u00e7\u00f5es de maconha foram encontradas em terras ind\u00edgenas. A estrat\u00e9gia \u00e9 destruir tudo, inclusive grandes serrarias. No entorno e dentro das terras Aw\u00e1, o Ibama j\u00e1 fechou 173 delas. Esta j\u00e1 havia sido alvo da fiscaliza\u00e7\u00e3o no ano passado.<\/p>\n<p>\u201cO objetivo \u00e9 descapitalizar o infrator. Na verdade s\u00e3o criminosos que est\u00e3o roubando e receptando madeira da terra ind\u00edgena e da unidade de conserva\u00e7\u00e3o. Eles sentem no bolso preju\u00edzo\u201d, diz o agente ambiental do Ibama Roberto Cabral.<\/p>\n<p>O dono do neg\u00f3cio, quem realmente lucra com o a extra\u00e7\u00e3o ilegal, se esconde. Na linha de frente, os agentes encontram apenas pessoas v\u00edtimas de explora\u00e7\u00e3o e trabalho escravo.<\/p>\n<p>\u201cAs popula\u00e7\u00f5es do entorno, as popula\u00e7\u00f5es n\u00e3o ind\u00edgenas s\u00e3o muito carentes, h\u00e1 uma dificuldade de gera\u00e7\u00e3o de renda dessas popula\u00e7\u00f5es que acabam se envolvendo tamb\u00e9m com atividades il\u00edcitas\u201d, destaca Carlos Travassos, coordenador geral de \u00edndios isolados da Funai.<\/p>\n<p>\u201cDessa vez, trabalhei trinta dias de gra\u00e7a. N\u00e3o me pagaram aqui. Queria me espancar no barraco aqui ainda. Me bater no barraco\u201d, diz um madeireiro.<\/p>\n<p><strong>Fant\u00e1stico:<\/strong> Tinha muita gente trabalhando com o senhor?<br \/>\n<strong>Madeireiro:<\/strong> Tinha mais ou menos umas vinte e cinco pessoas trabalhando aqui.<br \/>\n<strong>Fant\u00e1stico: <\/strong>Cada pessoa cortava, ent\u00e3o, quantas \u00e1rvores?<br \/>\n<strong>Madeireiro:<\/strong> Um m\u00e1ximo de 15 \u00e1rvores, 15, 20 \u00e1rvores.<\/p>\n<p>Somente nesta frente clandestina, cerca de 500 \u00e1rvores foram derrubadas por dia.<\/p>\n<p>\u201cOs \u00edndios s\u00e3o os primeiros defensores da floresta, quer queira, quer n\u00e3o, os madeireiros temem os \u00edndios. Ent\u00e3o devemos preservar o \u00edndio e preservar a floresta\u201d, diz o diretor de prote\u00e7\u00e3o ambiental do Ibama, Luciano Evaristo de Menezes.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s estamos aqui para lutar pela nossa mata, pela nossa floresta, que \u00e9 isso que n\u00f3s vamos deixar para os nossos filhos e para os nossos netos&#8221;, diz a \u00edndia.<\/p>\n<p>N\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 os Aw\u00e1 que se sentem amea\u00e7ados na regi\u00e3o. Os Guajajaras perceberam que precisam se unir para tentar frear o desmatamento na terra ind\u00edgena. Eles criaram um grupo pequeno, formado por 24 \u00edndios. S\u00e3o os chamados guardi\u00f5es, que v\u00e3o vigiar e fiscalizar os pontos ilegal de explora\u00e7\u00e3o de madeira.<\/p>\n<p>\u201cEu j\u00e1 fui amea\u00e7ado v\u00e1rias vezes, mas isso n\u00e3o vai me intimidar\u201d, afirma o cacique Antonio Guajajara.<\/p>\n<p>Em menor n\u00famero, os Aw\u00e1 se mostram mais fr\u00e1geis. \u201cOs brancos mataram minha mulher e meu filho. Eles foram mortos na floresta com uma arma feita de ferro. Eu era pai e um dos meus filhos morreu\u201d, conta um \u00edndio.<\/p>\n<p>Mas h\u00e1 uma palavra na l\u00edngua branca que resume o que eles est\u00e3o dispostos a fazer: resistir.<\/p>\n<p>\u201cDesaparece toda uma vis\u00e3o de mundo, toda uma hist\u00f3ria de um povo, seus conhecimentos, mas acho que tamb\u00e9m desaparece uma parte da riqueza e da diversidade da humanidade. Todos n\u00f3s perdemos\u201d, destaca a historiadora da ONG, Fiona Watson<\/p>\n<p>Ihoro e a fam\u00edlia, que moravam longe da civiliza\u00e7\u00e3o, aprendem agora a viver em grupo, mas sentem as consequ\u00eancias dessa aproxima\u00e7\u00e3o. A m\u00e3e e a tia est\u00e3o doentes, por isso n\u00e3o pudemos chegar perto delas.<\/p>\n<p>\u201cEssa situa\u00e7\u00e3o de p\u00f3s-contato \u00e9 sempre muito complicada. Elas t\u00eam uma sa\u00fade muito fr\u00e1gil, falta de imunidade. V\u00e1rias doen\u00e7as que pra n\u00f3s s\u00e3o simples, ent\u00e3o, eles contraem uma s\u00e9rie de resfriados diretamente. A gente diz que os dois primeiros anos s\u00e3o os dois primeiros anos mais vulner\u00e1veis no que diz respeito a quest\u00e3o da sa\u00fade\u201d, diz Carlos Travassos, coordenador geral de \u00edndios isolados da Funai.<\/p>\n<p>Na aldeia, Ihoro j\u00e1 encontrou um amor. Uma \u00edndia mais velha ensina ao rapaz os desafios que ter\u00e1 pela frente. Ser\u00e1 que ele pensa em voltar a viver no meio da floresta?<\/p>\n<p>\u201cAcho que ainda \u00e9 cedo para dizer. A gente tem a expectativa tamb\u00e9m que ele n\u00e3o venha pra c\u00e1 de forma permanente, mas que ele possa optar, ter liberdade para optar o caminho que ele assim quiser\u201d, diz Carlos Travassos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc\u00ea sabia que o povo mais amea\u00e7ado de extin\u00e7\u00e3o em todo o mundo vive no<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":17730,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/indios_ameacados.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/indios_ameacados-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/indios_ameacados-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/indios_ameacados.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/indios_ameacados.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/indios_ameacados.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/indios_ameacados.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/indios_ameacados.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/indios_ameacados.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/indios_ameacados.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Voc\u00ea sabia que o povo mais amea\u00e7ado de extin\u00e7\u00e3o em todo o mundo vive no","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17729"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17729"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17729\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17730"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17729"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17729"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17729"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}